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quinta-feira, 10 de março de 2011

Governo da bicharada (Também pra cantar com o Rolando Boldrin)


No arraiá dos infernos, fizeram um combinado.
Reuniu um bando de bichos para governar estado.
A bicharada da terra  tornaram-se aliados.
A bicharada do ar ficou de braços cruzados,
A bicharada da água morreram tudo afogado.

A bicharada da terra ganharam a eleição.
Mas para montar o governo virou uma confusão.
O governante sapo salvou o escorpião.
E para piorar tudo, mandou pra educação;
O Lagarto enraiveceu, enfureceu o leão.
O gato já consternado foi pra debaixo do fogão.
O macaco revoltado, saiu saltando com as mãos.

O Velho bicho preguiça, ficou para esperando.
Qualquer coisa que lhe desse ele ia descansando.
Diferente do cavalo que saia galopando,
Saltando cercas e muros, e pra todos relinchando.

O boi que era bicho brabo, começou sair pulando,
mandaram chamar o vaqueiro, que o touro foi lançando.
O vaqueiro era gorila  valente, era um doido italiano.
Amarrou o touro no poste e no mato saiu caçando.

A bicharada com medo, todo mundo se escondeu.
Lagarto entrou no buraco, raposa correu para toca.
Quando chamaram o gambá, foi que a coisa fedeu
A onça saiu dizendo que ia comer a foca.
Chamaram o papagaio, papagaio fez que morreu.

Depois de muita luta, mandaram chamar o leão.
O leão o tigre e o bode, marcaram uma reunião.
O cachorro ficou triste, e  não prestou atenção.
Enfim repartiram tudo, mas com dor no coração.

O sapo sentou no trono, do lado o escorpião.
Escorpião com seu  veneno cuida a educação.
E para cuidar do leite, mandaram chamar o gato.
E para cuidar do queijo mandar chamar o rato.]

O capim mais verde bonito, ficou por conta do boi,
Cavalo foi escalado, para a viagem que não foi.
E para a segurança nomearam o tigrão,
O tigre logo apressado, mandou prender o leão.

A torcida entrou no campo, e lá se foi a razão.
Todo mundo enraivecido de faca e punhá e na mão.
O cachorro foi ferido, o gambá escafedeu
O bode ficou mordido, o papagaio morreu.

Coruja fico dormindo, não soube de nada não.
O sapo saiu correndo, e pulou no ribeirão.
A capivara e cotia chamava o sapo de ladrão.
E o sapo ficou ´pensando no "amigo" escorpião.
Que era pisoteado por toda a multidão.


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