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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Humano Amar.


Gosto de pensar que sou um ser humano.
Sei que isso é inútil, mas gosto de pensar assim.
Por isso insisto em dormir fora de hora,
Trocar o dia pela noite
Andar pelas calçadas das ruas;
Admirar as flores dos campos,
Olhar para as estrelas,
Deitar na relva e admirar a beleza da lua.
Eu sei que já sou quase máquina.
Por isso, devaneio sobre a beleza de ser humano.
O tempo vai nos tornando duros,
Insensíveis à beleza do verde que desaparece dos nossos olhos.
Paulatinamente, repentinamente.
Ainda assim, é bom devanear sendo humano.
Ser humano já é quase um sonho.
Sobretudo quando o grande amor foi perdido,
Os grandes sonhos esquecidos,
Os grandes planos deixados para trás.
Ser humano é uma fantasia,
Quando não se encontra mais a criança interior,
Quando a alma já está cheia de dor,
Quando o ter supera o ser.
Quando a morte prevalece sobre a vida,
Quando a justiça é uma viúva esquecida,
Ser humano é quase fobia,
Quando falta o conhecimento,
Quando falta a sabedoria,
Ser humano é quase impossível,
Quando nos distanciamos do amor.
Ainda assim, gosto de devanear sendo humano.
Por que só o humano é capaz de amar.
E na doce loucura do amor perdido,
Nas doces trapaças do mundo vivido,
Continuar amando com o mesmo calor.

Um comentário:

  1. Parabéns Nelson, o seu poema ficou maravilhoso: recado dado com mta competência. Os líderes do mundo corporativo deveriam lê-lo e praticá-lo porque a cada dia que passa, somos cobrados com a atuação de máquinas, e isso virou um ciclo vicioso e sem volta. Ser humano urge! Senão todos nós adoeceremos nossos corpos e almas. E essa doença anda sendo a mais contagiosa de todas!
    Em termos de Brasil sua frase "a justiça é uma viúva esquecida" está perfeita!
    Parabéns.
    Um beijão,
    Sarah Micucci
    http://imperiodosdeuses.blogspot.com/

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