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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Lições de Sun Tzu e a batalha de 2010 – parte II



As eleições de 2012 já estão com seu calendário marcado. Segundo o mestre, hora de analisar e ponderar sobre a empresa essencial do Estado – a guerra; no nosso caso , a batalha eleitoral. No artigo anterior, ponderei sobre alguns exemplos, neste, vamos tentar ponderar sobre quem foram os grandes vencedores e quem foram os grandes perdedores em 2010. Existe duas formas de analisar e ponderar: uma, pela lógica das lideranças; a outra, pela lógica dos matizes ideológicos.

Ponderação  I - O caso das Grandes lideranças. Iris, Marconi e Demóstenes.

“O general é o pilar essencial do estado”. Em goiás existe dois grandes generais – Marconi Perillo e Iris Rezende Machado. Diga o que quiserem enquanto Iris viver será assim. E quando ele morrer poderá ficar um grande espaço vazio, por que o seu nome continuará vitorioso. Nas eleições passadas, um primeiro olhar parece mostrar que Iris foi o grande perdedor. Ponderando melhor, vê-se que não. A derrota de Iris foi mais por um erro de configuração estratégica de forças do que pelas qualidades dele.  É por isso que para Sun Tzu, o General deve cuidar para com a configuração estratégica das forças; conhecer o terreno, o céu, a terra, as leis e normas; e conhecer bem o exército inimigo.
Iriz Rezende entrou em uma batalha confusa. Durante todo ano de 2009, não sabia direito quem era os seus inimigos. Titubeou na oposição ao Governo Alcides, herdeiro e ex-aliado de Marconi. Governo este que na verdade era uma terra dividida, um terreno arenoso difícil de ser compreendido. Percebendo o quanto perigoso se tornava o governo Alcides, Marconi se especializou em confundir o inimigo; primeiro, deixou parecer que não disputaria o governo, e, que lançaria um vôo nacional; segundo, fez parecer distante a possibilidade de ele voltar e vencer as eleições. Lançou para isso o estratagema da defesa do seu patrimônio político com poucos soldados, deixando parecer que todo restante do exército estava livre.
A idéia da dispersão confundiu os adversários. PMDB e PT, não sabiam a quem atacar. Afinal, quem era o adversário a ser atacado? Alcides? Desmostenes? A primeira candidatura de Desmostenes já servira bem a este propósito. Muitos apostaram que o DEM poderia caminhar junto com o PMDB. Ledo engano e amadorismo pensar que mesmo o PP pela liderança de Alcides poderia caminhar junto com forças aliadas do Governo Federal.
Chegou a hora da batalha e não foi difícil Marconi reunir novamente seu exército. Com sua sabedoria estratégica lançou mão de todos os ardis. Para isso contou com uma base totalmente fiel composta por lideranças partidárias como Gilvane Felipe no PPS, e Jovair Arantes no PTB, e um conjunto de líderes do próprio partido. No DEM, contou com a fidelidade de Vilmar Rocha, e mesmo no PP, com a fidelidade da liderança de Roberto Balestra. O que parecia impossível foi se concretizando, a união de um exército que parecia totalmente disperso. Marconi tinha uma estratégia e uma tática e líderes que cumpriram suas ordens de forma profundamente fiel.
Olhando assim, Marconi parece ter sido o grande vencedor; mas não foi. Ao confrontar com Lula no passado, Marconi cometeu um erro grave. O PT no poder e na pessoa do líder Lula, é o que Sun Tzu chamaria de Cidade bem guarnecida. Contra cidadelas guarnecidas não se deve travar batalhas. Para evitar a derrota, vendo-se atacado por um exército bem alimentado, Marconi teve de repartir despojos antes mesmo de ganhar a guerra para garantir não só a fidelidade como a ferocidade na batalha. E, pior, sabia que a guerra não terminaria nas urnas, teria de enfraquecer o adversário para conseguir tranqüilidade para governar. Utilizou para isso, a fraqueza dos políticos goianos – cargos, cargos, cargos. A cooptação de Thiago Peixoto e a agregação de todos os pequenos partidos, incluindo partidos que não o apoiaram na eleição, como PV, PDT, e muitas lideranças esparsas não só dividiu mais ainda a oposição como abalou o espírito do velho general Iris Rezende Machado.
Apenas seis meses depois de tomar posse, Marconi consegue seu intento. PP, PDT, DEM, todos fazem parte de sua base de apoio e as lideranças que se opuseram a isso no ano de 2009, estão relegadas ao ostracismo. No entanto, Marconi não foi o grande vencedor. Ao se aliar a forças conservadoras, Marconi permitiu o surgimento da liderança de Demostenes Torres; este sim, e o seu partido foram os grandes vencedores em Goiás. Marconi complementa agora sua vitória, mas ao enfrentar as forças poderosas do Governo Federal tornou-se mais frágil perante seus aliados a direita.

Ponderação II -  A ilusão das pequenas Lideranças.

