Pesquisar este blog

domingo, 27 de outubro de 2013

Pode ser Melzinho na Chupeta: Só precisamos acreditar.



Nelson Soares dos Santos

Hoje recebi a  seguinte crítica na rede social: Aviso para aqueles aventureiros que pensa que o negócio é melzinho na chupeta: o custo estimado de campanha a governador ao Estado de Goiás em 2014, vai ficar entre 25 a 70 milhões de reais. Existem pré-candidatos que nem carro velho pra andar tem e já estão em plena campanha. Uma piada!!!” É verdade, eu não tenho dinheiro, na verdade no momento não tenho nem carro mesmo, e quero ser Governador de Goiás.
Tenho recebido críticas por que me coloquei a disposição do meu partido para ser candidato a Governador. A Crítica consistente trata do fato de eu não ter dinheiro pra gastar na campanha e que além de não ganhar para governador por não ter dinheiro, atrapalharia os candidatos do partido ou aos prováveis partidos que viessem se aliar ao projeto de serem eleitos também. A consistência da crítica parte de uma premissa: para ser candidato a Governador é preciso ter muito dinheiro ou capacidade de conseguir doação milionária de campanha dos empresários.

A Matemática da Crítica.

A Matemática da crítica se baseia no seguinte aspecto: Dizem que a campanha mais barata para deputado estadual com possibilidades de ser eleito deve custar de dois a cinco milhões de reais; a campanha de um Federal deve custar em média de 3 a 10 milhões de reais; a campanha do senador eleito deve custar de 10 a 30 milhões de reais. E a campanha de Governador deve custar de 25 a 70 milhões de reais.
Considerando que temos hoje cinco pré-candidatos a Governadores tidos como competitivos neste quesito, se levar em conta o teto máximo, apenas para governador seria gasto no processo eleitor 400 milhões de reais; Soma-se mais 04 candidatos a senadores competitivos e teríamos um aumento de mais 100 milhões aproximadamente; vamos considerar que os principais candidatos competitivos a deputado federal sejam em número de 30, e colocando uma média de sete milhões para cada um, teríamos um acréscimo de mais 200 milhões. Temos na Assembleia Legislativa 41 vagas, se considerado que os competitivos para ocupa-las pode chegar ao dobro do número de vagas, teríamos então 82 candidatos competitivos, com um valor aproximado de cinco milhões, dando um total de mais de 400 milhões. Somam-se todos estes valores e pode-se perceber que terá sido gasto no final mais de um bilhão de reais com o processo.
E quem paga a conta?
O interessante nesta história e no referido argumento é que quem o utiliza não se pergunta quem paga esta conta no final. Qualquer pessoa sabe que quando um empresário financia uma campanha politica, ele o faz por que está interessado nas licitações do Estado, ou seja, na cabeça do empresário o dinheiro que ele doa para campanha não é gasto, é investimento que pode ser triplicado. Com este raciocínio do empresário, o um bilhão gasto pode se transformar em três bilhões quando o dinheiro sair dos cofres do Estado.
E, com tantos escândalos, Astrográfica, Celg, Cachoeira dourada, Tarja Preta, Monte Carlo, etc, não é difícil de entender as razões que motivam a existências de tais acontecimentos. Retirar o dinheiro dos cofres do Estado requer engenhosidade, engenhosidade esta que a polícia trabalha diuturnamente para evitar. Então se somarmos o dinheiro que o próprio Estado gasta tentando evitar o desvio de dinheiro para compensar os investidores nas campanhas eleitorais este valor pode passar de cinco bilhões de reais. Considerando que esta é a média por estado, e multiplicado por 26 estados mais o distrito Federal, chegaríamos a um valor de mais de 100 bilhões de reais.
No nível nacional, os escândalos se multiplicam de Estado para Estado, e, todos conhecem o Mensalão Petista, o Tremsalão Tucano e tantos outros, como dinheiro na cueca, etc, cujo objetivo não é outro senão irrigar os processos de corrupção que se espraiam por todos os lados. No final, não é o empresário candidato rico que paga a campanha, não é os empresários financiadores que pagam as campanhas, são os trabalhadores, os consumidores, os contribuintes.
Por isso, quero ser o Governador.

