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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Nota de Esclarecimento sobre a Matéria do Jornalista Renato Dias no Diário da Manha de 04/04/2013



Nelson Soares dos Santos[1]

Diário da Manhã,  publicou uma matéria no dia 04 de abril que emite ideia de ser uma entrevista com um dirigente do partido membro da Executiva Estadual, sobre a relação do PPS com o Governo e o Imbróglio envolvendo o atual Secretário de Estado da Cultura.  É preciso esclarecer,  naquilo que me diz respeito e ao meu nome, que o PPS tem trabalhado nos últimos dois anos para construir um projeto de desenvolvimento humanizado, sustentável e arrojado para o Estado de Goiás, e como parte deste esforço temos nos movimentado para resolver obstáculos que possam impedir o partido de crescer, sendo que a relação do atual secretário com o coletivo do partido é uma delas, portanto:
1. De posse da informação que  a Secretaria de Cultura era cota do PPS, passada pelo próprio Governador em Audiência, o partido reuniu sua direção e de forma soberana, conscientes dos possíveis desdobramentos decidiu que deveríamos mudar o representante do partido no governo, por que  o atual não representa mais os anseios do partido, e que por isso, não deverá continuar como Secretário de Estado se o Governador estiver disposto a confiar o tal cargo ao PPS. Na Votação, apenas cinco membros da Executiva de 17 membros votaram pela possível permanência do atual nome. Deve se esclarecer que chegou-se a tal impasse pelo distanciamento político que houve entre o Secretário e os dirigentes partidários que contribuiu para travar o crescimento do Partido no Estado.
2. Em seguida foi feita uma votação para elaborar uma lista que deveria ser tríplice , conforme, segundo os dirigentes que estiveram na audiência, foi combinado, seria enviada ao Governador, da qual,  o mesmo nomearia o representante do PPS para gerir a SECULT.  Ressalte-se que o Governador ponderou que os nomes enviados deveriam ter  perfil e qualificação para o cargo.  Para a elaboração da lista foi decidido em reunião que cada votante escolheria três nomes. Sendo assim, André Luiz de Almeida obteve 12 votos, Nelson Soares dos Santos ( o signitário desta), obteve 11 votos; João Dias e Antônio Almeida obtiveram cada um 10 votos. Para evitar que fosse feita uma nova votação e, sendo Antônio Almeida, apresentado por Darlan Braz,  e  sendo João Dias, tesoureiro do Diretório Estadual, o Presidente Demilson Lima propôs que se enviasse a lista com os quatros nomes, dando ao Governador total liberdade para fazer a escolha que melhor aprouvesse a boa gestão do Governo.
3. Devo esclarecer que a matéria indica que sou um “militante”. É verdade. Entretanto, além de militante devo lembrar que sou Diretor da Fundação Astrogildo Pereira ( Fundação Cultural do Partido em Goiás), Secretário Geral do Partido na Cidade de Goiânia e membro efetivo da Direção Estadual sendo o responsável pela Formação Política do partido. Além disso, sou professor Universitário com licenciatura plena em Pedagogia pela Universidade Federal do Tocantins, Mestre em Educação Brasileira pela Universidade Federal de Goiás e um Doutorado incompleto pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Sinto-me, portanto qualificado para assumir qualquer função pública nas áreas afins de minha qualificação na estrutura do Estado. Claro que só o fato de ter o nome na lista já é uma grande honra, como é uma grande honra ser um militante do PPS. Caso venha a ser contemplado será uma honra ainda maior por que estaria plainando os caminhos para um dia poder trabalhar mais pela melhoria da vida do povo do meu Nordeste Goiano.
4. Não é cultura do PPS afastar ou aderir a um governo apenas por causa de cargos como tenta fazer entender a matéria. E não creio que nenhuma liderança do partido no Estado vai pautar a decisão de continuar ou deixar de ser aliado do Governador apenas por causa de cargos. E não creio que tal postura se houver, representa a maioria dos dirigentes e militantes do PPS goiano. A continuidade do partido na base do Governador ou não, não está em discussão.  Quando aceitei ter o meu nome na lista não foi com o objetivo de criar constrangimentos ao Governador, mas de contribuir para encontrar uma solução para uma situação que se tornou insustentável que é a representação do partido no Governo. Nossa posição é de ajudar o partido a ser forte e o que defendemos para Goiás é um projeto de desenvolvimento humanamente sustentável e será sempre este princípio que norteará nossas posições políticas. Impaciência nunca foi boa conselheira.
5. O PPS não se resume a Goiânia e a Secretaria de Cultura. Administramos uma prefeitura grande ( Planaltina com Vilmar Caitano), duas outras prefeituras ( Agua Fria e Ivolândia) , cinco vice- prefeitos, sendo Morrinhos e Rio Verde, duas maiores. Somos 61 vereadores e temos direção organizada em mais de 100 cidades. Mudar os rumos do partido ( ser aliado ou oposição ao Governo) não pode ser uma discussão feita de forma irresponsável. Temos consciência da responsabilidade que temos com a vida das pessoas e uma vida que seja é mais importante do que o que está em discussão.

Por fim torço para que o Governador  reconheça a contribuição do PPS e compreenda  as decisões internas do partido, e suas motivações, que vão muito além de uma briga tão pouco republicana como vem sendo tratada.  No momento adequado, se for colocado em discussão o afastamento do Governador, ou rompimento, ou seja, o que seja, teremos a responsabilidade de dialogar com o coletivo partidário e encontrar a melhor solução para o partido servir ao povo goiano e a sociedade brasileira.





[1] Nelson Soares dos Santos é pedagogo, Mestre Em Educação, Diretor Geral da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás, Secretário Geral do Partido na Cidade de Goiânia e Membro da Executiva Estadual do PPS Goiano.

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