Se a batalha de 2010 foi a batalha das grandes lideranças, tendo ainda um reforço da cidadela fortificada chamada de Lula da Silva, a batalha de 2012, será a batalha das pequenas lideranças, ou será a ilusão das pequenas lideranças. Em 2012, ilusão vai campear de forma devassadora e causará dores de todos os tipos. Saiu de 2010, muitas pequenas lideranças pensando-se extremamente vitoriosas – Os jovens do PMDB, Fábio Souza, Helder Valin, Heuler Cruvinel, Henrique Arantes, e tantos outros. A ilusão maior foi mesmo de Thiago Peixoto; este entrará para a história como o mais precipitado de todos. E segundo Sun Tzu um líder precipitado leva seu exército a ruína.
Os jovens do PMDB, erram por achar que é hora de oxigenar o partido agora. Fazer isso, ajuda mais uma vez a aumentar a força de Marconi para 2014, e tirar a possibilidade de qualquer um deles conseguir  se apresentar para 2014 perante as massas. Outro erro de pequenas lideranças é o ajuntamento de interesses que visa a criação do PSD. Parece que nasce um partido forte, mas é só aparência. O destino do PSD em Goiás, passará diretamente pelos estritos interesses de Marconi Perillo, que, por sua vez não poderá fazer movimentos bruscos que venha desagradar ao DEM; que por sua vez não vê com bons olhos o crescimento do PSD. Administrar tais divergências não será fácil, e causará divergências a alguns que no momento sonham crescer um pouco mais em 2012.
Fábio Souza no PSDB, é uma grande pequena liderança que terá, a não ser que o céu intervenha a seu favor, que adiar os seus sonhos sob o risco de obter terríveis desilusões. O terreno não lhe é favorável, os fatores não estão ao seu favor. Embora simpático não parece um líder agregador, sobretudo, em um momento de debates acirrrados e fundamentalista de valores e princípios. Ao contrário, o momento favorece a Demostenes, não só por ser uma grande liderança e parecer depender apenas de si mesmo ( o que é uma ilusão), aparece como um libertário defensor dos princípios e valores universais de liberdade, igualdade e responsabilidade. Assim, não só sai na frente para ser o grande vencedor de 2012, como também pode aparecer como um grande jogador, ao lado de Ronaldo Caiado e José Eliton no jogo de 2012. Caso consigam unidade entre eles poderá fazer a balança da base pender a favor do DEM na maioria dos municípios onde o mesmo tem lideranças. José Eliton, o vice, já percebeu isso e tem trabalhado diuturnamente.
Jovair Arantes parece ter compreendido seu papel. Parece perceber que não pode permitir que seu filho cometa o erro cometido por Thiago Peixoto. A precipitação. Sabe que o momento é de consolidar a liderança do filho como realizador e executor responsável de políticas públicas, aliado a uma reputação de fidelidade e companheirismo. Assim, o PTB em 2012, será uma peça de fácil manejo para quem possui ou consegue influenciar o TAO do Poder. Da mesma forma, o PPS e suas lideranças, bem como outros partidos de médio e pequeno porte como PSB, PDT, não terão muitas margens de manobras. O PPS, mais uma vez deverá seguir o caminho do PTB, fortalecer suas lideranças  e se aproximar das massas dentro da estratégia de fidelidade ao projeto ligado a liderança de Marconi Perillo.

Ponderação III – As ideologias e as massas.

Vanderley Freire professor da UFG, tem dito insistentemente que está existindo no Brasil, e em Goiás não é diferente, a ditadura de um partido único. O partido do Capital. Segundo ele, todos os partidos estão a serviço do capital rentista, dos grandes investidores, e o povo, bem, o povo está totalmente abandonado. Concordo com o professor de que a ideologia progressista ou esquerda democrática foi a grande perdedora nas eleições de 2010. Mesmo os movimentos libertários, como o movimento homossexual, estudantil, de etnias, de moradores, etc, estão dominados por idéias direitistas e conservadoras. E o pior, é que estas ideologias começam a chegar as massas de forma avassaladora.
Aqui não se trata de concordar ou discordar com as idéias que o movimento defende, mais que isso, é a forma. Que todos os seres humanos precisam de ter direitos garantidos é mais que salutar, no entanto, existem métodos e métodos de se fazer isso. O que está ocorrendo nos movimentos sociais é um domínio e uma batalha conservadora. O  Movimento negro está mais para KuKluxKan que para Martin Luther King, movimentos de luta contra o racismo que também são racistas. No movimento homossexual parece ocorrer a mesma coisa. O movimento parece agir com uma violência latente impressionante. É uma forma extremista, radical e de ser fundamentalista, e fundamentalismo de nenhuma forma torna uma sociedade melhor.
A direita conservadora acaba colocando tudo isso a serviço do grande capital. A luta contra a pobreza vai sendo relegada a políticas de estado, cujo fundamento passa a ser a bondade daqueles que a concedem e não um direito de todos viverem de forma digna. Os direitos dos trabalhadores perdem espaço para lutas libertárias por direitos civis; enquanto isso, quem está em cima sobe, e o debaixo desce. O perigo é que tais formas de luta, vão levar a sociedade a uma forma de decadência, por que o homem comum ou as massas vai perdendo o contato com a realidade e começando a viver totalmente de ilusão. Os marxistas chamam isso de alienação, os romanos, chamaram de política do pão e circo.
Por fim, cria-se uma idéia de que não existe mais ideologias, apenas pragmatismo político. Para as massas, esta pode ser uma idéia até aceita, mas aqueles que se pretendem jogadores pensar assim é no mínimo burrice, ingenuidade ou total ignorância mesmo. A concentração de capital e devassidão dos valores não torna o mundo homogêneo. Aliás, são justamente estes fatores que contribui para acirrar as lutas por direitos civis, pois desvia o foco das verdadeiras necessidades humanas. Como diz um grande amigo e mestre, na luta contra o capital, falta estofo teórico. Os pensadores da esquerda, ou a esquerda democrática ainda não conseguiu compreender o Tao, para ser fiel Sun Tzu, e, pior ainda, não conseguiu formar os  seus generais, enquanto que o grande capital tornou-se especialista no processo de cooptação.
No estado de Goiás, consta que o Capital está concentrado nas mãos de menos de vinte famílias. Isso mesmo, vinte famílias em uma população de mais de cinco milhões. O conhecimento, concentrado nas mãos de pouco menos de dois mil doutores; as propriedades, nas mãos de menos de 500 empresários. É uma alta concentração de riqueza e poder. As massas ficam desorganizadas, manipuladas ao sabor do vento, e, de outro lado poder ser um instrumento perigoso na luta política. Nos últimos anos, este perigo tem aparecido na forma de corrupção. As campanhas políticas estão ficando cada vez mais caras, uma vez, que todo mundo quer recompensa imediata por não acreditar mais nas lideranças e no futuro. Massas corrompidas, segundo Sun Tzu, depauperam o estado, empobrece os generais e torna extremamente cara as batalhas.

