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quarta-feira, 28 de março de 2012

O governo, o Sintego, O MPG e a Teoria da Curvatura da Vara




Nelson Soares dos Santos

A Educação Goiana carece de um grave problema – quem decide a educação não entende de educação. É por isso mesmo, e por que pretendo que eles entendam este artigo, vou começar explicando o que é a teoria da curvatura da vara. É uma teoria aparentemente simples, criada por Lenin, e utilizada por Demerval Saviani em seu livro “Escola e Democracia”, ficou conhecida entre os educadores por ilustrar a dificuldade de se fazer uma escola democrática. Segundo a teoria, quando uma vara entorta para um lado não é necessário apenas endireitá-la, é preciso entortá-la para o outro lado para que, uma vez ao soltá-la, ela retorne ao ponto de equilíbrio. Na essência, depois de avaliar todas as teorias pedagógicas, o autor procura mostrar que não existe neutralidade política no ato educativo e, que educação e política estão unidas na definição de um projeto de sociedade. O que tem, no entanto, isso a ver com a Educação Goiana na sua fase atual?
A educação Goiana hoje, tem três atores que se enfrentam. O Sintego, O MPG, e o Governo do Estado. Cada um deles julga ter uma visão de como deve ser a escola, e os dois primeiros não reconhecem o terceiro como ator legítimo para discutir os rumos da escola. Acontece que o MPG ( Mobilização dos Professores de Goiás), é justamente o único dos três que possui a simpatia da sociedade civil goiana,e de fato, composto pela classe dos professores. Foi o MPG que puxou a greve, foi o MPG que manteve a greve por cinquenta dias vencendo o sintego em sucessivas assembléias, e, é o MPG que está se sentindo traído pelas recentes declarações do Governo de que não aceitou negociar a volta da titularidade. Ou seja, no final, a verdade é que o sintego compõe com o governo e o MPG é a verdadeira oposição ao pacto pela Educação.
O MPG, é um movimento nascido nas redes sociais. Seus principais líderes, orgulham-se de não serem de nenhum partido político, e estão preocupados apenas com os rumos da educação. É ai que entra a necessidade de entender o livrinho de Saviani e a teoria da Curvatura da vara. O que o MPG não entendeu é que a proposta de “Pacto pela Educação” do Governo, e que tem o apoio velado do Sintego é uma proposta política, apoiada em partidos políticos, em uma ideologia política, e, pior, com objetivos políticos. O MPG precisa aprender com Saviani que não existe neutralidade política nas questões educacionais, simplesmente, por que Educação e Sociedade são indissociáveis. Achar e querer neutralidade política é ajudar a reforçar  a ideologia dominante de que tudo está certo e a ordem precisa ser mantida a qualquer preço. É preciso aprender ainda, sobre a violência simbólica ( no caso do corte dos pontos dos professores, nem simbólica mais, pois fere o direito de greve); é preciso refletir sobre o papel da escola como aparelho ideológico de estado, e, colocado a serviço das classes dominantes.
O MPG precisa aceitar o desafio do Governador. Retesar a vara, fazer a revolução. Já não existe mais outro caminho. A forma como o fim da greve foi encarado não é uma afronta apenas aos professores, e sim, aos mais de 600 mil alunos e todos os seus familiares. Toda a sociedade precisa refletir se é assim mesmo que quer tratar seus educadores. A resposta plausível é a conscientização dos pais, familiares, alunos, e todos aqueles que sabidamente conhecem o valor da educação. Repito, o conhecimento não se toma a força. O conhecimento se conquista motivando ou se fazendo merecer. Professores revoltados em sala de aula não irá ajudar a sociedade a ser melhor, e por isso, o MPG precisa de toda serenidade neste momento, para controlar os ânimos e transformar a derrota em vitória. Compreendendo o livrinho do Saviani, logo logo, todos os educadores goianos verão quem tem a força e o poder, e a relação que existe entre Educação e Sociedade.

