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sábado, 31 de dezembro de 2011

Wall Street: O dinheiro nunca dorme - Sete lições que se pode aprender.


Nelson Soares dos Santos

Assisti nesta madrugada o filme “Wall Street: o dinheiro nunca dorme”. O filme apresenta muitas lições que devem ser aprendidas por aqueles que ambicionam o dinheiro e o poder. A principal delas a de que tudo se trata de um jogo, mas não de um jogo de número, e sim, o jogo entre pessoas cuja maior moeda é o tempo.

Primeira Lição: Aprenda a administrar o seu tempo para cumprir bem seus compromissos. Poucos conseguem entender esta que parece uma metáfora: “ O maior patrimônio que temos é o tempo”. Interessante que na disputa por dinheiro e poder vence quem sabe administrar o tempo. Olhando bem não é difícil ver no filme todas as leis da arte da guerra. Também nesta, o que define a vitória e a derrota é a forma que administrando o nosso tempo. A pergunta é, por que o tempo é tão importante e decisivo?

Dizem que “ O tempo é o senhor da razão”,eu na verdade acredito que mais que isso, o tempo é o deus mais poderoso para nós mortais e quando conseguimos vencer ou nos harmonizar com o tempo tornamo-nos imortais, semelhante aos deuses. O caminho para tal conquista, no entanto, não é um caminho sem espinhos pois o tempo só pode ser harmonizado ou vencido quando aprendemos a viver com o todo, sim... o todo, nossos semelhantes e dessemelhantes. Assim, na verdade o segredo está nas pessoas, nas coisas, ou melhor na forma como nos relacionamos com elas, ou como servimos e nos servimos delas.

Segunda Lição: Aprenda a conviver se choramingar com a vitória e derrota. Um outro filme que ilustra bem esta mesma questão é “O gladiador” – Quem não tem coragem de fazer sangue jorrar ou derramar o próprio sangue que fique na arena. Na luta pelo poder e pelo dinheiro é preciso ter coragem para conviver com a vitória e a derrota. Algumas pessoas quando estão por cima são mestres em pisotear os fracos, quando caem não suportam um arranhão. Tais pessoas não são dignas nem da vitória e nem da derrota, deveriam ter ficado nas arquibancadas da vida e jamais terem entrado na arena. A arena é para aqueles que são capazes de tomar nas mãos  o próprio destino, fazer suas próprias escolhas sem medo das conseqüências.

Terceira Lição. Aprenda  a separar informação de conhecimento e conhecimento de sabedoria para não precisar da ajuda dos passarinhos. Não acredite jamais em mentores. Mentores são como saturno que devora seus próprios filhos. Aprenda a conhecer a si mesmo e aos amigos/inimigos. Teu grande soldado e aliado está dentro de você. Em “ A Arte da Guerra”, isso significa ter o TAO da guerra, o domínio do céu e da terra e de todos os elementos.

Quarta Lição. Dinheiro e poder não é  a razão de ser das coisas. Homens ricos e poderosos não se preocupam nem com dinheiro e nem com o poder. O dinheiro e o poder são apenas instrumentos que os movem na vida. Tais homens vivem convictos de que nasceram para trilhar um caminho, realizar coisas grandes, mudar o mundo, encontrar novos rumos e novos caminhos. Se o que te move é o dinheiro e o poder, esqueça, você jamais os encontrará na quantidade que lhe satisfaça. O homem verdadeiramente rico e poderoso não necessita de nada que já não esteja ao alcance de suas mãos.

Quinta Lição. Tenha paciência e prudência. Não se precipite para tomar decisões, e mais, não existe decisão que não seja importante. Então, desde o levantar até o momento de se deitar ( e durma por pouco tempo, apenas os fracos dormem), mantenha-se consciente, livre de alucinações, paixões, amores, desamores. A vida não é um parque de diversão, a vida é um ambiente de trabalho onde escrevemos nossa biografia. O que fazemos hoje amanha será nossa biografia e não poderemos fazer nada para modificá-la.

Sexta Lição. Aprenda a usar bem as coisas e não deixe que elas te usem. Isso vale para o dinheiro e o poder, mas também para todas as coisas da vida. Tenho visto muitas pessoas que não compreenderam esta lição simples. Dinheiro e poder são para serem usados por nós, não para que nos tornemos escravos ou viciados. Tem gente boa viciada em trabalho, viciada em ter um corpo bonito, viciado em juntar dinheiro que nem sabe para que vai lhe servir. O vício nunca é bom, nem mesmo aqueles que se viciam ir a igreja ou ter religião podem ter paz e verdadeira prosperidade.

Sétima Lição. O que realmente importa são as pessoas. Esta talvez a lição mais importante, por que para que consigamos dar a importância devida a cada uma das pessoas que nos rodeia é preciso que tenhamos aprendido todas as demais lições. É preciso sobretudo, ter aprendido a confiar em nós mesmos, e, ter desprendimento de tudo, inclusive da própria vida. Não existe vitória sem sacrifício.

Ao final do filme eu quase vi,em vez de uma história sobre poder e dinheiro uma história sobre relacionamentos, romance, amor, felicidade. Uma história sobre como viver neste mundo e encontrar a pessoa que nos completa, na qual nos reconheçamos e com a qual podemos construir uma história verdadeira com sentido e significado.




Sobre a Reforma de Thiago Peixoto. Divulgando texto dos educadores.


Texto de: Elder Franca de Sousa
Trabalhei em um texto que explica como deveria ser o aumento e como ficou: disponibilizo para apreciação e sugestões de mudança:

"Sobre Leis, decisões do STF e valorização profissional do professor.

Os professores efetivos do Estado de Goiás acompanham com angústia os eventos relativos à aprovação da Lei que modifica nosso plano de cargos e salários e que, pretensamente, regulamenta a Lei do Piso Salarial dos Professores no Estado de Goiás. Quem lê a Lei do Piso Salarial do Professor e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que confirmou sua constitucionalidade, percebe que o Estado busca através de um subterfúgio, a incorporação das gratificações de titularidade, o não cumprimento da Lei, não repassando os valores devidos aos professores de acordo com seu plano de cargos e salários.
A Lei e a decisão do STF falam, claramente, que até o dia 31 de dezembro de 2009 os entes federativos (Estados, Municípios e União) poderiam levar em conta para o pagamento do piso a remuneração dos professores, ou seja, salário básico mais gratificações de cunho pessoal, caso das gratificações de titularidade (especialização, mestrado e doutorado). A partir de 1º de janeiro de 2010, isso não é mais possível, pois a lei fala que deve ser considerado como piso somente o vencimento do professor, ou seja, o salário básico, não podendo ser incorporado ao salário, com o fim de chegar ao valor do piso, gratificações de caráter pessoal. A lei diz, também, que até 31 de dezembro de 2009, Estados Municípios e União, deveriam organizar seus planos de cargos e salários para se adequar à lei.
O STF delimita a data de 1º de janeiro de 2010 como a data que começará a valer os "efeitos financeiros do piso". Então, podemos observar que a aplicação do piso deverá levar em consideração os dispositivos legais que ordenavam a nossa carreira naquele momento, não podendo haver incorporação de nossas gratificações e respeitada a proporcionalidade entre as classes de professores, daquele momento. Com isso, como o valor do piso, de acordo com a lei aprovada pela Assembleia legislativa foi para R$ 1.395,00, para professor PI (professor com magistério), deveria se aplicar mais ou menos 46% de diferença entre uma classe e outra, dessa forma, um professor PIII (professor com Licenciatura Plena) iria para R$ 2.037,00, sem gratificações. A partir desse valor é que seriam aplicadas as gratificações de cunho pessoal (de titularidade e qüinqüênios) e um professor PIII com 30% de titularidade passaria a ganhar R$ 2.648,00; esse valor, após a reforma de nosso estatuto ficará em R$ 2.016,00, sem possibilidade de usar sua gratificação de titularidade. Como vemos, houve perdas significativas para a nossa categoria.
A Lei que tinha como escopo melhorar o salário geral do professor, através do aumento do salário da 1ª categoria de professor, o profissional com magistério (com ensino médio), e utilizar os mecanismos dos planos de cargos e salários para efetivar essa melhoria para toda a categoria, perde sua finalidade, pois valoriza somente a base, indo contrariamente a critérios meritocráticos tão defendidos pelo Estado. Essa mudança privilegia a estagnação do professor, pois, tirando o desejo pessoal de qualificação de cada professor, haverá pouco retorno financeiro para aqueles que enfrentarem um pesado concurso de ingresso em curso de mestrado e doutorado, onde terão, respectivamente, dois e quatro anos, de exaustivo trabalho intelectual, para ao final terem um aumento de 10% e 20%, para mestre e doutor, respectivamente. Antes os percentuais de titularidade eram de 40% e 50% para cada uma das titulações. A gratificação de titularidade por Especialização latu sensu, após a mudança do plano, é suprimida. Como se nota, estamos andando para trás.
O Estado somente aplicou o piso para o professor PI (a minoria em nosso Estado), sem levar em conta, através de uma manobra, a mudança de nosso plano de cargos e salários, a proporcionalidade devida às outras classes para não dar os valores que seriam devidos aos professores. A incorporação de nossas gratificações, que já tínhamos e já recebíamos, não seria permitida, como fala a Lei, desde 1º de janeiro de 2010. Não houve aumento aos professores, apenas incorporação de nossas gratificações. Com esse subterfúgio, vemos que a valorização profissional tão falada por nosso Secretário não pode ser levada a sério, pois retira conquistas dos professores, de forma ilegal, a fim de pretensamente cumprir a Lei do Piso Salarial do Professor.
Pergunto aos cidadãos em geral: vocês ficariam satisfeitos se sua remuneração estivesse programada para, dentro da lei e de decisões da mais alta Corte do País, aumentar para R$ 2.600,00 e, por obra de uma manobra do governo, e de protelação do cumprimento dessa decisão, esse aumento ficasse em R$ 2.014,00? Leve-se em conta que esse governo prometeu – há vídeos, documentos e declarações do então candidato ao Governo Marconi Perilo - que o Piso seria pago logo no primeiro dia de seu governo, pois era apenas uma questão de “vontade política”. Leve-se em conta também que diversas categorias de funcionários, geralmente, comissionados, tiveram seus salários aumentados em até 300%. Esse governo levou os professores em “banho-maria” por 12 meses, para ao final, aplicar seu golpe de misericórdia na já tão combalida auto-estima do professor. Esqueçam o discurso, a prática é outra.
Se não se respeitar a data de 1º de janeiro de 2010, para que seja aplicado o cumprimento do Piso, chegaremos à conclusão de que para não cumprir uma decisão judicial, basta postergar seu cumprimento e, depois, mudar as leis que foram afetadas por essa decisão, em um total desrespeito ao Estado de direito. Foi justamente isso o que ocorreu. Mais uma vez, o discurso oficial de “reconhecimento” e de “valorização” do professor bate de frente com a dura realidade: O professor é o profissional menos respeitado e valorizado por esse governo."

Por favor encaminhara para todos professores da Rede que tenham contato:

Fábio Amaral

ORAÇÃO DE MAAT.


Confissão de Maat.

“ Glória a Ti, Ó Grande Deus, Senhor de Toda a Verdade! Venho à Tua presença,

E aqui me encontro para tomar consciência de Teus decretos.

Conheço-te e estou harmonizado contigo e com Tuas Quarenta e Duas  Leis que habitam contigo nesta Câmara de Maat.

Por ti destruí a maldade.

Não fiz nenhum mal à humanidade.

Não oprimi os membros de  minha família.

Não pratiquei o mal, em lugar do direito e da verdade.

Não convivi com homens indignos,

Não exigi consideração especial,

Não decretei que um trabalho excessivo me fosse prestado.

Não apresentei meu nome para enaltecimento.

Não privei de bens os oprimidos.

Não fiz ninguém passar fome.

Não fiz  ninguém chorar.

Não infligi dor a nenhum ser humano ou animal.

