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sexta-feira, 17 de junho de 2011

A genética do PSD.


“O governo não passa de um aglomerado de burocratas e políticos, que almoçam poder, promoção e privilégios. Somente na sobremesa pensam no ‘bem comum’. Roberto Campos

Eu gosto muito de história. Gosto pelo simples fato de que nada explica mais as ações humanas que a história já vivida  e escrita. A impressão que se dá é de que tudo já foi feito, vivido e repetido debaixo do sol. Tinha mesmo razão o rei Salomão: “Não há nada de novo debaixo do sol” (Provérbios). O caso do PSD, e de sua recriação pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab comprova a velha profecia. As  páginas dos jornais já estão repletas de notícias negativas incluindo nome de mortos no meio de assinaturas para a recriação do novo partido.
Ao consultar os anais da história descubro que o PSD, nasceu pela primeira vez sob os auspícios do poder, e na sombra do Governo Getúlio Vargas. Seus integrantes tornaram-se pró-getulistas e interventores nos estados onde conseguiram assumir o poder. Ficaram no poder até o ano de 1964, e só saíram banidos por outra espécie de ditadura.
Deve-se ao PSD nomes de políticos considerados grandes pela capacidade de conciliação como Tancredo Neves, e Ulisses Guimarães, que ao ver o navio naufragar, optou por ficar na oposição ao poder do regime militar indo para o MDB – Movimento Democrático Brasileiro, uma vez que o regime institui o bipartidarismo por Ato Institucional.
Ao que indica Tancredo e Ulisses foram exceções. A história do PSD foi feita de amor ao poder a qualquer preço e por uma forte dose de conservadorismo ideológico e tradicionalista. Luis Viana Filho na Bahia, Armando Falcão no Ceará, Carlos Luz em Santa Catarina, próceres de um conservadorismo ideológico, são exemplos desta verdade.
A se ver ressuscitar agora, o PSD, pelas palavras dos seus criadores não possui ideologia. Como assim? – deve  perguntar alguns; eu respondo: simples, a ideologia deles é encontrar um caminho para que possa estar no poder em todos os lugares. São representantes legítimos da elite dominante e tudo fazem para defender os interesses que estão em decadência.
Por isso não estou assustado com as notícias dos jornais. A história explica muita coisa. O caso dos mortos vivos que assinaram o apoio a criação do partido pode não ser o único nem último. Talvez o próprio partido seja um morto que não devia ressuscitar. É verdade que alguns tem legitimidade para desejar criar um novo partido, mas a maioria que ai está são traidores do povo, cujo único objetivo com a mudança é trair o partido e os eleitores que apostaram em uma idéia e um programa. O discurso de servir ao estado em este ou aquele desafio está eivado de interesses pessoais, amor ao poder, vaidade, orgulho que não os permite ver como estão mais uma vez sujando a história.

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