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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

CREDO DA PAZ


CREDO DA PAZ - Ralph Maxwell Lewis

Sou responsável pela guerra quando orgulhosamente faço uso da minha inteligência para prejudicar o meu semelhante;

Sou responsável pela guerra quando menosprezo as opiniões alheias que diferem das minhas próprias;

Sou responsável pela guerra quando desrespeito os direitos alheios;

Sou responsável pela guerra quando cobiço aquilo que uma outra pessoa conseguiu honestamente;

Sou responsável pela guerra quando abuso da minha superioridade de posição privando outros de sua oportunidade para progredir;

Sou responsável pela guerra se considero apenas a mim próprio e a meus parentes pessoas privilegiadas;

Sou responsável pela guerra quando me concedo direitos para monopolizar recursos naturais;

Sou responsável pela guerra se acredito que outras pessoas devem pensar e viver da mesma maneira que eu;

Sou responsável pela guerra quando penso que sucesso na vida depende exclusivamente do poder da fama e da riqueza;

Sou responsável pela guerra quando penso que a mente das pessoas deve ser dominada pela força e não educada pela razão;

Sou responsável pela guerra se acredito que o Deus de minha concepção é aquele em que os outros devem acreditar;

Sou responsável pela guerra quando penso que o país em que nasce o indivíduo deve ser necessariamente o lugar onde ele tem de viver;

Os verdadeiros preceitos da Paz não são legislados, porém formados nas aspirações pessoais e na conduta de milhões de indivíduos. A ignorância proporciona uma felicidade perigosa. A verdadeira Paz nasce do conhecimento que faz desaparecer o medo. Quando os homens perceberem finalmente sua dependência comum manifestar-se-á uma compreensão que transcenderá as barreiras de tempo e espaço, credo e raça. 

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Sou responsável pela paz se direciono correta e construtivamente os poderes da minha mente;

Sou responsável pela paz se concedo ao meu semelhante o direito pleno de se expressar, de acordo com o seu próprio entendimento das verdades da vida;

Sou responsável pela paz se reconheço que os meus direitos cessam quando iniciam os direitos dos outros, e aceito isso com um mínimo indispensável de disciplina;

Sou responsável pela paz se faço uso dos meus poderes interiores para criar minhas próprias oportunidades;

Sou responsável pela paz se consigo promover a evolução dos que me cercam, sem considerar a minha posição ameaçada, e entendo que esta é a minha maior fonte de sucesso;

Sou responsável pela paz se compreendo que as Leis Cósmicas diferem das leis criadas pelo Homem, e que nenhum direito divino especial é concedido a alguém unicamente por seu berço;

Sou responsável pela paz se reconheço que os recursos naturais devem servir indistintamente a todas as formas de vida, e que não me cabem direitos exclusivos sobre eles;

Sou responsável pela paz se compreendo que nada é mais livre do que o pensamento, e que o pensamento construtivo transforma o Homem direcionando-o para a sua verdadeira meta;

Sou responsável pela paz quando sinto que toda felicidade depende do simples fato de existir... de estar de bem com a vida;

Sou responsável pela paz se percebo que todo ser humano poderá vir a ser um grato amigo, quando convencido pela argumentação sincera;

Sou responsável pela paz se considero que a Alma de Deus adquire personalidade no Homem, e que este só pode conceber Deus a partir de sua própria percepção da Divindade;

Sou responsável pela paz se reconheço a mim e ao meu semelhante como partes integrantes do Universo, e que a cada um cabe a busca do lugar onde melhor possa servir;

Se estou em paz, eu promovo a paz dos que me cercam. Por sua vez, eles promovem a paz daqueles que estão à sua volta e que também farão o mesmo. Então, a paz começa por mim! E sem ela não pode haver a necessária transformação social.

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