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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Perdão para os dirigentes do Brasil III – O segundo reinado


Senhor, eu lhe peço o meu perdão.
Para este pobre menino;
Ele não teve juventude; coitado era arrimo.
Não sei como o coitado conseguiu tanta paciência;
Vivendo entre liberais, estudando a ciência;
Ouvindo conservadores, todos vítimas da demência;
O pobre ainda cresceu e governou até a convalescença.

Este menino foi D. Pedro de Brangança;
Vulgo Pedro II.
Ele acreditou na perseverança;
E que o Brasil era seu mundo.

Assim que assumiu o trono,
Enfrentou revolução.
Foi o bravo do Gaúcho;
Que cansado de enrrolação;
Acreditou que podia fazer do Sul uma nação.
Depois veio a praieira
E, mais ainda, a balaiada.
E pra não fugir das tradições;
Tudo acabou em nada.
Só serviu mesmo pra fazer uma consolidação;
E os interesses dominantes prevaleceu sobre o povão.
O povo não participava, e ainda tinha a escravidão.

O imperador barbudo, outras guerras enfrentou.
O oribe, e os Rosa, nas terras do Uruguai;
E outra mais importante, nas terras do Paraguai.
E se o imperado não tinha como recorrer a um Messias;
Usou o que tinha em casa, virou-se com o Caxias.
Não se deu bem, ele na guerra.
A  história não perdoou – também foi mesmo covardia!!
Era três contra um, brigando por uma bacia;
E que no final da história ninguém saiu ganhador.

Tem uma parte da história que merece uma vista.
Foi o surgimento de uma planta – origem do coroné.
É o surgimento dos paulistas.
E das plantações de café.
Parece até brincadeira – coisa de homem viril.
Tem horas, no entanto,  que penso
Que estas duas pequenas coisas foram o mal do Brasil.
Então perdoa, senhor, perdoa D. Pedro II>
Foi ele quem inventou o café, inventou o coroné;
E nos apresentou para o mundo.

E no fim do seu reinado;
Exército grande demais;
Não existia Caxias, e excesso de Marechais;
O império acabou indo para a mão de um capeta;
Um general chamado, Deodoro da Fonseca.






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