terça-feira, 27 de março de 2012

Mensagem pra você – A constância



Nelson Soares dos Santos

É comum de se ouvir que a vida nos nossos dias não tem sido fácil. Muitos tem mesmo desistido de viver, outros, vão, aos poucos, bem devagar deixando de dar valor a vida. E vão se enfraquecendo, e vão se definhando, e morrem. Não compreendemos, muitas vezes, por que não conquistamos os objetivos pretendidos, e desistimos. Esquecemos que a natureza é marcada pela constância.
Olhemos ao nosso redor. O sol nasce todos os dias, não importa a tempestade, a escuridão da noite, a embriaguez dos homens. Quando a noite se vai o sol lança seus raios sobre a natureza vivida. As estações se repetem, os rios, os reinos vegetal, mineral, tudo se repete em uma constância definida e evolutiva. Nós, seres humanos, por sermos livres, temos a possibilidade da inconstância. Mudamos nossos costumes, nossos hábitos, nossos desejos. Criamos novos hábitos e novos costumes.
Olhando bem para nossa história logo vemos que não tivemos constância suficiente em busca daquilo que buscávamos. Falta a disciplina, falta a pontualidade, falta o esforço da repetição. Constância é a força moral daquele que não se deixa abater. É a preserve rança, é a persistência, a determinação, quando tudo já parece perdido, quando tudo parece falhar. Grandes homens deixaram exemplos da importância da constância para a grande vitória. Nelson Mandela não desistiu por ter ficado preso por 27 anos; Martim Luther King não desistiu enquanto pode respirar pelos atentados que sofreu; Jó não desistiu quando tudo parecia falhar.
Ás vezes é preciso mudar a forma de lutar, mas não desistir daquilo que se busca. Quando o que buscamos é nobre e está em harmonia com o supremo bem não devemos desistir jamais. Mudemos a forma de caminhar, mas não percamos a esperança. Mudamos a forma de lutar mas não desistamos jamais da luta. Desistir é para o fracos, os fortes mantém-se constantes até o momento da vitória. Neste dia quando olhares para o sol, para a natureza, lembre-se: a vida pede constância. A vida pede que sigamos adiante, não importa as dores, as decepções, os sofrimentos, os nossos raios da luz que nos foi confiada precisa continuar sendo irradiada e a iluminar o mundo ao nosso redor. 

O que Marconi não aprendeu: Iris Rzende Machado e a Greve que nunca terminou:.




Nelson Soares dos Santos

Quando Iris Rezende Machado assumiu o Governo no ano pós-ditadura os salários dos professores estavam atrasados seis meses. Ele negociou, os professores foram para a sala de aula e o governador caiu nas graças do funcionalismo público. Foi assim que Iris se consolidou como liderança política em Goiás. Tempos depois, no segundo governo, tendo como secretária Terezinha, o Governador enfrentou uma greve longa. A secretária agiu com mão de ferro, cortou ponto, não pagou reposição, demitiu professores. O Governador não negociou com os grevistas, a greve acabou, diversos professores, de tão revoltados adoeceram, outros, nunca mais foram os mesmos; e Iris Rezende, bem este, todo mundo sabe, nunca mais se elegeu Governador.
Dez anos depois, a história se repete novamente. Eu já afirmei diversas vezes neste blog, que Marconi é muito, mas muito parecido com Iris Rezende Machado, até mesmo nos erros que comete. Marconi repetiu Iris ao cooptar adversários e esquecer aliados de primeira hora; Marconi repetiu Iris ao eleger um poste para sucedê-lo ( cidinho tinha 5% quando foi escolhido e no caso de Iris, Maguito tanto quanto Santillo tinha bem mais luz própria); e agora Marconi repete Iris na forma como se lida com o funcionalismo público. A greve dos professores de Goiás, ao contrário do que possa parecer, não acabou, e está longe de acabar. Na época da Terezinha muitos professores abandonaram a carreira, inclusive para se tornarem camelôs; outros, tornaram-se alcoolátricos ( conheço alguns casos que nunca mais se recuperaram); outros ainda, mudaram de estado, foram para iniciativa privada e abriu um buraco imenso com a falta de profissionais. Tudo indica que a situação novamente vai se repetir.
Thiago Peixoto e o Governador pensa que venceu a batalha. Não sabem eles que conhecimento é a única mercadoria que não se toma a força. Conhecimento só se transmite quando se tem vontade, de quem pode transmitir e de que precisa receber. E por este motivo é que pode se dizer que a greve dos professores não acabou. Mesmo aqueles que não estavam parados já estavam em greve, pois se sabe que a revolta do que estão trabalhando é enorme. Obrigar um professor a ficar em sala de aula não dá nenhuma garantia de que ele vá ensinar, nem mesmo se o próprio governador e Secretário for vigiá-los, uma vez que ambos, com certeza, não domina todas as especialidades.
Para piorar a situação, o clima nas escolas vai estar totalmente inviável para a produção e transmissão do conhecimento, e mais ainda, para o exercício da ação educativa. Para educar é preciso ter ambiente onde reina a harmonia, a satisfação, a alegria, a liberdade, o sentir-se igual. Tais condições serão impossíveis de serem alcançadas, mesmos a possibilidade de retomar a qualidade anterior já será remota nos próximos, pelo menos dois anos. O que se terá nas escolas serão professores revoltados, tristes, magoados, sentindo-se traídos, e pior, abandonados, sem ter onde e a quem recorrer. Eles vão reagir, e a reação será sentida nas eleições de 2012, e 2014. Os professores do passado nunca esqueceram a Terezinha, e os de hoje, não vão esquecer o Thiago Peixoto. A imagem dos carros de política, tropa de choque, as calúnias em redes de televisão, não lhe sairá da memória.
Ao colocar o fim na greve de hoje sem nada de concreto e sem negociar com os grevistas, Marconi não colou fim apenas na greve. Colocou fim na carreira política de Thiago Peixoto, e por que não , na dele própria; o que por um lado pode não ser ruim, já que abre possibilidades de renovação política. Uma coisa é certa, a greve não acabou. Um dia governantes ainda aprenderão que conhecimento não se toma a força, que não se obriga a que tem conhecimento a ensinar, o máximo que se pode fazer é motivá-los. Enquanto esta motivação não vier em forma de salário a educação brasileira estará entre as piores do mundo.