Quem acompanhou o texto deve estar pensando: Se este rapaz tem consciência de todos estes dados por que ainda pensa que pode ser político e candidato logo a governador? Ora, a reposta é bem simples. Quem me conhece sabe que se eu quisesse ter me dedicado a buscar uma carreira onde ganhasse dinheiro eu poderia ter dinheiro hoje. Eu nunca quis, por que sempre acreditei que o que existe de mais valoroso é o ser humano. Então quero ser candidato pela matemática inversa.
Estes bilhões que saem dos cofres do Estado e remuneram as campanhas eleitorais dos ditos candidatos ricos, mas que não gastam nenhum centavo do próprio bolso ( ou alguém acredita que se gastassem do próprio bolso ficariam mais ricos a cada eleição?), se não forem gastos poderão serem transformados em bolsas de estudos, hospitais, valorização do professor, construção de escolas, etc. E, que seja, eu não só não tenho dinheiro, como não pretendo arrecadar milhões para a campanha, por que se acredito no ser humano, é pela igualdade que luto, pelo equilíbrio da sociedade e portanto, não fico procurando formas de enriquecer mais ainda que há é milionário.
Mas como podemos fazer uma campanha para governador sem gastar dinheiro? Oras, assim como estes críticos já sabem do meu desejo, hoje o Estado inteiro sabe. A internet e os jornais são acessados em todos os municípios do Estado; o que nos leva a concluir que o excesso de viagens de políticos de cidade em cidade só serve mesmo para irrigar as veias da corrupção e não para fazer contato real com o povo. O que precisamos é de governantes que tenham inteligência, prudência, sabedoria e espírito de Justiça. E para fazer chegar nossa mensagem não precisamos nos transformar em caxeiro-viajante um ano antes das eleições. Alguns candidatos já estão gastando fortunas em negociatas, fortunas estas que depois serão retiradas do bolso do contribuinte.

Então, aqueles que querem fazer um estado diferente, vamos usar os recursos que temos, discutir um projeto coletivo de governo, um projeto que torne a sociedade menos desigual, os serviços do estado com mais qualidade e vida de todos muito mais feliz. E isso pode ser feito. O que precisamos é acreditar. Acreditar que podemos ser donos do nosso destino e capitães de nossas almas.

domingo, 20 de outubro de 2013

“Você não pode ser candidato por que você não tem dinheiro: Tenha Bom Senso!!!”


Nelson Soares dos Santos

Desde que manifestei meu desejo de concorrer ao cargo de Governador do Estado de Goiás tenho ouvido as mais diversas opiniões, mas tem algumas que trazem consigo mensagens interessantes e que devem merecer muito tempo de reflexão de todos nós. Uma delas que tenho considerado como interessante é que dá título a este texto: “Você não pode ser candidato por que não tem dinheiro: Tenha bom senso!!”. Quase sempre tal alerta vem acompanhado de diversos elogios e alguns deles quase que admitindo que embora eu apresentei qualidades do que pode vir a ser um Grande Estadista, o fato de não ter dinheiro é um obstáculo intransponível para a realização do sonho de ser um grande político e governar o Estado.

O Papel do Dinheiro na Política Eleitoral.

Diante deste fato decidi refletir sobre o papel do dinheiro na política eleitoral brasileira e na construção de uma democracia. A rigor, parece elementar de que não é preciso ter dinheiro para se propor a ser líder em uma sociedade democrática, o que se precisa mesmo é ter as qualidades necessárias ao homem público – sobretudo ética e decência; e, atender os pré-requisitos presentes na Constituição que por acaso não exige que os pretendentes tenham nenhum tipo de patrimônio como pré-condição para serem governantes.
Não sendo o dinheiro pré-condição para ser candidato ou governante, como o  mesmo se tornou tão essencial? Ora, complica a reflexão sobre esta questão o fato de que não se conhece na história nenhum político empresário que abriu mão do próprio patrimônio para se tornar homem público, pelo contrário, o que se vê é que os empresários ao entrarem na política tornam-se mais ricos, o que do ponto de vista da ciência econômica pode indicar ser a política um bom investimento financeiro. De outro lado, políticos que já confessaram terem entrado na política pobres  e se tornaram ricos, milionários e estão se tornando cada vez mais ricos a cada eleição.
Alguns afirmam que a o dinheiro é essencial por que sem uma boa estrutura de campanha não se elege deputado estadual ou federal. Daí, fico pensando – se os políticos, mesmos os empresários não gastam dinheiro do próprio bolso, pelo contrário, ficam sempre mais ricos de onde sai o dinheiro para estruturas caras de campanhas? Parece que aqui está um indício de que as campanhas eleitorais se apresentam como o principal instrumento de corrupção e corruptor do nosso sistema democrático, pois  resta concluir que campanhas caras são o germe dos futuros escândalos ou tentativas de desvio do dinheiro público para mãos privadas, mãos interesseiras que “doaram” para as campanhas milionárias.
No ciclo vicioso leva-se a conclusão de que quem não tem dinheiro, na verdade, não pode ser candidato só a governador; não pode ser candidato a nada; a não ser, que esteja disposto a receber uma grande doação para a campanha e é claro, se corromper e participar dos diversos mecanismos existentes de desvio de dinheiro público para fins poucos honrosos.

Os Ricos Candidatos.

