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sábado, 29 de janeiro de 2011

Senhor..

Senhor, eu sou a rosa que desabrocha na luz do amanhecer.
Eu carrego minha cruz, a cruz do meu parco viver.
Senhor, ilumina-me o caminho por onde eu possa andar.
Ajuda-me entender o sentido das pedras que podem me derrubar.
Senhor eu sou a planta tenra que tenta crescer na terra pouco fértil.
Vou seguindo o caminho, e são tantos os caminhos que as vezes fico inerte..
Senhor Ilumina-me com a sabedoria dos céus para que eu  possa bem escolher.
O caminho a seguir será sempre o resultado do meu parco viver.
Senhor, ajuda-me. Eu sou a planta tenra tentando alcançar a luz do sol
Eu sou a raiz buscando na terra o pouco de alimento, e a água do lençol..
que está distante, senhor, distante da força e dos obstáculos que preciso vencer.
Senhor, eu sou a semente deixada na terra seca.
Sou a semente deixada no cerrado.
Sou a semente levada pelo vento do deserto.
Senhor, sequer fui plantado, sequer fui plantado... e me fizeste nascer.
Senhor, torna-me a rosa que desabrocha na cruz do meu viver.


Obrigado, Senhor!!

Quando tinha nove anos de idade conheci um dos homens mais importantes na minha formação, o seu Joel Pinto de Barros. Um dia perguntei a ele se não sentia injustiçado com tantas coisas más e mentirosas que se falava na cidade a respeito dele, e, ele me respondeu: Filho, Eu não tenho mais nada a pedir a Deus, só tenho a agradecer.Olhe para mim, Nelson, quem sou eu? Jesus com 33 anos foi crucificado; Alexandre, morreu antes disso; Nelson Mandella está preso, Martim Luther King foi assassinado; Kenedy, e veja, eles eram e são melhores do que eu, e o mundo não teve piedade deles, por que eu vou querer que tenham piedade de mim?

Esta resposta sempre vem a minha mente em cada aniversário meu. É quando me sinto pequeno, é quando sinto que fiz tão pouco, e o quanto tenho recebido da vida e de Deus. Sim, hoje, neste momento em que completo 35 anos de vida ( é 35 mesmo, prezado leitor, meu registrado tem um ano de diferença), sou grato a Deus. E, talvez, finalmente eu começo a entender o que o Seu Joel, meu grande mestre tentou me ensinar. Hoje, tenho muito mais a agradecer do que a pedir.

Tantos homens passam pela vida e não possuem a alegria de trazer filhos ao mundo. Deus agraciou-me com duas filhas lindas, inteligentes, e, de bom coração. Uma de dez anos, embora distante, amo-a com todo meu coração e sinto-a em todos os momentos da minha vida. A outra, uma princesa que veio ao mundo para trazer alegrias e a razão de viver que faltava. Com o nascimento dela toda a minha vida se modificou e encontrei definitivamente a paz possível de se ter neste mundo.

Tantos homens nascidos como eu , na mesma terra, no mesmo lugar, já morreram vítimas de acidentes, das próprias escolhas, da falta de oportunidade. Tantos caíram pelo caminho, acabaram detrás das grades, caídos nas sargetas e em tantas outras situações tristes. Deus abriu todos os meus caminhos, atendeu as minhas orações, foi generoso comigo, e aqui estou como estou.

Tantos homens não conheceram o amor. Deus me deu a alegria de conhecer e sentir o amor. Não o amor mesquinho, mas o amor universal. O amor que tudo suporta, que é fogo que arde sem se ver, que é ferida que dói e não se sente; o amor que espera, o amor que serve, o amor que simplesmente ama. Tantos homens não conseguiram amar a si mesmos, não conseguiram se aceitar, sentir-se parte deste mundo.

Nada tenho a pedir, muito a agradecer.

Agradecer por todos os meus amores. Amores de irmãos, de amigos, de inimigos. Todos os amores são úteis quando nos sentimos amados por nós mesmos. Agradecer pelo amor da mulher amada, que nos indica o caminho da iluminação, da paz, da alegria profunda  e eterna da alma. Agradecer a Deus por a mulher que amo estar neste mundo, enquanto por tantos anos pensei que estivesse aqui sozinho. Agradecer por todos os amores e dos amigos, pois eu  não viveria sem eles.

Agradecer pela vida, por que a vida é a maior prova do amor de Deus por mim. O ar que respiro é a força da minha existência; o ar que alivia o calor dos dias, e aquece a alma quando nos sentimos vazios.
A  água que purifica nossa mente, nosso corpo e nossa alma. Ela que nos mantém vivo e traduz em si toda a força do Universo, que a tudo penetra e nada fica fora do seu alcance.
A terra, que produz o alimento que mantém nossa vida. Dela tiramos nosso pão, o sustentáculo do corpo, instrumento necessário a nossa existência neste plano.
Agradecer ao fogo. O fogo da provação  que nos ensina o caminho da retidão. O fogo do amor que aquece e as vezes queima nosso coração. O fogo da paixão que mantém acesa a nossa sede de viver.

Por fim, agradecer a Deus por todos os meus irmãos humanos. São eles os meus maiores mestres no caminho da minha regeneração, reintegração e unificação ao ser divino. Sem eles, nada sou, nada serei.

Obrigado senhor. Hoje, tenho tudo a agradecer, quase nada a lhe pedir. Só uma coisa lhe peço Senhor, Ensina-me o caminho da sabedoria, ensina-me o caminho do serviço aos meus irmãos, para que eu possa ser digno de ser chamado teu filho.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Todos os dias sem você.

Todos os dias são iguais vivendo sem você.

O Sol se põe no horizonte, e eu sinto novas esperanças.
Vagarosamente começa a anoitecer, o sono desaparece,
Sozinho, no silêncio da noite, fico vivendo das lembranças.
Lembranças doces, suaves que, ao meu coração, aquece.
A doce, doce lembrança do que foi um dia ter você.

Todos os dias são iguais, vivendo sem você.

Então surge a madrugada, silenciosa e dolorida.
Meu amor cresce mais, mais que minha própria vida,
Eu durmo acordado, e acordado dormindo
Vejo o bonde que vai passando, e o bonde que vem vindo.
Como todos os astros da noite que espera o amanhecer.

Todos os dias são iguais, vivendo sem você.

E o dia vai clareando, a manha vai surgindo
O mundo inteiro acordando, e eu acordado, fico dormindo.
O movimento que surge, alardeia o amanhecer.
A aurora do horizonte, a força do viver.
Tudo vai anunciando que eu não tenho você.

Todos os dias são nada, vivendo sem você.







terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Terça-Feira Negra - Confesso que chorei.

Hoje foi um dia estranho.Tenho de confessar que chorei. A vida parece bela, o sol alegre, minha filha correndo de um lado para outro com uma felicidade pura no rosto como nem parece ser possível existir neste mundo. O restante, tudo no mundo parecia igual. Sai para a rua e vi infinitos rostos cruzando com os meus, uns alegres, outro triste, outros indiferentes. Entrei na net, olhei e-mails, twitter, tudo parecia igual. As pessoas sempre com os mesmos comentários, os mesmos programas, as mesmas discussões, as mesmas contendas. Tudo parecia igual.

Sentei. Sentei daquela forma como sentamos por não saber o que fazer, ou como para quem tudo que está igual não tem mais nenhum sentido. Fiquei ali sentado, horas a fio, olhando tudo passar a minha volta. O meu quarto era o meu mundo sem portas e nem janelas. A televisão, quantos canais, quantos programas, em nenhum estava você. As redes sociais, todas vazias, simplesmente, por que em nenhuma delas estava você. A única coisa que eu tinha era as lembranças tuas. Lembranças de um amor não vivido, mas sentido com toda a força do meu coração.

Quisera eu ser como as garças que vooam, e ir para bem longe desta saudade que sinto agora. Uma saudade que arde, que fere, que dói, que rasga meu peito atravessando o meu coração impetuoso que não desiste de te amar.  Queria ser como as aves migratórias que voam para longe quando as condições climáticas são adversas. Queria voar para longe, bem longe agora, não para o longe geográfico, mas para o longe desta dor que me consome.

Todo o dia, toda a manhã, toda terça feira. Terças-feira negras por que longe de você. Eu não posso voar. Refugio-me na meditação. Sou homem cafona, conservador, romântico. A bebida, mesmo o vinho pouco me apetece, e qualquer coisa me apetece menos ainda por que longe de você.  Sequer a comida que sustenta o meu corpo é bem vindo. Tudo em mim parece rejeitar viver longe de ti. Eu me sinto como a planta que morre sem a luz do sol, como o peixe fora da água, como a ovelha longe do seu pastor. Nada, nada pode ter significado pleno longe de você.

Toda a tarde se arrasta em uma tristeza profunda, meu espírito inerte se recusa permitir que meu corpo se mova. A mente preguiçosa faz meus olhos contemplar as velhas filosofias, todas cinzentas por que não explicam a força deste amor que tenho em meu peito. Este amor que destrói o meu ser, constrói minha alma, alimenta e torna faminto todo o meu viver. Todas as coisas superficiais tornam-se ainda mais superficiais. Nenhuma filosofia pode explicar. É mais forte que os quatro elementos da natureza. Terra, água, ar e fogo, tudo é consumido pelo fogo abrasador deste sentimento que reside em mim.

Confesso que chorei. A dor da saudade intensa. A dor compartilhada no calor de uma noite vazia no diálogo com aqueles que buscam o amor, com aqueles que buscaram e viveram, ou pelo silêncio vazio daqueles que nunca experimetaram e não sabem o quão pobre é a vida da matéria quando se concebe o amar. Confesso que chorei, ao relembrar tuas palavras doce, teu olhar carinhoso, tua felicidade sentida no olhar seguro de quem chegou a sonhar com dias felizes entre nós.
Confesso que chorei ao lembrar do teu rosto em lágrimas. Confesso que não resisto  e choro cada vez que me lembro o quanto o mundo foi duro contigo, das tuas dores e de teus sofrimentos e do quanto mereces ser amada.
Confesso que choro e chorei copiosamente ao lembrar do teu sonho de um mundo mais igualitário onde homens e mulheres se sintam como irmãos e irmãs, vivendo e servindo, amando e sendo amados. É forte teu sonho de um mundo melhor. Sinto-me pequeno diante do teu sonho e por isso, mais ainda por isso desejo-te do meu lado para que seu amor me transformasse no homem que tu sonhas poder existir em mim.

Confesso que choro e chorei hoje, copiosamente, ao lembrar da dor que vi nos teus olhos por não compreender as injustiças humanas, a maldades dos homens, a preguiça, a covardia, a desonestidade que toma conta do mundo. Não tem como não me emocionar ao lembrar do teu desejo de contribuir, todos os dias, silenciosamente, para fazer feliz todos aqueles que estão contigo, que estão ligados a ti por qualquer razão de ser. Tua sensibilidade, quem não percebe tua sensibilidade, ao carregar nos teus ombros tantas dores humanas, até mesmo dos desconhecidos, em seu desespero por distribuir amor.

