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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Cem dias do governo Dilma e o Óbvio Ululante.



Não consigo entender as análises que os cientistas políticos e especialistas em poder estão fazendo do Governo Dilma. Pelo que fica dito e publicado nos jornais parece que alguém esperava que a Dilma fizesse algo diferente do que está fazendo, ou seja, o óbvio, possível e necessário. Dilma tem como principal característica ser boa gestora, e como tal trabalha com contas a receber, e contas a pagar. Por mais que administrar uma nação não seja tão simples assim, no final, é quase isso, só se investe quando se tem recursos.
De outro lado fica parecendo que alguém em sã consciência acreditou que Dilma poderia fazer alguma estripulia em relação ao governo Lula. Dilma é mulher guerreira, cujo caráter foi forjado na dor, na fome e na necessidade, é o que se diz na Bahia comeu pão, farinha e sal junto com Lula, e, só uma mente delirante poderia acreditar que ela poderia fazer algum governo cuja marca não fosse a continuidade.
Dilma fez algumas correções de rumo, que talvez o próprio Lula faria. Assim foi na Política externa, na economia, cujas medidas tem como objetivo conter a inflação e preservar os investimentos e a política social; e,  de novo mudou o jeito de governar. E isso também óbvio pois Dilma não teria sucesso se tentasse ser uma Lula de saias. Dilma sabe que para ter sucesso tem de ser Dilma e permitir que o Lula continue sendo Lula.
A maior novidade mesmo dos 100 dias ficou por conta da oposição. Aécio ungido líder da oposição tentou no seu discurso impor uma nova forma de fazer política, de instaurar o debate, talvez não por vontade própria, mas por que sabe que enfrentar Dilma da mesma forma que enfrentou Lula é entrar numa fria ainda maior. Pior que o PSDB, ficou o Democratas vendo muitos dos seus bons quadros migrando para um tal PSD, ( na verdade o partido ainda não existe juridicamente), que parece querer não ter nenhum lado e nenhuma ideologia, embora todos saibam que será sim um partido defensor do livre mercado. Diminuído o Democratas fica ainda mais alinhado ou aliado do PSDB para conseguir sobreviver nos Estados.
Entres os Partidos aliados de Dilma, fica aquela sensação de esperar mais para ver como ficam as coisas pois quem esperava uma Dilma inábil deu com os burros na água. Dilma acenou para oposição, tratou bem governadores como Marconi Perillo e Alcmim dentre outros, conteve o apetite dos aliados por cargos, e alcançou uma popularidade jamais vista na história deste país por um presidente eleito.
Por tudo que vai se consolidando fica a incomôda sensação de que 100 dias é mesmo muito pouco nos dias atuais para se avaliar qualquer governo. A estratégia dos cem dias não serve mais. Uma agenda positiva para o país e para os estados deve esperar para o mês de agosto, e quem tiver o mínimo de inteligência aprenderá logo que governar é administrar a marca do possível com o que se tem e não com o que se sonha. É por descobrir isso que tanto Dilma quanto Marconi sequer conseguiu nomear toda a equipe necessária em cem dias de Governo.

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