Então, se todo cidadão de bem, com ideais nobres, mas sem dinheiro tiver bom senso e não tentar se candidatar, restará ao eleitor escolher um entre os candidatos ricos a disposição. Neste caso, aliás, se o critério for dinheiro, me parece que o melhor candidato a Governador é mesmo o mais rico de todos. Outros candidatos ricos, e todos os que estão postos o são, duvido que vá gastar dinheiro do próprio bolso pensando em cuidar do estado e das pessoas por generosidade.
De outro lado, se tais candidatos resolvessem fazer uma campanha fundada na honestidade e no firme propósito de enquanto governantes eleitos não roubar e não deixar roubar; teriam então que dar apoio a fortes estruturas de campanhas, o que deixaria todos os candidatos a se obrigarem a andar com as próprias pernas, e, se resolverem a gastar do próprio bolso, uma vez eleitos terem apenas o próprio salário para suprir o gasto feito em campanha. Não é difícil concluir que quanto mais cara uma campanha política mas corrupto será o governo ou governante, já que dinheiro não cai do céu e não surge do nada.
Os ricos candidatos com campanhas caras são na verdade o protótipo do futuro corrupto a frequentar as páginas dos jornais, como temos vistos nestes últimos anos, nos casos das Operações Monte Carlo, Miquéias e mais recentemente a Tarja Preta. Quanto mais cara a campanha mais corrupto o governante será.

A corrupção da Máquina Pública.

Outro meio de corrupção do processo é a utilização da máquina pública. Estes dia mesmo, vi nos jornais que um secretário de Estado reuniu toda a sua equipe de trabalho da secretaria para comunicar seu apoio explicito a um pré-candidato a dep. Federal também, secretário e auxiliar do Governo. Ora, a campanha nem começou, as candidatura sequer foram registradas e o processo de aliciamento e pressão sobre os servidores públicos ( muitos deles concursados), já começou.
Neste sentido há um caso interessante de uma prefeitura goiana na qual o prefeito-candidato a reeleição assinou um decreto onde liberava os funcionários mais cedo do trabalho para que os mesmos pudessem trabalhar na campanha. A corrupção do sistema vai se tornando tão esdrúxula que se transforam em decreto-lei. Outros casos se espalham fazendo com que diversas cidades tenha  que realizar novas eleições por que chega ao absurdo de todos aqueles que foram candidatos não terem condição de assumir por que todos se corromperam.

O que é ter Bom Senso?

Depois de apresentar os argumentos de que na verdade todo candidato rico e que coloca muito dinheiro na campanha já se mostra desde já um corrupto e corruptor, e que a principal função do dinheiro no sistema eleitoral é o de corromper o processo, resta-nos analisar o que significa o “ter bom senso” no contexto da frase. Um dos indivíduos que pronunciou esta frase disse-me de forma jocosa que tinha de admitir que eu tivesse uma capacidade monstra de usar bem as palavras, o dom da palavra, mas me falta dinheiro, bom senso e um pouco mais de beleza.
O dinheiro? Já discutimos.  A beleza, eu compreendi que o moço branco e de olhos azuis estava deixando sopesar em suas palavras o racismo subjetivo e inconsciente de que sendo negro não é possível ser belo, e expressando que o conceito de beleza que ele tem na mente é na verdade o conceito de beleza da elite brasileira loira e de olhos azuis.
Já o bom senso, o tão esperado bom senso eu, depois de muito refletir, mostra uma forma de submissão ao modelo de estratificação social da sociedade. Houve um tempo em que negros e pobres não podiam sonhar sequer em ter segundo grau. Eu me lembro que a primeira vez que eu afirmei que um dia faria um curso superior, o prefeito da minha cidadezinha ( que aliás, até hoje é prefeito), disse-me que eu era completamente louco, e o pior, até mesmos pessoas bem próximas acharam que era loucura sair pelo mundo sonhando um dia ser doutor.
Hoje, ter um curso superior já não é mais tanta loucura. Mas ser um político, ah sim, ser um politico tanto mais querer ser um governador é loucura, falta de bom senso, por que é tentar romper a chamada e aceita “Ordem Natural das coisas”. É esta mesma ordem natural que faz com que as mulheres sejam violentadas, as crianças pobres estejam trabalhando em vez de estarem em escolas públicas de qualidade, hospitais públicos bem equipados e uma segurança que cuide de todos.

Aumentando a falta de bom senso.

Eu quero na verdade, em resposta a tudo que ouvi nos últimos dias, aumentar minha falta de bom senso. Quero lutar para alterar a ordem natural das coisas. Quero ser candidato para alterar a ordem natural das coisas. Quero desafiar todos os candidatos a deixarem os eleitores livres para votar. Deixem que votem pela própria consciência.
Eu os desafio a fazer um compromisso de não roubar e não deixar roubar. De prover um governo com democracia e desenvolvimento humano, e que tenham a coragem de reduzir a máquina pública, enxuga-la, cortando 50% de todos os cargos comissionados.
Eu os desafio ao debate para que expliquem como fazem para conseguir tanto dinheiro para as campanhas políticas. Eu os desafio a apresentar a evolução do patrimônio pessoal e mostrar a população que nunca se corromperam e que o patrimônio obtido está de acordo com o salário recebido.
Eu os desafio a reduzir a máquina estatal. Viverem apenas do próprio salário e sem luxo como o povo vive. Eu os desafio a serem servidores do povo e não mercenários a serviço daqueles que muito tem. Tudo isso parece ingenuidade, muitos dirão; mas não será ingenuidade quando o eleitor perceber que são todos os cidadãos que pagam a conta final e que estes tais políticos que se dizem preparados por que são ricos, são na verdade aqueles que tiram dos pobres para dar os ricos. Chega de bom senso, seja para qual cargo for, ser candidato é mais do que nunca, uma forma de lutar por democracia, liberdade e desenvolvimento humano.