As lágrimas caem do meu rosto novamente, como vi cair dos teus tantas vezes. São lágrimas de felicidade por saber que em algum lugar existe alguém como você. São lágrimas de tristeza por você estar tão distante de mim que não posso lhe tocar. São lágrimas de felicidade por que este amor me ensinou o quanto belo é a vida e a força que ela possui. São lágrimas de tristezas por que a vida é uma morte vivendo longe de você.

Confesso ...

Josh Groban- Weeping (3/28/07)

domingo, 23 de janeiro de 2011

FAFICH EXPLICA NOTA BAIXA NO IGC/MEC

FAFICH EXPLICA NOTA BAIXA NO IGC/MEC

OS MESTRES "PARAGUAIOS" DA FAFICH

Um encontro de amor.

Mocinha, ainda me lembro do brilho do teu olhar.
teu sorriso, teus gestos,
teu jeito de me abraçar.

Mocinha, ainda me lembro do teu abraço gostoso.
teu olhar inquisidor,
o teu abraço apertado,
o teu beijo amoroso.

Mocinha, ainda me lembro do teu aperto de mão.
distante e insegura,
postura de mulher pura,
com pernas e mãos tremer,
e uma vontade intensa de viver,
o que já estava no coração.

Mocinha, ainda me lembro da força do teu amor.
das tuas lágrimas caindo,
seguidas do teu rosto sorrindo,
o sonho de um novo futuro,
respirando ar mais puro.
O passado atroz maldito,
deitou teu coração aflito,
e tudo se transformou em dor.

Conhecimento é libertação. Homenagem a Professora Mariinha.

Pudesse eu escrever um livro em homenagem a uma professora pelo que ela fez pela educação, ou pela minha educação eu escolheria a professora Mariinha. Talvez eu goste tanto de mulheres fofinhas pela influência que ela exerceu sobre mim. Ela era uma solteirona, pouco sei sobre a vida pessoal pois distanciei dela aos 12 anos, ( fui para o internato), e só retornei já com o segundo grau completo. Quando retornei, disseram-me: Tua professora está esperando uma visita sua, e já está decepcionada por que você está demorando muito.

Cheguei por volta das 14 horas. Era uma tarde cinzenta do mês de janeiro, um daqueles dia que se vê pouco o sol e muita ameaça de chuva. Nas ruas, ainda restava algumas poças de água da chuva nos calçamentos irregulares, hoje, não mais existentes por que deram lugar ao asfalto. Minha querida professora morava em uma casinha em uma das esquinas da praça Luiz Pereira Cirineu. Vivia solitária, nunca soube se ela teve filhos. Quieta, sentada em sua cadeira de balanço, passava a maior parte do tempo olhando pensativa para a rua, relembrando os anos vividos como me confessou naquele dia.

Conheci a professora Mariinha como professora dos meus irmãos mais velhos e como parteira. Ano de 1982, eu já com quase oito anos de idade, meio do ano, e meu pai estava decidido a não me colocar na escola. Dizia que eu era meio "esquisito", diferente dos outros, meio bobo, e, por isso não via futuro nem razão para me colocar na escola. Meu irmão Zezinho tinha dificuldade nas tarefas de casa e a professora constantemente vinha a nossa casa conversar com meu pai sobre ele. Meus pais, ambos analfabetos, trabalhavam todo o dia e a noite andavam seis léguas para estudar o mobral com  a professora Mariinha, e, as vezes nos levavam juntos. Nestas idas, e acompanhando meu irmão nas tarefas caseiras aprendi a ler.

Naquele tempo, quando os mais velhos conversavam, as crianças não podiam ficar na sala. Isso dificultava eu ter contato com a professora. Um dia porém, não sei por que razão, tomei nas mãos um jornal, entrei debaixo da mesa e fiquei lendo, de tal forma que meu pai não me via e a professora podia me ver por baixo da toalha. Vendo aquela cena a professora perguntou ao meu pai quando ia colocar o filho mais novo na escola. A resposta foi de que não iria fazê-lo. Ela continuou me olhando com aqueles olhos grandes que me fazia sentir medo.  Por fim, disse ao meu pai: Seu Domingos, eu acho que seu filho já sabe ler, o senhor me permite conversar com ele? e se ele souber ler posso matricular o menino na escola?
Meu pai ressabiado, falou: Oxente, Cumadre, ancê acha mermo que este menino pode ter aprendido sozinho?
- Olha, seu Domingos, conheço vários casos de crianças que aprenderam a ler sozinha vendo outros lerem. E se isso aconteceu o senhor vai ter que aceitar que em vez de bobo, o seu filho mais novo pode ser o mais inteligente,  - afirmou, perenptória, a professora com ares de sabedoria.
Depois disso  chamou-me com aquele carinho pedagógico que tranquiliza as crianças assustadas. Foi ai que meu pai percebeu que eu estava ali, debaixo da mesa. Já meio sem jeito, não brigou comigo. Sentado no colo da professora, li o titulo de uma reportagem. E pronto. Já estava garantida minha primeira bolsa de estudos.

Tive sorte. No ano seguinte eu já estava no segundo ano forte. E, já junto com meu irmão zezinho. Só estudamos com a professora até a segunda série. A escola foi fechada e mudamos para a cidade. Eu só pude me lembrar da história com estes detalhes por que me foi contadas por diversas pessoas, e por ela naquela tarde sombria. Sentada, e olhando para o tempo, ela ainda me disse com voz rouca e cansada: - Filho, muita gente acha que você é louco por que você quer ser doutor. Eu acredito em você. Da mesma forma que eu acreditei que você seria o primeiro filho do seu finado pai a terminar o segundo grau, eu acredito que você vai ser doutor. E eu quero viver para ver você pelo menos formado na faculdade.Eu acredito em você filho. E lembre sempre da história que lhe contei do médico africano que desde criança colocou no seu quarto a frase "Hei de vencer". Não esqueça das histórias que lhe contei de Mahatma Ghandi, Martim Luther King. Eles venceram , filho, você também pode vencer.

Depois de algum silêncio ela continuou: Lembre-se, filho, você terá de aprender a ser como os ricos, mas nunca deve esquecer de onde você veio e nem as pessoas que lhe ajudaram. Eu sei que você vai ser doutor, e se você quiser ouvir mais um conselho desta velha que ninguém ouve mais, faça um curso para ser advogado.

Foi nosso último encontro onde foi possível ter uma tão longa conversa. Até hoje as palavras dela ressoam em meus ouvidos. A primeira mulher que acreditou que eu poderia ser útil a humanidade. Minha homenagem professora. Todos os educadores tem seu valor, mas uma mulher, em lugar tão distante colocava em prática os ensinamentos de Paulo Freire e ajudava pequenos e pobres a se libertarem da ignorância. Obrigado mais uma vez, minha primeira professora.

A Justiça prevalecerá e os justos herdarão o reino. Homenagem a Dinalva da Silva Barbosa.

Dinalva era o que se pode chamar de mulher intrépida. Não tinha medo, não temia ninguém. Eu a conheci no ano de 1986, menino, curioso, 12 anos de idade, e já vivendo a primeira paixão juvenil. O mundo religioso me fascinava, e vivia divido entre ser católico, protestante ou coisa nenhuma. Tudo por causa de três exemplos marcantes na pequena cidade; o Professor Perxes, O professor Ezequias e O Seu Joel. Sim, o último era apenas seu joel, homem cheio de mistérios, pai de duas filhas - que o diga, duas filhas lindas . Ezequias era coisa nenhuma, homem que vivia rodeado de mulheres, pervertido, beberrão, jogador, mas, por sorte um tremendo professor de história. É, vou colocar tudo de minúsculo quando me referir a ele para minorar a decepção que ele me trouxe. Perxes, irmão do Ezequias, professor, Pastor Protestante. Vou colocar em maiúscula apenas por respeito a igreja da qual ele faz parte. Ezequias, o pervertido competente;Perxes, o santo aparente. Seu joel, o mistério.

Eu vivia dividido. Como sempre tive uma queda por mulheres não foi fácil escolher, ao ver aquela mulher, esvoaçante e que a todos provocava e  não respeitava ninguém. Desafiava o padre, o pastor, o  pervertido, o misterioso. Era Dinalva da Silva Barbosa que chegava a cidade. Adventista do Sétimo Dia, era a profetisa em pessoa a desafiar os feiticeiros e falsos profetas trazendo a salvação. Até hoje não sei por que me tornei adventista, se pela mensagem que ela trazia, ou se pela intrepidez com a qual pregava. Eu poderia escrever um livro sobre a Dinalva, de tão intrépida ela era. Ela foi uma destas heroínas que passou pelo mundo e tentou de tudo para torná-lo melhor.

Dinalva da Silva Barbosa foi assassinada covardemente no ano de 1994. A investigação da polícia do Distrito Federal encerrou o inquérito afirmando ter sido fruto de um assalto frustrado. A Dinalva era muito inteligente para ser morta por assaltantes. Ela enrrolava até Deus. Eu ainda desconfiou que o crime teve motivação política, mas não existe nenhuma prova. Eu sei que ela sabia muito sobre os poderosos da cidade. Eu mesmo fui embora da cidade anos depois de ter sido derrotado em uma campanha de vereador com ameaças veladas para que não abrisse a boca sobre certas coisas que se ouvia a boca miúda.

Dinalva foi a responsável por eu ter conhecido Goiânia pela primeira vez. Fiquei hospedado na casa das irmãs dela, ( Zinalva, e Dalva). Zinalva, uma mulher equilibrada, sensata, cheia de si. A Dalva, maluca como a irmã Dinalva. Ambas com o mesmo coração bondoso da irmã e todas viam em mim um "neguinho" inteligente e cheio de futuro. Nascia ali a idéia de me mandarem para o Internato Adventista Brasil Central. Dalva, mãe de dois filhos, Tâmara e Cláudio, dois seres que de tão diferentes é difícil acreditar que saíram da mesma mãe.Até hoje, acho que eles não gostaram muito de mim, me acharam esquisito. (novidade).

Dinalva tinha um marido chamado Zé, e dois filhos. Um, Charles Barbosa, a quem considero como meu irmão; e a linda e loira Libia, a quem carinhosamente desde o primeiro momento apelidei de binha. Aliás, acho que só eu a chamo de binha. Ela é a irmã querida que Deus me deu, e, que se emociona toda vez que me encontra. Tenho saudade do dia que dançamos juntos "Adeus Mariana".

