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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Devaneios sem sentido do Meu coração

Meu coração está pequeno de saudade.
Saudade do tempo que eu era pequeno demais para pensar.
Saudade do tempo que podia viver sem maldade.
Meu coração está pequeno e quer te abraçar.
Tantas foram as vezes que deixamos de nos abraçar.
Perdemos minutos, perdemos segundos, perdemos tempo de nos amar.
Tanto tempo com palavras tolas que eu falei sem pensar.
Movido por um medo bobo, um medo infantil, um medo de amar.

Meu coração está pequeno para o tanto de amor que tenho por ti.
As lembranças são muitas, lembranças de vida, de pureza e amor.
A imagem dos teus olhos ainda é a luz que ilumina o caminho.
O som da tua voz ainda é a voz do anjo que me livra dos espinhos.
E esta saudade dói, dói tanto, que até parece que vou sucumbir.
E das lembranças do teu olhar com o sorriso no rosto nasce a certeza que a vida é bela.
Que é preciso prosseguir, que é preciso caminhar.
As desilusões não podem ser empecilhos,
As dores fortes não podem nos tirar dos trilhos.
Por que afinal, não é possível deixar de te amar.

Meu coração está pequeno para tanta saudade e tanto amor por ti.
Os dias e horas já não é meu tempo. Eu existo de forma desorganizada.
Quando estou dormindo, estou acordado vivendo em ti.
Quando estou acordado, estou dormindo por que morto aqui.
Já não existe mais beleza na vida tão bela.
Não existe beleza de viver com esta saudade.
Os meus olhos não vêem mais nada.
Meus ouvidos não ouvem nenhum barulho nesta estrada.

Não existem rastros, nem companheiros nesta caminhada.
Tanto solidão, tanto amor, tanto sentimento, tanta dor.
Tantas lágrimas que um rio se forma sem ponte, sem nada.
E a distância aumenta, aumenta, na longa jornada.

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