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Por que uma candidatura do PPS para Presidente da Republica


Nelson Soares dos Santos[1]

Sempre defendi a candidatura própria do PPS para Presidente da República. E isso, por ter claro que temos diferenças profundas do ponto de vista dos fundamentos ideológicos e programáticos, tanto em relação ao PSDB, quando ao DEM, partidos que também estão na trincheira contra o Lulismo. Ora, não precisamos de muitos argumentos para mostrar nossas diferenças quanto as políticas do PSDB ou DEM. Analisemos, por exemplo, com tratamos as políticas sociais, a questão dos trabalhadores, a sustentabilidade ambiental e já seria suficiente para percebermos que as diferenças são gritantes.
Outrora também critiquei duramente a política de tentar trazer quadros para disputar pelo partido. Desde o início não acreditei que nenhum deles daria certo pelo simples fato de que as trajetórias dos mesmos não os permitiria entender a  linguagem humanista e democrática do nosso partido. Tivesse Serra ou Marina optado pelo PPS, o desastre seria maior do que foi Ciro Gomes no passado. Isso nos mostra que temos que investir na formação de nossos quadros, homens e mulheres que compreendem a força e a beleza de uma sociedade humanista, democrata, sustentável, fundada na ética e  no socialismo.
Agora mais do que nunca, precisamos de uma candidatura própria a Presidência da República. Devemos isso ao povo Brasileiro. Nossas ideias de sustentabilidade, a decência pela qual está revestida a história do nosso partido, nossa luta pela valorização da Educação, o trabalho árduo feito pelos nossos guerreiros representantes no Congresso Nacional nos credencia. E certamente o povo espera que o façamos. Para, além disso, é o sonho de Itamar Franco e de tantos outros guerreiros, homens justos, de vida íntegra que está em jogo. Não podemos deixar jamais, este sonho morrer.




[1] Nelson Soares dos Santos é Técnico em Magistério, Licenciado em Pedagogia, Mestre em Educação Brasileira, Secretário Geral do PPS da Cidade de Goiânia e membro da Executiva Estadual do PPS Goiás.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A Construção de Um Partido Popular, Humanista, democrático e Socialista.



Nelson Soares dos Santos[1
]
Temos de defendido que um partido político deve ter identidade com vida banal das pessoas, aquele espaço da vida que segundo Milton Santos ocupa a maior parte do tempo dos cidadãos; o tempo do ócio, do lazer, da vida em família e da contemplação. E a construção de um partido que estejam sintonizados com os sonhos mais ardentes dos cidadãos, seus filiados e simpatizantes só ocorerrá a partir de uma discussão pública do papel dos partidos político, do incremento do processo de formação política da população, sobretudo filiados, dirigentes e mandatários bem com a construção de um programa voltado para os reais interesses coletivos da sociedade.

O Partido e seu estatuto.

O PPS é um partido Congressual. Isso significa que as principais decisões políticas e organizativas do mesmo acontecem nos congressos que ocorre de dois em dois anos, nas instâncias Nacional, Estaduais e Municipais. Os municípios ao elegerem suas direções, elegem delegados que irão compor o congresso Estadual; e os Congressos Estaduais, por sua vez, ao elegerem suas direções, elegem os delegados que farão parte do Congresso Nacional do Partido. Nos Congressos é garantido a todos os filiados direito de voz, e direito de voz e voto aos delegados credenciados.
Além de primar por um processo democrático interno que visa a construção de um projeto político coletivo de múltiplas vozes, o PPS foi o primeiro partido a compreender a importância e estabelecer redes de discussão com a sociedade e os movimentos sociais. Criou a rede 23, por meio da Fundação Astrogildo Pereira, e, por meio dela vem tentando se inserir no moderno mundo do diálogo por meio das redes sociais.
Preocupado em elevar o debate político, O PPS realiza conferências nacionais organizadas pelo Partido em parceria com a Fundação Astrogildo Pereira com o objetivo de discutir com profundidade os temas mais candentes e que preocupam a sociedade. Também publica diversas obras com o objetivo de fortalecer a identidade do partido, bem como uma revista que atualiza trimestralmente o debate político com seus dirigentes e filiados – a Revista Política Democrática.

O Calendário do PPS.

