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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Aurora da Madrugada

Quando ao alto o sol se esconde na aurora de nossas vidas,
E os seus raios se esvaecem nas lembranças esquecidas,
lembra-me os tempos antigos que são vividos de novo
Nos ideais atrevidos dos que vivem dentro de um ovo.

Somos mais que vagalumes vagando na escuridão,
Somos mais que borboletas voando perdidas no espaço,
Somos mais que águias douradas voando pela imensidão,
Na estrada escura da vida que vamos pegando à laço.

Sons retumbam aos nossos ouvidos enquanto não temos voz,
e se algemam as mãos calejadas dos que defendem albatroz..
Eu vejo em névoas expensas as figuras dos marajás,
que nos meus sonhos perdidos ficam presos em alcatraz.

Como bravos napoleões correndo pela rua à lutar,
Vejo um formigueiro humano incendiando o mar...
E nos vórtices velozes vagando com cravas dores.
Vejo homens e mulheres pensando viver amores.

E remoendo o passado, no auge da dor, do sofrimento e agonia
da ilusão recolhida e do amor à filosofia que aprendeu,
Pensam que são felizes enquanto vivem horrendas orgias,
E tem esperança de um ter a paz perdida do profeta que morreu.

Pregam paz, pregam paz,pregam o fim da destruição.
O mundo é uma aldeia global vivendo em intensa união.
Os homens, todos de mãos dadas, lutando pelo fim da dor.
Sonhando com a ilusória visão do ideal do amor.

E as sementes que plantamos, com certeza não floresceram.
E os espinhos, miseráveis, invadiram nossa nação.
Como um exército de vinkigs saquearam nossas vidas,
e como um rebanho de vespas destruiu nossa união.

À extrema melancolia vive-se o ser humano.
Pensando no futuro que em breve o há de esperar.
Os tic tacs de uma relógio na parede dependurado,
Faz lembra que o tempo passa que o passado não pode voltar.

É assim que sobrevivem a nossa geração invejada.
É assim que o tempo passa na nossa casta escuridão.
E recuando e avançando na extrema desilusão.
Tendo a esperança de ver a aurora da madrugada.

(Poesia escrita no ano de 1990, dois antes da formatura do Ensino Médio no Instituto Adventista Brasil Central - Anapólis - Goiás)

2 comentários:

  1. Sou sua seguidora agora Nelson...linda a poesia...Parabéns!Abraço!

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  2. Olá Rosana. Obrigado por seguir. O blog não tem grandes pretensões, mas que bom gostou. Uma forma de tentar pensar sobre o mundo. Seja bem vinda, sinta-se em casa.

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