Ponderação IV – Os quintas Colunas.

Os quinta-colunas desde sempre foram as desgraças dos exércitos. Considerando que a guerra é o TAO do ardil, esta espécie vai existir sempre. E é um desafio a sabedoria do General. Exército malogrado, dos quais segundo o mestre existem seis tipos, é sempre presa fácil dos quinta-colunas. Tudo está nas mãos do General. Se o general é sábio saberá usá-los para dividir os adversários, se não tiver sabedoria, será engolido por eles. Em Goiás, alguns desta espécie são bem conhecida. Umas como lideranças, e outros como organizações. A desgraça do quinta coluna é que vivem na lama. Não cresce muito, também não desaparece por completo nunca.
Para Sun Tzu, o general deve pesar bem como lidar com eles; aqueles que trouxerem muitos prejuízos devem ter suas cabeças cortadas, única forma de eliminar esta gente. Os menos exigentes deve sempre ser atendidos em suas reivindicações. Aguçar-lhes a vaidade também é uma arma que pode ser usada. É uma espécie ainda mais perigosa quando possui ligação com as massas. Neste caso, Paulo Garcia e Marconi na capital, terá muito trabalho com este povo. A sabedoria dos generais caberá selecionar os homens, e conseguir empregar o poder estratégico. Sendo assim, 2012, já começou mesmo antes de 2010, ter terminado; a configuração do poder estratégico de 2012 já está praticamente montado, o que já está se montando são as possibilidades da configuração do poder estratégico de 2014; e certamente já tem general pensando em 2018.
O problema de lidar com os quinta-colunas é que eles não possuem valores arraigados e nem tão pouco princípios. Não importa onde eles estão, apenas uma coisa os move – as vantagens materiais, os saques e os despojos. São perigosos, por que muitos deles não têm nenhum respeito à vida. Por vezes são vaidosos e esquecem a própria origem, e, por aventureiros que são não temem atentar para a derrota do general se isso lhe servir de possibilidade de vantagens materiais.

Ponderação V – O perigo de amar o Povo em demasia.

“Quem ama o povo pode encontrar problemas”
A política é arte da guerra, mas é também e só tem sentido se for a arte de servir ao povo. Sendo assim, fazer política é extremamente perigoso; bem mais perigoso que manobrar um exército. Na política democrática o céu é o povo, a terra são as necessidades do povo, as armas é o povo, o exército é feito de povo que preparados são transformados em soldados. No entanto, amar o povo em demasia também pode ser perigoso para o político. Na política como na guerra, muitas vezes é preciso sacrificar o povo. Pesar com sabedoria os limites disso é tarefa do general.
Marconi por exemplo, escolheu sacrificar muitos dos seus no ínicio do seu governo para garantir a vitória o mais completa possível. Atrasou as nomeações, parcelou os salários, apertou o cinto financeiro. De outro lado, Paulo Garcia fez exatamente o contrario, concedeu aumento ao funcionalismo, aumentou aliados por meios de benesses, onerou o estado. O futuro dirá qual foi melhor estratégia. A grande jogada de Marconi foi ter aumentado seu exército no mesmo momento em que sacrificava o povo e ainda assim, manteve a coesão.
O líder muito cauteloso que ama demais o seu povo, que teme sacrifícios, ou perdas, pode não ter sucesso. Uma vez mais, depende do líder ter a serenidade da escolha das perdas. Portanto, para Sun Tzu, a lição essencial para o General é obter o auto-controle e estar disposto a compreender as situações sem se deixar perturbar pelas possibilidades dos resultados. O líder que se deixa vencer pela cólera, que se exaspera, precipita, está fadado ao fracasso, e, nos dias atuais com o poder das redes sociais, mais próximo ainda estará ele do fracasso e ostracismo.
Portanto, para o líder atual a vitória deverá ser vista sempre adiante. Jamais deverá se preocupar com perdas momentâneas. Manter-se sempre o auto-controle e a serenidade é melhor que vencer uma batalha em uma guerra longa; mesmo que não seja aconselhada guerra de longa duração, uma vez que estas tornam as perdas extremamente pesadas e os sacrifícios grandes demais.

Lições de Sun Tzu e a batalha de 2010 – Parte I



Conheci o pensamento de Sun Tzu quando tinha 14 anos de idade. Desde então este pensador marcou minha vida. É para mim, um dos maiores estrategistas que a civilização humana já conheceu. Na época cheguei a obra de Sun Tzu  por meio de estudos sobre o templo de Salomão. Eu era, e ainda sou, um admirador de Salomão para mim um dos homens com maior sabedoria da história humana. Um dia, conversava com um pastor sobre a história de Salomão quando este me disse que Salomão tinha viajado pela china, Egito, e muitos outros países do Oriente antes de se tornar o sucessor do rei Davi.  E na procura de livros sobre o oriente que por ventura tivesse alguma relação com Salomão acabei tendo nas minhas mãos a obra de Sun Tzu.
Uma coisa que fica claro ao estudar o pensamento de Salomão e de Sun Tzu, é o conhecimento verdadeiro quando puro parece ter a mesma raiz. A sabedoria é única. E quando alcançada nos leva a perfeição. Existem muitos outros grandes estrategistas por mim já lidos e estudados, e que também ocupam minha mente: Aníbal, de Cartago; os reis de Roma; os Gregos; Os persas; Babilônios; e, já mais próximo de nós, temos alguns Nicolaus da Rússia que foram grandes estrategistas, e, europeus, como o Rei Ricardo, o Misterioso Artur, e, por que não Napoleão.  No entanto, nos últimos dias tem sido Sun Tzu que muito tem me ajudado a pensar a Política goiana perceber os erros e acertos dos nossos líderes.