O PPS em Goiás iniciou em 2010, um trabalho de reestruturação de sua identidade perante os goianos. Diante disso, realizamos diversos encontros regionais, Congressos Municipais em 2011; encontros regionais em 2012/2103, e  vem se fortalecendo tanto no plano político quanto ideológico e organizativo. Hoje, o PPS, possui mais de 60 vereadores, distribuídos em mais de 40 munícipios e estamos organizados em mais de 150 cidades goianas.
No processo de preparação para a eleição de 2014, houve ganhado consideráveis com a filiação de dezenas de novos quadros que certamente fortalecerá ainda mais o partido, tanto para a disputa eleitoral quanto para a luta política do cotidiano em defesa de uma sociedade com maior justiça social. Na cidade de Goiânia, o Congresso Metropolitano está marcado para o dia 29 de outubro, no qual será feito um balanço da atuação política do partido e o início da discussão de um projeto alternativo para atender os anseios dos goianienses, que infelizmente não tem sido feito a contento pelas últimas administrações.
O Congresso Estadual ocorrerá no dia 23 de Novembro. Nele será eleita a nova direção Estadual e os delegados ao Congresso Nacional que por sua vez ocorrerá no Estado de São Paulo nos dias 06 a 08 de dezembro. Em tais congressos estaremos discutindo com profundidade os temas mais importantes da política nacional, como a economia, a reforma tributária, o papel do Estado como prestador de serviços básicos ao cidadão como Educação, Saúde, Segurança, transporte público etc, bem como o papel do partido como interlocutor dos interesses coletivos da sociedade Brasileira.
Neste itinerário o PPS mostra sua face democrática, humanista e socialista. Um partido preocupado com a sociedade brasileira, com o futuro desta sociedade e que tem claro o papel da juventude, da mulher e da criança e dos trabalhadores  nesta jornada. Por  estas razões, estes segmentos da sociedade tem importância especial nos debates internos por que se acredita que sem desenvolvimento humano, sem evolução do ser humano não pode haver uma sociedade democrática, pacífica e com justiça social.



[1] Nelson Soares dos Santos é Secretário Geral do PPS Metropolitano, membro da Executiva Estadual do PPS, Goiás, e Diretor da Fundação Astrogildo Pereira.

sábado, 12 de outubro de 2013

Por um projeto de Governo Popular que faça avançar a democracia e o desenvolvimento humano.



Nelson Soares dos Santos[1]

Esteve nos jornais nas últimas duas semanas, que eu me coloquei a disposição do meu partido para disputar o Governo de Goiás, e na última sexta feira, apresentei ao partido as explicações e os motivos pelos quais desejo ser o Governador de Goiás a partir de 2105. A questão que me intriga é que o Estado não tem dado conta de mediar as relações entre  a Sociedade Civil Organizada e o Mercado, e este fato tem transformado os seres humanos em escravos. Ricos e pobres, tem se transformado em escravos de um mercado capitalista desumano e degradante.

Então, a principal razão que me coloco a disposição para ser pré-candidato pelo partido é contribuir com a discussão de como promover o desenvolvimento humano e a democracia. A minha preocupação é com toda a sociedade. Precisamos todos, encontrar um caminho que auxilie em uma nova forma de equilíbrio, que promova a justiça social e faça diminuir a degradação que se tem tratado a vida humana e até mesmo dos animais. Nosso desejo é trazer ao palco o valor da vida em contraposição ao valor do dinheiro e dos bens materiais.

O plano de Governo que estamos trabalhando trata destas questões. No centro de tudo está o ser humano, a vida, a nossa própria existência de homos-sapiens. Todo o resto estará subordinado a esta tese, que para nós é o princípio da busca da paz na sociedade, da valorização da vida, da liberdade, da democracia e da justiça social.

Muitos pré-candidatos tem feito muitos tipos de movimento, mas nenhum deles ousaram dizer que vão governar valorizando a vida e tudo que existe de mais caro para o ser humano. Ao contrário, todos estão preocupados com estrutura de campanha, dinheiro e muito dinheiro para o processo. Nós, queremos que o ser humano seja o centro de todas as nossas ações e a estrutura de todas as estruturas.

Valorizar o ser humano em detrimento dos bens materiais, do dinheiro, e da onda consumista que tomou conta da sociedade não é algo fácil. Alguns acham ingênuo, outros, excesso de idealismo. É por esta razão, que antes de qualquer coisa, e para valorizar a todo o ser humano que queira participar desta jornada, a jornada da recuperação do valor da vida diante do dinheiro, é que desejamos convidar a todos para participar, dar ideias, contribuir. Para isso, todos aqueles que quiserem contribuir com ideias sobretudo no campo da Economia focada no desenvolvimento humano, saúde, segurança, educação, sustentabilidade e assistência social escreva suas ideias para o e-mail : nelsonsoares33@gmail.com, e no campo assunto escreva: Plano de Governo 2014



[1] Nelson Soares dos Santos é Técnico em Magistério, Licenciado em Pedagogia, Mestre em Educação Brasileira, Professor Universitário e Membro da Direção Estadual do PPS, em Goiás.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O humano desprezo do Ser Humano.