Não espoliei os Templos de suas oblatas.

Não adulterei os padrões de medida.

Não invadi campos alheios.

Não usurpei terras.

Não adulterei os pesos da balança para enganar o vendedor.

Não fiz leitura errada do fiel da balança para enganar o comprador.

Não afastei  o leite da boca das crianças,

Não fechei a água no momento em que ela devia correr.

Não extingui a chama quando ela devia arder.

Não repeli a Deus em suas manifestações

Sou Puro! Sou Puro! Sou Puro!

Minha pureza é a pureza  da Divindade do Templo Sagrado.

Portanto o mal não me acometerá neste mundo, por que eu, eu mesmo conheço as leis de Deus que são o próprio Deus. CRO-MAAT.

Retirado de "O livro dos Mortos dos Egípcios".

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Thiago Peixoto, Marconi Perillo, o Sindicato e a Revolução na Educação que realmente precisamos.

Nelson Soares dos Santos
 

Preciso dizer antes de qualquer palavra deste artigo que desde 1998 sou um entusiasta apoiador do Governo Marconi Perillo. E que fui uma das vozes primeiras a defender o Governador por meio de artigos contra as investidas do então sucessor Alcides Rodrigues. A liderança de Marconi Perillo em Goiás, é incontestável e  tem todas as condições para crescer e se consolidar como liderança nacional. Entretanto é preciso ter cuidado para não cometer erros, como foi o de eleger Alcides Rodrigues como sucessor no ano de 2006.

O grande problema do Governador Marconi no momento é o excesso de fidelidade dos seus assessores. Na verdade, confunde-se fidelidade   e lealdade com excesso de zelo e medo de desagradar o chefe. É como na velha história onde o rei aparece nu e ninguém tem coragem de dizer que o rei está nu. O projeto de reforma ou “revolução na Educação”, é um destes momentos que muitos assessores sabem estar havendo uma terrível distorção, mas ninguém parece ter coragem ou capacidade de apontar os erros que estão sendo cometidos.

Já escrevi em outro artigo que embora a cooptação de Thiago Peixoto para a base aliada foi uma grande jogada política, colocá-lo na educação foi um erro. Primeiro por que não é educador e as propostas praticadas, até agora, demonstra desconhecimento das necessidades da educação no nosso estado; segundo, por que Thiago não conhece a realidade da Educação Pública, e sendo assim, fica refém de consultores que muitas vezes também não conhecem a realidade educacional da escola pública. Soma-se a estas questões outras ainda mais complexas: a) uma revolução na educação não se faz por uma só voz; b) a questão da educação não é apenas política ou técnica, é social e cultural.

Também quero mudanças revolucionárias na Educação, mas tenho consciência de que isso não fará por uma só voz, pois se isso fosse possível, Cristovão Buarque, Leonel Brizola, Paulo Freire  o teriam feito. O que Cristovam e Brizola fizeram como governadores se perderam, por que não se lembraram de que uma revolução no campo da educação tem de ser mais que técnica e política, é preciso ser social e cultural. De Paulo Freire, restou a teoria, a técnica e a política se perdeu. Thiago está em uma situação ainda pior por que primeiro não vejo ninguém no seu partido e mesmo no governo em condições de defender a revolução que ele prega; segundo, não sendo educador não tem as condições que Cristovam e Paulo Freire possuíam – o respeito da categoria dos trabalhadores em Educação.

É por acreditar que não é possível fazer uma revolução na Educação sem antes envolver uma grande parcela da população no processo que propus e foi aprovado no Congresso Nacional do PPS, que a educação tornou-se uma das prioridades do partido e que todos os prefeitos doravante eleitos pelo partido investirão não menos que 30% da receita em Educação, e que a Fundação Astrogildo Pereira buscará junto a sociedade e educadores construir uma proposta de política educacional que realmente atenda as necessidade do nosso país.

Outro erro do Governador Marconi e o Secretário Thiago Peixoto é não fazer uma reestruturação profunda no quadro do magistério, e erra mais ainda,  quando ao fazer as mudanças, deixa no mínimo, passar a impressão de que está retirando direitos, e na prática, pelo que pude analisar do documento, está sim, retirando direitos já conquistados dos trabalhadores. Triste mesmo, no entanto, é ver o sindicato errar ainda mais, ao fazer uma defesa setorizada e não ter uma proposta concreta para melhorar a educação. Na verdade o sindicato erra por casuísmo, falta de representatividade, falta de estudos concretos da realidade da educação.

Antes de mais nada, é preciso ter claro a situação de nosso estado. Por mais que se tenha avançado somos um estado de analfabetos, e a formação aligeirada na Educação Superior introduziu na sala de aula professores que não são capazes de escrever um bom texto sobre assuntos corriqueiros do cotidiano, com uma bagagem cultural extremamente limitada, e que as vezes, tem dificuldade de compreender a própria matéria que ministra em sala de aula. Goiás tem hoje pouco mais de 10% de pessoas com curso superior, um número escasso de mestres e doutores, e destes pouco mais de 10% com curso superior, mais de 30% são analfabetos funcionais.  A reforma neoliberal de Thiago Peixoto vai fracassar por que não levou tais dados em consideração.

Outro dado que impressiona é o grande número de professores que ministram disciplinas totalmente dispares da formação possuída. Não é difícil encontrar professor Licenciado em Geografia ministrando aulas de Química, matemática, e até de Inglês.  E, isso acontece, por causa dos baixos salários, daí, por que a questão do piso nacional torna-se uma questão elementar, que deveria ter sido resolvida nos três primeiros meses de governo. Daí por que é preciso fazer uma reestruturação total na carreira do magistério, mas sem retirar direitos; a proposta apresentada não apenas retira direitos como me parece uma afronta às boas universidades do País. Afinal, como serão avaliados os  títulos? A secretaria possui doutores e pós-doutores suficientes para fazê-lo em todas as áreas do conhecimento?

A reforma/revolução acontece fora da realidade. Não temos doutores e pós-doutores e não temos uma política salarial que resolva o problema atendendo profissionais de outros estados. A análise  feita pelo professor Libâneo torna-se mais do que verdadeira pelos primeiros embates da reforma/revolução. É por esta razão que uma proposta de política educacional vai muito além do que Thiago/Marconi estão tentando fazer. E por acreditar neste Governo que defendemos que de fato seja mesmo feito uma revolução no campo da Educação em Goiás.

1º - É preciso reformular o plano de carreira. Esqueça o piso salarial nacional pois com este piso  não se fará revolução na educação em lugar nenhum do mundo. Do ponto de vista da valorização do Educador tem de se pensar um salário, pelo menos em perspectiva de no mínimo cinco mil reais para professores em início de carreira para a carga horária de 40 horas semanais.

2º - É preciso integrar os três níveis de ensino. Educação Fundamental, Ensino Médio e Educação Superior, para que o aluno seja capaz de chegar a Educação Superior com ampla cultura geral e iniciação a formação do espírito científico.

3º - Integrar a Educação Escolar a formação para a cidadania, integrando áreas de gestão como saúde, segurança, educação, trânsito, meio ambiente, dentre outras.

4º - Recuperar a formação cívica nas escolas. Modificar o processo avaliativo e criar mecanismos disciplinares e métodos de acompanhamento em tempo integral

5º - Criar escolas de pais com objetivo de prover educação para a cidadania para pais que vivem no limite da pobreza e não possuem condições de bem orientar os filhos.

6º - Despartidarizar a Educação. Introduzir verdadeiramente a meritocracia não como elemento de disputa e competição, mas como estímulo ao processo de auto-conhecimento.

7º - Investir na reestruturação da infra-estrutura da educação pública no estado. Não é possível fazer revolução na educação sem criar estrutura material, com escolas caindo aos pedaços e, em muitos casos, falta de área de lazer e bibliotecas.

8º - Introduzir uma política de Educação em Valores em todos os níveis de ensino. Valores humanistas que permita o aperfeiçoamento da democracia e a construção de uma sociedade sustentável.

9º - Criar junto a UEG um centro de estudos de pesquisa e acompanhamento do processo de avaliação possibilitando análise da realidade educacional do Estado.

10 – Organizar todos estes elementos em um plano emergencial de reforma da educação que possibilite ter escolas e cursos abertos, se necessário for, nas grandes cidades em três turnos para dar condições de atender todos aqueles que sentirem a necessidade de crescimento educacional.

Como membro da Executiva Estadual do PPS em Goiás, defendo que o Governo abra um canal mais eficiente de comunicação com a população, e principalmente que ouça os pesquisadores goianos, que trabalham e fazem pesquisa sobre a realidade Educacional Goiana para programar uma reforma que de fato resolva o problema da Educação. Defendo que o PPS seja ouvido pelo Governador antes mesmo de implementar as reformas já aprovadas na Assembléia Legislativa, uma vez que como parte da base aliada temos o dever de ajudar na construção do melhor governo possível da vida dos goianos.  Ainda é tempo de fazer uma verdadeira reforma, com vontade política e conhecimento da situação.


Educação e Cultura contra o Mercadismo Liberal – Como participei da luta que transformou a Educação em Eixo Central das lutas do Partido Popular Socialista.

Nelson Soares dos Santos[1]

Das realizações que fiz em 2011, uma trouxe-me grande alegria – a participação no XVII Congresso Nacional do PPS – Partido Popular Socialista na Cidade de São Paulo. O caminho até a participação no Congresso Nacional do PPS foi longo e doloroso, mas começo a perceber que o que fiz nada mais foi que o cumprimento de uma missão, quando hoje, ao ler os jornais vi,  com alegria, a bancada do PPS na Câmara dos Deputados trabalhando duro para tornar a Educação fator essencial na luta política e o eixo de um desenvolvimento humano para o nosso país.

Tudo começou quando no ano de 2010. Desempregado por motivos já apresentados no blog,e movendo uma ação contra a Fundação de Ensino Superior de Goiatuba ( FESG – FAFICH), fui obrigado a fazer uma profunda análise de tudo que acontecia. Entendi então, que o meu sofrimento e as perseguições sofridas tinha apenas uma razão: Eu tinha o dever de defender e lutar por um modelo de Educação que propiciasse às pessoas possibilidades de encontrar o verdadeiro sentido da vida. Tem sido assim em toda a minha carreira de professor, sempre alertando aos meus alunos de que mais importante que notas é aprender a viver; e, que nenhuma educação tem sentido quando por meio dela não encontramos um sentido e um significado para as nossas vidas.

Por onde passei sempre idealizei formas de valorizar o professor, encontrar a verdadeira forma de valorizar o mérito, criei programas que ajudasse no desenvolvimento de uma Educação de qualidade, criei grupos de estudos; e, na maioria das vezes tive minhas idéias roubadas para logo em seguida ser perseguido de forma cruel e desumana. Em 2010, em meio ao sofrimento entendi que precisava fazer mais, lutar mais, e que não cabia jamais a minha pessoa afastar da política.

Convidado por Gilvane Felipe, participei da reestruturação do PPS, no entanto, após as eleições de 2010, mesmo sendo suplente da direção, fui convidado pelo mesmo, a me desfiliar do partido. O motivo segundo ele, é que eu não deveria esperar nada dele, muito menos ser nomeado para qualquer cargo no governo. Confesso, que depois de estar apoiando as idéias do Gilvane por quase dez anos, a decepção foi grande. E meditando, conclui que mesmo em tal situação deveria continuar na política e com um dever claro de lutar pela educação. Procurando outros dirigentes do partido ( Darlan Braz , Iron Cordeiro, etc), ouvi dos mesmos que mesmo presidente Gilvane não possui o direito de solicitar a ninguém que se retirasse do partido,e que o PPS não era um partido qualquer, era sério, e que se o que eu dizia tivesse o mínimo de fundamento, a presença do mesmo na direção do partido em Goiás estaria com dias contados.