A queda do último moralista: Ascensão e queda de Demóstenes Torres



Nelson Soares dos Santos

Conheci Demóstenes Torres quando deixou de ser promotor e tornou-se Secretário de Segurança. Dizem que antes de se tornar promotor foi militante do PCB – antigo partidão. Na Secretaria de Segurança Pública foi o Xerife durão, e durante sua estada foi quando a Rotam mais foi louvada. É verdade que o crime diminui na primeira gestão do Governador e eu, na época, dirigente estadual do PC do B, até o admirava. Tudo começou a ficar estranho quando de uma hora para outra, o promotor secretário aproveitou com oportunismo impressionante, um vácuo político e foi eleito, na sombra do Governador Marconi, Senador por Goiás.
No seu primeiro ano de Senado, tive a oportunidade de ouvir o Senador  pela primeira vez. Ele foi fazer uma palestra na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Goiatuba, cidade, onde por acaso mora o sogro do seu primeiro suplente atual. Na palestra, que deveria ser sobre direito constitucional, o senador desancou o PT, e tudo que não era de direita. Atacou as cotas e chamou negros de preguiçosos. Desde então, passei a conhecê-lo como o senador de direita que era contra tudo que significasse busca de igualdade social. Passei a sentir vergonha quando diziam que ele era senador por goiás, e a culpar Marconi por ter criado verdadeiros monstros em seu primeiro Governo.
Como se não bastasse o Senador resolveu romper com seu criador e ser candidato a Governador. Naquela época, votei novamente no PMDB. Não dormiria em paz se votasse no Cidinho, ( candidato do Marconi), ou no Demóstenes ( candidato do demo). Felizmente, o demo não ganhou as eleições, e como a vida dá voltas que a gente não imagina, e a política mais ainda, no retorno de Marconi eis que o Demóstenes volta a apoiar Marconi. No segundo Turno fui acompanhar uma carreata em que estava os três senadores, e quando vi o Demóstenes acenando para o povo, comentei: este não vai durar na política, por que é visível que não gosta de estar ao lado do povo. Para minha surpresa o nome do homem cresceu e se transformou em candidato a presidente da república. Eu, no meu silêncio, questionava: por que homens maus e corruptos se dão bem enquanto tantos trabalhadores sofrem?
O Senador era um homem deus. Condenava as cotas por que dividia a nação e favorecia aos preguiçosos, na verdade, condenava tudo que representasse conquistas dos direitos humanos. Corria-se a boca miúda na cidade de Goiatuba que o seu suplente bancaria a campanha e que ele renunciaria para ser candidato a prefeito de Goiânia, quase, que de fato a rádio corredor tinha razão. A cidade de Goiatuba é uma cidade cheia de desmandos,  e se você quer ouvir tudo que acontece de ruim  vai a Goiatuba. Lá ouvi coisa que até o diabo tem vergonha de falar em voz alta. Quando se falava na cidade que o Demóstenes era o novo paladino da moral, pessoas simples davam risadas e murmurava: quero ver até quando.
No final, parece que os informantes de beira de bar da cidade de Goiatuba não estavam errados. A operação da PF que parece conspurcar a honra do senador – último paladino da ética e da moral – liga-o ao homem que roubou a esposa do seu primeiro suplente. Mas não é apenas isso, o que se diz, a boca miúda é que se a Operação da PF tiver tido mesmo sucesso não sobrará nenhum político com mandato em Goiás que não esteja envolvido, e isso se ouve de pessoas que foram assessores de longos anos de políticos graúdos no Estado. A verdade e pelo que já consta, já tem pessoas dos principais partidos envolvidos, até mesmo, e quem diria, Elias Vaz, do PSOL. Todos agora seguem o ritual da queda anunciada. No primeiro momento dizem-se inocentes e recebem apoio dos seus colegas; no segundo momento ( quando aparece mais coisas), dizem-se vítimas e afirma que vai provar a inocência; no terceiro momento, esbravejam, gritam e afirmam, que se cair, meio mundo cairá junto; No quarto momento, começam o processo de renúncia dos mandatos para não serem caçados. E, finalmente, desaparecem no ostracismos político. E assim, segue a nação entre o moralismo e o realismo político. Enquanto isso, milhares passam fome, professores recebem um piso de 1460.00, outros milhares morrem nos hospitais por falta de tratamento adequado. 

Mensagem pra você - O desapego.




