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segunda-feira, 7 de março de 2011

Soneto para tuas lágrimas

Hoje, estou só e posso ver o que não via.
Posso ver suas razões para não mudar.
A razão do vento nem sempre é a razão da nau que por ele guia.
A razão do amor nem sempre é a mesma razão de amar.

Hoje estou só, e posso ouvir melhor o barulho de tuas lágrimas ao cair.
Posso entender sua dor e seu corpo trêmulo ao me abraçar.
A razão do rio não é a mesma razão da agua do porvir.
A razão da gota não é a mesma razão da água do mar.

E se fecho meus olhos ainda me sinto dentro do teu coração.
Ficando quieto, sinto teu perfume envolvendo meu ser.
E olho para o futuro como a água da gota sonha com o mar.

Como as águas do rio ouve das águas do porvir uma doce canção,
Minha alma ouve da tua a canção que me faz viver.
E tua voz é  a razão do meu existir  e do meu lutar.


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