Adentrei o ano de 2011 consciente de que sendo Gilvane o presidente do partido e enquanto fosse eu não seria nomeado para nada, e não teria chance nenhuma de colocar em prática nenhuma idéia de nenhuma forma. Ainda no mês de Janeiro, consultei a direção nacional do Partido para saber se as palavras de Iron Cordeiro e Darlan Braz tinha algum sentido. Ouvi que sim e que a direção nacional relutava em acreditar que o Gilvane pediria alguém para se desfiliar do partido. Não demorou, no entanto, para que Gilvane pedisse a outra pessoa para desfiliar do partido: desta vez Joaquim de Castro, deputado eleito pelo partido.

No meio da confusão fui aconselhado por Fabiano Arantes a usar a capacidade de escrever para defender o partido e o Governo Marconi ( que aliás fiz pouco por discordar dos rumos que algumas pastas vem tomando, inclusive a pasta cujo titular é filiado ao PPS). Concentrei-me nos contatos com os dirigentes do partido com o desejo de ajudar construir um partido forte que pudesse, de fato, ajudar o Governador Marconi a fazer o melhor Governo da vida dos goianos, um governo com densenvolvimento humano, humanista, democrático, e com respeito profundo aos direitos humanos.

Tentei diversas vezes demonstrar ao Deputado Joaquim de Castro que o PPS era um partido orgânico e que ele não deveria fazer o jogo do Gilvane, que o compromisso de diversas lideranças do partido era ajudar a fazer um governo que fosse de fato humanista, democrático, radical no sentido de lutar contra todas as formas de misérias humanas. O deputado não entendeu e no jeito costumeiro de fazer política só conseguia ver quem estava do lado dele ou do lado do Gilvane, não percebendo que a maioria absoluta do partido estava do lado da socieade Goiana.

Felizmente a direção nacional compreendeu que em Goiás, os quadros do partido, em sua maioria, estavam do lado da sociedade,do lado daqueles que lutam dia e noite contra todas as formas de misérias humanas. E foi assim que aos poucos se construiu as condições para que Gilvane Felipe fosse derrotado democraticamente em todos os congressos do partido. Foi derrotado por que não estava do lado da sociedade. Aliou-se definitivamente aqueles que só pensam em lucros cada vez maiores, que só pensam em acumulação de riquezas mesmo ao preço da miséria de milhares de pessoas. O congresso Estadual do PPS não foi apenas a derrota de Gilvane Felipe, foi a derrota do mercadismo liberal em sua forma mais perversa no qual tudo se torna mercadoria, inclusive as vidas humanas.

O Congresso Estadual do PPS em Goiás pela voz de seu líderes  ( André Almeida, Ivan Marques, Darlan Braz, Iron Cordeiro, dentre outros), mostrou que ainda existe pessoas comprometidas com o humanismo. Na esteira da vitória elaborei uma proposta de política de estado fundado no desenvolvimento humano tendo a educação como eixo central, que infelizmente não pode ser apresentado ao congresso Estadual. Com muito esforço, e retirando proventos do sustento das minhas próprias filhas, decidi que era importante minha presença como delegado ao Congresso Nacional do Partido, pois mesmo tendo escrito para a Tribuna de debates,vi que meu artigo sobre uma proposta de desenvolvimento humano tendo na educação eixo central não tinha surtido o efeito esperado.

Foi com privações que fomos até São Paulo. A direção Nacional proveu as hospedagens. Conseguimos comprar uma passagem pela Gol na promoção ( 166 reais ida e volta); e viajamos com quase nada de dinheiro para a nossa alimentação. Tínhamos apenas um objetivo no Congresso Nacional do Partido – defender a Educação como eixo central de uma política de desenvolvimento do nosso país. Eram 11 horas da manha quando tivemos a chance de usar a palavra e lembrar aos deputados do partido que a educação havia sido esquecida, e que mais, o esquecimento colocava em cheque a verdadeira identidade do nosso partido.  (Abaixo segue o vídeo de nossa intervenção.)

Nossas  palavras foram ouvidas. Não apenas foram ouvidas como foi aprovada na Resolução Política a nossa proposta. E, para a nossa alegria antes mesmo de findar o ano os  nossos deputados incluíram a educação na pauta de luta do partido na câmara, com emendas que fazem nosso peito encher de orgulho. A viagem valeu a pena. Valeu a pena os transtornos no retorno. ( perdi a conexão no Rio e só cheguei a Goiânia quatro dias depois. (O congresso terminou no domingo e desembarquei em Goiânia na quarta e sem minhas malas). O que era uma viagem na qual pouco acreditava por ver Cristovam Buarque, senador, e voz isolada na luta por educação de qualidade, tornou-se um retorno alegre na qual vejo todo um partido, espalhado pelo país inteiro, com candidatos nas principais capitais imbuídos na luta por transforma a educação como eixo central do desenvolvimento de nossa nação.

Hoje, li que três emendas foram acatadas no Plano Nacional de Educação apresentadas pelos deputados do nosso partido ( Rubens Bueno e Stepan Nercessian) já no novo espírito de centrar fogo na luta por uma educação de qualidade. É este o motivo deste post. O orgulho que sinto agora de pertencer a um partido que não faz de suas resoluções políticas mero discurso, e sim, as cumpre. É por esta razão que tenho agora a coragem de convidar todos os leitores deste blog que não tenham medo de participar da política, que vale a pena lutar e que existe um grande projeto  para o Brasil em Gestação – um projeto de desenvolvimento fundado no humanismo e tendo na educação um fator central, e não uma educação liberal, mas uma educação que propicie a todos que a receba um formação humana, a descoberta do sentido da vida e da existência humana.

Não fui nomeado para trabalhar no Governo Marconi Perillo. Não fui reconhecido por Gilvane Felipe, mas se a luta do PPS em todo o país mudar a concepção que temos da educação, se todos entendermos que apenas uma educação verdadeira pode nos fortalecer contra a crise que se avizinha, tudo terá valido a pena. Todo sofrimento, toda a dor, toda a privação, todas as noites de reflexão, e mesmo a perseguição gratuita dos gestores de Goiatuba, tudo terá valido a pena, por que este foi o caminho que tornou-me um defensor intransigente de que apenas a educação pode vencer o mercadismo perverso do liberalismo. A nossa luta continua, o desafio agora é demonstrar que um novo modelo de educação não é apenas uma questão política, é social, ética e moral. Fazer chegar a nossa voz a cada família, cada cidadão por este país a fora.
Aqui o video da nossa intervenção no Congresso Nacional.
Links das matérias da defesa da Educação no Congresso Nacional.
http://portal.pps.org.br/portal/showData/221286  Meta para 2012: PPS quer aprovar no Congresso aplicação de 10% do PIB em educação
http://portal.pps.org.br/portal/showData/219832  Emendas do PPS são acatadas em relatório do Plano Nacional de Educação
Textos antigos do Blog em que destaco a Educação como fator central:
Congresso Nacional do PPS - O Brasil pode avançar muito mais. http://www.amigosdosabor.blogspot.com/2011/12/congresso-nacional-do-pps-o-brasil-pode.html
Proposta de Resolução Política ao XVII Congresso Municipal do PPS da Cidade de Goiânia. http://www.amigosdosabor.blogspot.com/2011/12/resolucao-politica-para-o-xvii.html
Saúde, Segurança e Educação - Governo em Disputa? http://amigosdosabor.blogspot.com/2011/03/saude-seguranca-e-educacao-governo-em.html 

A qualidade do Ensio na Fafich http://amigosdosabor.blogspot.com/2011/01/qualidade-do-ensino-na-fafich-goiatuba.html
A propósito da matéria de "O popular" Professores Longe da Sala de aula. http://amigosdosabor.blogspot.com/2011/02/proposito-da-materia-de-o-popular.html

[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário, Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira, Doutorando em Educação, Secretário Geral do PPS da Cidade de Goiânia, Diretor Geral da FAP – Fundação Astrogildo Pereira ( Goiás), e Membro da Executiva Estadual do PPS  - Partido Popular Socialista do Estado de Goiás.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Resolução Política para o XVII Congresso Municipal de Goiânia


Nelson Soares dos Santos

O XVII Congresso Municipal do PPS de Goiânia, abre um novo ciclo no processo de construção partidária, na capital e na região metropolitana, seguindo a nova configuração já construída no XVII Congresso Estadual. Uma nova fase se inicia,marcada sobretudo por uma sintonia com o Projeto Político Nacional do PPS, da firme posição de defesa dos direitos individuais, da construção do socialismo como questão aberta, de um partido aberto ao novo, ao movimento social e das amplas massas do povo.

Nesta nova fase não há mais Espaços para as negociatas, o fisiologismo, a política pequena. O PPS Goianiense se propõe a construir alternativas e ser alternativa propositiva na construção de uma cidade melhor e na resolução dos problemas de nosso povo. As coligações proporcionais e majoritárias serão realizadas com base em aspectos programáticos e dentro de um projeto de construção de uma alternativa com o objetivo de fortalecer o projeto nacional do partido, na defesa da educação, do desenvolvimento com sustentabilidade e na reforma do Estado, visando garantir acesso a segurança, saúde e a rede de proteção social.

O tempo atual é o tempo do poder local. Cada vez mais as grandes demandas da sociedade são decididas em pequenos lócus da vida, sobretudo nos municípios. Em sintonia com as diretrizes da “Carta de São Paulo – Resolução Política do Congresso Nacional” defendemos em Goiás e em Goiânia a construção da democracia e seus colorários que são as liberdades individuais, o respeito as minorias, as lutas emancipatórias das mulheres, negros, homossexuais e juventude.

Acreditamos que todas estas lutas são definidas e travadas no poder local. É no município, nas associações de moradores, nos sindicatos, nos clubes de lazer que a vida e a política acontece. E é nestes lugares que defendemos a presença da discussão de nossas idéias como perspectiva de construção de uma vida melhor para o nosso povo.



O mundo contemporâneo e as cidades Sustentáveis.

Acreditamos que a construção democracia no poder local será cada a mais uma necessidade se quisermos construir uma sociedade justa e fraterna. Acreditamos na descentralização do exercício do poder como caminho para a construção da cidadania. Defendemos um desenvolvimento econômico baseado na sustentabilidade tendo a educação como eixo central da construção de possibilidade do desenvolvimento de uma economia criativa, uma governança transparente e aberta, envolvendo todos os setores da sociedade civil e estabelecendo cooperação com os municípios da região metropolitana e parcerias com o Estado e a União.

Acreditamos que o aumento da segurança da comunidade passa por um fortalecimento da guarda municipal, mas muito mais, pelo desenvolvimento de uma cultura de paz, pela garantia do direito a habitação digna, acesso as serviços públicos, a inclusão social entre os gêneros, raças, etinias, o respeito a todas as formas de diversidade e a implementação de programas de proteção social contra a extrema pobreza.

Defendemos um planejamento urbano de longo prazo, reconhecendo o papel estratégico do planejamento, assegurando o devido equilíbrio no uso do solo nas áreas urbanas, a recuperação das áreas urbanas degradadas, e a conservação do patrimônio cultural urbano.

Defendemos o desenvolvimento de políticas culturais que estejam impregnadas pelo conceito de sustentabilidade. Na educação, a importância da ética, dos valores humanos necessários a vida sustentável, desde a educação infantil, no esporte escolar, na cultura produzida na escola e em todos os níveis do processo de gestão escolar.

Acreditamos que a implementação de políticas de educação do consumidor auxiliará na construção do consumo responsável, reduzindo os desperdícios ( água, energia elétrica, alimentos etc), e possibilitando assim, a melhoria da gestão e do tratamento dos resíduos. Investimento na reciclagem, fortalecimento das cooperativas de catadores de lixos e a inclusão social destes trabalhadores.

Na questão do transporte, estamos conscientes das mais prementes necessidades de nossa cidade, e ainda mais, conscientes de que o problema do trânsito, transporte e mobilidade não será resolvido sem um forte processo educativo de todos os cidadãos. Sendo assim, propugnamos pelo aumento da interdependência entre transporte, saúde, o meio ambiente e a cidade, reduzindo o transporte individual, aumentando o uso do transporte coletivo, defendendo a transição para veículos menos poluentes e incentivando o uso de bicicletas e mesmo o ir a pé quando o deslocamento for mínimo.