A primeira lição de Sun Tzu. O Que é o Poder e o Estado.

“A guerra é a empresa essencial do Estado, a base da vida e da morte, o tão para a sobrevivência e a extinção, deve ser profundamente ponderada e analisada”.

Os leitores apressados logo pensam que a idéia é de que quem vive no e sob o estado vive constantemente em guerra. Não é isso. Lendo com atenção se vê que ao contrário, ele está alertando que antes de entrar em uma guerra deve ponderar muito, e para isso, ele mostra o caminho, o que chama de cinco fatores: o tão, a terra, o céu, os generais, as leis, e, fica claro, se um general não conhece estes fatores melhor não ser general. A questão mais séria vem nas perguntas seguintes: afinal, quem tem o Tao, e que é o Tao?
Até aqui nesta primeira lição, alguns políticos goianos, pelos seus discursos parecem não entender que o poder gera disputas. E que ter o Tao é a única forma de lidar com as disputas quando elas aparecem. Ter o tão, significa saber a origem absoluta das coisas. Explicando: Em Goiás, quem tem o Tao do Poder? Quem realmente tem o poder? E quem sabe o caminho que pode levar alguém ao poder? Nos últimos dias vi alguns políticos se movimentarem, e pelo visto, não sabem quem tem o Tao. Os deputados do PMDB, ao se movimentarem na tentativa de oxigenar o PMDB, demonstram entender que pressionando Iris Rezende encontraram o caminho. Do outro lado, o Deputado Joaquim de Castro parece julgar que pressionando a Direção Nacional do PPS, assume o controle do Partido. Ambos erraram, por que não sabem que tem o TAO em Goiás. E mesmo que venham conseguir o controle dos respectivos partidos, terão o futuro de longo prazo totalmente comprometido. E é simples, por que se não se sabe quem tem o Tao, todo o restante fica comprometido, não adianta ter o céu, a terra, as leis e nem mesmos os mais sábios generais. Só se pode iniciar uma guerra, tento o tão da guerra, ou tendo o consentimento de quem tem o tão da guerra.

Segunda lição: A guerra é o tão do ardil.

“A guerra é o tal do ardil. Assim, ainda que sejas capaz, exibe incapacidade. Quando decidido a empregar tuas forças, finge inatividade. Quando teu objetivo estiver próximo, faz com que pareça distante; quando distante, finge a ilusão de que está próximo”

Talvez este seja o maior dos ensinamentos do mestre. O Ardil é a essência da guerra. Isto me lembra um dos ensinamentos de Confúcio, quando ele diz a seus discípulos que se em um estado você não conseguir saber quem realmente detém o poder, e as pessoas que  o habitam  são extremamente ardilosas o melhor é você não viver ali, por que certamente o destino  é a ruína e a destruição. A questão é que sendo a guerra algo natural na luta pelo poder, o ardil é também natural, mas quando há uma confusão de quem de fato exerce o poder o excesso de ardil pode levar a destruição.  Nos dias de hoje, esta confusão torna-se ainda maior. A imprensa, as redes sociais e outros mecanismos cria  nas pessoas uma ilusão de que elas podem influenciar os rumos das coisas, quando na verdade as limitações são bem maiores do que parecem.
É verdade que as mídias podem sim influenciar. Afinal, podem facilmente destruir reputação. No entanto, o verdadeiro poder não está na mídia e não é alcançado por ela. O verdadeiro poder continua tão secreto como sempre foi. E continua existindo uma distância enorme entre aqueles que possuem o caminho do poder e aqueles que vivem de ilusão. Um exemplo recente na política goiana, é o deputado Thiago Peixoto. Não compreendeu o ardil da guerra, e sobretudo, não soube separar ilusão de realidade. Demonstrou não conhecer o céu, a terra, as leis, os generais, e, pior, demonstrou não conhecer a si mesmo. O Deputado Thiago Peixoto não fará uma revolução na educação, não por ele, mas por que não possui nem um dos cincos fatores ao seu favor. O céu, a terra, as leis, os generais, até mesmo o povo, agirá contra a possibilidade de uma revolução no campo da educação.

A terceira grande lição : A manipulação do inimigo.

“Exibe proveitos para atraí-los. Cria desordem em seus exércitos e toma-os.
“se forem sólidos, prepara-te para eles; se forem fortes, evita-os.
“Se forem coléricos, irrita-os; Sê o oposto para provocar sua arrogância”
“ Se estiverem descansados, força-os a se exaurirem”
“Se forem unidos, faz com que se separem”
“Ataca onde eles não estão preparados”
“Avançam onde eles não esperam”

No campo da manipulação do inimigo não existe melhor estrategista em Goiás que Marconi Perillo. O exemplo de como venceu o PMDB e seus aliados, em todas as eleições é digna de nota. No primeiro mandato conseguiu atrair para si praticamente  todo pensamento progressistas em Goiás, e assim, fragilizou até o Partido dos Trabalhadores. Na eleição recente, deu um golpe de mestre no PMDB ao conseguir cooptar o deputado Thiago Peixoto para suas bases. Fazendo isso, eliminou o principal rival em um futuro próximo, e, desorganizou e, deixaram perplexa todas as fileiras do PMDB. A razão pela qual Marconi consegue manipular tão fácil as lideranças é a base moral da sociedade goiana. Os interesses dos líderes goianos são quase sempre forjados a partir de vaidades e interesses pessoais, o que leva a ilusão e a embriaguez. O individuo na ilusão acaba por desconhecer seu próprio valor, aliado isso a vaidade, faz acreditar poder realizar coisas quase impossíveis. Valores como lealdade, fidelidade e gratidão estão cada vez mais em baixa. Tristemente, perde o país com o erro de tais líderes. Um exemplo interessante foi Meirelles, tivesse ele ficado no PSDB, teria se tornado uma liderança ímpar na oposição. No governo Lula, Meirelles ficou oito anos no Banco Central, e, agora, ninguém mais ouve falar. No processo de manipulação o maior perigo é não ter  o controle das leis, ou seja, não ter a garantia de que sua vontade como líder será cumprida, pois o processo de cooptação gera ciúmes, divergências, e disputas na própria base.

