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domingo, 9 de janeiro de 2011

Deixa-me viver meu amor.

Você teve todo tempo  do mundo para conquistar meu amor.
Em vez disso olhou para tudo, para o seu passado,  menos para mim.
E quando você olhava o  seu passado, o  meu passado voltou.
Voltou cheio de perfume  de rosas e jasmim.

E quando um passado presente rouco a gritar.
Envolveu-me de amor, de profunda alegria e toda esperança.
Meu rio que era pequeno se transformou em mar.
E meu barco voltou a navegar em ventos de bonança.

Agora, tudo é diferente,  e quero que você vá embora.
Que siga o seu caminho, siga sua estrada sem de mim se lembrar.
Um passado assim não se deixa para viver outra hora.
Eu quero que o meu futuro seja este meu lar.

Você acreditava em um amor eterno e acreditava que ele era perfeição.
Que nada se deixava, que tudo valia pena e nem se importou em me machucar.
E assim transformou em esponja, quase destruiu o que restava do meu coração.
E eis que o meu passado, do qual não sequer me lembrava veio me salvar.

Foram anos cansado, coração machucado, borduna na mão.
O caminho era o mesmo, a dor era mesma, a dor verdadeira.
E eis que surge ela, cansada sofrida, com a mesma paixão.
com o mesmo brilho no olhar, e me olhou da mesma maneira.

Tudo então recomeçou. O olhar trêmulo, o sorriso aguçado.
O presente belo ressurgiu. A caminhada recomeçou.
Uma nova jornada, um novo jardim para ser adubado.
Vá, então embora, e deixa-me viver este belo amor.

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