Na questão da saúde acreditamos ser possível melhorar muito o processo de gestão e atendimento em saúde por meio da valorização dos servidores. No entanto apenas o melhoramento do processo de gestão e atendimento não será suficiente para a construção da cultura de uma vida saudável. Por isso defendemos o desenvolvimento de campanhas educativas e formativas para aumentar o nível geral de conhecimento da população sobre os fatores essenciais para uma vida saudável; preocupação com a vida saudável no processo de planejamento urbano, garantia do acesso a saúde sobretudo aos mais pobres e despossuídos; investimento em pesquisas sobre a avaliação da saúde pública em parceria com o Estado e a União; e o incentivo a prática de atividades físicas nas empresas e na sociedade em geral, enfatizando os valores de uma vida saudável.

A Educação como fator essencial.

Aprovado como emenda ao Congresso Nacional do PPS, e agora parte de sua resolução política, é compromisso do PPS defender a educação como eixo da construção da sustentabilidade social e ambiental. A educação que defendemos vai além da educação escolar, ultrapassa seus muros e chega nas associações de moradores, sindicatos, clubes de lazer, e todos os setores da vida humana em sociedade.

Para nós, nenhuma revolução no campo da Educação acontecerá sem o envolvimento de todos os cidadãos. É pretensão e até presunção acreditar que ser fará revolução pela voz de uma só pessoa. A educação e a democracia são questões dialéticas, uma alimenta a outra. Desta forma, acreditamos ser inócuo a luta contra a corrupção, a defesa do meio ambiente, o cuidado com a saúde e tantos outras preocupações se não acompanhadas do processos formativo. Para nós, educação é formação humana, integral, sólida que torna o indivíduos apto a vencer os desafios da vida.

Sendo assim, defendemos o fortalecimento da carreira do magistério, não no sentido economicista e neoliberal, mas no sentido humano, valorizando o ser humano e integrando os servidores à própria sociedade. A valorização dos educadores é peça fundamental nesta engrenagem, por isso, repudiamos toda e qualquer forma de reforma que venha a retirar direitos conquistados pela classe.

Defendemos ainda: a) Universalização da Educação Infantil, e progressivamente escola infantil de tempo integral para as mães que trabalham; estabelecimento de forte vínculo entre a educação infantil e a pesquisa em Educação infantil e ensino Fundamental e a Universidade; investimento em formação e valorização docente; desenvolvimento de campanhas de conscientização sobre a necessidade da educação; criação das escolas de pais destinadas aos pais que não tiveram escolaridade e precisam de apoio para educar os filhos; escolas de cidadania com o objetivo de desenvolver a consciência de uma vida saudável, e o investimento de 35 % da receita do município em processos educativos unificados.

Definindo um projeto de Sociedade.

O grande problema das oposições é não ter um projeto de sociedade. E por que não tem um projeto de sociedade não é possível ter um projeto de nação; e não tendo um projeto de nação, torna difícil o diálogo com o povo por que não se tem uma cosmovisão de mundo, ou para os simples, não há respostas para os problemas cotidianos.

É claro que a falta de uma cosmovisão de mundo não tem de forma clara entre os partido por que não está fácil defender uma qualquer. A queda do muro de Berlim, o fim da União Soviética, a crise das metanarrativas no campo científico, as crises financeiras recentes que colocaram em xeque inclusive o modelo que parecia ter sido o vencedor ( O Estado Liberal democrático), deixou intelectuais e lideranças atordoadas, como se não houvesse um caminho a seguir ou fundamentos sólidos aos quais recorrer.

A tentativa de modelos ligados ao que tem se convencionado chamar de Terceira Via, ou o que se chama de Social-Democracia acabou por ceder aos interesses do capital, e por mais que em alguns casos tenha conseguido algum sucesso nos chamados países emergentes ( o caso de Brasil e Argentina), não trouxe consigo uma visão de mundo, um conjunto de valores, restringindo-se no campo das reformas do Estado, sem conseguir com suas idéias modificar o mercado e a sociedade.

O resultado disso foi o estabelecimento de uma confusão entre o público e o privado, e a conseqüentemente transformação da corrupção em doença crônica com escândalos se espalhando por todos os lados. Um dos dados que de fato explica este fenômeno é a avidez com que ocorre a apropriação do público pelo privado, uma vez, que a lógica do lucro liberal e do enriquecimento torna-se valores individuais supremos de pessoas e instituições.

Neste sentido a realidade mostra que as reformulações feitas no processo de transformação do antigo PCB em PPS, foram acertadas. De um lado ao introduzir o caráter humanista e libertário na construção partidária, a valorização da democracia e a luta por igualdade; de outro, em manter as melhores tradições do Antigo Partido Comunista e o ideal de uma sociedade igualitária e justa.

Um projeto de sociedade que possa estar além da estrutura liberal só pode ser humanista e fraterna. Um humanismo que não perca de vista que as formas de trabalho degradante devem ser combatidas; que a exploração da força de trabalho de muitos para o enriquecimento de uns poucos não pode ser aceita, e que as divisões de classe devem ser motivo de profunda reflexão e serem revistas, e, se a revolução do proletariado não parece ser mais possível, um novo tipo de conscientização deve ser estabelecido: a tentativa de fazer com que os homens necessitam viver de forma igualitária.

Um projeto de sociedade humanista, deve prever e prover meios de que cada individuo tomando consciência de sua cidadania local, de seu município, seu estado, seu país, sinta-se cidadão global, cidadão do mundo; entendendo que o processo de construção da igualdade inclui todos os seres humanos, o que explica e justifica o um esforço mundial e coletivo de combate a pobreza extrema; a todas as formas de opressão, de tortura, guerras, e formas de destruição do meio ambiente.

Um projeto de sociedade humanista e libertária deve ter em alta conta o respeito a diversidade. Não a diversidade que coloca uns grupos em luta contras outros, mas o respeito a diversidade que se crê todas as raças, credos, gêneros, nações detentores dos mesmos direitos, dignos do mesmo respeito, merecedores do mesmo tratamento igualitário. Neste sentido, deve se fazer avançar a conscientização da emancipação da mulher em todos os cantos do planeta, do respeito aos idosos, a criança, ao adolescente e todas as formas de minorias presentes na sociedade.

Enganam-se quem pensa que o homem comum do povo não entende e não sente orgulho do nosso país. Um projeto de nação cuja mensagem faça-se chegar até ao povo de todas as classes sociais passa por ter claro o novo papel do pais no cenário internacional. Na definição deste novo projeto de país, questões candentes devem ser levadas em conta e problemas prementes precisam serem resolvidos. Dentre eles, é consenso a questão da saúde, Educação, Segurança e combate a fome e a pobreza extrema. A questão é que na medida em que nos definimos como uma esquerda humanista, libertária e democrática, nós nos diferenciamos não apenas dos partidos que estão no poder, mas também, dos partidos de Oposição DEM e PPS, nas soluções a serem propostas como resolução de tais problemas.

Em todos os campos é senso comum que é preciso aumentar os recursos, melhorar a qualidade da gestão, e investir na qualificação de recursos humanos. Entretanto, algumas outras questões precisam ser enfrentadas e debatidas com a sociedade com sinceridade e franqueza, e uma delas é a questão da miséria moral que assola a sociedade. Se quisermos lutar por uma sociedade humanista e libertária devemos ter claro que é preciso chegar até o homem. É no individuo que temos que fazer gravar nossa mensagem, pois a sociedade que pregamos não é uma sociedade de coisas e sim uma sociedade de indivíduos.

Os problemas da Saúde, Segurança, Educação dentre outros não se resolverá, se aliado a todas as formas de investimento não houver uma educação para a cidadania, educação esta que deve começar no processo de revitalização da formação político-partidária, enfrentando questões morais sem sermos moralistas, mas tendo consciência de que a sociedade que queremos é uma sociedade onde indivíduos vivem com indivíduos e por que conscientes fazem uso igualitário das coisas.

No campo da indústria, do trabalho e da renda é preciso estabelecer novos pontos e formas de diálogo entre os trabalhadores, e entres estes e seus empregadores. Entre o individuo que ganha uma salário mínimo e outro extremamente bem remunerado existem divergências nas formas como se vê a própria questão do trabalho,e a forma como se vê enquanto trabalhador. Estas diferenças precisam ser compreendidas para que possamos estratificar estratégias de diálogos e soluções para cada um dos casos. De outro lado, é preciso estabelecer luta constante pela redução da jornada de trabalho para que todos homens tenham a oportunidade da fruição da cultura humana acumulada, uma vez que esta é um dos caminhos para o crescimento espiritual do nosso povo.

A coragem para caminhar.

O momento político com a alta popularidade do Lulo petismo, o bom momento econômico que propicia oportunidades a um número cada vez maior de pessoas, torna esta luta parecer um tanto árdua, e é; no entanto, não é apenas o crescimento econômico de um país o fato necessário e suficiente para aumentar a qualidade de vida do seu povo. E por isso é que precisamos combater de todas as formas a corrupção, e fazer aumentar a consciência de que novas formas de ver o ser humano, o meio ambiente, as relações sociais; formas estas que tragam sentido e significado a vida das pessoas.

A política deve ser vista por nós como instrumento de relações humanas, no sentido de que é nas relações com os outros que construímos nossa consciência do mundo, e a consciência de estar no mundo. A luta pela igualdade, liberdade e respeito a diversidade das formas de vida torna-se um aspecto central que deve ser os motivos de termos coragem para nos manter nesta caminhada.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Resolução Política do PPS na íntegra

Resolução Política: Congresso do PPS aprova candidatura própria a presidente em 2014














Foto: Tuca Pinheiro



Congresso PPS aprova por unanimidade candidatura própria em 2014







Por: Assessoria PPS





O lançamento de candidatura própria a presidente da República em 2014 é um dos principais pontos da resolução política aprovada neste sábado pelo XVII Congresso Nacional do PPS, que acontece até domingo em São Paulo. O partido quer levar seu programa à nação, diz o documento. O PPS já participou das eleições presidenciais em 1989, com Roberto Freire (ainda no PCB), e 1998 e 2002, com Ciro Gomes. Em todas essas oportunidades colaborou para o aprofundamento das discussões em torno dos problemas do país. O PPS anunciou ainda que vai lançar candidaturas a prefeito nas principais cidades brasileiras. A legenda já conta com pré-candidatos em 20 capitais. (confira abaixo a íntegra da resolução)







O partido vem se renovando, afirma o texto, através da mais ampla democracia interna, do planejamento estratégico e de novas ferramentas tecnológicas. Está se dedicando a temas relacionados à sustentabilidade e à ética, aos gêneros, à juventude, aos direitos humanos e ao poder local. Por outro lado, assinala o documento, o PPS incorpora novos quadros políticos às suas organizações. Quadros esses que constituem hoje a grande maioria de todas as direções, de suas bancadas parlamentares e de vereadores, prefeitos e secretários de governo.







Partido das reformas







A resolução defende a reforma democrática do Estado como centro de sua estratégia reformista. Esta compreende uma reforma política com a adoção de sistema eleitoral misto, financiamento público de campanha, com contribuições de pessoas físicas; reforma administrativa, que objetive maior eficiência, moralidade, que leve o Estado mais à população, menos às oligarquias.







Outra reforma que o partido considera imprescindível é a tributária, acompanhada de uma renovação negociada do pacto federativo. A previdenciária também faz parte do leque de mudanças que o partido defende. Entre as medidas contidas nessa reforma está a isonomia entre servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada.







Já a reforma trabalhista, conforme defende o partido, consistiria na repactuação dos direitos previstos na legislação e a extensão aos trabalhadores terceirizados.