Como homenagem a Dinalva, já que não posso contar tudo sobre ela, vou lhes contar como ela transformou a cidade numa guerra religiosa. Quando ela chegou na cidade era prefeito o senhor Aureliano Juarez Gomes,conhecido como seu Juarez.  Tínhamos basicamente três religiões; Católica, batista, e Assembléia de Deus. É claro que existia o candoblé, os feiticeiros, mas isso ninguém assumia.  Dinalva chegou trazendo o Adventismo. Ela era aquela professora sabe tudo. Dava aula de tudo, orgulhava-se de ter lido toda a biblia e conhecia, realmente, muito de história antiga e medieval.
Dinalva começou a pregar na cidade, visitava casa por casa distribuindo folhetos "Encontro com vida". Uma vez minha mãe me dissse: - É o fim do mundo mesmo, até agora ninguém vivia nesta cidade, e esta, mulher veio trazer a todos o "Encontro com a Vida". O certo é que o tal folheto foi causando um rebuliço na cidade. Logo, a tal Dinalva estava dando "Estudos Bíblicos" para uns dez alunos, entre eles eu, e, logo os pais começaram a acusar a mulher de coisas que não se deve publicar. O certo é que os tais ensinamentos logo se espalhou, o mais polêmico era um tal de guardar o sabádo, e, ainda tinha também, o tal de não comer carne de porco.
Engraçado que de tantos ensinamentos bons as pessoas escolheram combater justamente estes dois. Parece que logo todos se uniram contra ela. Pastor, padre, e pervertidos. Ela parecia ser uma ameaça a todos. Pronto, eu que sempre gostei de ficar do lado dos mais fracos, finquei fileira ao lado dela. Meses depois estava eu sendo batizado nas aguas do rio, na minha cabeça, o próprio rio jordão.  A guerra na cidade não acabou. Era Domingos Tocador ( um ex-pervertido convertido a renovação carismática católica), gritando que aquela mulher era a própria personfiicação do diabo, o padre de outro lado, começando a ensinar na cidade a versão da igreja católica para a história de Lutero, e, de outro lado, o pastor perxes tentando segurar seus membros.

Para completar a confusão logo chegou na cidade mais duas religiões: Os testemunhas de Jeová, e A Congregação Cristã do Brasil. Em uma cidade de mil habitantes, quando se resolvia fazer cultos ao ar livre era difícil saber a quem ouvir, pois, de um lugar se escutava a pregação dos outros. Eu, na minha meninice, pensava que realmente existia ali uma luta entre Deus e o diabo, e, a minha dificuldade era saber quem servia a quem.

Para me proteger, logo que me batizei ela enviou-me para o Internato. Sonhava me ver missionário. Eu também cheguei a sonhar em ser missionário e até dediquei-me a aprender a ser pregador, trabalhar dando estudos biblícos, distribuindo folhetos, mas a vida no internato mudou tudo dentro de mim. De um lado um grande amor não vivido, e, de outro, uma grande decepção com os dirigentes da Igreja. Muitos eram racistas, cruéis e pervertidos.

Quando voltei a cidade no ano de 1992, pude ver nos olhos da minha Querida Dinalva uma decepção profunda. Ela me olhava agora com ar de respeito. Via em mim alguém com mais conhecimento da biblia do que ela. Alguém que tinha estudado em um dos melhores colégios do país. Ficava horas e horas me ouvindo, sem entender por que eu não tinha ido para São Paulo continuar os estudos e me tornar Pastor, ministro do Evangelho. A sua decepção com a minha volta, e em não me ver Ministro do Evangelho nos afastou. Nunca mais fomos tão amigos como no passado. Na última vez que estivemos juntos foi três semanas antes de sua morte. Ela continuava sonhando com o mundo melhor, acreditando na segunda vinda de Jesus, e lutando dia e noite contra as injustiças sociais.  Ela viajou para Brasília e desapareceu. O mundo perdeu uma mulher, heroína do cotidiano, que colocou fogo em uma cidade e mudou a forma de uma comunidade inteira ver Deus.

Receba minha homenagem amiga, onde você estiver. Aqui vai a música da Alessandra a quem você tanto admirava e a música que você cantava como se falasse com o próprio Deus.

alessandra samadello-Castelo Forte

sábado, 22 de janeiro de 2011

É preciso sempre acreditar no amor - Homenagem a minha grande amiga Elaine Augusta de Oliveira

Um homem quando se sente perto da morte deve homenagear todos os seus amigos. Uma ameaça de morte não é algo do qual devemos ter medo. Afinal, diz o ditado que quem ladra não morde. Como também existe um ditado que diz que "seguro morreu de velho", e, "Prevenir é melhor que remediar", e, eu não quero morrer sem homenagear a todas as pessoas que amo, aqui vai a minha homenagem a minha grande amiga Elaine Augusta de Oliveira.

Vi Elaine a primeira vez na porta de uma boate. Verdade? vou confessar, pensei que ela fosse lésbica. Eu a via sempre grudada em uma amiga. E por mais que eu a convidasse para dançar ela nunca ia. Eu, que sempre dancei bem, nunca entendi quando uma mulher se recusava a dançar comigo. Era o ano de 1999, e eu estava próximo de me formar. Chegando ao final do ano entrei em uma tristeza profunda, quase depressão. Sumi da faculdade. Eu já estava praticamente aprovado, só tinha que entregar o trabalho final ( Monografia), para poder colar grau.

A notícia se espalhou que o "esquisito" do Nelson, mais uma vez havia sumido da faculdade. E desta vez nem o Mirandão, ou o Adelino tinha conseguido convencê-lo a entregar o trabalho final para concluir o curso e colar grau. Elaine ficou sabendo da história e foi atrás do "Esquisito". Ela me encontrou na praça da cidade, e, não foi preciso muito charme para consegui se aproximar de mim, afinal, eu já estava de olho nela há muito tempo. Ela é daquelas mulheres sensíveis, românticas, que acredita no amor. Costurava para criar bem a filha sem depender de ninguém, e, ficou sabendo da história por que estava trabalhando no vestido de algumas colegas minhas. Ela era presença em todas as festas de elite da cidade. Loira, linda e cheia de amigos era vista por todos.
Convidado, fui uma tarde na casa dela. Depois de muito conversarmos ela disse que tinha ouvido falar que eu   tinha desistido da faculdade nos últimos meses e queria saber a razão. Disse ainda que as pessoas embora não gostassem muito da minha companhia, todos me achavam um dos alunos mais inteligentes da faculdade, e, que eu não podia deixar a faculdade, não aquela altura. Foi ai que fiz a ela a seguinte pergunta: O que tem valor na vida pra você? diploma, riqueza, ou pessoas? Do que me adianta ser inteligente e no dia da formatura não vou dançar a valsa por que vou estar sozinho. Não tem ninguém que ame que venha a festa, e, ( para estragar o possível romance, pois ela já estava envolvida no meu drama eu disse) a mulher que amo nem sabe onde estou, e, nem eu sei onde ela está. E depois, nem tenho com quem entrar.

Ela, meio muda, olhou para mim, deu uma gargalhada e disse:  - Escuta, eu estou a três anos tentando entrar na faculdade, meu sonho é fazer uma faculdade e você quer desistir de colar grau por que não sabe onde está sua mulher amada? Vai fazer isso por que não tem com quem entrar na formatura?
Eu disse: - Sim, é por isso mesmo.

Ela ficou em silêncio por alguns minutos enquanto fazia a máquina trabalhar em mais um vestido. Era uma tarde de pouco sol, quase nublado. As ruas estavam em silêncio. Alguns minutos depois ela me olhou e disse:
_ Você é um homem de coração lindo, não é só inteligente. Você tem idéia de quantos homens existem como você? Quero te fazer uma proposta - emendou - Você vai para sua casa agora, termina a monografia, e, eu não posso não me tornar a mulher que você ama, mas posso fazer um vestido e dançar a valsa com você.

Ah, terminei a monografia em dez horas ininterruptas de trabalho. No outro dia estava procurando um terno para alugar. E imaginando como seria poder entrar naquele salão com aquela loira linda. Na noite da colação de grau lá estávamos nós, para a surpresa de todos que achavam que eu não estaria ali. Entrei de cabeça erguida, em um terno escuro, ela, em um vestido lindo, loira, cabelos com um penteado arrasador que mais parecia uma noiva moderna vestida para casar em uma tarde de primavera. Quando chamaram meu nome, todo o salão se levantou surpreso por acharem que eu não entraria. Ao som da música "Tocando em Frente", entramos triunfalmente, eu, sentindo-me um imperado entrando em Roma após vencer a mais dura das batalhas.

Como em minha vida, nenhuma alegria é só minha, no ano seguinte Elaine passou no vestibular. Hoje, professora, com especialização, uma ótima professora. Elaine não tornou-se um grande amor para mim, afinal, meu coração já estava ocupado, e, acho de forma sincera que nunca fui o tipo dela. Tornamo-nos grandes amigos. Como não peguei o album de fotos, fica aqui registrado que aquele, Elaine, foi um dos melhores dias da minha vida. Você foi uma destas estrelas que brilhou em minha vida e que me fez acreditar que mesmo que eu  nunca viesse a ter uma família como eu sonhava, ou nunca reencontrasse meu grande amor, valia a pena viver, lutar contra as injustiças, fazer o bem, seguir em frente. Obrigado, Elaine, Obrigado.

Nesta madruga, as cincoo horas e vinte minutos da manha do dia  23 de janeiro de 2011, eu sou grato por você fazer parte da minha história de vida.E vou postar a música "Tocando em Frente" na voz de Renato Teixeira, tal qual todos ouviram ao nos ver entrar naquele salão.

Renato Teixeira - Tocando em frente

Coumba Gawlo - Pata Pata

Os sonhos não acabam - Homenagem a minha amiga Tereza Batelli

Hoje, resolvi ocupar o espaço deste blog para falar de felicidade, falar de alegria. Quero fazer uma homenagem a minha amiga, companheira, colega de trabalho, Tereza Batelli. Sobretudo, uma amiga de Jornada, uma companheira de caminhada, daquelas que tenta manter puro o coração e seguir fazendo o bem, não importam as dores do caminho.

Tereza é um ser humano. Um ser humano daqueles que quando está com outros seres humanos se contenta a ser apenas um ser humano. Conheci Tereza no ano de 1994.Era tempos difíceis para mim. Encontrava em uma destas encruzilhadas da vida, quando Freud, religião, coração e a razão se enfrentavam dentro de mim. Muitos comentavam abertamente que era louco. Em uma cidade como Campos Belos, no Nordeste Goiano, vindo de Divinópolis, nascido em Nova Roma, e, sonhando ser doutor. Começava o curso de Licenciatura em Pedagogia na Universidade do Tocantins na cidade de Arraias. Tereza, mulher casada, mãe de três filhos, Psicológa vinda do Estado de São Paulo, radicada, até hoje não sei por que motivo nas terras do nordeste goiano. Aliás, eu sei, Tereza é uma destas estrelas que Deus manda para os lugares mais longínquos para combater o mal, e, servir de luz para aqueles que buscam a salvação.