Quarta grande lição. Quando concluir que está pronto para a batalha.

“Na antiguidade, aqueles que exceliam na guerra primeiro tornavam a si mesmo inconquistáveis, para aguardar o momento em que o inimigo pudesse ser conquistado”

Esta é uma lição de ouro do mestre. Para se tornar inconquistável o individuo precisa conhecer a si mesmo, e conhecer o inimigo, e, aprender que ser inconquistável reside nele mesmo. Interessante, é que aqui voltamos ao mesmo ensinamento grego de Sócrates do Conhece te a ti mesmo. A capacidade de se conhecer só se torna possível quando desenvolvemos aquilo que os gregos chamaram de virtudes morais, espirituais e intelectuais, ou seja, a excelência da sabedoria. Engraçado que no processo de conhecimento de nós mesmos é que descobrimos quem e onde estão nossos inimigos. Um exemplo engraçado é o Filme “O poderoso Chefão”, e ali se vê que saber quem de fato é o inimigo e o que realmente somos e significamos é extremamente importante para saber o momento certo de ir a uma batalha. Em Goiás, o fato é que poucos políticos são capazes de fazer este tipo de reflexão. Poucos conhecem a si mesmos, poucos conhecem seus partidos e aliados, e poucos conhecem bem o estado. A ignorância gera ilusão e confusão. Aqui, um louvor a direita em Goiás. Ronaldo Caiado parece ser o político mais consciente do seu lugar e seu papel, e, por isso, já está perdendo as contas de quantos mandatos tem de deputado federal, e, pior, a direita avança cada vez mais em Goiás forjando líderes como José Eliton, João Campos, Demostenes Torres, Heuler Cruvinel, dentre outros.

Quinta lição. A manipulação do Espírito.

“Em ordem espera o desordenado; em tranqüilidade, espera o clamoroso. Este é o caminho para controlar a mente.” --- “Com os próximos esperas os distantes; com os descansados espera os fatigados; com os saciados espera os famintos. Esse é  o caminho para controlar a força” --- “Não interceptes bandeiras bem ordenadas, não ataque formações bem reguladas. Esse é o caminho para controlar as mudanças”.

A manipulação do espírito é algo que se faz o tempo todo e só consegue fazer aquele que tem o tao. É preciso antes de tudo ser inconquistável. O preparo do espírito é algo que se leva tempo para construir. Manejar o próprio humor, a própria raiva, a ordem interior não é algo que se possa ser feito por iniciantes. Exige disciplina mental, virtudes espirituais, e, sobretudo saúde física, mental, e espiritual. O certo é que em alguns momentos a única forma de não ter  nosso espírito manipulado é o recolhimento inteiror. De outro lado, é preciso cuidado ao manipular o espírito alheio. Levar alguém que está exausto ao limite, por exemplo, é um perigo terrível, e, por isso cumpre sempre conhecer com quem se está lidando. Homens que não tem nada a perder são homens tremendamente perigosos. Homens vigorosos e revoltados é outra fonte de perigo constante. Nesta questão, no entanto, o perigo maior é quando esta manipulação atinge o espírito das massas, e na política, o marketing tem se tornado uma arma perigosa, pois o espírito das massas negativado dificilmente é reconquistado. As massas  por não ter conhecimento real das coisas vivem necessariamente das ilusões e esperanças, e, a imagem torna-se uma moeda valiosa.
A presença do general em todos os casos é essencial, por isso, afirma Sun Tzu,: “ O general é o pilar de sustentação do estado”. No caso da manipulação do espírito este comentário se reveste de grande importância, pois, muitas vezes a manipulação do general pode significar a destruição do exército inteiro. O exemplo do Thiago Peixoto cai aqui também como uma luva. Ao cooptar Thiago Peixoto, Marconi não apenas manipulou as forças do inimigo mas também o seu espírito. Flávio Peixoto foi durante quase toda a vida um grande amigo e aliado de Iris, e certamente que tiveram o espírito abalado pela decisão de Thiago. O abalo que sofreram foi um lucro bem maior para o Governador do que qualquer trabalho que Thiago venha a fazer.  A reação do PMDB veio no mesmo caminho. O fortalecimento de Daniel Vilela, filho da segunda maior liderança do PMDB, e a posição de Iris Araújo contribuíram para diminuir o efeito Thiago, por que ambos representam a força do espírito do grupo de sustentação na vida privada. De qualquer forma, não resta dúvida que o maior prejuízo foi o abalo do espírito do velho general.






segunda-feira, 27 de junho de 2011

O PPS tem consciência do seu papel no Projeto de Desenvolvimento para Goiás – E será grande.