Além da mudança na política de desenvolvimento regional, com a criação de mais agências de fomento para as regiões, o PPS defende melhorias no SUS (Sistema Único de Saúde). Quer, ainda, a reforma urbana, para que se possa dar aos cidadãos condições de vida mais decentes. A reforma financeira também está elencada no documento. O partido defende que o sistema financeiro seja rigidamente regulado, junto com iniciativas globais; advoga, ainda, o fomento a bancos populares.







Identidade







A sociedade não distingue o PPS como um novo rosto, admite a proposta de resolução. O texto acentua que as atividades do partido estão restritas aos trabalhos parlamentares e de representantes no Poder Executivo. Fora da atividade parlamentar e de governo, salienta o documento, pequena é a ação política cotidiana do partido junto à sociedade. Por isso, o documento defende uma maior participação dos militantes do partido nos movimentos sociais e entidades representativa.







O documento defende ainda mudanças no estatuto com o intuito de ampliar a democratização do partido, por meio da dinamização e regularização da capacidade política e operacional das comissões dirigentes; assegurar práticas de direção coletiva em todas as instâncias; fortalecer os diretórios; divulgar a informação política, organizacional e financeira em tempo real para prestação de contas e a difundir, no meio dos filiados, os instrumentos de formação política.







Sustentabilidade







O partido afirmou seu compromisso com a sustentabilidade. Ponderou, na resoluçao, que os riscos da exploração sem limites dos recursos naturais tornam-se mais claros e mais próximos a cada dia. Para o PPS, uma radical alteração na matriz energética, de transporte, habitacional, da produção agrícola, assim como um novo padrão de consumo na direção de uma economia não dependente de carbono está em curso e deve ser valorizada. Essa mudança, assinala o texto, tem reflexo imediato nas formas de produção, com limitações severas aos agentes produtivos, regulação dos mercados e fiscalização crescente do cidadão. O PPS garante que seu compromisso com um desenvolvimento que dê esteio a esse processo.







A nova economia global o Brasil tem vantagens competitivas extraordinárias, diz a declaração "Os ativos e a biodiversidade, florestas, recursos hídricos e minerais valiosos, dentre outros, permitem ao país uma inserção diferenciada e mais competitiva. Não como exportadores de commodities, e sim um arranjo produtivo com maior valor agregado, num modelo equilibrado que exigirá investimentos exponenciais em educação, pesquisa e tecnologia".







Para o PPS, a idéia de privilegiar a todo custo o crescimento do PIB, não medindo os seus impactos negativos, não faz parte do programa do PPS. O crescimento e a riqueza só fazem sentido se não deixarem atrás de si um passivo de destruição da natureza como, aliás, vem ocorrendo em países como a China. E se também não se sustentar em salários miseráveis pagos a brasileiros ou a trabalhadores estrangeiros que acorrem ao nosso país.







Resolução Política - Carta de São Paulo







Defendemos a Democracia e seu corolário de liberdades individuais e coletivas, com os direitos humanos e a República. Saudamos o avanço da ciência e das novas tecnologias, com a preservação da natureza, com a inclusão social, a participação, a solidariedade e a igualdade de oportunidades, ao lado dos valores da inovação, e a consideração dos problemas da vida real das pessoas.







Acreditamos na Democracia porque reconhecemos nela a via de expansão dos direitos individuais e coletivos, a capacidade das mulheres, esperança da juventude, experiência dos idosos, o trabalho inteligente e criativo de todos.







A Democracia é um regime entre diferentes e ao contrário de suas simplificações geradas por interesses de poder, ela tem que ser urdida a partir de muitas minorias. As eventuais maiorias que se constituem estão sempre se relacionando com múltiplas minorias que as questionam, demandam e contrapropõem.







Defendemos o principio de que a liberdade de cada um será tão mais eficaz quanto mais os direitos de todos sejam garantidos e respeitados. E, no entanto, sabemos que a conquista de novos direitos pode ser efêmera, se não buscarmos uma ética pública compartilhada, permitindo aos brasileiros adquirir um maior sentido de suas ações, atividades e funções.







Acreditamos que podemos ser um partido, ou seja, uma associação de cidadãos com identidade reconhecível, e juntamente com outras forças formar um amplo movimento, duradouro e transformador, com fortes raízes na sociedade, o efetivo local de discussão e participação. Somos uma organização que valoriza a cultura, a história e a memória, afirma e respeita a ética política: os direitos, mas, também, os deveres da cidadania e as responsabilidades morais dos representantes democráticos.







Por isso nosso congresso tem como tema - “Unir a esquerda democrática para mudar o Brasil”, conscientes de que tal processo necessitará incorporar outras forças reformistas e democráticas para alcançar tal fim.







O caráter das sociedades modernas, matizadas pela sociedade capitalista – e o modo de produzir, de consumir, de trabalhar, de comunicar, de conceber e organizar a vida individual e social - está se modificando profundamente. Tais mudanças indicam possibilidades inéditas de um forte movimento civilizatório em defesa de mais cidadania para todos os brasileiros e uma funda preocupação com o meio-ambiente, e a produção de formas limpas de energia.







Os valores consagrados na Constituição de 1988, conhecida como a Constituição Cidadã, estão confirmados pelos movimentos da sociedade em busca de melhores condições de vida. E aqui queremos afirmar um profundo compromisso com a Educação Pública para nossa gente. A educação tem que ser de qualidade, independente das condições sociais de nossas crianças e jovens.







A Constituição republicana nasceu da resistência ao autoritarismo. É o documento básico a partir do qual começamos novos tempos. Não é uma simples coleção de regras.







A Constituição é o mais importante fator de unidade nacional e integração social, assim como, assegura o consentimento das comunidades sobre os princípios de convivência e lhes permite resolver os conflitos de opiniões e interesses. Reconhecemos os valores subjacentes à Constituição, juntamente com aqueles expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas, e nos empenharemos em levá-los como princípios válidos para todos.







I – As mudanças do mundo contemporâneo







1.1 A Revolução científico-tecnológica







Há quatro décadas o mundo vive sob o impacto da revolução científico-tecnológica. Depois de um longo período de crescimento econômico, que se seguiu ao fim da segunda grande guerra, sem mudança significativa na base técnica, teve início, a partir da década de 1970, no mundo capitalista, uma espiral de inovações.







Seu eixo principal foi a informática, mas é também preciso considerar outros setores como a biotecnologia, a robótica, a química fina, os novos materiais, a nanotecnologia que graças ao uso dos computadores e suas redes em tempo real puderam avançar enormemente em novas descobertas. Aqui vale apenas um exemplo: jamais a humanidade teria possibilidades de “ler” os códigos genéticos sem uso intensivo das tecnologias computacionais.







Esse conjunto de mudanças, ainda em curso, deu origem, com a circulação da informação em tempo real, ao processo que chamamos de globalização. O alcance e a profundidade dessa revolução não têm paralelos e, na história, o único evento semelhante em alcance e consequências foi a Revolução industrial.







1.2 As mudanças no mundo do trabalho







Mudanças dessa magnitude repercutem com intensidade no mundo do trabalho. A organização da produção foi revolucionada e as primeiras vítimas foram os modelos triunfantes na primeira metade do século XX: fordismo e taylorismo. As novas condições de trabalho embutem novas exigências aos trabalhadores: a eficácia da mão-de-obra depende não só de qualificação cada vez maior, mas de capacidade de iniciativa, decisão e responsabilidade. Mesmo o propalado êxito do toyotismo e de todos os sistemas que desconcentram esses atributos dos níveis de gerência e os distribuem em todos os níveis da organização, estão em crise; o Japão está perplexo, vendo sua tentativa em principalizar equipamentos, perder competitividade.







A reengenharia de novos modos de produção ainda está em formação nas novas empresas de tecnologia que privilegiam a criação de valor em redes distribuídas.







Tais mudanças e impasses esgarçam as relações de trabalho assalariadas tradicionais e mostram afinidade com o trabalho autônomo e familiar; as micro e pequenas empresas; as cooperativas e associações de trabalhadores; a participação dos trabalhadores na gestão e no lucro das empresas. O fim da centralidade da classe operária tradicional como sujeito privilegiado das mudanças é um fato constatado em todo o mundo.







O empreendedorismo passa também a ser uma bandeira possível de se acoplar a este vasto e novo mundo do trabalho, deixando de ser apenas uma bandeira atribuída ao capitalismo.







1.3 Mudanças no mundo da política







Também o mundo da política sofre o impacto da revolução científico-tecnológica. O primeiro fenômeno a manifestar-se foi o declínio da capacidade de intervenção do Estado nacional, com a tendência consequente à constituição de blocos supranacionais e à emergência de um sistema de governança global, capaz de substituir o equilíbrio bipolar característico da guerra fria. Momentos de crise, como o que vivemos, propiciam o enfrentamento entre o avanço das políticas de integração e governança global e os partidários do retorno às autarquias nacionais.







Um segundo fenômeno, que revela o caráter paradoxal dessa situação é a demanda por mais e melhor democracia que se consolida no mundo. Provocando uma nova onda de revoluções democráticas e antiditatoriais em todos os quadrantes do mundo e movimentos pela ampliação da participação política da cidadania. Em todos esses casos, fica evidente a insuficiência do sistema representativo frente ao avanço da luta política. A reforma da representação política é, portanto, uma tarefa urgente na democracia moderna.







Nesse contexto, o Estado por si só não mais consegue cumprir suas competências constitucionais e legais sem a crítica, a colaboração e a postura vigilante de toda a sociedade. A fiscalização das ações públicas, seja do ponto de vista da sua eficiência e qualidade, seja do ponto de vista da ética, seja do ponto da boa aplicação de recursos financeiros jamais se resolve apenas existência das agências e unidades estatais.







Não por outro motivo o PPS apresentou à sociedade e ao Parlamento uma proposta de reforma política que contempla essa maior participação e transparência da atuação política.







Essa tarefa mal começou e sua consecução deve evitar dois extremos igualmente perigosos para a continuidade da democracia: de um lado, a inércia, a ilusão de que a representação pura resolve os problemas contemporâneos; de outro, o erro oposto, a ilusão do fim da representação e sua substituição radical pela participação, nas praças e na rede.







1.4 O liberalismo e o retorno da crise







Três décadas de hegemonia liberal encerraram-se com a crise de 2008. Nos anos 80, e impulsionada pela crise do chamado socialismo real, cunhou-se o termo neoliberalismo. A idéia da globalização excludente se afirmou, parecia que a idéia do nacional, em sua vertente aberta e democrática, estava sepultada. Anos de ouro liderados por figuras internacionais como Thatcher, na Inglaterra, e Reagan, nos Estados Unidos, e que influenciaram governos democráticos em todos os cantos do mundo. Prevalecia a idéia da total desregulamentação que, em pouco tempo, se mostrou inócua.







O liberalismo tropeçou mais uma vez, nos últimos anos, com o advento da crise, forçada muito pelo modelo anterior. E aí buscou outro receituário, como se fazendo uma releitura de Keynes. O sucesso inicial das medidas de intervenção governamental nos Estados Unidos e na Europa criou a impressão de um retorno às políticas anteriores de controle, regulação e sustentação dos mercados por parte do Estado, à moda socialdemocrata. No entanto, o sucesso mostrou-se efêmero, a intervenção do Estado transferiu a crise para seu interior e deu-lhe a característica fiscal que mostra hoje. A direita liberal levanta a bandeira da redução do Estado até o absurdo, como mostra a discussão recente em torno da dívida norte-americana, na qual os republicanos radicais não hesitaram em apostar no caos para forçar concessões do governo democrata.







O liberalismo, por si, também por sua incompetência, não é alternativa ao que o PPS pensa e propõe, embora possa dialogar com ele.







Tal crise sistêmica tem desafiado toda a esquerda mundial a buscar o melhor caminho para superá-la, mas ainda continuamos tateando, dada a profundidade e extensão do problema. De todo modo o essencial é a garantia da continuidade do processo democrático, o aumento da produtividade dos serviços públicos, a implementação de uma nova geração de políticas distributivas e a partilha de responsabilidades do Estado com o mercado e a cidadania organizada.







