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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sobre coragem, perdão, amor, medo e covardia.

Vivemos em um tempo que algumas palavras quase não são pronunciadas. Alma, espírito, virtudes, e, caráter são algumas delas. Vivemos em uma época em que se tornou normal mentir, ser hipócrita, omitir a verdade, corromper e ser corrompido. Da forma como estão as coias parece até que não é difícil acreditar no apocalipse cristão.
As virtudes nos dias de hoje não é assunto tratado. Parece que o normal é sequer tentar pensar em tais questões. Honestidade? que isso? Gente honesta demais o destino é terminar mal, na pobreza e na miséria, dizem alguns. Prudência? Coragem? Tolerância? Que nada. O importante é quanto você vai lucrar com as situações vividas. A grande maioria estão preocupados apenas com uma coisa: como fazer para ter o máximo de prazer, poder, dinheiro. As coisas tomaram o lugar do ser. A velha questão "Ser, ou não Ser", não tem nenhum sentido mais para a maioria.

Em tempos assim, é quase impossível viver a virtude do amor. E aqueles que escolhem viver a virtude do amor defrontam-se com dificuldade incomensuráveis, e, quase intransponíveis. É do amor que quero falar. Já disse sabiamente o apóstolo Paulo na sua carta aos coríntios - o amor tudo suporta, tudo espera, jamais acaba. Havendo profecias desaparecerão, o amor, jamais. Cantou o poeta - " O amor é fogo que arde e não se sente, é um contentamento descontente. - Ao longo da história humana muito já foi dito sobre amor. A minha pergunta é : Os covardes podem amar? qual a relação entre a virude da coragem e a virtude do amor?

O velho mestre Aristóteles, ao escrever sua Ètica a Nícomacos, deixa claro que não. Para ele, algumas virtudes só existem em um homem quanto se tem outras virtudes que lhe servem de base. No topo estão as virtudes intelectuais. Para aristóteles o homem virtuoso terá que necessariamente ter as virtudes intelectuais, entre as quais estão a sabedoria e o conhecimento. Abaixo das virtudes intelectuais estão as virtudes teologais - fé, esperança e caridade; abaixo destas, as virtudes - Coragem, justiça, temperança e prudência; abaixo um pouco mais as virtudes morais - sobriedade, trabalho, prodigalidade, castidade, mansidão, generosidade e modéstia.
No meio de tudo isso estão os pecados capitais, ou seja, na medida em que um homem não consegue ser virtuoso ou ele vai ao excesso ou a falta. A dimensão dos limites ultrapassados leva-o aos pecados capitais - Gula, avareza, preguiça,luxúria,coléra, inveja e orgulho.

O medo e a covardia são dois limites ligados a virtude da coragem que por sua vez afeta a possibilidade do homem ter outras virtudes. Um homem medroso e covarde pode a vir ser temerário, portanto, a matar por medo de morrer. Poderá ser um homem trabalhador, mas jamais capaz de correr riscos. Não será manso, o medo e a covardia impede a paz e a mansidão. O medo impede que se tenha fé e que se tenha esperança. O medo e a covardia quase sempre vai levar a avareza, a luxúria, coléra, inveja e orulho.
O homem medroso e covarde tem inveja do homem virtuoso. O homem medroso é avaro por que tem medo de tudo perder. O homem medroso não é capaz de amar, por causa da sua avareza, da possibilidade de correr riscos.

NO amor, existe espaço para quem é virtuoso, ou para quem luta e trabalha por se tornar.

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