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quarta-feira, 10 de março de 2010

Pedaços de mim.


Eu sou quase tudo, e sou quase nada.
Eu sou o atalho, sou a estrada, sou a rede, sou a porteira.
Eu sou o chão, sou a lama, sou a poeira.
Eu sou o sonho, a esperança, o devaneio.
Eu sou o partida, a chegada e o esteio.
Eu sou quase tudo, e sou quase nada.
Eu sou o coice, o carinho, o acinte.
Eu sou a verdade do século vinte.
Eu sou o passado que insiste em permanecer.
Eu sou o presente que insiste em tentar crescer.
Eu sou o futuro que agride os olhos e ninguém quer ver.

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