1.5 A esquerda e a superação de seus modelos tradicionais







Nesse processo de mudanças revolucionárias, mantêm vigência alguns padrões de entendimento e percepção da política originados do mundo da revolução industrial. Um deles é a polaridade entre esquerda e direita. A produção e intensificação de desigualdades é consequência inevitável da operação dos mecanismos do mercado, e, nos últimos quarenta anos a desigualdade, como esperado, aumentou, embora a pobreza e a miséria tenham retrocedido. Por outro lado, nada indica, nos movimentos da política e dos valores, que a demanda do mundo contemporâneo contra as iniquidades irá arrefecer.







Os conservadores ávidos de continuarem gerando riquezas, se embrenham nas novidades e procuram inovar com a nova base técnica. Muitos progressistas e antigos revolucionários ficam desconfiando das mudanças e a velocidade em que vêm ocorrendo. Alguns imaginam que por trás de tudo isto está o Imperialismo com sua sanha dominadora, sendo que a auto denominada esquerda faz parte desta reação.







A nova produção cultural e artística vem criticando fortemente o pensamento iluminista hegemônico em todo o período do chamado Capitalismo Industrial. Tais movimentos repercutem nas redes sociais e nos canais televisivos de diferentes formas. A Política fica sem os seus dispositivos consagrados para emocionar e organizar pessoas. Muitas lideranças abraçam o comportamento pós-moderno e alguns têm sucesso ao se proporem como guias, diante das desigualdades gritantes.







É necessário um olhar atento e crítico para o comportamento das redes distribuídas. Não se deve pensar que podem ser a nova forma para se fazer Política. Elas podem, graças a necessária colaboração, ser a própria mudança.







1.6 O comunismo







O fim do socialismo real, principalmente o que gravitava em torno do ideal bolchevique e da URSS, teve como causa imediata dois fenômenos: a ausência de efetiva democratização da sociedade socialista, de um lado; e, de outro, os efeitos da revolução científica e tecnológica no mundo capitalista, que a economia planificada não pode acompanhar. Os saltos na produtividade, a melhoria nas condições de vida dos trabalhadores desses países e a difusão da informação sobre esses fatos, retiraram legitimidade ao socialismo real, tornaram impraticável a continuidade daquelas economias centralmente planejadas e insustentáveis os seus regimes de partido único. Em que pese o conjunto de conquistas que a Revolução de outubro propiciou de imediato, ficou claro o fracasso histórico do modelo bolchevique, inspirado na revolução de 1917, teorizado por Lênin e reproduzido pelos partidos comunistas. Insurreição, assalto ao poder, estatização dos meios de produção, regime de partido único.







Para avançar nos seus objetivos, a esquerda precisa de um conceito exigente de socialismo, que contemple a dimensão da democracia e da sustentabilidade das conquistas alcançadas, e supere o economicismo que baseava o assalto ao poder, e considere o fenômeno cultural, como chave para a criação de novos consensos de organização social.







Consideradas essas dimensões, ficou demonstrado que em nenhuma das tentativas realizadas a aplicação da fórmula bolchevique levou ao socialismo. O que a experiência histórica demonstrou é que as insurreições são capazes de provocar rupturas e derrubar governos, mas não de mudar de forma perene as relações entre os homens. São importantes como detonadores de processos de mudança social. Mas a garantia de efetiva transformação da sociedade dá-se pela política, em condições de operação democrática, por meio de um processo contínuo de reformas.







Fica ainda como um paradigma pendente no mundo a experiência da China que, fundamentada em um partido único e lastreada em um estado forte e centralizado, e com pouca liberdade política, busca desenvolver um projeto que se abre a conquistas econômicas capitalistas. Para o PPS, entretanto, sem ampla democracia nenhum país poderá ser referência para o mundo que pretendemos novo.







1.7 A crise de social-democracia







Antes do colapso do socialismo real, no período imediatamente posterior à segunda guerra os governos social-democratas foram responsáveis pelo Estado de bem estar social e por inúmeras conquistas dos trabalhadores, estabelecendo sociedades afluentes de caráter democrático. Para tanto se constituíram Estados com grande capacidade de intervenção e regulação da economia.







Um Estado produtor de insumos básicos, engenheiro da prevenção de crises. O Estado por excelência da democracia representativa. A crise desse modelo não decorreu de capitulação política, mas de manutenção desse modelo nas condições de globalização e revolução tecnológica. Nesse mundo, a possibilidade do pleno emprego desapareceu, a margem de variação das políticas econômicas dos estados nacionais encolheu, o Estado de bem-estar social tornou-se mais caro e menos eficiente e um número cada vez maior de problemas passou a depender de soluções negociadas no âmbito supranacional.







Nessas novas condições, não cabe mais a aplicação da velha receita Keinesiana da socialdemocracia.







II A Democracia no Brasil e uma Nova Agenda







2.1 A Constituição de 1988







A Carta de 1988, que corou como correta a política de frente ampla do então PCB e evidenciou erros gravíssimos de setores de esquerda que insistiam em se ausentar do processo de luta legal, ao inaugurar o Estado democrático de direito, põe fim ao processo de transição da ditadura militar para a democracia. Sua vigência inaugura o período de mais ampla democracia da história brasileira, em termos de garantia de direitos individuais, liberdades políticas, extensão do direito de voto, mecanismos de participação popular e direitos sociais diversos. Todo o desenvolvimento posterior da política social brasileira está previsto na Carta e nela amparado.







A Constituição é patrimônio de todos os brasileiros e o PPS afirma seu alinhamento incondicional ao texto constitucional, principalmente no que se refere aos mecanismos e limites da mudança desse texto. Mudar a Constituição somente de acordo com as regras de mudança nela previstas, respeitadas suas cláusulas pétreas.







2.2 O governo Itamar e a derrota da inflação







Itamar Franco assume o governo logo após o impedimento de Collor, num momento extremamente delicado para a democracia brasileira em processo de consolidação. Portador da cultura política frentista do MDB e dos comunistas do PCB, percebeu a necessidade de um governo de ampla frente democrática para recuperar as instituições e derrotar a inflação.







Beneficiado pelas experiências dos planos anteriores, o Plano Real tem êxito nessa tarefa e a estabilidade econômica produzida constituiu uma das maiores revoluções sociais da história brasileira. Todos os avanços posteriores nesse campo têm seu fundamento na estabilidade da moeda. Importa lembrar a participação entusiasta do PPS na articulação dessa frente, inclusive por meio da atuação de Roberto Freire como líder do Governo na Câmara dos Deputados.







2.3 O governo FHC







Expressão de uma coligação programática que reuniu os liberais e uma social-democracia em processo de renovação, com o apoio indefectível dos partidos sempre governistas, o governo FHC, se apresenta com uma faceta dúplice. De um lado, prosseguiu no caminho do saneamento das finanças públicas e consolidou a estabilidade econômica, impulsionou os programas de transferência de renda, aprofundou as políticas públicas de combate à desigualdade racial e de gênero e caminhou no processo de reforma democrática do Estado. O PPS, embora na oposição, não vacilou, durante os governos FHC, em apoiar medidas que tinham um sentido racionalizador da economia, da máquina pública e de reordenamento do gasto social, tais como o a lei de Responsabilidade Fiscal, o Fundef e a criação das agências reguladoras. De outro lado, não há como negar que esse processo de reforma, acossado por uma base conservadora e uma oposição sectária, caminhou muito aquém do necessário, cedendo às vezes à pressão da onda globalizante conservadora que se instalara no mundo.







2.4 O Petismo e a Questão Democrática







Por que saímos do Governo petista em 2004, antes ainda dos escândalos de corrupção estourar no país?







Em nosso relacionamento com o PT, ficou claro que este tinha poucos cuidados constitucionais com a coisa pública e que o Estado podia ser usado para consolidar o Poder petista. O uso do aparelho estatal era o grande instrumento de Poder e sua consolidação, como tinha sido com o sistema sindical em todos os sindicatos em que havia recolhimento de contribuição direto na folha dos empregados. Usaram os recursos do sindicalismo para alavancar o Partido e no Governo repetiam a mesma concepção.







Ao produzirem um esgarçamento do comportamento republicano colocam a questão democrática em risco, pelo congelamento da Política.







Lula foi eleito a partir do abandono do programa econômico de seu partido e da adesão irrefletida à política econômica do governo anterior.







Durante seus dois mandatos o aumento das exportações, no rastro da demanda crescente da China, puxou o crescimento e contribuiu para manter uma ordem relativa nas contas públicas. A partir desse resultado foi possível financiar a expansão dos programas de transferência de renda e a continuidade da política de aumento real do salário mínimo herdado do governo FHC, fundamento do apoio das camadas mais pobres da população ao governo petista.







O Estado garante a sobrevivência, o trabalho é um problema do Mercado – eis aqui o viés paternalista da governança petista.







No que respeita à política observou-se no governo Lula a exacerbação dos aspectos mais autoritários e não republicanos presentes no sistema político brasileiro. Acentuou-se a prevalência do Estado sobre a sociedade, da União sobre Estados e Municípios, assim como a do Poder Executivo sobre o Poder Legislativo. Nas relações entre os Poderes, o Legislativo foi praticamente reduzido à inoperância. Na era Lula completou-se o processo de transformação do chamado “presidencialismo de coalizão”, que submete o parlamento aos ditames do executivo para lhe garantir governabilidade, para o “presidencialismo de cooptação”. Após o fracasso, no primeiro mandato de Lula, dos processos de cooptação conhecidos como o Mensalão, acentuou-se no segundo mandato a partilha de pedaços do Estado entre os partidos da base de apoio ao governo, partilha que atingiu inclusive as agências reguladoras criadas no governo anterior. A falta de compromissos republicanos é tão flagrante que até junto ao Poder Judiciário já se pode notar o mesmo procedimento por parte do poder petista.







Com Lula, em especial, estabeleceu-se uma espécie de “estadolatria” na qual a política é capturada quase que integralmente pelo Estado, convertendo os partidos políticos, assim como parte dos movimentos sociais, em agentes parcial ou completamente aprisionados, com parca ou nenhuma representação na sociedade civil. Essa regressão, que já foi chamada de “Estado Novo do PT”, retoma o viés autoritário da tradição republicana brasileira: buscar a modernização pela via do capitalismo politicamente orientado que, de cima para baixo, faz mais uma vez o Brasil procurar uma modernização que prescinde da participação popular.







2.5 O governo Dilma Rousseff







A eleição de Dilma Rousseff representou a vitória do continuísmo petista, o que está no eixo das contradições e crises políticas que o novo governo tem enfrentado. Sem o carisma de Lula, apesar de manter níveis elevados de popularidade, a presidente da República até agora não conseguiu estabilizar as relações políticas com os aliados, embora disponha de uma correlação de forças muito favorável no Congresso. Na situação da economia há sinais perturbadores de que a crise mundial pode se agravar e ter consequências graves para o Brasil. Por outro lado, a sucessão de escândalos e o afastamento dos responsáveis por irregularidades no governo, problematizam as relações políticas entre os aliados e coloca em desequilíbrio o poder republicano, aprofundando a crise de legitimidade do poder Legislativo.







A presidente Dilma Rousseff tem uma agenda envelhecida pela vida. De um lado, promessas de campanha que não tem condições de realizar nos prazos e da forma que foram anunciados; de outro, problemas varridos para debaixo do tapete durante a campanha eleitoral e que agora emergem com vigor. Essa situação faz com que a coalizão de governo em muitos momentos acabe imobilizada, pois não há unidade programática em relação ao futuro. Tudo se remete aos acordos feitos no governo anterior. Este é um momento favorável às iniciativas da oposição.

O PPS deve avançar na divulgação e discussão de sua agenda política alternativa.