Nelson Soares dos Santos

Somos todos feitos do húmus da terra. Sim, e só vivemos pelos elementos minerais que existem em nosso corpo. Neste ponto em nada somos diferentes das plantas e dos animais. O que nos difere do restante da natureza é a nossa capacidade de escolher, e se é apenas isso, por que somos tão orgulhosos e nos sentimos tão superiores? A maioria de nossas doenças advém de nossas crenças em nossa superioridade, afinal, somos ainda capazes de acreditar que somos os únicos seres vivos no universo, e, pior, queremos mesmo acreditar que Deus criou todo o Universo apenas por nossa causa e que podemos fazer dele o que bem quisermos.
Ontem meditava sobre riqueza, pobreza e vida simples. Aos poucos fui percebendo as razões que levaram os grandes sábios do mundo a desejar se desapegar completamente dos bens materiais e também das pessoas. Aos poucos pude compreender das palavras do Cristo: “aquele que não deixar seu pai e sua mãe para vir a mim não é digno de mim”; aos poucos fui compreendendo a mente de Buda quando tudo abandonou da vida no palácio para viver no meio da floresta. Nos nossos dias o apego é dos piores males existentes. É por causa do apego que muitos caem no vício, na revolta, no desespero. É por causa do apego que muitos matam, roubam, e se destroem nas drogas que embriagam o corpo e a alma.
E de tão apegados, já não somos mais capazes de compreender que no final somos apenas “sombras e pó”. E não compreendendo isso, somos incapazes de compreender o que é viver com força e honra. Perdemos o respeito próprio, e pior, tem gente já confundindo vida simples com falta de respeito próprio, quando na verdade, falta de respeito próprio é se torturar parar tentar possuir algo a qualquer preço. Não sabemos o que é útil em nosso viver e caminhar, por que não sabemos mais o sentido da nossa vida e existência, preso que estamos no desespero de possuir, possuir, possuir. Já não nos contentamos em ser, queremos a tudo ter. Já não nos contentamos em sermos filhos queremos possuir nossos pais; já não nos contentamos em ser parte da vida de alguém queremos possui este alguém; já não nos contentamos em sermos alunos, queremos possuir nossos professores; e assim numa escala sem fim. No auge do apego, não vemos mais pessoas, vemos mercadorias; e no final, tudo é mercadoria, mesmo um pouco de atenção torna-se mercadoria.
O caminho da felicidade passa pelo exercício do desapego. É através dele que podemos ver em nosso trabalho mais que uma fonte do nosso alimento e prazeres; é através do desapego que conseguimos ver no casamento mais que um negócio; é através do desapego que conseguimos ver na amizade mais do que condescendência e conveniência. É através do desapego que podemos nos libertar da embriaguez do ter que a vida impõe, um ter infinito e insaciável que leva muitos a perder totalmente a consideração pelo ser humano e por si mesmo. É através do desapego, que aprendemos que nesta vida, e no final dela, somos apenas sombras e pó, sombras e pó e nada mais; e que portanto o que vale a pena é a vida de virtude, é a força e honra.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Mensagem pra você.


Bom dia.

Na vida na terra, todos temos uma cruz para carregar, todos temos um cálice para beber. Só cada um de nós podemos saber o que é ser o que somos, por mais que compartilhemos os outros jamais compreenderam a essência de nossas dores e de nossas alegrias. Nascemos sós, e morremos sós. No final nesta vida somos apenas sombras e pó.
É por isso que pouco importa o que os outros fazem conosco, por no final, não se trata  do que os outros fizeram, mas sim, do que nós fizemos a partir do que os outros fizeram. No final, trata-se de nós e o Grande Arquiteto do Universo, o UNO, o Onipotente, Onisciente e Onipresente.
As vezes a caminhada parece dificil. Como uma historinha que ouvi esta semana. "Trata-se de uma civilização onde o ritual de passagem da vida de jovem para a vida de verdadeiro adulto acontece da seguinte forma. O pai leva o jovem para o alto de uma montanha e veda-lhes os olhos. Ali o jovem deve passar toda a noite, rodeado de perigos. O pai diz ao jovem que o deixará lá, e que se ele não tirar a venda dos olhos no outro dia quando o sol raiar ele mesmo pode retirar a venda e será um verdadeiro adulto.

O jovem de olhos vendados, ouve pessoas gritando, leões, hienas, touros. Mas continua ali, de olhos vendados, sentado no mesmo toco de árvore que o pai o deixou. Ele sente medo, frio, ventania, etc. E continua ali, por que confia nas palavras do pai de que nada lhe acontecerá.

Em fim, o sol começa a enviar os seus primeiros raios. Então o jovem tira a venda, e para sua surpresa está ao seu lado, o seu pai. Espada em punho, o pai passou a noite inteira acordado, como seu guardião protegendo-o de todos os perigos.

Assim é a nossa vida. Por mais pesada que seja sua cruz, por mais amargo que seja o seu cálice, por mais negra que seja sua noite, o pai está ali bem do teu lado, protegendo você, por que o Grande Arquiteto do Universo não abandona nenhum dos seus filhos na Noite negra da alma.

Tenha todos um bom dia, e uma semana maravilhosa.

domingo, 25 de março de 2012

A greve dos professores e o problema de classe no Brasil - Para onde vai o Governador?