 
Nelson Soares dos Santos[1]

Um episódio ocorrido na Câmara Municipal dos Vereadores de Goiânia quase transformou uma manifestação pacífica em violência. Segundo depoimento dos manifestantes a votação que tratava da questão acompanhada por eles, estava empate, quando o Presidente da Casa prorrogou por mais cinco minutos o processo de votação. Um dos vereadores então resolveu votar novamente, e, votou contra a causa dos professores. No mesmo momento uma vereadora que se encontrava na mesa expressou um sorriso malicioso de desprezo para com os professores.

Foi então suficiente para irritar os professores e quase começar um processo de violência no local. Outros manifestantes, afirmaram terem se sentiram humilhados, e diversos deles, afirmaram que o sorriso da vereadora, que se diz cristã e evangélica foi o estopim. Tal situação leva-nos a perguntar: o que leva homens públicos, representantes eleitos pelo povo a agir de forma desumana e ter atitudes que faz despertar em outros seres  humanos o que se tem de pior?

A posição de tais vereadores em relação aos professores e diversas outras questões que afetam a vida dos cidadãos  e da polis só pode ser explicada se adentrarmos no terrível mundo do jogo partidário. Considerados como sendo “da base do prefeito”, tais indivíduos perdem a própria identidade, não são mais donos da própria consciência e passam a fazer o que o prefeito manda. Na verdade, também o prefeito está imerso em uma estrutura partidária da qual também é escravo. Tal situação lembra a história de como funcionavam os partidos políticos na Alemanha pré-nazista e que deu azo ao surgimento do Nazismo e todas as atrocidades seguintes.

O jogo partidário no Brasil está se tornando cada vez mais cruel. Uma situação de tão deplorável chega a ser nauseante para aqueles que ainda vivem e fazem política pensando no processo de avanço do desenvolvimento humano e da democracia. Os chefes nacionais montam uma estrutura hierárquica de cima para baixo, no mais das vezes, totalmente autoritária, corrompida e corruptora. Resistir a tal situação é praticamente se colocar a margem do jogo e perder as possibilidades de ser candidato a alguma coisa.

Os vereadores que provocaram e riram da derrota iminente dos professores estão imersos neste jogo partidário. Entretanto, não são os únicos. A questão é tão cruel que explica outro episódio – a vaia dos professores a chegada do deputado Mauro Rubens no recinto. A razão é que segundo os manifestantes, o deputado apoiou de forma voraz a greve contra o estado, e no caso do munícipio só apareceu para dar apoio depois que o movimento apareceu em cadeia nacional de rádio e televisão.

São como já não existissem mais representantes do povo, apenas robôs que agem por um maniqueísmo esquizofrênico. Pensam de forma automática – “ se feito por meu chefe, está certo, se pelo chefe dos outros está errado”. Tudo isso acontece por que vivemos há quase 20 anos sob uma polarização política que em nada ajuda ao avanço da democracia. Como reação a esta situação inusitada, muitos manifestantes acreditam que a solução para superar a decepção com os partidos que polarizam é guerrear contra os partidos, construindo um apartidarismo que na verdade colabora ainda mais para manter a situação exatamente como está.

A solução não é o apartidarismo para sairmos desta situação. E sim, justamente o contrário. Estas pessoas que lideram os movimentos nas ruas devem vir para os partidos e democratizar os partidos, para que juntos, possamos encontrar um novo modo de relacionamento entre os partidos, os movimentos sociais, o estado e a sociedade civil organizada. O tempo não é mais de arroubos, o tempo é de Ser Humano.



[1] Nelson Soares dos Santos é Técnico em Magistério, Licenciado em Pedagogia pela UFT, Mestre em Educação Brasileira pela UFG, Secretário Geral do PPS Metropolitano e membro da Executiva Estadual do Partido Popular Socialista.

domingo, 6 de outubro de 2013

Por que uma candidatura própria do PPS para Presidente do Brasil



Nelson Soares dos Santos[1]

Desde o congresso de 2010, defendi candidatura própria do PPS para a presidência da República. Sempre acreditei que o que nos faz pequeno é justamente não ter a nossa própria posição definida. E diferente do processo que foi estabelecido nunca defendi a busca de nomes fora do partido para o lançamento da candidatura. Defendi que lançássemos um dos nossos nomes altamente qualificados que temos, só para citar alguns, Soninha Francine, Raul Jugmam, Roberto Freire, Rubens Bueno entre outros.

Defendi que criássemos um laboratório de políticas públicas para discutir uma nova agenda para o Brasil com todos os nossos militantes, e que nesta nova agenda estivesse como ponto fundamental a Reforma do Modelo Educacional, Saúde, Segurança, Tributos, Sustentabilidade, Pacto Federativo, dentre outros problemas prementes que atormentam nosso povo de norte a Sul do país. O fundamento central de pensar as nossas políticas seria  Desenvolvimento Humano e o continuidade do Avanço da democracia hoje ameaçada pelo lulismo extremado.