Tornamo-nos mais próximos quando começamos a trabalhar juntos na Subsecretaria Regional de Ensino, ( naquela época chamada de Delegacia Regional de Ensino). Tereza, assessora do Delegado regional, eu, Orientador Pedagógico. Minha função era orientar os projetos pedagógicos das escolas da regional, e, cuidar em caso específico do processo de Inclusão escolar.Na luta contra o preconceito, e para introduzir o respeito às diferenças nas escolas, encontrei em Tereza uma grande aliada.

Tereza era uma daquelas que insistia em não ver o mal nas pessoas. O mal estava ali, visível de tal forma que era impossível não ver. E ela preferia atribuir os fracassos a nossa imperícia do que acreditar que as pessoas poderiam ser tão más ao ponto de nos sabotar. Uma vez o Delegado Regional colocou Tereza para ajudar-me,  a organizar uma grande palestra sobre inclusão social numa  escola, e, por outro lado, ele mesmo, o Delegado Regional cuidou de sabotar o evento. Primeiro, ele criou todas as formas de dificuldades; não tinha dinheiro para lanche, não tinha gasolina, não tinha motorista. Tereza, impávida, daquelas para quem missão dada é missão cumprida, pegou o próprio carro e começou a realizar as coisas. Não tinha dinheiro, ela mesmo buscou patrocínio.

No final, quando comemorávamos que o seminário teria sido um sucesso, eis que uma comparsa do Delegado surgiu, deturpando as falas dos seminarista, inclusive a minha e da Tereza, afirmando que nós estávamos denegrindo o trabalho da Secretaria. Quando fomos chamados a sala do Delegado, Tereza primeiro se recusou que ele pudesse acreditar em tão grande asneira, e, depois saiu em minha defesa. Não querendo como defender o indefensável, Tereza disse: Não fomos competentes, deveríamos ter gravado, assim não teria como alguém nos fazer um tão grande mal.

Também, por duas vezes, lideramos a organização dos jogos escolares regionais. Lá estava o Delegado sabotando, e Tereza, trabalhando dia e noite para o evento ser dos melhores. Um dia eu disse a Tereza: Olha, você acha que o que digo são coisas da minha cabeça, um dia o Professor Rosolindo Neto lhe mostrará a verdadeira face para você.
Ontem, encontrei Tereza no Facebook. Uma alegria só. Uma alegria cheia de tristeza. A primeira coisa que Tereza me conta é que seu marido faleceu. Tereza e sua família era como um farol de luz a brilhar na cidade de Campos Belos. Entre uma conversa e outra Tereza me diz como descobriu o quanto tinha de poucos amigos em Campos Belos, e como o Professor Rosolindo Neto não teve nenhum sentimento de pesar em relação a morte do seu marido.

Um acontecimento marcou-me especialmente. Uma vez o pessoal das subsecretaria se reuniram para discutir minha personalidade e tentar me entender. Eu era tido como homem inteligente e meio "esquisito". Tereza ao discorrer sobre mim, disse que na verdade eu tinha um amor, um grande amor guardado no meu peito, que era um grande segredo que me atormentava e eu  não dividia com ninguém. Um dia, eu dividi com Tereza, embora nunca tenha lhe contado o nome do amor, mostrei-lhe as poesias que eu escrevia nos momentos de maior saudade daquele amor não vivido. Tereza, em vez de achar loucura, contou-me como tornou esposa do marido que tinha e como amava o marido, e como ela gostava de ser feliz.

Ao sentir a tristeza de Tereza, veio, forte em minha memória, o rosto do marido falecido e de seus filhos, hoje, quase todos adultos. Eles eram luz, brilhando naquela escuridão. Não temiam a dor, ignoravam o mal, e buscavam fazer o bem constantemente. Tereza vivia pelo amor que tinha ao seu marido e a seus filhos.

Receba minha pequena homenagem Tereza, você e seus filhos são estrelas que brilham onde estiver. E, tenho certeza, seu marido, pelo amor que tinha a você e pela bela história que vocês tinham, certamente estará feliz vendo como você continua brilhando no meio de tantas trevas que existem neste mundo.

Ps. Tereza, a dor do meu coração foi equacionada. Ah, e antes que eu me esqueça, desculpe pelos erros de português, eu, apesar de estar agora no doutorado, continuo não dando a mínima para as regras da etiqueta social. A unica diferença é que agora sou um homem totalmente feliz, apesar das dores, ameaças de morte, problemas que torna esta vida na terra bem mais divertida quando decidimos lutar contra as injustiças.



Carta aberta a Radio União FM de Goiatuba - Entrevista da FAFICH

Conta-se que um bom jornalismo deve ouvir todas as partes envolvidas em um processo, apurar a verdade e só apenas levar ao ar para os seus ouvintes a mensagem com a informação exata. Não é isso que acontece em Goiatuba. Em Goiatuba tudo sofre a influência vil do prefeito e seus comparsas. E o domínio ali é tão terrível que ninguém ousa  reagir. Nem a camâra municipal, nem qualquer orgão de fiscalização que seja. Uma tolerância incomum a todos os tipos de erros de todas as formas e tipos.
Na última semana a rádio FM de Goiatuba foi protagonista de um desses absurdos. Realizou uma entrevista com os dirigentes educacionais de Goiatuba onde o objetivo pretendido seria esclarecer para a população as razões da baixa qualidade do ensino superior da FESG/FAFICH. Para isso, montaram um espetáculo horrendo convidando o desinformado presidente da Associação das Mantenedoras do Ensino Superior privado de Goiás. Juntos todos fizeram todas as críticas possíveis ao MEC, tentando fugir da responsabilidade do desastre que tem sido o ensino superior em Goiatuba.
O que eles não contaram a população foi:
1. A causa da baixa qualidade do ensino está ligada a falta de titulação da maioria dos professores da faculdade;
2. Que com o intuito de economizar o Prefeito Marcelo Coelho e o Presidente da FESG cortou todas as verbas de pesquisa no ano de 2009/2010;
3.Que o prefeito e o Presidente da FESG descumprem a lei, persegue professores, mesmo quando estes estão em processo de qualificação em Universidade renomadas do país, fazendo com que estes professores simplesmente abandonem a Faculdade.
Estas são algumas das questões que são de fato a motivação para tão baixa qualidade do ensino. Ainda tem o fato de que falta livros na biblioteca, falta incentivo para os professores participarem de congressos científicos, para publicação, etc.
É possível criticar sim o Enade. É possível criticar os critérios do ENADE, mas não é possível responsabilizar o MEC, quando alunos estão saindo da Instituição como o mínimo de formação, e mesmo aqueles alunos dedicados tem dificuldade de alcançarem um nível de formação adequado  na Instituição.

Nelson Soares dos Santos é professor concursado e efetivo da FAFCIH, demitido, reintegrado por força judicial, demitido novamente, tem mais de 200 mil de indenização para receber da Faculdade, e na sua segunda demissão foi demitido enquanto realiza a qualificação no nível de Doutorado pela Universidade Católica de Goiás e já recebeu até ameaça de morte para desistir de receber os precatórios a que tem direito.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Covardia e Preguiça

Já se definiu e muito bem que covardia é ausência de prudência e toda e qualquer forma de bravura. O Covarde nunca tem coragem mesmo quando aparenta ter. O covarde está sempre se escondendo, nunca sai a campo, ao vento, nunca se arrisca, nunca toma iniciativa qualquer. Suas atitudes e ações são sempre reações. Passado o perigo ele volta a ser o mesmo homem covarde de sempre. O covarde nunca se tem uma espada, e quando se tem, só se usa contra o mais fraco. O covarde quando resolve entrar em uma luta o faz confiando na força de outros, do pai, do irmão, dos amigos ou seja lá de quem for.
Existem covardes de todos os tipos. Covardes endinheirados, covardes pobres, covardes homossexuais, covardes heterosexuais, covardes mulheres, covardes homens, covardes que acreditam em deus, covardes que não acreditam em deus, covardes feiticeiros, covardes não feitiçeiros. O covarde é covarde sempre não importa o posto que ocupa ou o lugar onde vive.
Navegando pela internet e pesquisando sobre o tema da covardia achei um texto em um blog muito interessante e que vale a pena ler. O texto trata da moral do covarde, e você pode ler neste link http://xambioa.blogs.sapo.pt/289064.html. Tudo começa quando o autor descobre que somos todos covardes, aliás, que descoberta! Duvido que tenha alguém na vida que em um momento ou outro não tenha sido covarde. O contrário da covardia é a prudência acompanhada da coragem e da sabedoria. E estas, são virtudes de conquista difícil para nós mortais. No texto, "somos todos covardes" a verdade inconveniente e´a de que, muitas vezes, a covardia é essencial na sociedade atual. Neste sentido, o autor encontra a existência de uma moral do covarde. A moral do covarde é a própria moral do ser humano, e, a coragem seria apenas uma forma de indagar a nós mesmos sobre nossa própria covardia.
Encontrei outro texto que também merece ser lido. O blog do Pedro Jansen. Jornalista, o moço resolveu escrever sobre a covardia, e cita diversos exemplos de relacionamentos humanos, a maioria, sobre como temos medo de dizer a verdade. Você pode ler o texto aqui.http://xambioa.blogs.sapo.pt/289064.html. A mentira é a grande arma do covarde. O covarde mente o tempo todo, mente para ele mesmo, mente para os outros, mente sobre si mesmo e sobre os outros.
Deixando os blogs da net e voltando aos clássicos, lembro-me de Immanuel Kant. O filósofo alemão disse claramente que dois males tremendos da vida humana é a preguiça e a covardia. São as duas, profundamente interligadas que impedem os homens de vivenciarem a liberdade. Os homens, mesmo quando saem da menoridade, ou seja, aprendem a pensar, podem viver na menoridade,  apenas por preguiça e covardia. Na verdade, o filósofo quis dizer que pensar por si mesmo, ser livre, exige atitude, ação, coragem, prudência. Então, os covardes e preguiçosos preferem continuar se espelhando nos outros, seguindo o exemplo dos outros, decidindo como outros decidiram, apenas por preguiça e covardia. Isso significa que existem entre muitos letrados, homens poderosos, individuos covardes que se recusam a pensar. Alguns, os chamam de pragmáticos. Kant os chama de preguiçosos e covardes. Levando Kant a sério, podemos dizer que a existência de políticos corruptos, inescrupulosos e todos os tipos de males se deve a covardia e a preguiça humana. Quando cada homem aprender a pensar por si mesmo e for capaz do esforço necessário para tomar suas próprias decisões, encarar seu destino, enfrentar seus erros, muito dos males que hoje existe haverá de desaparecer.  Não é a toa que a ética kantiana só é possível com o esclarecimento.
Agora para não perder o senso de humor vamos aos exemplos de covardia do cotidiano.
1. O homem transa com a mulher do outro. O outro descobre, ele por medo pede proteção policial.
2. O homem trata mal a mulher a vida inteira. Ela o trai. Ele por medo de ficar sozinho ameaça de morte o amante dela, utilizando tráfico de influência do irmão, amigo, ou pai poderoso.
3. O homem trai a mulher com outra. É descoberto. Com medo de ficar sozinho faz drama, até greve de fome.
Estes exemplos poderiam ser detalhados ao extremo, mas no blog já citado anteriormente, já foi feito isso, não o farei novamente. Seria muita covardia exigir que você leia detalhado aqui o que já lhe pedi para ler no outro blog. Falando nisso, não é covardia criar uma situação e depois aparecer como o salvador e herói?


