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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Por que fazer Política.


Nelson Soares dos Santos[1]
Recebi hoje uma convocatória para uma reunião da executiva do diretório municipal do PPS Goianiense. Como resposta pedi o meu afastamento em uma carta. A questão que me move é “Por que fazer Política”? A convocatória da reunião vem com uma pauta: eleições 2016. A questão é que mal terminamos a eleição de 2014, não fizemos nenhuma avaliação da participação do partido no processo eleitoral, e não sabemos qual será o real papel político do partido no ano de 2015.
É claro, dirão muitos, que estou sendo inocente. Dirão que quem manda no PPS Goiano é o Marconi e  que o partido fará tudo que o Marconi quiser ou mandar. Neste caso e se este for o caso meu afastamento é acertado. Não concordo com a política educacional, e tão pouco com diversas outras políticas do Governador. O pior é que se esta for mesmo à questão o açodamento em lançar candidato à prefeitura de Goiânia só está relacionado com a disputa de cargos na base do governador.  A disputa de cargos em um governo que está inchado, endividado e sem saber qual caminho tomar, não parece ser o que chamo de boa política.
Creio que de fato é hora de nos debruçarmos sobre a realidade dos municípios goianos e buscar propostas políticas para resolver os problemas das municipalidades, mas tudo começa com uma boa avaliação da executiva estadual do partido sobre qual o real papel o PPS pode exercer doravante no cenário goiano, dado que possui um deputado federal. Afinal, iremos defender as bandeiras da educação, da igualdade racial, da justiça social, da segurança pública, do fortalecimento do poder local, ou iremos apenas fazer o que o Marconi mandar?
A discussão política precisa preceder a discussão de pessoas e processos. Se não formos capazes de compreender o papel dos partidos políticos, e do próprio papel que o estado deve ter doravante, não seremos capazes de dar respostas efetivas as demandas da sociedade. Não. Não posso seguir o caminho de dizer sempre sim, de forma cega, surda e muda.


[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário.





Goiânia, 10 de novembro de 2014

D.D Deputado Federal  Marcos Abrão
Presidente do Diretório Estadual PPS – Goiás.
Senhor Darlan Braz de Oliveira
D.D, Presidente do Diretório Municipal PPS – Goiânia


Por meio desta dirijo-me respeitosamente a vós com dois objetivos: O primeiro é colocar a disposição meu cargo de Primeiro Secretário da Executiva Municipal do PPS Da cidade de Goiânia; o segundo, explicar o motivo de minha ação.
Coloco meu cargo a disposição por entender que o lançamento da candidatura a prefeito de Goiânia coloca o PPS metropolitano em novo patamar, e como é o atual presidente estadual o nome mais cotado para a disputa, entendo que o mesmo deve se sentir a vontade para reconstruir o partido, inseri-lo de forma mais orgânica na sociedade e construir novas pontes. Sendo assim, é interessante que tenha a liberdade de construir novas pontes, novos nomes que representem o pensamento atual do partido para Goiânia.
Não me sinto a vontade para esta construção nos moldes nos quais se deram as relações durante o processo eleitoral de 2014. Creio que é necessária uma nova recomposição. Como candidato, senti-me abandonado pelo partido, compromissos não foram cumpridos e planos e projetos foram abandonados. Acredito na política como instrumento de servir a sociedade, e que em seus aspectos internos e externos as atividades partidárias devem primar pela ética, pelo respeito e pela coerência. Por outro lado , todos tem conhecimento da minha discordância do apoio acrítico dado pelo partido ao Governo Marconi, enquanto este apoio perdurar, eu serei uma  voz do dissenso, uma vez que acredito que Goiás precisa de políticas progressistas em várias áreas, sobretudo em Educação, Segurança pública e promoção da igualdade, e não acredito que Marconi Perillo represente esta possibilidade.
Desta forma, deixo livre a direção estadual em Goiás para substituir-me na direção municipal do partido em Goiânia, licenciando-me de todas as atividades de direção no munícipio e permanecendo como filiado ativo do partido. O ponto de aglutinação é sempre a busca inteligente de quem faz política com P maiúsculo, desta forma estarei sempre aberto ao dialogo político programático. O PPS pode apresentar a sociedade um plano e um projeto para Goiânia e para Goiás, entretanto os sinais atuais, sobretudo de aparelhamento absoluto do partido pelo Governo do Estado não é uma questão programática.
Acredito ainda, que toda a direção municipal deveria colocar os cargos a disposição em uma demonstração de desprendimento para deixar livre a direção Estadual para uma recomposição programática da direção municipal.


Atenciosamente


Nelson Soares dos Santos.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O PPS e Igualdade Racial no Brasil.