Em vez de ficarmos lamentando as decisões equivocadas de Marina ( ao meu ver, ela mesmo é um equívoco), José Serra, que mostrou não ser um condutor, mas um mero  conduzido, é hora de levantarmos a cabeça de dialogar com o povo Brasileiro. Ainda a tempo de ir paras as ruas construir um projeto com uma nova agenda. A posição corajosa da Direção Nacional, apesar do equívoco de acreditar que podia barganhar com profissionais da política em nome do povo, de não aceitar fazer qualquer negócio para ter Marina ou Serra nos seus quadros mostra que o PPS ainda guarda sua identidade de partido comprometido com as ideias de defesa do bem estar do povo e da nossa democracia.

Lançar uma candidatura própria agora é dizer ao povo que não concordamos com a prostituição que se tornou a política no Brasil, é dizer que continuamos um partido que tem em seus quadros homens de bem, de bons costumes cujo grande objetivo é servir a sociedade. Lançar uma candidatura própria agora é dizer ao Brasil e aos Brasileiros que acreditamos em um novo modelo de economia, um novo modelo educacional, um estado capaz de prestar serviços de qualidade no campo da saúde, segurança, educação e assistência social aos seus cidadãos.

Precisamos ter coragem agora, ou a história nos definirá como aqueles covardes que na esquina da vida não soube escolher um caminho e seguir. Temos todas as condições de fazer história, estando ao lado dos milhões de brasileiros que foram as ruas pedirem mudanças, pedir um novo modelo de estado e Sociedade.  O PPS não pode, O PPS não deve negar ao povo Brasileiro uma oportunidade de dar novos rumos e recuperar a esperança na vida e no viver. Candidatura própria já para atender aos anseios do povo por mudanças.



[1] Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação, Secretário Geral do PPS da cidade de Goiânia, membro da Direção Estadual do PPS Goiano, e Diretor da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás.

Paulo Garcia e os direitos dos Educadores da cidade de Goiânia


 

 Nelson Soares dos Santos[1]

Durante o período em que os partidos políticos estiveram ocupados com o processo de troca-troca partidário que prostitui a política brasileira, um acontecimento pouco recebeu atenção seja da imprensa ou da sociedade – a greve dos servidores da Educação Municipal de Goiânia. Na verdade, a cidade esteve recheada de movimentos grevistas incluindo bancários, correios, e bem pouco tempo antes os servidores da Polícia Civil e do Sistema Penitenciário Estadual. Retrocedendo apenas alguns meses mais, tivemos a greve dos motoristas de ônibus e os movimentos espontâneos pelo Passe Livre Estudantil.

Alheio a tudo isso, os políticos simplesmente se prostituem, troca de partidos como trocam de camisa apenas com o objetivo de se manter no negócio da política como quando se vai a um banquete de hipócritas vestidos de fraques. O assustador é que a sociedade prejudicada pela a falta de prestação de serviços fica desorientada e não sabe a que ou a quem recorrer. Indiferente dos partidos políticos, os governantes tratam os trabalhadores como animais colocando o aparato da segurança do Estado que deveria existir para proteger os cidadãos para bater nos grevistas, e neste, caso nos professores, que absurdamente não lutam por melhorias de salários, e sim, para não perder direitos adquiridos. E incrível, tudo isso acontece sob um Governo do Partido dos Trabalhadores.

A luta dos professores de Goiânia.

A luta dos professores de Goiânia é uma luta justa. Perder direitos adquiridos em uma democracia é uma daquelas coisas que devem ser consideradas como inaceitável. Os servidores não querem conquistar mais direitos, querem apenas manter o que já adquiriram. Incrivelmente, um governo do PT, que deveria primar pelo diálogo, uma vez que pregam defender os trabalhadores, manda a política descer o porrete esquecendo que estes professores é que cuidam do futuro da nação.

Os educadores não devem ceder. Não se deve aceitar perda de direitos. Que Paulo Garcia ouça a voz da consciência da história, e que saiba que será julgado por aquele que no tempo em que a sociedade brasileira se mobiliza pela valorização do Educador, retirou direito e empobreceu a educação de nossa capital. A razão das atitudes do prefeito em nada difere das ações e atitudes arquitetadas pelo Secretário Thiago Peixoto que também retirou direitos dos servidores estaduais prejudicando milhares de pais de família em nome de uma revolução que não aconteceu por que fundada em ideias equivocadas que tornam impossível a construção de uma educação de qualidade.