É assim. O covarde é também preguiçoso. Não tem a espada da sabedoria. E quando tem alguma espada só a empunha contra os mais fracos, nunca em defesa da  honra, pois onde existe preguiça e covardia não existe honra.


Um dos lugares onde mais se tem disseminado a covardia é na internet. O covarde faz perfil fake, ataca os outros, é racista. Está cheio deles na rede social. Quando descobertos se escondem nas ferramentas de pesquisa. Nunca mostram a cara, nunca se assumem, nunca se apresentam. Os covardes são quase sempre mexeriqueiros da vida alheia. São os insetos da sociedade atual.







Como absurdo não tem limite - Mais entrevista da FAFICH


A idéia do infinito é algo que sempre vem ás nossas mentes. A ignorância humana mostra que o infinito existe.

Boa diversão a todos.

http://www.youtube.com/watch?v=tP0muKIw4C

A lógica do absurdo. Video da entrevista dos professores da FAFICH.

Vejam, ouçam e concluam com independência.

http://www.youtube.com/watch?v=BJ3YeeWZ4H8

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Qualidade do Ensino na FAFICH-Goiatuba - O absurdo da mentira engraçada

Com trinta e seis anos de idade, já vi e ouvi de tudo que é escabroso nesta vida. Leitor assíduo de livros, revistas, jornais, biografias, autobiografias, já li coisas que até fico pensando se eu sonhei que estava lendo ou se estava lendo mesmo. Algumas coisas que vi, ouvi ou li, nem for por minha vontade. Algumas chegaram até mim por acidente, outras, por insistência de amigos e correligionários. Três dias atrás fui colocado diante de algo que só agora consegui digerir para reportar ao assunto.

Todo mundo sabe que a educação brasileira tem problemas. Isso não é novidade. Todo mundo sabe que a educação em Goiás tem muitos problemas, isso também, não é nenhuma novidade. Eu, por exemplo, por carregar comigo a dificuldade de escrever bem na Língua Portuguesa, e cansado mais ainda, de ministrar aulas na Educação Superior para alunos com sérias dificuldades de ler e escrever, resolvi a 04 anos atrás criar este um blog, que ao passar do tempo se transformou neste blog aqui. Meu objetivo era ironizar meus alunos que não sabiam nem ler, nem escrever. Pensei escrever tudo de chofre, como dizia um velho mestre, ou seja, sem correção, sem nada. Eu simplesmente, sento e escrevo. Sequer retorno para ler o que escrevi.  Quando decidi realizar tal façanha pensei que iria receber um milhão de críticas, comentários, etc. Para minha surpresa, ninguém, mas ninguém notou que o meu blog era uma ironia ao fato de se falar e escrever tão mal na língua pátria. Resultado, o blog, se contados as mudanças, já foi lido por mais de cinco mil pessoas. Nesta versão atual, já está em quase  mil leitores e aumenta todos os dias.

Como se não bastasse meus colegas professores perceberem minha ironia, embora, perseguido constantemente e das mais variadas formas, tenho de conviver com discursos que chegam a serem engraçados de tão escabrosos que são. Nos últimos dias, um destes discursos chegou ao ápice da excelência em mentira engraçada. O acontecimento se deu na Faculdade de Goiatuba, onde sou professor Efetivo, já demitido duas vezes, unicamente por defender um ensino de qualidade. A principal acusação contra mim é que eu denigro a imagem da instituição. Na verdade sempre tentei esclarecer  colegas e alunos da necessidade de se ter um mínimo de preocupação com a qualidade do ensino ministrado.

Na última avaliação do MEC - Ministério da Educação, a Faculdade superou toda sua excelência costumeira. Conseguiu tirar uma nota menor que dois. Até ai, tudo bem, até meio normal. A maior nota no Estado foi quatro e por uma Universidade Federal. A questão é que nem mesmo a Federal foi a campo explicar o por que de tão baixa nota. Os professores e dirigentes de Goiatuba, julgando-se muito mais inteligentes resolveram em uma entrevista explicar por que a FESG/FAFICH não conseguiu tirar sequer dois.

Na entrevista, figurinhas carimbadas, meus perseguidores de quase dez anos. A minha surpresa é que eles se superaram. Eles resolveram explicar o fiasco afirmando que o problema da nota não é da faculdade, é do MEC que usa critérios políticos para avaliar as Instituições. O problema é que eu como professor da Instituição posso atestar que tem professores ali que tem dificuldade para ler, e não sabem escrever.  Como não pretendo aqui fazer nenhuma análise dos pontos positivos e negativos das avaliações feitas pelo MEC, apenas faço um desafio aos professores da FAFICH: Já que o problema é o MEC, por que não fazem eles mesmos uma avaliação dos alunos quanto a capacidade de ler e escrever? Melhor, tentem pedir a eles que leiam ou escreva sobre algo corriqueiro, senso comum ligado ao curso no qual estão em processo de conclusão.
Ora, se o problema for do MEC, será fácil identificar. Eu ainda duvido que o Problema seja do MEC. O problema real é que os professores não tem mais ensinado. A grande maioria dos docentes em Goiás, está fugindo da responsabilidade de oferecer ensino de qualidade por medo de perderem o emprego. Criou-se uma lógica absurda de que o aluno tem sempre razão, e, por vezes, temos de ficar ouvindo alunos quase analfabetos nos ensinar como ministrar aulas. A maioria dos professores para não perder o emprego "facilita" a vida dos alunos. Felizmente, o MEC parece não estar disposto a "facilitar" a vida de ninguém.

A entrevista dos dirigentes Educacionais de Goiatuba devem servir de alerta para os educadores goianos, mais ainda, para os alunos, consumidores de produtos ruim que está sendo vendido no mercado. É preciso rever o pensamento educacional goiano, é preciso rever a cultura que está instalada nas escolas e universidades sob pena de perdermos o bonde da história.

Obs. Tenho o áudio de toda entrevista para quem quiser ouvir os absurdos. Quem quiser mande o e-mail por comentário.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sigas adiante

Não temas a escuridão da noite.
O dia sempre amanhece.
Não temas a luz do sol.
Ela iluminará seu dia.
Se nuvens negras aparecer?
Não temas, o sol voltará a brilhar.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Chuvas de Janeiro II

Todos os janeiros chove em minha vida.
A água que cai, as vezes, transforma-se em dilúvio.
E leva quase tudo que construí.
Leva tristezas, por vezes, leva minha alegria.
Leva as dores, e, as vezes, leva minha felicidade.

Todos  os janeiros chove em meu coração.
A água que cai, por vezes, rompe todos os diques e provoca dor.
Também, por vezes, leva toda a sujeira do desamor.
A água forte como paixão - ou seria paixão forte como a água?
Corredeiras, imensas corredeiras levando tudo de roldão.
E quando o sol nasce, tudo o que resta é o que não pode ser levado.

Todos os janeiros chove em minha alma.
E apaga o fogo que consome meu ser.
A chuva destrói toda a dor, desfaz o desespero.
A chuva que destrói também traz a calma.
A calma do amor que  enriquece o viver.
E traz a esperança de dias melhores..
E traz a esperança de amores vividos.
E nos ensina que graça e paz não são coisas menores.
E que não existe amores perdidos.


domingo, 16 de janeiro de 2011

Chuvas de Janeiro

Onde você está quando as pontes caem em todos os janeiros.
Talvez esteja no seu sitio, em sua fazenda com mulheres e filhos,
Talvez esteja do outro lado do mundo passeando em jardins.
É tudo repetido, são os mesmos janeiros, as mesmas mortes e a mesma dor.
Eu sei que você poderia ter evitado e você não evitou.

Eu não sou político, não sou governante, nem comunicador.
Todos os anos, os mesmos janeiros e tudo se esquece depois que passou.
São as mesmas tragédias, as mesmas manchetes, a mesma dor.
E por que se esquece nos meses seguinte tão forte clamor?

Ouçam as vozes dos que morrem.
Para mim não há diferenças entre ricos e pobres, paulistas, cariocas,
Gauchos, catarinenses, baianos, paraenses, paraibanos ou amazonenses.
As vozes esquecidas dos que se vão é para os que ficam a condenação.
E no ano seguinte, tudo se repete, a mesma ladainha, a mesma dor.


Você é o responsável por toda dor desta nação
Você que ajudou a mudar o clima, mudou as estações, transformou frio em calor.
Você que a tudo consumiu, sem se importar se causaria destruição.
Você que fez tudo por egoísmo e esqueceu do amor.

Onde você estava quando as pontes caíram,
Quando velhos e jovens, mulheres e homens que a chuva levou,
Gritavam indefesos em suas casas que ruíram?
Ouça agora a minha voz. Venha demonstrar um pouco de amor.

A colheita.

Eu vou indo seguir  o  meu caminho,
A jornada é longa e não posso parar.
Não sei quando chega, não sei onde vai dar.
Só sei que tenho que colher o que plantei, fores ou espinhos.

O caminho é longo, é árduo, longo e pedregoso.
Cada um construiu as trilhas por onde agora deve passar.
Somos todos responsáveis pelo que nasce nas margens do caminho, velho ou novo.
Somo todos iguais nesta estrada construída pelo nosso plantar.

Plantamos. E o que planta nasce ao longo do caminho.
O plantar é livre e ninguém impede  os nossos adores,
Se plantamos flores não colheremos espinhos.
E se plantamos ódio não colheremos amores.


O que hoje colhemos é o que já plantamos.
É preciso, pois, sabedoria para cuidar do jardim.
Cuidar com carinho daquilo que amamos.
Escolher no presente ter um novo fim.



sábado, 15 de janeiro de 2011

Esperando o sol nascer.

Aqui estou eu sozinho, novamente, nesta madruga fria.
mergulhado nas lembranças dos nossos sonhos de amor.
Então universalizo o que sinto, nesta jornada chamada vida
Tudo de quanto preciso é sentir o teu calor.