Nelson Soares dos Santos

A greve dos professores está próximo de completar 50 dias. Poucos acreditaram que duraria tanto, e agora ninguém sabe o que fazer. De um lado o Governo insiste em não negociar com grevistas, e pior, não apresenta nenhuma proposta real que possa de fato resolver o problema; de outro, o Sintego perdeu o controle da greve e está sendo guiado pelos professores que se organizam em um “movimento”. E, os professores, que não são políticos profissionais também não sabem o que fazer, mas não voltam ao trabalho sem a titularidade, ou seja, o grande problema é que o Secretário mexeu no que de forma mais cruel o ser humano defende: o prato de comida. Sim, o prato de comida, por que engana quem pensa que um professor com o salário que tem alimenta mais esperanças do que pagar as contas básicas no fim do mês.
Afinal, qual é o real problema da greve dos professores? Perguntaram-em recentemente qual era minha opinião sobre a greve e por que eu não me envolvia um pouco mais nela. Respondi com palavras costumeiras – temo pessoas que estão lutando em defesa da vida, do alimento, por que elas não podem ser controladas. O lado animal destas pessoas é despertado, e se tornam boiada estourada. É preciso mais que ser um bom vaqueiro para juntar gado assim. Neste sentido, temo que continuando neste caminho o estourou só aumenta. É isso, vida de gado como disse o Zé Ramalho. Vida de gado que tirado o capim o povo deixou de ser feliz. E aquele que considera o dono do gado está mais disposto a abater os touros valentes do que abrir as porteiras da área onde está o capinzal. Ai, surge um problema maior, onde está e quem são os touros valentes que guiam a manada e derrubam as porteiras?
Um observador mais atento do desenvolvimento da greve pode ver algumas coisas que vão se juntando. Quem leu o despacho do Tribunal de Justiça não pode deixar de refletir sobre a expressão “ Os professores devem voltar ao trabalho por que prestam serviço as camadas mais carentes da sociedade”. Eu percebi nesta frase duas informações verdadeiras: a) a primeira, realmente os professores trabalham para a camada mais carente da sociedade; b) A segunda é, que o estado está transferindo para os professores a responsabilidade pelo bem estar desta camada e retirando e deixando ao cargo de uma categoria de profissionais a responsabilidade. Já pensou se os médicos que trabalham no Hugo não tiverem o direito de reivindicar melhores salários por que trabalham para os pobres? Já pensou se os Policiais militares e civis não puderem reivindicar melhores salários por que fazem a segurança da classe mais carente da sociedade, afinal, a classe menos carente vive, em sua maioria, em condomínios fechados.
Outra observação interessante foi a forma como os deputados aprovaram a lei. Eles o fizeram sem ler e tiveram a coragem de dizer isso em alto e bom som, justificando que se tratava de um projeto vindo do Governador. Ora, de duas uma, ou o Governador não precisa de deputados e nem de Assembléia Legislativa ou os tais vivem apenas em busca dos próprios interesses, e que neste caso, trata-se de agradar a qualquer custo o governador. Na prática, é como se a Assembléia já estivesse fechada a muito tempo, e em vez de legisladores, o que se tem ali são Office Boys do Governador. Outra questão intrincada é a relação do governador com a oposição. Na prática a oposição é apenas um grande jogo de cena que não resiste a uma observação.
Tem ainda mais o que se observar. Na foto do Jornal Opção de um lado um Secretário, que como diz uma professora em greve - “ menino criado com Todinho e que nunca soube o que é trabalhar duro na vida para conseguir o próprio alimento”, branco, bem nascido, de fato, o Secretário nunca soube o que é ser do povo. De outro lado, a presidente do Sindicato, que pelo menos neste quesito representa bem a maioria da classe. Negra, oriunda das classes menos favorecidas da sociedade, filha de um batalhador, representa a esperança de milhares de professores que como ela, com dificuldades fez um curso superior, e tenta, servido a sociedade, garantir melhores condições de vida para si e para a família. Parece simples, mas é simbólico que em uma sociedade onde dizem já não haver mais lutas de classes, dois seres tão distintos se contrapõe em um luta cujo resultado está em jogo o bem estar de uma categoria e futuro de milhares que como diz o tribunal “ é a camada mais carente da sociedade”.
É verdade que a atitude dos deputados não estão relacionados a ideologias e ou classe, e é também verdade que quando o Sintego chegou a propor o fim da greve não representava a categoria. Tais fatos aconteceram justamente por que nem o Sintego, nem os deputados representa mais a chamada “ camada mais carente da o sociedade”. Esta está sem representante, sem defensores. Os políticos defendem apenas os próprios interesses, o sindicato transformou seus quadros em políticos profissionais, e como tal, também defendem os interesses dos dirigentes e não da categoria. O problema é quando vamos observar os tais interesses. Na verdade tais deputados e dirigentes não conseguem sobreviver com o conforto material do qual desfrutam se perderem as benesses vindas do viver agradando a quem está no Governo. Para aprofundar mais um pouco a questão é preciso perguntar. Thiago Peixoto conseguirá sobreviver politicamente se deixar a Secretaria de Educação? Os deputados conseguem se reeleger se começarem a ler os projetos do Governador e tentar argumentar em defesa dos interesses coletivos?
Entretanto, e por trás desta questão toda, existe sim uma questão de classe. No final, de um lado estão aqueles que tem o conforto, os filhos estudam nas escolas particulares, viajam para o exterior, vivem em condomínios fechados; de outro, está uma das categorias profissionais mas maltratada pelo Estado Brasileiro – os professores. Deixar de ver que o não investimento em educação no brasil é uma questão de classe, é ser míope. Não é preciso ser marxista para ver o fato. É preciso apenas que se tenha um pouco de sensibilidade. O que os professores estão tetando defender é o direito de comer carne e comprar algumas vezes no mês maça e banana para os filhos. Não é um salário que os deixará ricos, nem tão pouco, possibilitará mudar de classe social. A decisão que o Governador tomar na questão dos professores muito dirá do aspecto progressistas do seu governo. Não tem dinheiro? Abra todas as contas da Secretaria de Educação, apresente todos os gastos, cada centavo. Aumente o investimento em Educação. O que não se pode é deixar “ a camada mais carente da sociedade”, a mercê de si mesma, pois afinal, se olhar bem, os professores da rede pública são em sua maioria parte desta camada mais carente da sociedade goiana.