2.6 Em Busca de um Novo Modelo Econômico







O atual estilo de desenvolvimento brasileiro tem como principal alavanca a oferta de commodities para o resto do mundo, a expansão do crédito para além do crescimento real da massa salarial e o gasto público, na economia interna.







O projeto nacional-desenvolvimentista do governo petista tem um viés fortemente estatizante. Nesse projeto a sociedade e a economia são fortemente controladas pelo Estado. É uma espécie de projeto socialista sem a propriedade estatal da produção. Na realidade é um formato típico do Capitalismo de Estado unindo agentes políticos, agentes públicos, empresários ligados aos setores oligopolistas e corporações sindicais. Tudo isso se irradia para o resto da sociedade por meio da rede patrimonialista que chega à base, lá nos municípios.







É essa massa crítica que vive em simbiose com o Estado e é inviável numa República Democrática com um projeto de desenvolvimento centrado na questão da sustentabilidade e do conhecimento.







Por isso o ambiente institucional é o que é e não pode ser diferente. Esses grupos da Elite vão lutar com tudo que tiverem em mãos para manter seus privilégios. O problema é que o arco de interesses acomodados nessa Coalizão é tão vasto, que torna o papel da oposição muito difícil e penoso.







Os baixos níveis de crescimento da economia brasileira, comparativamente aos outros emergentes não são fortuitos. Precisamos oferecer à sociedade brasileira uma proposta de desenvolvimento alternativa focada na produção de tecnologia, que só será possível ao privilegiar a produção do conhecimento e uma real política de inovações e que também nos insira numa outra relação com o resto do mundo.







Os chamados ativos intangíveis são as grandes chaminés da nova economia. Capacitação da mão de obra e patentes são os pressupostos de um processo de desenvolvimento sustentável.







Aqui temos um gargalo institucional, principalmente nos processos de estímulo à produção de inovações a partir da academia. Tecnicamente o que o pesquisador produz é propriedade da instituição universitária, criando um mecanismo de desestímulo na realidade disfarçado de “bem comum”. A inovação nas empresas se acumula como patente e deveríamos ter políticas “sistêmicas” de produção de patentes. Da creche até a academia e passando pelos laboratórios das empresas etc. Quando economicamente se fala de “sociedade do conhecimento” o lado real concreto disso é a produção de inovações transformáveis em patentes.







O país necessita de uma nova política de apoio e estímulo à Economia do Conhecimento. Esta atividade ainda é marginal na Estrutura do BNDES e demais órgãos de fomento. Os projetos para educação on line também devem ser objeto de estímulo. O Banco ainda poderia desenvolver um programa de apoio às empresas incubadoras que funcionam nas Universidades do país. Muitas destas iniciativas estão desaparecendo por falta de recursos.







III – A identidade do PPS







3.1 O PPS é um partido do campo da esquerda







Isso significa, ontem como hoje, a maximização da equidade por meio da ação política. Equidade é uma questão pública, produzida por políticas de Estado e não algo a ser simplesmente constatado como produto de decisões individuais. Essa não é uma questão apenas valorativa, mas prática. Equidade é condição de participação e partilha de responsabilidade, é condição de eficiência, na produção e na política, e fundamento da socialização da riqueza socialmente produzida.







3.2 O PPS é um partido democrático







A opção democrática do PPS tem como centro a Política e defesa da institucionalidade do estado democrático de direito, tal como expresso na Carta de 1988. Mas não se limita e ela. Incorpora, além disso, uma postura proativa, derivada da tensão que a abertura do leque de participação impõe à antiga regra de representação. O reconhecimento dessa tensão abre o partido para as propostas de aperfeiçoamento da representação e de sua articulação cada vez maior com formas de participação direta do cidadão.







3.3 O PPS como partido reformista







As fragilidades políticas e limites do revolucionarismo e a opção decidida pela promoção das mudanças no interior da institucionalidade democrática levam, necessariamente, ao reformismo como estratégia. Nessa opção não estão em jogo o alcance e a profundidade das mudanças propostas, mas seu método de operação. Na vigência do Estado democrático de direito, as mudanças são feitas nos marcos da legalidade, ou seja, fruto de um processo contínuo de persuasão, mobilização popular, acumulação de forças, construção de acordos e consensos.







Na estratégia reformista o Estado ocupa uma posição relevante como agente das reformas, mas, para ganhar eficácia nesse papel, deve abrir-se às demandas da cidadania organizada e tornar-se também objeto das reformas. A reforma democrática é o instrumento de adaptação do Estado à situação nova que se instaura no mundo.







Este compromisso exige do PPS atuação firme na Política e necessidade estratégica de apresentarmos nosso programa à Nação. Assim colocamos para Brasil neste Congresso o lançamento de candidatura própria à Presidência da República em 2014.







3.4 O PPS defende a nova economia







Afirma seu compromisso com a sustentabilidade. Os riscos da exploração sem limites dos recursos naturais tornam-se mais claros e mais próximos a cada dia. Uma radical alteração na matriz energética, de transporte, habitacional, da produção agrícola, assim como um novo padrão de consumo na direção de uma economia não dependente de carbono está em curso e deve ser valorizada. Essa mudança tem reflexo imediato nas formas de produção, com limitações severas aos agentes produtivos, regulação dos mercados e fiscalização crescente do cidadão. O PPS afirma seu compromisso com um desenvolvimento que dê esteio a esse processo.







Na nova economia global o Brasil tem vantagens competitivas extraordinárias. Os ativos e a biodiversidade, florestas, recursos hídricos e minerais valiosos, dentre outros, permitem ao país uma inserção diferenciada e mais competitiva. Não como exportadores de commodities, e sim um arranjo produtivo com maior valor agregado, num modelo equilibrado que exigirá investimentos exponenciais em educação, pesquisa e tecnologia.







A idéia de privilegiar a todo custo o crescimento do PIB, não medindo os seus impactos negativos, não faz parte do programa do PPS. O crescimento e a riqueza só fazem sentido se não deixarem atrás de si um passivo de destruição da natureza como, aliás, vem ocorrendo em países como a China. E se também não se sustentar em salários miseráveis pagos a brasileiros ou a trabalhadores estrangeiros que acorrem ao nosso país.







3.5 O PPS e os novos atores sociais







As novas tecnologias da informação e da comunicação e as redes sociais que se desdobram possibilitado o trabalho colaborativo, com formas novas de geração de valor possibilitam novos atores sociais no mundo do trabalho e da cultura.







São os novos profissionais liberais, autônomos, pequenos empresários, associações entre produtores, que emergem na área do conhecimento, no mundo da cultura, do lazer e da sociabilidade.







As redes são criadas para defender seus interesses e posições em mudança permanente na internet. Lá percebem que a colaboração é a natureza dessas redes e identificam traços comuns a todos eles.







Percebem a necessidade de mudanças na legislação tanto de natureza trabalhista como na organização empresarial.







Reivindicam demandas por mais iniciativa, participação, decisão e responsabilidades que a difusão da informação propiciou. No entanto, a relação com esses setores não obedece ao padrão anterior da esquerda comunista: o partido como delegado exclusivo de uma classe. Hoje o PPS se propõe a ser um dos interlocutores, a partir da esquerda, desses atores, colaborando para evitar opções conservadoras, diante de muitos e diversos comportamentos pós-modernos já em manifestação nas próprias redes sociais.







3.6 O socialismo como questão aberta







No mundo contemporâneo o socialismo como modo de regulação de sociedades de economia de mercado, como regra de distribuição do trabalho e seus produtos é uma questão em aberto.







De qualquer forma, é necessário aprofundarmos esse debate sobre o conteúdo do conceito, que qualifica o partido até no seu nome.







IV – Renovar o partido







4.1 Contribuição inestimável







Inequívoca foi a contribuição do PCB à reconquista da democracia, em nosso país, e a democratização da sua vida social. Com sua política voltada, desde o primeiro momento da ditadura, para a construção de uma frente democrática com forças e políticos liberais e até conservadores, bem como para a difícil reconstrução da vida sindical e do associativismo popular nas instituições existentes, o PCB desempenhou um importante papel na derrota da ditadura e na implantação do regime democrático consagrado pela Carta de 1988. Entretanto, fortemente atingido por novos conflitos internos, por suas dificuldades em se auto-reformar e sob a perda de suas referências internacionais, sobretudo decorrentes da derrota do “socialismo real”, o PCB compreendeu que precisava modificar-se profundamente. Sua transformação em PPS, acontecida em 1992, representou, com todos os seus limites, uma tentativa de recomeço em condições radicalmente distintas. Partia do pressuposto de que havia um campo inteiramente aberto para a existência de uma esquerda democrática em nosso país, capaz de desenvolver uma política de alianças reformistas e políticas construtivas mesmo a partir do campo oposicionista.







Se o PCB foi audacioso em vários momentos da sua história, este também é compromisso do PPS. Ele quer se transformar em partido cada vez mais referencial do país, mas sempre estará aberto a dar saltos organizativos, isoladamente ou com outras forças, em direção ao futuro.







4.2 A transição PCB-PPS







Por todos esses anos, o PPS tem procurado construir uma nova identidade, ancorada na sua luta por reformas estruturais, nos quadros do regime, e direcionadas à integração social, ao desenvolvimento da democracia e da República, inclusive nos processos eleitorais, ao mesmo tempo em que procurou renovar-se, através da mais ampla e pluralista democracia interna, do planejamento estratégico e de novas ferramentas tecnológicas, incorporando novos temas relacionados à sustentabilidade, à ética, aos gêneros e à juventude, aos direitos humanos e ao poder local, de um lado, e incorporando novos quadros políticos às suas organizações, quadros que constituem hoje a grande maioria de todas as direções, de nossas bancadas parlamentares e de vereadores, prefeitos e secretários de governo. Mas não conseguimos realizar inteiramente nossa auto-reforma e generalizar internamente a transformação de paradigma que reivindicamos.







A sociedade não nos distingue como um novo rosto. Nossa atividade política ainda cinge-se apenas à atividade parlamentar de nossas bancadas e de governo de nossos representantes no poder executivo. Mesmo assim essa atividade não é conectada e unificada; vagos são muitas vezes seus nexos internos apesar de contarmos com as mais modernas ferramentas de relacionamento. Fora da atividade parlamentar e de governo, pequena é a ação política cotidiana do partido junto à sociedade.







Esta não o distingue e o diferencia com nitidez do universo fragmentado dos demais partidos.







4.3 O partido da Constituição de 1988







O PPS precisa enraizar decididamente sua fisionomia, seu modo de ser e seu estatuto de valores na Carta de 1988. Por conseguinte, precisa reafirmar o Estado Democrático de Direito por ela consagrado como o eixo fundamental da sua operação prática e da sua presença na cultura política mais geral. Reafirmando-se, definitiva e decisivamente no seu Congresso, como o partido da Carta de 1988, o PPS convida todos os demais atores e sujeitos da República a se reunirem, sem ambiguidade de qualquer natureza, em torno dos princípios e valores nela definidos: só assim os adversários políticos se legitimam mutuamente e, da livre dialética democrática, podem se desimpedir os caminhos da organização autônoma da sociedade, da participação de todos os setores, especialmente os subalternos, na coisa pública e da mudança social para níveis mais altos de civilização.







4.4 Um partido sempre aberto ao novo







Em seu XVII Congresso, o PPS afirma a idéia fundamental de que a democracia política é a forma do Estado moderno, como sustenta Giuseppe Vacca. Neste mesmo sentido, nas palavras daquele autor, “os programas e a ação dos partidos democráticos não podem exorbitar os limites da função de governo. Podem, certamente, alcançar a esfera do Estado e também se propor mudar o ordenamento constitucional, mas não sua forma democrática”.







Precisamos romper definitivamente com a velha ideia do partido classista em cujo horizonte está a ideia de “se tornar Estado” ou de elaborar formas mais ou menos totais da sua ocupação e instrumentalização, bem como da classe operária, ou qualquer outra classe ou grupo particular, como classe “geral” ou “universal”. Estaremos abertos, assim, para a incorporação de novos temas e sujeitos, inclusive os nascidos fora da tradição comunista, como, por exemplo, a crescentemente necessária reconversão ecológica da economia e da sociedade ou as imensas modificações suscitadas pelo protagonismo das mulheres, num movimento de amplo alcance que, no entanto, não nos levaria nunca a perder a noção da nossa parcialidade.