Nos últimos dias circulou rumores de inquietude no PPS de Goiás. Jornais, muitas vezes contam as histórias pela metade, e explica pouco o  que houve. Não sei se em busca de leitores ou se em busca de factóides para provocar divisões, ou mesmo, a serviços de forças estranhas que buscam tirar proveito de qualquer factóide político. O que poucas pessoas querem ouvir é que existe em Goiás um grande número de pessoas com um projeto político verdadeiro, preocupados em trabalhar pela população e ajudar o Governador a fazer o melhor governo da vida dos Goianos.
Vamos direto aos fatos. Forças ocultas têm tentado criar dissensões dentro do partido na tentativa de aliciar o único deputado eleito, Joaquim de Castro. Felizmente o PPS não é a única vítima deste tipo de estratégia para construir um novo partido ou aliciar novas lideranças. A cooptação, vergonhosamente, tem sido uma arma usada pelas maiores lideranças do estado, como ser eleito por um partido  e um projeto e passar a servir a outro projeto, fosse uma coisa normal e natural e não tivesse em si nenhum problema moral. O PPS é um partido democrático e trata seus filiados, lideranças e amigos com respeito e responsabilidade. Sendo assim, não é verdade que o deputado Joaquim de Castro não tem espaço no partido. Tudo que é preciso ser feito está sendo feito pelos dirigentes partidários para que o deputado seja querido e respeitado no partido, e, ajude a construir um projeto de desenvolvimento para o Estado de Goiás com menos desigualdade e mais justiça social.
De outro lado, não existe nenhuma lógica em querer explorar dissensões entre o deputado eleito e o presidente do Partido , Gilvane Felipe. Ambos são fiéis aliados do projeto do governador Marconi Perillo, o primeiro defendendo de forma ferrenha os interesses do Governo na Assembléia, e o segundo, fazendo um belíssimo trabalho que irá mudar para sempre a cultura em Goiás. Pior ainda é acreditar que um deles venha a alimentar tais dissensões, uma vez que ambos possuem compromissos com suas bases e  que faz da unidade partidária um elemento necessário para se realizar os objetivos de ambos, afinal, nenhum dos dois é maior que o PPS. É um orgulho para nós saber que outros partidos querem o deputado que elegemos, mas certamente não será desta vez. No PPS, fidelidade, lealdade, e senso de coletividade é a marca dos seus membros e acreditamos que com Joaquim de Castro não será diferente.
A inquietude do PPS existe e  é explicada pelo firme propósito de construir um projeto sólido para o desenvolvimento goiano. Auxiliar o Governador a fazer o melhor governo da vida dos goianos, organizar chapas competitivas para 2012, eleger no mínimo três deputados estaduais em 2014, e contribuir com o projeto nacional do partido formando uma chapa forte para deputado federal e elegendo um ou dois deputados federais em 2014. Para isso, o partido luta, em todas as regiões, por meio de suas lideranças, para construir uma alternativa de esquerda  democrática em Goiás em consonância com  o projeto nacional do partido.
Na cidade de Anápolis, a vereador Gina, que também foi candidata a deputada estadual deixa a sua marca da política de valorização da mulher desenvolvida pelo PPS. Ajudando a construir o desenvolvimento de uma cidade que já é um grande pólo de atração de investimentos para a economia goiana. Na câmara Municipal de Anápolis, a vereadora tem combatido o bom combate, zelado pela defesa dos princípios democráticos, e, lutado pelo crescimento do partido.
Na região do Sudeste Goiano, nosso Líder, Fabiano Arantes finca bases sólidas na divulgação das propostas de radicalidade democrática do nosso partido. Na região de Rio Verde, Demilson Lima, vice-prefeito e suplente de deputado estadual realizar uma belíssimo trabalho de formação política de novas lideranças, percorrendo municípios, organizando novas comissões provisórias, fortalecendo o partido e pensando um projeto que ajude a erradicar a pobreza, melhorar a vida de todos os goianos. No entorno de Brasília, Vilmar Popular, realiza um trabalho de luta e abnegação contribuindo para o aumento da consciência política do povo, lutando na linha de frente no combate a violência e pela resolução dos problemas do entorno. E assim, segue, em diversas outras regiões. Ricardo Basílio em São Miguel do Araguaia, que certamente será o futuro prefeito da cidade, uma liderança serena, corajosa, que certamente ajudará o Governador Marconi a fazer muito por Goiás.
A construção de um projeto político promissor é feito assim. Debates, conversas, divergências, convergências, mas sempre com o objetivo certo e certeiro. O objetivo de todas as lideranças do PPS, é em primeiro lugar ajudar o governador Marconi a fazer o melhor governo da vida dos goianos, fortalecendo a rede de proteção social, fazendo uma revolução na educação, na saúde, na cultura, e, promovendo um rico processo de industrialização no estado. O PPS, tem consciência do seu papel de servir, sempre, como defensor da democracia, dos direitos humanos, de amplas liberdades, da sua luta e seus ideais por uma sociedade menos desigual e mais justa. E o PPS em Goiás tem consciência do quanto precisamos lutar para fortalecer a UEG, aumentar a rede de proteção social, investir na agricultura familiar, contribuir para resolver o problema do trânsito nas grandes cidades do estado, erradicar o trabalho escravo e o trabalho infantil, e tantos outros temas que tem sido esquecido na política local.
O momento, é de fortalecimento do nosso partido. O momento é de compreender que Goiás, e Marconi Perillo conta com os nossos esforços no amadurecimento de idéias boas, e na defesa fiel e justa das posições que levará Goiás a estar em breve, entre os estados mais desenvolvidos do Brasil, com qualidade de vida para o seu povo, e menos, muito menos desigualdade social. O momento é de olhar para o futuro  e perceber que Goiás precisa do PPS que temos para construir o PPS que queremos. Sendo assim, erra aqueles que apostam na divisão pois os líderes do PPS possuem a consciência da responsabilidade dos mais de 100 mil votos recebidos nas urnas no ano de 2010.

