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sábado, 20 de novembro de 2010

Coragem, Perdão e amor?

Ontem, escrevi muito sobre coragem. No entanto, não defini de forma clara o que vem a ser a coragem. Muito já se disse e já se escreveu sobre tal coragem. Na poesia, na literatura, na religião, na ciência e na filosofia. Quem assistiu o filme "Tróia" e vê Aquiles enfrentar Heitor, pode perceber ali, como ambos tem a virtude da coragem. Quem assistiu Alexandre invadir o flanco esquerdo do exército de Dario e vencer a batalha de Issos, pode perceber ali a coragem dos homens de todo um exército em uma luta que lhes valia a vida, a morte e ou a a vida e a glória.
A coragem é a capacidade de enfrentar o medo. Queremos dizer com isso que todos os homens sentem medo. Alexandre sentiu medo e confessou isso a seu amante. Aquiles sentiu medo e confessou a sua amada. Heitor sentiu medo e confessou á sua esposa. Tantos outros homens ao longo da história sentiram medos, mas ficaram na história como heróis por que souberam enfrentar o medo e continuar com a ação planejada. Não fugiram, não desistiram, não mentiram, não enganaram. Quando preciso enfrentaram a morte olho no olho e por isso, dizem, venceram a morte e se lançaram para a glória eterna.

Coragem é a capacidade de enfrentar a dor, o medo, o perigo, a intimidação. Tem o coragem o homem que ao perder sua família, emprego, finanaças continua a se levantar todos os dias cuidar de suas responsabilidades. Tem coragem o homem que nas condições mais adversas continua a agir. Coragem é ação. O que significa então coragem ligada ao amor? Tem coragem o homem que mente e engana a mulher amada mas dela não cuida, não gastando com ela um só centavo? Ou terá coragem a mulher que ao dizer amar um homem abaixa sua cabeça e não o defende das línguas maledicentes de outros quando desfrutado dos seus cuidados e proteção? Tem coragem a mulher que se arrisca no encontro com o amante as escuras por medo de trair o marido que a alimenta, e protege?

É preciso entender que coragem é uma virtude. Como tal tem sua falta e seu excesso. No excesso temos a temeridade. Pode se dizer também de inconsequências. A mulher que trai o marido não é uma mulher corajosa, é inconsequente, temerária, por sua vez, covarde e dada a luxúria. Caso fosse corajosa enfrentaria e resolveria os problemas no casamento. A mulher que não defende o marido que a sustenta das línguas maledicentes, antes abaixa a cabeça e concorda é no mínimo covarde, pois se tivesse coragem não lhe restaria outra opçao a não ser defender aquele que lhe dá apoio e proteção. Ao não agir com senso de justiça comete-se os pecados capitais da inveja, do orgulho, da maledicência, e tantos outros.

O que dizer então do homem que sendo medroso inventa todos os tipos de mentira para ter a mulher amada sem assumir nenhuma responsabilidade para com ela? Não se trata só de medo, ou, falta de coragem. Este peca por corvadia, luxúria, inveja, falta com verdade. Um tal homem está quase no estado de animalidade.´Eu diria que não chega a ser um homem, antes, um animal provido de algumas possibilidades humanas.

A coragem enquanto virtude, como discuti no artigo anterior, necessita que exista no ser que a possui outras virtudes. Na luxúria não há coragem. Na perversão não há virtude. A coragem pode ainda ser dividida em duas: a coragem física e a coragem moral. A coragem física é a capacidade de lidar com a dor física, e, necessária para que se tenha a virtude do trabalho. E, aqui, cabe lembrar que muitos homens trabalham não por virtude, mas por medo de passarem fome,e para estes, as coisas materias são mais importantes que tudo, vivem escravos do dinheiro. A coragem moral é feita daqueles elementos necessários para se enfrentar de cabeça erguida a dor da alma, a dor da mente, a dor do espírito. A coragem moral é o elemento mais importante para que o individuo tenha capacidade de perdoar.

Na verdade, não existe amor no coração de um homem que não tenha a virtude da coragem. Só os fortes e corajosos são capazes de amar e cuidar de alguem. Só os fortes são capazes de perdoar, enfrentar a dor da alma e seguir em frente. São capazes de perdoar por que na busca pelo conhecimento de si, sabe dos próprios limites, e, portanto, consegue ver no outro uma possibilidade de si. São capazes de perdoar por que sabem que o outro é o reflexo de si, e a essência da humanidade

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