Muito mais que lutar para não perder direitos tem que despertar a sociedade para lutar por um novo modelo educacional. Em 25 anos da nova constituição não conseguimos introduzir a democracia na Educação. Em nome da liberdade, passou-se a viver a libertinagem e o desrespeito ao professor; em nome do respeito ao educando nivelou o aprender pela mediocridade contribuindo para as altas taxas de analfabetismo funcional. O que está esgotado não é apenas a forma como que os governantes tratam os trabalhadores são as próprias relações entre Estado, Mercado e Sociedade. O Estado se perdeu, não consegue mais cumprir o seu papel, e o mercado se transformaram em uma prostituta cansada que escraviza em vez de dar algum tipo de prazer.

Precisamos repensar o modelo de Estado que queremos, o modelo de sociedade que queremos, e até mesmo que tipo de relações de mercado queremos para nossos filhos. O Governo do PT não tem condições de fazer este debate, é apenas o povo se manifestando livremente, discutindo e debatendo nas assembleias, na força do poder local que será possível encontrar novos caminhos, novas alternativas e uma nova esperança. E é por todas estas razões que vejo na luta dos professores não greve em defesa de alguns direitos, mas uma luta em defesa do futuro da nação.




[1] Nelson Soares dos Santos é Técnico em Magistério, Licenciado em Pedagogia, Mestre em Educação Brasileira, Secretário Geral do PPS da Cidade de Goiânia e membro da Direção Estadual do PPS em Goiás.

sábado, 5 de outubro de 2013

O Dinheiro e a Participação Popular na Política


 

Nelson Soares dos Santos[1]

A reta final do processo de troca-troca partidário e novas filiações para a disputa eleitoral desnudou fatos que faz corar até os mais terríveis demônios nas profundezas dos infernos. Enquanto a maioria dos eleitores pensa que a eleição começa apenas no ano que vem, os dirigentes partidários transformam o futuro da nação em mercadoria e a democracia em um balcão de negócios. Causaria enjoo ao mais perverso dos demônios a forma com o dinheiro é tratado com primazia nas negociações.

Quem não tem dinheiro, por mais que tenha apoio popular, é praticamente ignorado. Os acordos são feitos com mentiras, traições, e as mais perversas atitudes humanas. O sonho do povo é jogado na lata de lixo e praticamente em nenhum momento se ouve preocupação com as causas mais prementes da sociedade. A vaidade, a ganância e o desejo desenfreado de conquistar o poder toma conta de todos. A criança, o trabalho escravo, a violência, nada disso é lembrado. Só uma coisa interessa: como faremos para tomar o poder.

Nos partidos tradicionais a questão é resolvida no compadrio. De forma que um endinheirado oferecer as tais estruturas de campanha para assumir o controle do partido e começa a fazer todos os tipos de acordos possíveis. São partidos que literalmente tem donos. Neles, candidaturas populares servem apenas para arrebanhar votos e completar o chamado consciente eleitoral. Ninguém, mas ninguém mesmo está interessado nas luta dos povos. Chegamos a um nível de depravação tão grande que mesmo os partidos que tradicionalmente defenderam os direitos dos ricos mal conseguem fazer o jogo de manutenção dos seus quadros no poder.

Os Partidos com participação Popular.

Alguns partidos ainda tentam manter o que se chama de democracia interna. São aqueles oriundos da luta contra a ditadura e que geralmente possuem em seus quadros intelectuais e trabalhadores. O PT, era um destes partidos por excelência que se perder ao chegar ao poder. O Partido do qual faço parte desenvolve um esforço para neste jogo cruel manter a participação popular, ouvir as vozes das ruas, e servir de ponte na luta dos trabalhadores por condições melhores de vida. Acreditamos na ideia do fortalecimento do poder local, da construção de redes para o fortalecimento da cidadania e da democracia, e lutamos por uma sociedade mais igualitária e mais humana.

Por estas razões, o partido tem sido vitima de aventureiros e aproveitadores. Em Goiás, por diversas eleições quando se aproxima o pleito, lobos vestidos de cordeiros tentam entrar no partido, por que sabem ser mais fácil se eleger, e logo quando eleitos, saem, deixando as bandeiras que o partido defende sem voz no parlamento. Nesta eleição, enquanto todos os  lideres partidários tem corrido para filiar o maior número possível, temos nos preocupado em barrar aqueles que querem apenas se aproveitar do partido. Não acreditamos em conversão de última hora depois de termos passado 04 anos em um esforço desumano para dialogar com a sociedade.

Os aventureiros que agora querem o controle e o comando do partido quer apenas o direito de negociar, em palavras simples, vender o partido e tudo que construímos, e que acreditamos poder fazer um deputado federal e um estadual que vão carregar nossas bandeiras, defender a valorização do professor, um diálogo profícuo com os servidores públicos, a erradicação do trabalho escravo no estado, o combate a violência, e o exercício da tolerância na sociedade. São estas as razões pelas quais não queremos aventureiros por mais cordeiros que pareçam. O PPS tem um projeto, e o povo nos dará uma vitória histórica em Goiás.



[1] Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação, Secretário Geral do PPS de Goiânia e membro da Executiva Estadual de Goiás.