Minha estrela preferida ( Poesia feita em co-autoria com minha filha)




Na noite mais linda da primavera,
Nos sonhos mais lindos da vida,
Você é minha aquarela,
Minha estrela preferida.

Nos dias frios da vida,
Você é meu cobertor.
Mantém minha alma aquecida,
Alivia, como remédio, minha dor.

Você é minha estrela Dalva,
Você é a luz do meu caminho.
Desde quando você veio ao mundo,
Nunca mais me senti sozinho.

No dia em que você nasceu,
As estrelas estavam lindas no céu.
Os sonhos mais belos em mim  se teceu.
Embrulhados no mai belo e puro véu.

A beleza de ser pai - a primeira poesia escrita em co-autoria com minha filhota de cinco anos


Dizem que existem muitos motivos neste mundo para um homem sentir orgulho. Nada porém é mais belo do que o amor de uma filha apaixonada. A vida deu-me poucos motivos para alegrar, sentir-me vencedor; o maior deles certamente é minha filha Maria Luiza. Com cinco anos de idade sabe como ninguém tocar o meu coração. Outro dia pediu que eu lesse algumas poesias para ela. Após ler duas ou três ela disse: Pai, sabia que a tia já leu poesias na escola? Ela leu poesias de Vinicius de Morais. Então pediu, olhando fixo, nos meus olhos que escrevesse uma poesia para ela.
Na verdade não foi um pedido, foi mesmo uma ordem. Chegou com o papel e lápis na mão dizendo: aqui esta, escreve minha poesia. Como eu demorava para encontrar a primeira frase ela mesma saiu com esta: começa assim, oh pai, - Numa noite de primavera.... Eu não me contive de emoção e escrevi então a primeira frase: Na noite linda da primavera... e pronto, não saiu a frase seguinte....ela me olhou e disse insistente, - vamos pai, diga que sou a estrela preferida sua.  Emocionado, conclui o verso assim: Na noite linda de primavera/ nos sonhos mais belos da vida/ você é a minha aquarela/ a Minha estrela preferida. Pronto, surgia ali meu primeiro verso em co-autoria. Meus olhos já estavam cheios de lágrimas.
Segurando para não chorar, ouço ela dizer: agora leia para mim, quero ver como ficou. Ao ler, vi os olhinhos dela brilhar. Uma alegria pura, uma pureza que faz duvidar se existe igual no mundo. Fiquei ali, lápis na mão, inerte, parado, vendo o filme da minha vida passar por minha mente. Tantos problemas, tantas lutas, tantas marchas, e este ser frágil diante de mim, rogando a mim todas as formas de proteção. Só fui voltar a realidade pelo sua da voz suave que dizia: vamos pai, continua, ainda não é uma poesia.
Estavamos os dois cercadoso de dois edredons novos que acabara de comprar, devido ao frio repentino que fez em nossa Goiânia. E um poeta quando não sabe o que escrever, quando emoção é tão forte que o coração não consegue falar o que sente, finge, finge completamente entender a realidade ao  ponto de fazer da realidade a sombra da dor que sente. Assim, como pálido poeta das noites românticas perdidas na história escrevi: Nos dias frios da vida/ você é meu cobertor/ mantém minha alma aquecida/alivia, como um remédio, minha dor. Ela, ali, de olhos colados, mal esperou eu escrever o último verso e quebrou o silêncio. – Agora lê pai: Ao ouvir pegou o edredon, enrolou em seu frágil corpo, depois me abraçou, e então disse: Nossa pai, eu sou mesmo isso para você?
Escrevi então em silêncio, já com ela abraçadinha em mim: Você é minha estrela Dalva/ És a luz do meu caminho/ Quando você chegou ao mundo/ Nunca mais me senti sozinho. Para minha surpresa ela desceu da cama foi até o interruptor e apagou e acendeu a luz; e disse: nossa, eu sou como a luz pra você? E voltou correndo pra cama. Olhando para mim, perguntou: Mas pai, o que estrela Dalva? Expliquei então que era a estrela mais brilhante no céu. Ela retrucou dizendo: nossa, eu sou a mais bela estrela do céu? Então fala que as estrelas estavam lindas no céu, pai.
Imaginem a emoção que eu sentia. Escrevi então quase que as palavras dela. No dia em que você nasceu/ as estrelas estavam lindas no céu/ os sonhos mais belos em mim se teceu/ embrulhados em um lindo e puro véu.  Vendo os quatros versos escritos, ela disse: pai você é lindo, e eu te amo. Você escreve mais lindo que o Vinicius de Morais que a professora leu na sala. Deixei o papel com poesia nas mãos dela que foi levar para a mãe ler. Só agora após ela dormir, depois de uma longa sessão de profundas e efusivas declarações de amor, resolvi transcrever a poesia para o computador. Qual não foi minha surpresa ao  ver que ela fez um desenho ilustrando a poesia. Um céu todo azulado, cheio de estrelas, uma lua nascendo, e ela, ali no centro de tudo, como a mais bela estrela do meu céu.  Eu ia apenas transcrever a poesia no blog, mas ao ver o desenho não resisti em contar a história de como a poesia foi escrita. Assim, nasce minha primeira poesia ilustrada e em co-autoria com minha filha querida.

Minha estrela preferida ( Poesia feita em co-autoria com minha filha)




Na noite mais linda da primavera,
Nos sonhos mais lindos da vida,
Você é minha aquarela,
Minha estrela preferida.

Nos dias frios da vida,
Você é meu cobertor.
Mantém minha alma aquecida,
Alivia, como remédio, minha dor.

Você é minha estrela Dalva,
Você é a luz do meu caminho.
Desde quando você veio ao mundo,
Nunca mais me senti sozinho.