Quero o teu amor, quero o teu amor.
É dele que tiro a seiva que alimenta meu coração.
quero teu amor, quero teu amor,
quero caminhar segurando em tuas mãos.


Aqui estou eu sozinho, novamente, sonhando com a paz dos santos.
A tua imagem, rosa que desabrocha na luz do amanhecer.
Não deixa minha mente ser invada por estas figuras de antros,
Que tira a paz de tantos e, impede a tantos de viver...


Aqui estou eu sozinho novamente, sozinho na madrugada.
E a noite escura, amedronta o meu coração cheio de saudades.
Saudades dos teus olhos, do teu sorriso meigo, de tua voz embargada.
Saudades de tua voz, sempre recheada de amizade.


Aqui estou eu, sozinho novamente, esperando o sol nascer.
Esperando que o novo dia venha trazendo junto o brilho do teu olha,.
E que o orvalho da manha não seja  as lágrimas do teu sofrer,
e que a bela lua cheia não seja você, mais uma vez, a  nos desencontrar.

Mestres da Guerra

Olhem os homens nos bares, butecos, nas mesas de jogo.
Deixaram em casa mulheres sofridos e filhos sem carinho.
São homens sem escrúpulos , fracos fugindo do malogro.
São homens de cujas bocas só saem espinhos.

Olhem os homens valentões de armas na mão.
Pensam que tem poder sobre a terra e sobre o mar.
vivem drogados, alcoolizados e na escuridão.
Não tem amor, pobres homens, não sabem amar.

Eles gritam com as mulheres, maltratam as crianças.
Usurpam os poderes públicos com tráfico de influência.
pisoteiam o belo, destroem a esperança.
São piores que ervas daninhas, animais com demência.

Não conhecem a coragem, o amor e o perdão.
Não sabem o que é a paz, vivem perdidos no ar.
Não conhecem a luz, vivem na escuridão.
Tiram o pão dos mais fracos para os seus alimentar.

Olha os invasores da vida. Os mestres da guerra.
Estão em todo lugar levando inanição.
São como pragas em todo canto da terra.
Trazendo dor, sofrimento e escuridão.

Não temas o sol de cada manhã

Oh querida, não temas o sol de cada manha.
O dia que nasce é a esperança que se revela,
Então não deixe que a escuridão tome conta dos teus olhos,
Una-te ao sol e deixe tudo amanhecer.
É quando os teus olhos brilham que tudo se iluminam.
Então não deixe que seus olhos se escureçam,
Não deixe que este medo tome conta do teu ser.


Oh querida!! Não temas o sol de cada manha.
Ouça a voz do teu ser e diga tudo pelo seu olhar.
Não há dor que não termine quando se sabe amar.
Oh querida!! não tenha medo do caminho e não deixe da caminhar.
Acalenta teu coração com brisa suave do mar.
Aqueça a tua alma e deixe teus olhos brilhar.


Oh querida!! Não temas o sol de cada manha.
Tuas lágrimas são o orvalho que rega o meu coração.
Mas não chores tanto, querida, nelas posso me afogar.
Eu sou a tua semente, e preciso germinar,
Produzir novos frutos de vida, de luz, de ar.


Oh querida!! Tenhas força para suportar tanta dor.
Logo vai amanhecer e um novo dia começar.
Não temas a luz do sol. Ela é o ponto de fulgor.
Ela é a essência da verdade que há de nos libertar
Oh querida, não temas o sol de cada manhã.
Não temas o novo dia, não tenha medo de amar.


Oh querida, não temas o sol de cada manhã.
É ele que espanta os vermes que assola a terra virgem.
É ele que espanta toda a escuridão.
Ele traz a energia que destrói toda a vertigem.
Que assola e entristece o teu meigo coração.


Oh querida, não temas o sol de cada manha.
Acorda!! abra teus olhos, segura nas minhas mãos.
O que o coração uniu nada pode separar.
Então para que o medo da morte invade teu coração?
Eu sei que há um demônio dia e noite a nos rondar.
Mas é apenas  a luz do sol que pode nos libertar.
Ela é luz da verdade que a todos irá julgar.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Casar é fácil, difícil é construir um lar III - Do namoro ao casamento.

Antigamente, mas muito antigamente era fácil saber quando começava um namoro. Geralmente ocorria mais ou menos assim. O moço e a moça se enamoravam, se descobriam por meio de palavras, olhares e gestos a distância e, logo em seguida, o moço tinha como obrigação ir até a casa da moça pedir ao pai dela, a mão da moça em namoro. Era a permissão para namorar. Dai em diante com a autorização dos pais ambos começavam a se conhecer. O namoro acontecia, a maior parte, na sala de estar, nas festas familiares, grande parte do tempo , ali, diante dos olhos dos pais. Este ritual permitia ao moço e a moça perceberem-se, conhecerem-se, ver com tranquilidade os defeitos um do outro. Nas famílias mais tradicionais e religiosas tudo era ainda mais controlado, não havendo espaços para as escapadelas. Depois de algum tempo de namoro os próprios pais se responsabilizavam para saber as intenções do moço, não houvesse esperança de casamento por algum motivo ou de alguma forma colocava-se um fim no tal namoro. Havendo "boas intenções", começava-se os preparatórios  - construir casa, enxoval, - e logo tinha início a construção de uma nova família.


Os tempos foram mudando e os laços familiares foram se afrouxando. Logo os pais foram perdendo o controle sobre as decisões dos filhos, sobre suas escolhas e sobre como deviam se comportar na relação com o sexo oposto. Não vou entrar no mérito do que causou tal afrouxamento, mas interessante lembrar que o que se observa é que quando mais filhos autônomos para fazer escolhas, menos autonômas para se sustentarem.  O certo é que o namoro saiu diante dos olhos dos pais, e, os próprios jovens foram perdendo de vista os limites do que e quando se começa um namoro. Por fim, iniciou-se o ficar. O ficar era no início aquele encontro na festa com uma garota que nunca se tinha visto antes, ou uma colega de escola e troca de beijos. Disto, evoluiu para o sexo.  Ficar tornou-se símbolo de relacionamentos relâmpagos que terminava na cama, muitas vezes com muito sexo, drogas e bebidas de todo tipo. Instalando-se o ficar foi criando uma lei entre os rapazes e moças; começa a idéia de que um namoro só poderia existir se  houvesse química, e para isso deveriam experimentar fazer sexo uma, duas, três vezes. Caso sentissem vontade de continuar, houvesse química, então estava decretado o início do namoro. 


O problema é que a equação foi se desequilibrando. Em tal situação  não foi  difícil aumentar o número de mães solteiras. Muitas ficavam grávidas na primeira experiência, e, em alguns casos a moça só veria o pai do filho  novamente depois que este já nascido. O remédio foi, em vez de modificar a forma de namoro, introduziu o anti-concepcional. Assim, a moça poderia fazer diversas experiências para enfim escolher aquele que viesse a ser o seu futuro marido. O único problema é que se esqueceu de que as experiências cotidianas nos modifica e algumas vividas fora do tempo da natureza destrói-nos ou quando menos deixa marcas indeléveis na alma.


Nesta condição  não é difícil entender por que a profissão de psicólogo teve sua demanda aumentada nas últimas décadas. Uma pessoa marcada precisa reviver o ato/fato para se libertar, se perdoar pelo erro cometido, ou pelo menos aceitar que a responsabilidade do tal ato fato é apenas dele mesmo. Depois da primeira experiência, quase sempre dolorida, pelo fato de que quase tudo acaba sendo feito na hora errada, no local errado e na maioria das vezes com a pessoa errada, é preciso curar as feridas para seguir em frente. 


Aqueles cuja experiência consideraram proveitosa, descobriram que tinha quimica e começaram a entabular o namoro logo começam a perceber que não há vantagem em casar cedo. Então, decidem curtir um pouco mais a vida. O problema é que "curtir a vida" traz riscos incalculáveis.Vivendo juntos já  não é difícil encontrar atrativos para voltar a vida de solteiro, imagina vivendo cada um em sua casa, desfrutando de programas totalmente diferentes e compartilhando pouco do cotidiano? Uma receita assim só poderia produzir relacionamentos de pouca duração casamentos com falhas iniciais. Considerando nossa analogia entre a construção de uma casa, é como se você quisesse fazer uma sobrado de dois ou três andares sem utilizar pedras no alicerce. Não há dúvida que ao primeiro vento e a primeira tempestade tudo estará de volta ao chão.


A situação não é nada fácil nos dias atuais. Pior do que sobreviver a esta forma de namoro é descobrir a hora exata de pensar no casamento. Em tal situação a idéia de casamento é um Extra terrestre que insiste em morar nas mentes humanas. O problema é que a natureza humana leva-nos de volta a idéia de que é preciso procriar, de outrora, a civilização por nós racionalizada leva-nos a idéia de que é preciso cuidar dos filhos dando a eles carinho, atenção, amor e cuidados materiais. Assim, no inferno das idéias de liberdade e individualidade nos vemos de volta a necessidade de coabitar, conviver com o parceiro que haverá de trilhar conosco a jornada para qual é o destino de todo ser humano - nascer, crescer, reproduzir e morrer.


Bom, nestas condições, afinal , decide-se pensar em casamento. Quase sempre quem primeiro pensa é a moça. Ao rapaz é conveniente demais não pensar. A mulher pressionada pela idéia de que aos 45 anos acaba a oportunidade de ser mãe, no minímo, aos trinta anos entra em uma corrida desenfreada pela constituição do casamento. Na verdade poucas sabem até então o que significa casar, procriar, ter um lar. O que as move é apenas o instinto da reprodução. De uma hora para outra olha para aquele relacionamento namoro que era tão bom, e descobre que ele não vai a lugar algum. Pressiona o rapaz, este entra em desespero, por que de tão comôdo era ter uma mulher ao seu dispor sem responsabilidade alguma  que não consegue assimilar nada do que lhe é dito. Pronto, aqueles que ainda não tem maturidade nenhuma para a convivência ( a maioria), acaba o tal namoro ali. O rapaz vai pra noite procurar outra parceira de sexo, a mulher vai fazer terapia.


Aqueles que decidem pelo casamento descobrem que tudo que se fez até ali estava errado. A forma de ser relacionar com os amigos, o conceito que se tinha de respeito mútuo, nada, mas nada ou quase nada, combina com a idéia de um lar. Aos tropeços, e com muito diálogo, aqueles que possuem uma educação familiar de qualidade conseguem, agora voltando aos conselhos dos pais que até então desprezavam, conseguem constituir um processo que culmina no casamento. Aí, então novos desafios virão. O desafio de superar os momentos vividos no "namoro" e que agora serão fontes de supremas desconfianças. Mas esta é uma outra história e contaremos em outra ocasião.