sábado, 24 de março de 2012

Conselhos necessários


Nelson Soares dos Santos

Hoje fui abordado por um ex-aluno no chat do Facebook. Ele foi direto ao assunto. “As vezes fazemos uma ideia errada das pessoas. Hoje vejo que você é o cara, seu conselhos hoje me são necessários”. O referido aluno é o que eu posso chamar de bem sucedido. Estuda na Universidade Federal, tem planos, projetos, sonha. Não se pode pedir muito mais do que isso para um jovem nascido no nordeste Goiano. Afinal, está no caminho que pode levá-lo ao topo da pirâmide. Na verdade, não fiquei feliz com a abordagem pois pelas lembranças era um daqueles alunos que tinha se arvorado em fazer abaixo-assinado para pedir minha demissão. Irritado mais ainda por este tipo de abordagem estar cada vez mais frequente, e no presente, os tais conselhos que os do passado se tornaram necessários não parece surtir efeito para os do presente.
Em um esforço de memória pude reconstituir que fui professor do referido, em um curso tecnológico ministrando a disciplina de Metodologia Científica, em um curso voltado para o agronegócio. Perguntei então, de que conselhos se lembrava, não antes de dizer que a má compreensão da minha pessoa por parte de indivíduos que depois aparece para pedir desculpas tem me causado prejuízos financeiros incalculáveis. Ele reagiu respondendo que admirava o jeito e a forma com sempre quero o bem de todos, e, esforçando, lembrou dos conselhos que segundo ele, era o esforço que fazia nas aulas para que cada um aprendesse a pensar por si mesmo e que o conhecimento e a Educação é a única garantia verdadeira de um futuro melhor.
Continuo ensinando as mesmas coisas, sendo o mesmo professor e tentando sempre aperfeiçoar o método, mas como no passado é difícil romper a barreira do senso comum. Mais do que nunca pensar por si mesmo, acreditar na educação, apostar na busca do conhecimento tornam-se conselhos necessários. Hoje, mais ainda, precisamos aprender a viver juntos, respeitar as diferenças, exercitar a tolerância. No entanto, continuo enfrentando coordenadores que aconselham alunos a desistir da matéria, instilam a intolerância, e, pior, são melhor compreendidos e aceitos do que o discurso e a luta que empreendo. Será um destino ser educador? É possível fazer ver aqueles que nos chegam como alunos que a única coisa que queremos é que cresçam e se tornem homens e mulheres?
Lembro-me que na época uma das grandes acusações que eu sofria, era a sórdida imagem de ateu e blasfemador do nome divino. E um diretor caridoso, e uma coordenadora religiosa que passava os fins de semana consumindo caixas e caixas de cervejas eram vistos como verdadeiros servos de deus, e homem e mulher preocupados com o futuro daqueles jovens. Na época, eu trabalha em um Centro Espírita “ Irmã Lúcia”, todos os sábados a noite e domingos de manha, enquanto os servos de deus embriagavam-se e curtiam as mais religiosas orgias em suas ricas fazendas. Hoje, sou acusado de ter “convicções firmes oriundos do Marxismo do PC do B”. Não direi aqui o que faço hoje, vamos deixar para um futuro próximo para que se descubra mais uma vez quais conselhos são necessários.
Conselhos necessários. De onde tiraremos forças para lutar contra os venenos do individualismo? Como romper com as tiranias de faculdades particulares que só são capazes de contratar professores dispostos a não ensinar? Como romper com a falsa ideia de que a educação pode ser um negócio e que quando o aluno paga ele tem o direito de exigir como a educação deve ser feita? Coordenadores que aconselham um aluno a desistir de um disciplina e enquanto tal prejudicam o futuro deste jovem deveriam ser banidos do meio educacional. Quantos jovens como este que abordou-me hoje terão forças para recomeçar? Quantos outros se perderão por que sequer terão acesso a algum conselho útil e necessário? A urgência do respeito a educação e ao educador não é mais uma questão qualquer, trata-se de garantir o futuro da humanidade. Como disse Paulo Freire: “Educação não transforma o mundo, educação transforma pessoas, pessoas transformam o mundo”. Parafraseando podemos dizer que do jeito que as coisas estão indo, chegará um momento no qual as pessoas não saberão do cuidado de si, e então, não serão algumas pessoas que estarão em risco, mas a própria humanidade.