De resto, uma parcialidade própria de todos os atores que aceitam os limites e os condicionamentos do Estado democrático de direito, corporificado na Carta de 1988, o que seria o sinal de que se pode ir seguramente além do status quo econômico e social, sem os riscos de messianismos ou involuções autoritárias, inclusive “de esquerda”.







V – Prosseguir na democratização e ampliação do partido







5.1 A democratização e ampliação do partido







Quanto às questões que envolvem a dinamização do Partido, precisamos implementar medidas que incidam sobre o estatuto e as práticas do partido, quais sejam:







1. A dinamização e regularização da capacidade política e operacional das Comissões dirigentes para reforçar a capacidade decisória das nossas direções.

2. Assegurar-se as práticas de direção coletiva em todas as instâncias.

3. O fortalecimento dos Diretórios, em todos os níveis, e de sua autonomia, inclusive com o uso de reuniões por meio eletrônico.

4. A divulgação da informação, política, organizacional e financeira, em tempo real, de modo a possibilitar a prestação de contas periódica perante os órgãos dirigentes do partido, inclusive mediante a transmissão das reuniões na rede.

5. A implantação de um sistema de consultas aos dirigentes e filiados sobre os temas objeto da pauta do partido.

6. A difusão no meio dos filiados dos instrumentos de formação política a respeito da organização do partido e do trabalho de direção, sobretudo com uma maior presença da FAP nesse processo.

7. A formulação visando programar políticas de renovação das direções em todos os níveis.

8. Nossa tarefa imediata depois da campanha de filiação, em torno do tema: “Faça mais por sua cidade” é construirmos uma estrutura orgânica capaz de fazer frente às eleições de 2012.

9. Nesse sentido a articulação de chapas no maior número de cidades, é o trabalho de todas as Direções Estaduais, abrindo o Partido às lideranças locais, sobretudo ampliando o número de jovens e de mulheres, capilarizando-o nas entranhas da vida social a partir das cidades.

10. É o fenômeno urbano e a premente necessidade de amplas reformas nesse meio que nos dará interlocução com os segmentos populares e com as camadas médias, tornando o Partido um espaço de articulação, mobilização, organização e representação dessas demandas.

11. O poder local que queremos construir se configurará em um poder diferenciado se formos capazes de promover o desenvolvimento para o município, seja atuando na gestão, seja por meio do movimento social. Assim, o desenvolvimento municipal é a premissa básica de um efetivo Poder Local.

Sem esquecer que tal desenvolvimento, para nós, tem como premissa ser ambientalmente sustentável e socialmente justo.







5.2 A Rede 23







Na democracia contemporânea os partidos não se bastam. Dependem, para fazer política, do estabelecimento e manutenção de redes de relações com movimentos, instituições, grupos na internet e até com personalidades influentes nos temas que trabalham. O partido não mais pode manter a posição de vanguarda da época da circulação restrita de informação e deve assumir a postura de interlocutor dos movimentos, co-formulador de suas reivindicações, à luz de suas diretrizes mais gerais, e seu tradutor na linguagem das leis e das políticas públicas.







Para tanto, o PPS lança a Rede 23, um movimento de discussão e mobilização em torno de objetivos comuns, que abrange outras siglas partidárias, entidades, organizações, sindicatos, associações e grupos organizados na internet.







5.3 Candidatos em rede







O PPS abrirá vagas para “Wiki candidaturas” em todas as cidades do país com mais de cem mil habitantes. Existem cerca de 300 cidades com tais populações em todo o país. O número exigirá um grande esforço por parte do Partido para empreender este projeto.







No Brasil não existe a possibilidade de candidaturas avulsas. Os interessados terão que ser filiados ao PPS.







O Wiki mandato será totalmente administrado pela Internet, desde a candidatura até o funcionamento do mandato em si. Cada candidato assumirá legalmente, (assinando um contrato registrado e devidamente publicado), o compromisso de ser um representante numa rede wiki e que esta vai participar de sua campanha e do mandato.







5.4 Usar Sempre a Telinha







É inimaginável que uma pessoa filiada a qualquer Partido Político não seja usuária da Internet e de muitos dispositivos de comunicação que ela possibilita. Não se trata aqui do uso pessoal que todos fazemos da Internet hoje em dia: uso do correio eletrônico, buscas no Google, leitura de revistas e jornais, local de arquivos de nossos trabalhos e documentos os mais variados. A Internet é uma grande interface e hoje podemos publicar qualquer coisa sobre qualquer assunto. Andando na rua, podemos deparar com um buraco que acarrete riscos, pronto: Twitter nele! Pode ser a bela paisagem do amanhecer, Post nas redes. Hoje a Internet está na maioria de nossos bolsos através do celular com conexão. Vídeo instantâneo de uma arbitrariedade, denúncia de uma loja que não cumpra os preços devidos e de dentro da loja. Truculência de policiais, etc. Tudo pode e deve ir para a Telinha. Sendo que os militantes do PPS precisam ter isto automatizado. Vídeos curtos, com no máximo três minutos sobre tudo que esteja acontecendo em nossas cidades, ou no país. Basta ligar a webcam e sair falando pausada e suavemente sobre qualquer assunto. Não se pode esquecer de que apesar de sermos bilhões conectados, quando falamos na Internet o estamos fazendo para cada um, portanto nada de gritos e grandes eloquências. Na telinha sempre somos coloquiais e suaves. Boa agitação em tempos de novas tecnologias.







VI – Uma agenda programática para o PPS







A reforma democrática do Estado é o centro da estratégia reformista do PPS. O Projeto de Reformas encaminhado ao Congresso pelo PPS tem como objetivo central quebrar a lógica perversa da privatização de interesses no aparelho estatal. A representação do país no Poder Legislativo deve ser de melhor qualidade e espelhar o conjunto das expectativas dos eleitores brasileiros.



O processo de desenvolvimento do país tem que estar estrategicamente vinculado à sustentabilidade. Isto quer dizer que o Brasil tem que assumir a preservação de nossas riquezas e cuidar do meio ambiente de tal forma, que as futuras gerações continuem dispondo de ambientes e condições propícias ao seu desenvolvimento civilizatório.



Tal empreitada coloca a nação diante do desafio da mudança da matriz energética sem quebra da qualidade de vida de nossas gentes. Tal esforço exige uma intensa capacitação para realizar esses novos empreendimentos. A ordem de grandeza de tal mudança é de muitos bilhões de Reais, talvez atingindo a cifra de trilhões. Além dos recursos será preciso mudar profundamente o sistema educacional brasileiro, para que as novas tecnologias estejam integradas ao processo econômico em seu dia a dia.



A cooperação internacional será decisiva. Serão necessárias muitas parcerias para se mudar os modelos de fornecimento de energia do Oiapoc ao Chuí, criar um sistema de transportes livre dos combustíveis derivados do petróleo e quebrar o modelo exportador de produtos primários. O agro negócio terá que ser revolucionado em direção a busca da qualidade sem uso perverso da extensão de nosso território porque tem sido mais barato produzir assim há séculos. O PPS propõe a mudança das matrizes energética, dos transportes e a agro-pecuária para mudar o país.



O Brasil deve usar sua biodiversidade a favor de uma economia de alimentos e de pesquisas biológicas de fármacos, bem como as alternativas de bicombustíveis, que podem modificar todo o atual processo predatório da Economia fundamentada no velho Capitalismo Industrial. Temos Geografia e Demografia para realizarmos um projeto com tais características, transformado as nossas atividades sociais e econômicas numa verdadeira comunidade da sociedade do conhecimento e do bem viver de nossas gentes.







A reforma democrática do Estado é o centro da estratégia reformista do PPS. Reúne um conjunto de reformas parciais, a saber:







a) Reforma política, com início na adoção do sistema eleitoral misto, financiamento público de campanha combinado com contribuições de pessoas físicas e a adoção do parlamentarismo como horizonte;

b) Reforma administrativa, sob as diretrizes da maior eficiência, da moralidade, da separação entre cargos burocráticos e interesses eleitorais, do redirecionamento do Estado para o atendimento das necessidades da população: menos Estado para as oligarquias, mais Estado para a população;

c) Reforma tributária, no contexto de uma renovação negociada do pacto federativo, a partir das seguintes diretrizes: transparência, simplificação, desconcentração de tributos da União para Estados e Municípios, desoneração de alimentos básicos e remédios de uso prolongado, redução dos impostos indiretos e aumento da taxação sobre a propriedade e os rendimentos mais elevados;

d) Reforma previdenciária, a partir das diretrizes de isonomia entre servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada, da garantia universal de um mínimo pelo Estado e da regulamentação de fundos privados complementares;

e) Reforma trabalhista, com a repactuação dos direitos previstos na legislação e sua extensão aos trabalhadores terceirizados;

f) Reforma na política de desenvolvimento regional, com a criação de novas agências de fomento regional, com capacidade de captação de recursos voltados para a implantação de projetos de desenvolvimento marcados pela sustentabilidade e pela responsabilidade social;

g) Reforma do Sistema Único de Saúde, de maneira a cumprir integralmente suas diretrizes básicas, de universalidade, integralidade, equidade e regionalização, a regulamentar em definitivo o seu financiamento e a definir as responsabilidades de cada ente da Federação;

h) Reforma Urbana, para melhorar as condições de vidas da grande maioria da população brasileira que hoje vive nas cidades e tornar o uso do espaço

urbano mais democrático e sustentável.

i) Reforma Financeira – O sistema financeiro sempre está no centro das crises que assolam o mundo e o Brasil. Deve ser rigidamente regulado, em conjunto a iniciativas multilaterais, globais. Além do mais, há que se fomentar os bancos populares, os bancos regionais, a par de não incentivar a especulação e os crimes contra a economia do país.







VII - O PPS e as Eleições Municipais de 2012







Não é tradição do PPS discutir a educação em nosso país. Citamos como importante, mas em geral não apresentamos alternativas para a Educação Pública em nossos encontros e Congressos.







A luta pela ampliação da Democracia e diminuição das desigualdades em nossas cidades será imensamente eficaz se nos definirmos por um grande projeto educacional de nossas gentes. Nenhum outro fator social é tão forte num projeto de desenvolvimento. Todas as grandes dificuldades que o país enfrenta na busca de projetos sustentáveis de desenvolvimento, serão melhor resolvidos com o nosso povo tendo educação compatível com as exigências contemporâneas.







O PPS vai acabar com o mito da política brasileira que educação não dá voto. Vamos ao pleito de 2012 empenhados em melhorar e mudar a educação dos brasileiros nas nossas cidades.

Tivemos um fraco desempenho eleitoral nas eleições de 2008. Elegemos 130 Prefeitos, 238 Vice-Prefeitos e 2152 vereadores. Temos pouco a perder e tudo para ganharmos abraçando com convicção o tema educacional em nosso país.







Queremos que as gerações de estudantes na pré-escola e no ensino fundamental escapem para o futuro, munidos de conhecimento e visão crítica de suas próprias vidas. Apresentaremos um Programa mínimo de investimento na Educação Pública em todas as cidades brasileiras:







- Investimentos anuais de 30% do orçamento de cada município em Educação, com regime de tempo integral em todas as escolas dos Municípios administrados pelo PPS.

- A Fundação Astrojildo Pereira chamará pra si a discussão da Educação Pública em nosso país, promovendo seminários pelas redes sociais, convidando personalidades do mundo educacional, levantando dados e comparando os nossos problemas com dos outros países, para que possamos nos apropriar do tema da Revolução na Educação Pública e assim melhorarmos a cultura e a participação democrática de nossa gente.







São Paulo, 10 de dezembro de 2011.