Pesquisar este blog

domingo, 19 de junho de 2011

Amor, eterno amor.


Precisamos seguir adiante.
É vida que nos pede  para viver.
O sonho querido, o desejo cortante.
A força da vontade de estar com você.
Cada vez mais forte, e mais dolorida.
Cada vez mais racional e triste a vida.
Nesta decisão cruel de seguir sem você.

Quanto tempo foi de amor escondido.
Quando tempo foi de coração cheio de dor.
As nuvens escuras, os rios caudalosos,
As tempestades cruéis que a alma enfrentou.
Quantos séculos de amor correspondido,
Quantos milênios de felicidade e de dor.

Nunca desistimos de amar nosso amor.
Desistiremos agora? Tão perto e tão longe?
Suportamos o sol e todo seu calor,
A sede do deserto, a quietude dos Andes,
E agora, aqui estamos, nesta selva de pedra;
Tudo interligado, tudo vigiado, por onde quer que andes,
Coração trancado com o cadeado da estância que herda.

Precisamos seguir adiante.
Nenhum beijo mais, nenhum outro abraço.
O passado já superado já o vê distante.
O céu que era reluzente virou um mormaço.
O soldado que era cidadão foi para o cangaço,
A alegria, que era  a razão do dia, virou profissão de palhaço.
E só a saudade, ainda é a mesma lâmina cortante.

Só tenho uma única forma de seguir adiante.
Amar ainda mais este nosso amor.
Longe da matéria dos nossos corpos, espíritos errantes.
No mundo dos sonhos, das fantasias, no mundo indolor.
Para além do pensamento, do fragmento da metafísica,
Mas forte que qualquer magia, ou algo que a ciência não explica.
Vai sempre crescendo e singrando mundos nosso doce amor.

Um comentário:

  1. ...entrega de um amor que já não pode ser vivido e se tornou platônico mas com a mesma intensidade, sem limites e sem fronteiras simplismente...AMOR.

    ResponderExcluir