A ética do Ser Humano, a Ética do Governador e os venenos e Toxinas da Política



Nelson Soares dos Santos


Esta semana parece ter sido uma semana fria e sem acontecimentos políticos relevantes. Teria sido se olharmos com os mesmo olhos que sempre olhamos, a forma como estamos acostumados a ver as coisas, a política e os seres humanos. No entanto, se olharmos um pouco diferente, saindo um pouco do meio político, olhando com os olhos do povo, podemos ver muitas coisas acontecendo, e coisas graves que podem comprometer o futuro do país.
O primeiro acontecimento interessante desta semana foi a atenção dada por diversos políticos ao tema da ética. Este é sempre um assunto e tema rico, que dependendo de quem o aborda fica  com mais esplendor. Entre estes políticos que falaram de ética, o Governador Marconi Perillo que disse mais ou menos assim: “ Ser ético é ter a coragem de tomar decisões mesmo que esta não agrade algumas minorias”. O governador falava em um evento sobre o meio ambiente e claro, citou a necessidade de apertar o certo contra aqueles que não são “éticos”, e que devastam o meio ambiente. Subliminar estendeu a tal ética para todas as decisões do Governo, e é bem ai que o problema começa.
Publicado nos jornais a declaração do governador ficou repercutindo como se fosse ético a atitude do Secretário de Educação de colocar a polícia nos professores. Ficou parecendo que ético retirar a titularidades dos professores conquistado com sofrimento ao longo da vida. Ficou parecendo que é ético não pagar o piso aos professores; ficou parecendo que é ético um professor ganhar 1460.00 reais para trabalhar quarenta horas. Ficou parecendo que é ético cortar o ponto dos professores em greve.
O problema do Governador é de conceito. Ele confundiu ética com moral. No senso comum todo mundo faz isso, mas quando os governantes fazem ganha um sentido ideológico forte que pode mudar os rumos do Estado. Ética não é moral. Antes, Ética é a ciência que estuda o comportamento moral do ser humano. Quando o governador falou “Ética”, na verdade quis falar moral. E, bem sabemos, a moral não é única na sociedade. Neste sentido do ponto de vista do Secretário de Educação é ético o que está sendo feito com os professores no Estado. Portanto, o que é preciso perguntar é a quem serve tal ética ou tal moral e por que tenta se instalar na estrutura do estado um tipo de moral que visto pelos olhos do povo nada tem de defesa dos interesses do bem comum ou do povo.
Na verdade, o que se vê no Brasil é uma tentativa de se instalar uma ética do roubo. Sim, não se trata de neoliberalismo, ou esquerdismo. Trata-se de escravizar a maioria do povo a interesses menores de um grupo de pessoas que se arvorou em líderes do povo mas que não vê senão os próprios interesses. Não se trata pois de uma ética de uma maioria contra uma minoria, nem tão pouco uma Ética ( moral) dominante como se compreende o marxismo, relativo a classe dominante ou daqueles que possuem os meios de produção. Trata-se de uma ética do roubo, do veneno, da baixeza moral, do se dar bem na vida a qualquer custo fazendo o que preciso for.
Os abalos vividos pela base aliada do Governo Federal é outra situação que mostra esta verdade. Bastou a presidente começar a combater a corrupção, não tolerar desvios absurdos e a tal base aliada entrou em crise. O que a presidente quer é tão somente um governo mais técnico, no entanto, parece que o congresso não consegue ou não tem forças para compreender isso. É como se na verdade houvesse um governo paralelo que controla o Congresso. É estranho isso, como se o filme “Tropa de Elite” que descreve o combate ao crime organizado no Rio de Janeiro e ao final do segundo Filme, e aponta para Brasília como sendo o lugar onde o crime tem seus tentáculos mais forte, estivesse deixando de ser ficção e se transformando em uma dura realidade.
Outro fato curioso é que não existe mais oposição. É como se todos os políticos estivessem se unindo em uma conspiração contra o povo. No Governo Federal a oposição se perdeu em seus próprios liames ( no momento, a principal voz, Demóstenes Torres, agora dedica o tempo a explicar as relações íntimas de amizade com um dos maiores contraventores do Jogo do Bicho preso pela Política Federal; inocente ou não a voz que existia vai sendo silenciada). Nos estados onde os partidos da base do Governo Federal é oposição, também não existe oposição por que afinal é tudo do mesmo. Praticamente não tem como diferenciar um Governo do PT de um Governo do PSDB. A estrutura da política está se alimentando dos próprios venenos e ninguém consegue ver além do mar de lama onde estão se banhando.
Tristemente esta é uma situação que se estende ás disputas de poder dentro dos partidos políticos. Quase não existe mais dirigentes partidários estadistas. O que existe são indivíduos a procura de emprego e vantagens no aparelho do Estado. Parece que a única forma de fazer política começa a ser saindo da política. A vivência no interior dos partidos torna-se cada vez mais complexa. Os grupos que se guerreiam em torno do controle da máquina partidária não consegue sequer perceber quais são os papéis do partido político em uma democracia. O lugar da teoria e do esforço de compreensão foi tomado pelo pragmatismo do toma-lá-da-cá. No meio de tudo isso os falsos quadros técnicos que são nomeados por falsas meritocracias, cargos de confiança e comissionados. Quando se olha com atenção, o que se vê é uma intrigada rede de interesses profundamente organizada cujo único objetivo verdadeiro é sugar e sangra o estado.
Toda estrutura que se alimenta e se realimenta envia constantemente toxinas e venenos para a sociedade. O desinteresse pela política cresce, outros reagem “entrando no esquema”, como mostrado como normal o processo de propina noticiado pelo Programa Fantástico da Rede Globo, onde, os empresários passa a ver a corrupção dos políticos e assessores apenas como uma ética do mercado. O problema é que tais toxinas e venenos se alimenta e alimentado pela violência latente na sociedade gerando abertura para o surgimento de uma verdadeira patologia social. No final, os mais fracos é que pagam o preço, uma vez que falta remédio nos hospitais públicos, a educação pública não tem qualidade, e a segurança praticamente inexiste. Diante de tudo isso, fiquei tentando colocar-me no lugar do Governador e tentando questionar qual deveria ser a decisão corajosa que pode tomar um governante em uma situação com esta. Não sei quando terei a resposta. A diferença entre minha situação e a do Governador é que ele inevitavelmente tem de Governar.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Como um político se corrompe?