Quando o sol nascer

Quando o sol nascer, e os raios se espalhar..
vou ouvir tua voz, tocar tua pele e sentir teu calor.
Toda esta escuridão vai se dissipar
E poderemos de novo viver nosso amor.

É a luz da manha que alimenta a semente.
é orvalho da noite que torna a terra cheia de utilidade.
e o raiar da manha que desabrocha a planta solenemente,
Como o nosso amor se desabrocha com a dor da saudade.

Quando o sol nascer verei novamente a beleza do teu olhar.
E já sem escuridão, sentirei  a beleza do seu sorriso cheio de amor.
Então verei de novo os brilhos dos teus olhos como estrelas em noites de luar.
Quando o sol nascer dissipará toda esta nossa dor.

Quando o sol nascer nos colocaremos de novo no caminho.
E juntos, de mãos dadas poderemos caminhar.
Quando o sol nascer já temeremos nenhum espinho.
Não teremos medo de viver e amar.

Quando o sol nascer dará vida nossa paixão.
trará calor aos nossos pés, e força para caminhar.
Quando o sol nascer aquecerá o nosso coração.
Mas, apenas quando o sol nascer o amor vencerá.

Casar é fácil, difícil é construir um lar II - A vivência cotidiana

Inicialmente, a idéia de escrever um texto sobre o casamento era apenas uma forma de colocar no papel alguns devaneios. Um ano depois, e uma dezenas de comentários por e-mails, resolvi procurar aclarar algumas questões já colocadas no primeiro artigo. Antes, considerei inteiressante, perceber o quanto o que está ali escrito serviu como bussóla  para muitos relacionamentos daqueles que leram. Eu continuo acreditando que o eixo central do que ali está escrito são os elementos necessário a construção do lar.


Um ano depois e divorciado do segundo casamento, continuo achando que casar é fácil, díficil é construir um lar. Caso quisesse casaria novamente em uma semana. Candidatas não faltam. O problema é o que vem no parágrafo seguinte do texto. " Construir um lar leva-se muito tempo. Construir um lar significa plantar as sementes da vida e da virtude." E isso está difícil nos dias atuais.  No parágrafo seguinte fiz uma analogia da relação entre construir um lar e a construção de uma casa. Aqui, reafirmo, a argamassa de um lar é o amor. Sem amor ( de ambas as partes), não é possível construir ou manter um lar. Mas não é preciso apenas amor, sobretudo por que sem as demais virtudes  pode ser que o amor seja apenas de uma das partes envolvidas na construção de um lar.


Quando dois seres se enamoram e começam a se conhecer, inicia o que chama-se convivência. A convivência do casal enamorado nunca é apenas a convivência do casal. Inclui o que chamamos aqui de convivência cotidiana os amigos, familiares, e todo o mundo de ambos. E aqui começa o verdadeiro desafio da construção do lar, pois a forma como cada um entende como deve desenvolver a convivência vai determinar a harmonia do futuro lar. Procurarei elencar aqui alguns erros que considero básicos na construção de um futuro lar:


Primeiro erro - A demora para assumir os próprios sentimentos. Muitos rapazes e moças demoram para assumir para si e para aqueles com quem convivem que estão saindo com alguem.  As razões são variadas, medo da rejeição do grupo, ser motivo de piadas, a moça, ou o moço não ser "aquilo" que o grupo espera, e tantas outras. Eu creio, por observações e leituras, que o verdadeiro e principal motivos da demora em aceitar os próprios sentimentos em relação ao outro está na visão de mundo que se tem. Na maioria das vezes quando se pensa em construir alguma coisa com o parceiro, poucos perguntam se o pretendido tem virtudes, mas todos perguntam se é rico, bonito, tem emprego, tem carro, etc. Esquecem que "as coisas mais importantes na vida não são coisas", e que é mais fácil construir o material que o imaterial. A dificuldade em compreender as diferenças entre dinheiro, riqueza e poder, e a importância das virtudes torna a construção da boa convivência no futuro lar quase que impossível.


Segundo erro - A anulação de si. A anulação de si quase sempre ocorre com um dos parceiros. Dificilmente os dois se anulam. Geralmente um dos parceiros passa a viver a vida em função de agradar o "namorado". Ocorre mais com a mulher do que com o homem. Conheço caso de mulheres que uma vez arrumando o namorado passou a se dedicar dia e noite a buscar formas de agradar o namorado - era o projeto casamento. Seis anos depois o tal namorado simplesmente resolve que acabou e seis anos de vida se vai. Sem nada de positivo para contar pois até os momentos de prazer por artificiais que são nesta condição são esquecidos para sempre por que sem valor. Imagine uma mulher que vive do seu salário, gastando quase tudo do seu salário para "estar bonita" para o namorado. Toda sexta feira o individuo aparece leva-a para jantar, sequer ver o cabelo que custou horrores no salão ( dinheiro, tempo, etc), ele sequer percebe o preço da calcinha. Ela gasta em seis anos o que poderia ter sido a compra de uma casa, apartamento só para agradar aquele que um dia vai dizer que não dá. É claro que um homem ou mulher que leva seis anos para descobrir que o outro não lhe serve é no mínimo um canalha. Acredito que namoro tem prazo de validade. Depois de um ano, no máximo dois anos, o parceiro não manifestou as virtudes da tolerância, não produziu momentos de convivência, não divide a vida, é por que é hora de jogar o produto no lixo. Um homem ou mulher que em seis meses de "saídas" ( e olha que sair hoje é ir pra cama), ainda não teve a dignidade de apresentar o parceiro para família, convenhamos, é produto vencido.


Terceiro erro - O início da convivência com o grupo familiar. Minha mãe que nunca leu um livro nesta vida a não ser a biblia, disse-me ainda na minha primeira tentativa de relacionamento valendo da sabedoria dos nossos ancestrais: Filho, se você conhece a família de uma moça e se sente rejeitado, desista. A família de sua futura mulher deve gostar de você até mais do que ela própria, do contrário é casamento que já começa fracassado. Não acredito no radicalismo da minha mãe, por que creio que o futuro da convivência está na postura do futuro casal. Se os dois entendem que ali vai nascer uma nova família e colocam as bases firmes, limite bem definidos, tudo segue. Quando os dois não estão preparados para colocar limites para o grupo familiar é por que na verdade um e outro ainda não estão prontos sequer para se relacionar. Neste caso recomendo a Leitura do Livro da Illa Vanzant. "Enquanto o amor não vem". Rapazes e moças que não conseguem tomar nenhuma decisão sozinhos, e tudo, tudo mesmo tem de perguntar para a mãe, pai,amigos etc, não devem tentar construir um lar.  Imagina, no caso da nossa analogia, o pedreiro procurando para alguém como colocar cada tijolo na parede? e o pior, é que alguns pergunta para mais de uma pessoa, e cada um dá uma resposta diferente. Se construir um lar é construir uma casa colocando tijolo por tijolo é preciso que antes aprenda o ofício.


Quarto erro - Meus amigos são meus amigos, seus amigos são seus amigos. Mentira. Isso não existe. Se pretendes construir um lar, esqueça isso. Quem casa quer casa, quer dormir juntos, quer dividir. Se você quer ter esta tal de individualidade não case, pois o que você vai ter não é um lar, é dividir o apartamento com outra pessoa com quem você faz sexo. Construir um lar significa aprender com o outro. Quando se planeja construir um lar tem de estar ciente de que vai experimentar muitas coisas diferentes. Isso significa fazer menos aquilo que gostamos, e, fazer junto com outro aquilo que o outro gosta. Hoje, são muitas as pessoas que acreditam que é possível ter um casamento e um lar cada um tendo seus amigos, suas atividades de lazer, praticamente cada um para o seu lado. Geralmente, nestes casos quando o primeiro filho  nasce uma das partes se isola, se anula para cuidar dos filhos enquanto que o outro continua com seus amigos, seu lazer, etc. Quando se permanece no mesmo rumo é questão de tempo para o relacionamento se desfazer. Quando se casa com uma pessoa com o intuito de construir um lar é como me disse uma certa pessoa, tem de levar o pacote completo. Defeitos, qualidades, amigos, família, tudo. Do contrário o futuro será de frustração e arrependimento.


Quinto erro - Não cuidar do outro. Este é o erro mais cruel em um relacionamento Em alguns casos com a justificativa de manter a individualidade, atender aos próprios desejos, um dos pares simplesmente se recusa a cuidar do outro. Conheci um caso em que uma garota me confidenciou ter ficado uma semana internada em um hospital e o namorado com quem já estava a dois anos não foi visitá-la; um caso desse não há dúvida, não tem possibilidade de se construir um lar. A construção do juramento "na saúde na doença, na tristeza e na alegria até que a morte os separe", não acontece por milagre vindo da boca de quem celebra o casamento. Não tendo sido construído dia, a dia, tijolo por tijolo simplesmente não acontece. Cuidar do outro significa, às  vezes, renunciar a si mesmo. Moças e rapazes cuja prioridade um é a "carreira profissional" nunca estarão prontos para a construção de um lar.  A carreira profissional pode estar no máximo, no mesmo nível de hierarquia de valores do que significa cuidar do outro, do contrário, esqueça. Não há lar possível para quem só pensa em trabalho, trabalho, trabalho e lazer. 


Por fim, vale a pena repetir aqui o que está no primeiro artigo como complemento para se compreender os elementos básicos da convivência cotidiana.


Construir um lar significa plantar as sementes da vida e da virtude. Para construir um lar é preciso que os candidatos homem/mulher se conheçam. É preciso que se passe tardes e fins de semanas juntos conversando, passeando de mãos dadas, ouvindo um do outro as formas de se viver e amar a vida. Sim, pois mesmo que ambos sejam do bem e acreditem no amor, é preciso ter harmonia na forma de amar. É preciso sintonizar as formas de sentir o suave toque a brisa, é preciso aprender a respirar juntos. É preciso que ambos se afinizem com a chama divina que existe em cada um de nós para que o futuro lar seja protegido das forças das trevas que produz as intrigas do dia-a-dia.
Para se constuir o lar é preciso haver um querer de ambos os lados. Mas não apenas querer. È preciso haver querer e disponibilidade. Hoje, muitas mulheres e muitos homens estão alquebrados de relacionamentos dos quais insiste em não se desapegar. Pessoas apegadas relacionamentos passados não estão prontos para construção de um lar. Podem estar prontos para um casamento, querer ter filhos, construir patrimônimo, mas não estão prontos para um lar. Não se cosntrói um lar perguntando para um ex-namorado como agir nas novas situações. Constrói-se um lar entregando-se de corpo e alma ao amor que deve reger a cosntrução de um lar.



A argamassa de um lar é o amor. As virtudes da tolerância, prudência, bondade, paciência, cuidado, e amizade. È preciso manejar bem o esquadro da retidão, da fidelidade e do respeito. Cada medida deve ser pensada, medida, pesada e alinhada.


