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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Elegia a Divinópolis

Um dia foste Cirinópolis.
Fostes Galheiros.
E hoje, sois Divinópolis.
Tu és Divina, Divinópolis.
Em ti,
O bem domina o mal,
A vida domina a morte,
A alegria domina a tristeza,
O trabalho domina a sorte.
Tu és Divina, Divinópolis.

Vejo tua força, "Menina Moça",
dos poetas anônimos,
que lutam contra o mal
sozinhos, calados,
que nas caladas da noites
reflete, conclui...
E escreve livros,
que não serão publicados.

Vejo Esperança
Em tuas árvores frondosas,
Nos teus jovens robustos,
Em tuas donzelas carinhosas,
Que aqui lutam para crescer...
Muitos, um dia partiram,
Mas que um dia hão de voltar
Os meus olhos já viram.

Eu também vejo em ti.
Uma triste sina.
Os homens maus,
que agem na surdina,
Que preparam arataca aos desavisados.
Que dilarcera os pobres e engana os coitados.

Vejo o teu futuro.
Envolto em glórias,
resurgindo do caos,
sua própria história,
como meiga lembrança,
de passadas auroras.

Vejo Homens
que vivem no silêncio,
como crianças,
em plácida inocência.
Um dia eles abrirão suas bocas,
Erguerão suas vozes,
fracas e roucas.
E mudarão a história;
para felicidade do bem,
do amor e  da glória.

(Poesia escrita no ano de 1994, depois de desafiado por meu amigo Joel Pinto de Barros, a quem devo muito de minha fornação. Ele dizia que a religião, o internato, a paixão e o amor não vivido tinha destruído meu talento literário. Para tentar convencer-me que o meu caminho era a política e a literatura mostrou-me material escrito que sonhava um dia transformar em livro que li avidamente. No material escrito chamava nossa cidade de Menina Moça. Eis um homem que sabia lutar pelo bem, consciente de que fazia a diferença como um Beija Flor que tenta evitar a queima de uma floresta. Anos depois tive a honra, já depois de formado e Mestre em Educação, de ser professor do mestre e acompanhá-lo na jornada em busca de um diploma de curso superior pelo qual ele sonhou e lutou levar para Arraias e Campos Belos, para que os filhos  do Nordeste Goiano pudesse ter a oportunidade de crescer. A publicação deste poema neste espaço é uma homenagem a você, meu grande mestre - Joel Pinto de Barros, e pequena e bela cidade que me acolheu ainda criança, Divinópolis de Goiás.)

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