No dia em que você nasceu,
As estrelas estavam lindas no céu.
Os sonhos mais belos em mim  se teceu.
Embrulhados no mai belo e puro véu.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O caminho


O lugar, não importa.
Não importa o perigo.
Agora, só quero andar
Com quem quiser andar comigo.

Não mudarei o caminho.
Mudarei o jeito de caminhar.
Eu sei que não estou sozinho.
E sei onde quero chegar.

Não importam as batalhas travadas.
Não importam os perigos.
Não importam as pedras da estrada.
Eu lutarei  ao lado de quem quiser estar comigo.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Conversa de dois matutos. ( Ode a Liberdade)


E o doce de leite?
Tá liberado.
E o tablete de hortelã?
Tá liberado.
E o chá de camomila?
Tá liberado.
E comer o ovo de páscoa antes do dia?
Tá Liberado.
Tá tudo liberado no momento.
Só não está liberado comprar e não fazer o pagamento.

E os filmes proibidos?
Tá liberado.
E as revistas pornográficas?
Tá liberado.
Tudo exposto nas prateleiras,
Só não vale comprar fiado.

E os doces das crianças?
Tá liberado.
E a marcha da ganância?
Tá liberado.
E o túnel do sofrimento?
Já disse. Tá tudo liberado no momento.
Só não está liberado comprar,
Sem dinheiro pro pagamento.

Dirigir embriagado?
Tá quase liberado.
Roubar o dinheiro público?
Tá liberado.
Na verdade já tá tudo liberado.
Ancê só não pode roubar e se deixar ser flagrado.

Ta liberado a marcha da maconha.
Todo mundo está marchando...
E ninguém mais tem vergonha.
Tá liberado a marcha das vadias.
E agora tudo é feito em plena luz do dia.

E se liberou a maconha...
O mundo ficou “legal”
E logo teremos a marcha  do orgulho de ser mau.
O mundo ficou pequeno.
O bem está encolhendo.
Ta tudo liberado.
Mas muitos estão se escondendo.

Também está liberado
Viver  todos como irmãos.
Amar de forma pura.
Viver em união.
Lutar contra a violência.
Desejar viver em paz.
Valorizar a vida,
Não querer ser animal

Ainda está liberado.
Não querer ser uma máquina.
Ser humano o tempo todo.
Mesmo que não seja a máxima.
Sonhar os sonhos de amor.
Viver cheio de alegria.
Cantar como crianças,
Ver Deus na luz do dia.

Sim. Tá tudo liberado.
Tudo liberado  no momento
Só  não está liberado,
Comprar e não fazer o pagamento.
A escolha é a semente.
A vontade é o poder.
O destino está na mente.
De todos os que querem viver.
Está tudo liberado.
Inclusive escolher.



Humano Amar.


Gosto de pensar que sou um ser humano.
Sei que isso é inútil, mas gosto de pensar assim.
Por isso insisto em dormir fora de hora,
Trocar o dia pela noite
Andar pelas calçadas das ruas;
Admirar as flores dos campos,
Olhar para as estrelas,
Deitar na relva e admirar a beleza da lua.
Eu sei que já sou quase máquina.
Por isso, devaneio sobre a beleza de ser humano.
O tempo vai nos tornando duros,
Insensíveis à beleza do verde que desaparece dos nossos olhos.
Paulatinamente, repentinamente.
Ainda assim, é bom devanear sendo humano.
Ser humano já é quase um sonho.
Sobretudo quando o grande amor foi perdido,
Os grandes sonhos esquecidos,
Os grandes planos deixados para trás.
Ser humano é uma fantasia,
Quando não se encontra mais a criança interior,
Quando a alma já está cheia de dor,
Quando o ter supera o ser.
Quando a morte prevalece sobre a vida,
Quando a justiça é uma viúva esquecida,
Ser humano é quase fobia,
Quando falta o conhecimento,
Quando falta a sabedoria,
Ser humano é quase impossível,
Quando nos distanciamos do amor.
Ainda assim, gosto de devanear sendo humano.
Por que só o humano é capaz de amar.
E na doce loucura do amor perdido,
Nas doces trapaças do mundo vivido,
Continuar amando com o mesmo calor.

domingo, 19 de junho de 2011

Amor, eterno amor.


Precisamos seguir adiante.
É vida que nos pede  para viver.
O sonho querido, o desejo cortante.
A força da vontade de estar com você.
Cada vez mais forte, e mais dolorida.
Cada vez mais racional e triste a vida.
Nesta decisão cruel de seguir sem você.

Quanto tempo foi de amor escondido.
Quando tempo foi de coração cheio de dor.
As nuvens escuras, os rios caudalosos,
As tempestades cruéis que a alma enfrentou.
Quantos séculos de amor correspondido,
Quantos milênios de felicidade e de dor.

Nunca desistimos de amar nosso amor.
Desistiremos agora? Tão perto e tão longe?
Suportamos o sol e todo seu calor,
A sede do deserto, a quietude dos Andes,
E agora, aqui estamos, nesta selva de pedra;
Tudo interligado, tudo vigiado, por onde quer que andes,
Coração trancado com o cadeado da estância que herda.

Precisamos seguir adiante.
Nenhum beijo mais, nenhum outro abraço.
O passado já superado já o vê distante.
O céu que era reluzente virou um mormaço.
O soldado que era cidadão foi para o cangaço,
A alegria, que era  a razão do dia, virou profissão de palhaço.
E só a saudade, ainda é a mesma lâmina cortante.

Só tenho uma única forma de seguir adiante.
Amar ainda mais este nosso amor.
Longe da matéria dos nossos corpos, espíritos errantes.
No mundo dos sonhos, das fantasias, no mundo indolor.
Para além do pensamento, do fragmento da metafísica,
Mas forte que qualquer magia, ou algo que a ciência não explica.
Vai sempre crescendo e singrando mundos nosso doce amor.