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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O que precisamos é aprender a ser feliz – "Há tempo para tudo debaixo do céu".



Nelson Soares dos Santos

A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira.
Léon Tolstoi

Gosto muito do pensamento de que podemos ser felizes, e que a felicidade é algo que possa ser aprendido. Sendo possível aprender a ser feliz qual é o caminho da felicidade? De todos os caminhos postos o que mais chama minha atenção é o do Auto-conhecimento, por que neste está incluso o cuidado de si; afinal, não acredito existir alguém que conhecendo o caminho de evitar a dor decida infligir dor a si mesmo. Os casos existe de auto-mutilação e outras formas de impingir auto-sofrimento já indica o individuo doente, neste caso já não existe mais consciência de si, ou mesmo, consciência da razão de viver, de estar aqui neste lugar, nesta hora e com as pessoas com as quais está.
Hoje, está cada vez mais difícil o caminho do auto-conhecimento. Seja qual meta-narrativa, teoria, religião, filosofia, ou qualquer forma de conhecimento pelo qual se buques explicações é comum a todos, o fato de que o homem distanciou-se de sua essência. Alienado por ideologias, utopistas, distopistas, todos carecem da compreensão do por que estamos aqui. E é a falta de compreensão do por que, da razão de estarmos neste planeta que nos torna perdidos, angustiados, e por vezes tristes. Vou lhe constar algumas histórias para me fazer compreender.
Comecei a praticar exercícios em uma academia. O instrutor chegou até próximo a máquina onde eu estava e disse: - Que isso rapaz, olha só, só 30 quilos? Vamos malhar pra valer. Eu mais do que depressa respondi: Amigo, agradeço seu incentivo, mas depois de duas ou três semanas prometo malhar com 50 quilos, agora, por ora, vou desintoxicar o organismo com no máximo 30 quilos. Afinal, eu quero aumentar minha felicidade e não o meu sofrimento. Poucos minutos depois ele voltou e disse: - sabe você está certo, com 30 quilos você desintoxica e não sente dor, tem gente que quer resolver tudo em um mês e acaba adoecendo. Eu disse a ele que a nosa felicidade, muitas vezes, depende apenas de nós, não podemos transferir para as máquinas a resolução do problema que a nós cabe, e, nem tão pouco desrespeitar o tempo da natureza.
De volta para o caminho da casa fiquei pensando que esta é um dos motivos de tanta infelicidade. Quase sempre e pelos mais variados motivos desrespeitamos o tempo da natureza. E o tempo social está se distanciando velozmente do tempo natural. Nosso desafio é ajustar nosso tempo social ao tempo natural. O tempo natural é o tempo biológico. Não podemos desobedece-lo sem pagar um preço extremamente alto. Nosso corpo em toda sua complexidade anseia viver em harmonia com natureza,e com ela se confunde, e dela é feito.
Outro tempo que temos desrespeitado muito é o tempo do coração. Quase ninguém mais respeita as próprias emoções. São muitos os casamentos que em vez de se viver como família vivem-se como dois estranhos por que o coração nunca foi respeitado. Não é, no entanto, apenas no casamento que se desrespeita os sentimentos, o coração e as emoções. Esquecemos que somos seres humanos e que precisamos de tempo para digerir sentimentos, sejam eles bons ou ruins. Muitas vezes sobrecarregamo-nos sem nenhuma necessidade, e o resultado é sofrimento e tristeza, por vezes, doenças mentais.
E, tem ainda o tempo da mente, da razão, do intelecto. Não tem como respeitar o tempo da razão sem antes nos entender com coração. Podemos até aprender a pensar sem equilíbrio emocional, sem a educação das emoções, mas o resultado nunca é satisfatório. A história é cheia de intelectuais, pensadores quer terminaram a vida, ou terminaram com suas vidas de forma trágica por não entender as razões do coração detendo-se apenas em tentar compreender tudo pela racionalidade. Do intelecto, razão, mente encaminha-se para o conhecimento e o contato para o espírito/alma; e que por não entendermos como esta/este influencia nossa vida natural nos perdemos em ilações, ilusões e por vezes, na loucura frenética da ação pela ação.
Sim, podemos ser felizes, se entendermo que existe tempo para tudo debaixo do sol, e que cabe a nós esperar o tempo, e no tempo, agir sem medo de errar ou sofrer. O sofrimento é inerente ao erro, seja em agir no tempo errado, ou agir da forma errada. O caminho é olharmos para nossas possibilidades e jamais exigir de nós mesmos mais do que podemos fazer. Não podemos ajustar o nosso tempo ao tempo cósmico, ou ao tempo de nossa alma se não trabalharmos diturnamente no processo de harmonização com a natureza, respeitando nosso corpo, nosso intelecto, e, o nosso coração.

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