Pesquisar este blog

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Doses do contemporâneo

Vive-se o que não se vive.
Pensa o que não se pensa.
E de loucura sobrevive.
Nesta jornada extensa.

Escreve o que não se escreve.
Vê o que não pode ser visto.
Descreve o que não se percebe.
Na loucura de que tudo é dito.

Segue-se por onde não há caminhos.
Alimenta-se da fome.
Sangra-se pelos espinhos.
Vive-se pelo sobrenome.



Nenhum comentário:

Postar um comentário