No primeiro dia alia-se a alguém sabidamente de moral duvidosa, e para isso ignora o que se ouve da pessoa, das relações do mesmos com amigos e familiares, por que é preciso participar de um grupo, garantir uma nomeação;

No segundo dia, o aliado comete erros pequenos que são acobertados, e o aliado fortalecido por que é necessário construir novos espaços;

No terceiro dia, sabe-se de horrores do aliado, mas permanece aliado por que é preciso abrir espaços, conquistar o poder, e vencer o adversário comum.

No quarto dia, descobre-se que o aliado rouba o dinheiro público, desrespeita vidas humanas, apoia grupo de extermínio, quadrilha que rouba dinheiro de hospitais, traficantes de seres humanos; e não denuncia por que recebeu dos mesmos dinheiro para a campanha, e cai, se o crime cair.

No quinto dia, envolve-se mais ainda. Agora diretamente. Passar a fazer parte do esquema. Fica amigo íntimo dos criminosos e perde-se totalmente o respeito pela vida.

No sexto dia é acusado e envolvido em gravações da polícia e indiciado em um processo de investigação. Aparece em público, tenta explicar o inexplicável, até consegue algum apoio ( também espúrio) esbraveja, ameaça, diz que se cair cai atirando para todos os lados;

No sétimo dia, é demitido, jogado ao ostracismo, alguns acabam na cadeia, outros fogem do país. E as vidas humanas perdidas? bem, estas ninguém traz de volta.
 

terça-feira, 20 de março de 2012

Somos todos irmãos e filhos do Mesmo Deus

Esta semana começou triste. Operação Monte Carlo, Indiciamento do Secretário de Cultura do Municipio, erros nas investigações do Mutirama. Escândalos, escândalos, escândalos. Só este Em goiás já passa de uma dezena. Vou enumerá-los:

1. Operação Propina Verde- Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
2. Operação Sexto mandamento - 
3. Operação Rolos
4. O escândalo do HUGo
5. O Escândalo do Araújo Jorge;
6. As denúncias do Mutirama
7. As denúncias da Secult Prefeitura Municipal de Goiânia;
8. Operação Monte Carlo;
9. Vem aí a Operação Monte Carlo II;
10. Operação Anátema;
11. Operação Apate;

12, Operação Mortos Vivos;

E ainda tem a questão do Tráfico de Mulheres, no qual goiás é dos principais estados, sem falar da violência, das mortes, e de todo tipo de males que isso traz. As vezes fico pensando, o que está acontecendo com o ser humano? Não existir mais espaço para o viver honesto?

De outro lado, servidores públicos com salários achatados, professores em greve - imagine, tem gente que acha que um professor ganhar 1460 reais pra trabalhar 40 horas é muito dinheiro. Onde está a sensibilidade do ser Humano? Quantas pessoas morreram no HUGO, no Araújo Jorge e em tantos outros hospitais devido a propina, ao roubo e desvio de dinheiro público?

Precisamos acabar, de verdade, com a corrupção no Brasil. Chega de ceifar vidas humanas. Chega de destruir lares e fazer a guerra no mundo. Nós podemos e devemos construir um mundo melhor.



Um dia, quando criança, ouvi o discurso de Martim Luther King, e então também comecei a sonhar. Precisamos realizar nossos sonhos de paz, de viver em família, de amar us aos outros. Precisamos afastar destes males, desejar o bem, pensar o bem, agir de forma a construir o supremo bem. Somos todos filhos de Deus, e podemos sim ser melhores. O homem que mora ao lado é apenas nosso irmão.