Nos dias atuais, quando tudo parece se resumir ao consumo desenfreado, competição desmedida, e todos querem viver para satisfazer os próprios desejos, construir uma lar onde haja uma convivência saudável é tarefa que exige mais do que vontade, significa aceitação, tolerância e muito amor.

Quando se morre de amor!

Quando se morre de amor não morre.
Vive-se como um passáro alado.
Quando se morre de amor não se morre.
passa a viver na magia da calmaria de um lago.

Quando se morre de amor não se morre.
Torna-se invisível no horizonte.
Quando se morre de amor não se morre.
Torna-se a fragrância das flores que perfuma os montes.

Quando se morre de amor não se morre.
Torna-se a transparência das águas quentes.
Quando se morre de amor não se morre.
Torna-se o pensamento que vive de mente em mente.

Quando se morre de amor não se morre.
Por que o amor não destrói seu outro lado.
Quando se morre de amor não se morre.
Eterniza-se na memória do ser amado.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Oração de Gratidão.

Senhor, eu hoje lhe agradeço pela mãe natureza.
Obrigado Senhor pela chuva que cai, que rega a terra, e lava nossas almas.
Obrigado Senhor pelo sol que com seus raios purifica o ar e aquece nossos corações.
Obrigado, também, Senhor pelos espinhos. São eles que me ensinam sobre a beleza das rosas.
Obrigado Senhor pelas rosas. São elas que com o doce perfume me aproximam de ti.
Obrigado Senhor pelos animais carnívoros entre os quais está o homem. Senhor ensina-nos a viver como irmãos sem que precisemos devorar uns aos outros.
Obrigado Senhor pelos  animais que rastejam. São eles que nos ensinam  a beleza da caminhada.
Obrigado Senhor pelos passos que voam. Eles nos ensinam a contemplar o horizonte.
Obrigado Senhor pelos insetos que tanto nos incomodam. Eles nos lembram sempre de que o sofrimento é necessário a evolução.
Obrigado Senhor pelos amimais selvagens. Eles me ensinam o temor a ti.
Senhor, eu hoje te agradeço pelos minha família.
Obrigado por aqueles que estão perto, e por aqueles que de algum modo estão distante.
Eu aprendi que o amor não exige distância.
Senhor eu te agradeço por todos os meus irmãos homens e mulheres, por toda a humanidade.
Obrigado Senhor pela existência dos pobres. Eles são minha oportunidade de demonstrar amor a ti.
Obrigado Senhor pelos enfermos. Eles são minha oportunidade de exercitar amor e piedade.
Obrigado Senhor pelos homens que ainda são maus. Eles são minha oportunidade  de aprender a amar sem esperar nada em troca.
Obrigado Senhor pelos corruptos. Eles são minha oportunidade de viver meus princípios aprendidos de ti.
Obrigado Senhor pelos  homens bons. Eles são minha força na jornada da vida.
Obrigado Senhor por aqueles que me traíram. Eles me ensinam o valor da lealdade.
Obrigado Senhor por aqueles que mentiram. Eles me ensinaram o valor da verdade.
Obrigado Senhor por aqueles que me levaram ao desespero. Eles me ensinaram o quanto é bom ter esperança.
Obrigado por aqueles que  me trouxeram tristeza. Eles me ensinaram o valor da alegria.
Obrigado por aqueles que me roubaram. Eles me ensinaram o valor da  honestidade.

Ah Senhor!! E quanto penso nas mulheres senhor, falta-me palavras para agradecer.
Obrigado pela minha mãe e por todas as mães do mundo, sem elas a humanidade sequer existiria.
Elas nos carregam no ventre, Senhor, por nove meses, e suportam a dor de nos carregar pela vida inteira.
Obrigado Senhor pelas nossas irmãs. Ah como elas são chatas Senhor!! E são elas que mais nos ensina a ter paciência.
Obrigado Senhor pelas nossas amigas. Tão doce, tão suaves. Estão sempre ali com o coração e os braços abertos para nos receber.
Obrigado Senhor pelas nossas colegas de trabalho. Elas que invadiram nossos espaços sem pedir permissão. E trouxe perfume para nossas labutas, e, suavidade para nossas lutas.
Obrigado Senhor pelas mulheres das ruas. Estas que vivem nuas, mas não apenas as que vivem nuas de roupa, mas também por que aquelas que vestidas vivem nuas da alma.
Obrigado Senhor pelas mulheres das ruas. Sobretudo por aquelas que levam uma vida desesperada, desgraçada, com corações partidos, almas despedaçadas, pois é quem sempre procuramos, senhor, quando não nos resta mais nada.
Obrigado Senhor pelas mulheres casada, sobretudo aquelas que vivendo uma vida desgraçadas, com corações partidos, almas despedaçadas, continuam a viver a tarefa de mães sem espera da vida, quase mais nada.
Obrigado Senhor pelas mulheres admiradas, amadas, idolatradas. São ela que traz ao mundo o perfume da vida, a luz que guia o caminho, o amor que nos faz resistir a dor.
Ah, senhor, obrigado pelas nossas filhas. São elas que nos ensinam a pureza do amor, o brilho da vida, o sinal do caminho.
E quanto a mulher amada, senhor, Dê-nos palavras para agradecê-la, coragem para amá-las, e força senhor, muita força  e sabedoria para compreendê-las. Por que ela nos testam senhor, e pensam que a gente não  presta, não presta, não presta.

Mas Obrigado Senhor, por que é dela que vem toda a energia que nos move, que nos comove, que nos torna homens de verdade, por que não existe homem de verdade Senhor, sem que se tenha uma mulher para amar e ser amado.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

É preciso viver.

Vou cantar a esperança neste mundo fatigado,
falar  a verdade onde só há mentiras.
Distribuir ânimo a um povo cansado.
Tirar o mundo desta letargia.


Distribuir sorrisos a rostos angustiados,
semear esperança a todos os corações.
Pregar o amor, hoje, mutilado.
Falar de alegria, falar de emoção.

E quando escuro estiver o horizonte,
minha consciência não venha me cobrar,
o som do meu tambor visto a bater.

E quando já não houver raios de sol nos montes,
Que eu sente a beira de uma fonte a jorrar,
E sinta que ainda é preciso viver.

(Poesia escrita no ano 1995. com adaptações.)

Desejos IV

Eu quero ver nos teus olhos,
o brilho do sol
Quero ver neles a mensagem
que trazem os raios de sol.


Quero ver um - Eu te amo.
Uma saudação calorosa.
Uma vontade corajosa,
de comigo ser feliz.

Quero ver neles o brilho das estrelas.
Trazendo alegrias,
e a certeza de que será minha,
por toda a vida.

Quero ver neles a serenidade do mar,
que ao entardecer diz ao mundo,
que jamais mudará sua rotina.

Quero que diga ao mundo,
que jamais amará outro homem que nao eu.

Eu quero ver nos teus olhos, amor por mim.

(Poesia escrita no ano de 1995. Aqui, modificou o tempo do verbo. Onde se lia queria, adaptei para quero.)

Desejos III

Eu quero poucas coisas na vida.
Um rancho pra se viver,
O alimento pra se comer,
coragem pra entrar na lida.


Quero apenas um paiol,
Uma planície, um vale fértil,
Uma cadeira preguiçosa,
para tomar banho de sol.

Eu quero um barco pequeno,
para poder navegar.
Uma mar de amor sereno,
para nós dois velejar.

Eu quero um céu límpido,
com estrelas a cintilar.
Um jardim todo florido.
Com rosas pra te ofertar.

( Poesia escrita em 1995)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Desejos II

Eu queria que o dia raiasse sempre com os raios de sol a brilhar.
E que os raios solares entrasse pelas janelas de todos os corações, levando às pessoas uma centelha de amor e alegria.
Eu queria que quando as pessoas vissem o sol a brilhar, pulassem de suas camas, e, com um sorriso no rosto saudassem ao novo dia.
E que a brisa suave do amanhecer tocassem as almas dos homens transmitindo paz, amor e união.
Eu queria que as pessoas tivessem amor nos corações.
E que o sol permanecesse brilhando por todo dia, sem que nuvens o escondesse dos meus olhos.
Eu queria que todas as pessoas decidisse serem honestas, sinceras e verdadeiras.
Eu queria que todas estas coisas não fossem apenas sonhos e desejos, mas que pudessem um dia tornar-se realidade.

x.x.x.x.x.x.xx.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x

A vida é um jogo onde não existem reservas. Quem não for jogador, juiz ou torcedor, acaba por ser a bola.

(1995)

Desejos I

Quero a vida como a vida me quer.
dançando,
Jogando,
sofrendo por mulher.

Só não quero é ter paixões,
fanatismos e exageros.
Quero ter uma vida simples,
sem medo e sem desespero.

Quero amar e ser amado!
Querer e ser querido.
Não comprar e não ser comprado.
Não me vender e não ser vendido.

Quero viver honestamente,
sem disputar posições.
...............................

Eu quero morrer.

(Poesias escrita no ano de 1994)

Os tempos da vida

O passado é passado
Por que um dia passou..
E só virou passado,
por que um dia foi futuro que se tornou presente;
Que despercebido deixamos passar displicente.
E hoje, é passado que amarga a gente.

Quero viver melhor,
viver de outro jeito.
Acabar com esse passado
Que faz doer o meu peito.

Quero ter um futuro,
que se torne presente.
Para que eu possa,
 vivendo consciente,
Construir com amor
Um passado decente.

Quero um futuro de luzes e cores;
um novo presente cheio de amores,
E um passado livre de tantas dores.

(Poesia escrita no ano de 1997)

Menina dos Olhos de Gato.

Menina dos olhos de gato,
onde você está?
Um dia te encontrei,
vi em teu rosto um olhar,
e no teu olhar uma saudade
e um desejo de amar.

Menina dos olhos de gato,
Onde você está?

Cantei o céu e as estrelas,
a lua, a terra e o mar.
Cantei belezas encatadas
para descrever teu olhar.
Usei metáforas e  hipérboles,
Fui do aumentativo ao singular,
mas meus versos não conseguiram
ao teu coação falar.

Menina dos olhos de gato,
onde você está?

Foi ao acaso do destino
que começamos a nos falar,
poucas palavras, poucos gestos,
e um desejo sem par.

Lembra minha gaita soando,
e você sorrindo a brincar.
Ainda vejo teus olhos brilhando
quando via o meu olhar.

Menina dos olhos de gato,
Onde você está?

Ainda sinto o teu perfume,
e fico a perguntar:
- Menina dos olhos de gato,
onde você está?

Fostes embora da minha vida,
só me restou teu olhar.
Menina dos olhos de gato,
Voltas para me amar.

( Poesia escrita no ano de 1998.)