 Nelson Soares dos Santos[1]


Na Cidade de Salvador para participar da reunião do Movimento Negro da Coligação na entrega da “Carta de Salvador” a Marina Silva pude conhecer melhor nossa candidata a presidente. Olhar calmo, demonstrando certo cansaço pelas atividades do dia, exalava uma bravura serena típica daquela característica habermasiana de quem compreende o papel do político na Esfera pública burguesa.  Na entrevista Coletiva, ouvindo Marina, fiquei  a lembrar das propostas feitas no Congresso Nacional do PPS, Partido Popular Socialista, pela criação de uma coordenação Nacional de Igualdade Racial e da tentativa de criarmos um movimento que plantasse um novo modelo de luta por igualdade racial no país.
Chamamos nossa proposta de “Política Humanista de Igualdade Racial”, por que nossa ideia não criar mais um movimento negro no país, mas reconhecer que o Brasil é o país da diversidade e que estamos condenados ao respeito às diferenças. Não significa que não compreendamos a necessidade imperiosa de implantação de políticas afirmativas que ajude a emancipar as massas excluídas de negros nos diferentes estados do país, mas mais que isso, significa que entendemos a luta por igualdade atrelada ao biônimo  - oportunidade iguais, Educação de qualidade.  O que não queremos é mais um movimento que instigue o ódio, o rancor, a ideia reparacionista que olha para o passado em vez de olhar para o futuro.
Na nossa “Política Humanista de Igualdade Racial”, não há lugar apenas para negros, mas para todas as minorias ou raças oprimidas no seio da sociedade. Trata-se de uma luta por emancipação de um país, na qual a educação de qualidade para todos tem lugar preponderante. É na formação de uma consciência política elevada, na formação humana integral que vemos a verdadeira emancipação, e para quais as políticas afirmativas como cotas etc, são apenas um instrumento passageiro, um meio para se alcançar objetivos maiores, por isso, determinadas políticas devem ser transitórias, sobretudo na vida dos indivíduos.
Uma política humanista de Igualdade racial e inspirada nas ações e lutas de Nelson Mandela e Martim Luther King, tem no aprendizado do amor, na inclusão, seu eixo central, e isso por que sabemos que “ninguém nasce odiando ninguém, e se aprenderam a odiar também podem aprender a amar.” ( Nelson Mandela.).  É para isso que defendemos a força da educação cultural, da mistura de culturas, do aprendizado da música e da arte clássica nas escolas públicas para que se dê a oportunidade do país ter ao seu dispor os seus melhores talentos. E por que não podemos sonhar com um Brasil onde tenhamos campos de futebol tenham negros, brancos e índios na mesma quantidade e do outro oposto, também nas orquestras sinfônicas, na pintura, nas profissões nobres como medicina, matemáticas tenham negros, índios e brancos na mesma proporção?
A luta por igualdade racial é por fim, uma luta por uma humanidade onde o conceito de raça perca importância e todos os seres sejam tratados como seres que tem vida humana e por isso dotados de talentos que somados podem levar a sociedade a um novo salto de evolução. Evolução esta que só é possível por meio de uma educação de qualidade, igualitária para todos, com fundamentos no bom uso da liberdade, da tolerância e da generosidade.  É esta a nossa luta. Enquanto houver um só ser humano oprimido, discriminado, vítima de preconceito esta luta será travada todos dias, todas as horas e sem nenhum descanço.



[1] Nelson Soares dos Santos é Licenciado em Pedagogia, Mestre em Educação Brasileira, Professor Universitário

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

1ª Carta Política,, - Quem Sou eu.

Sou professor Nelson Soares dos Santos, Professor Universitário, Técnico em Magistério, Licenciado em Pedagogia pela Universidade do Tocantins, Mestre em Educação Pela Universidade Federal de Goiás e com Doutorado Incompleto pela Pontíficia Universidade Católica de Goiás em Educação.  Nasci no Povoado de Ouro Minas, Nova Roma, cidade do Nordeste Goiano, Sou pai de duas filhas, e, Sou Candidato a Deputado Estadual e meu número é 23.345.
Sou candidato por que acredito que a vida que queremos ter nós a podemos construir. Durante toda minha vida trabalhei diuturnamente em diversas áreas da sociedade como voluntário, mas foi na política que dediquei grande parte do meu tempo. Aos 12 anos de idade eu já militava pela em defesa da Educação Pública e embrenhava pela luta em favor de melhores condições para os educadores. Na época, liderados pelo então Presidente do Sintego Niso Prego e Osmar Magalhães. Participei ativamente das discussões da primeira LDB, e de todas as discussões que deram origem ao sistema Educacional Pós-ditadura militar. Fui Presidente do Grêmio Cívico Escolar no Colégio Estadual Germana Gomes, quando em 1986, fui um dos líderes estudantis a participar da Grande Conferência Educacional Estadual ocorrida no Colégio Hugo Carvalho Ramos.
Estudei no Instituto Adventista Brasil Central, órgão do Sistema Educacional da Igreja Adventista do Sétimo Dia, onde recebi sólida formação Cristã, fundada na tolerância religiosa e na cultura clássica em Geral. Em seguida, iniciei a vida profissional como professor na Rede Estadual de Ensino no ano de 1993, quando cursei o Técnico Magistério, e, a Licenciatura Plena em Pedagogia, que conclui no ano de 1999. Durante o curso de Pedagogia fui militante do Movimento Estudantil, tendo participado ativamente do Movimento SOS Unitins que contribui para com a Instalação da Universidade Federal do Tocantins e a manutenção do Campus Universitário de Arraias.
No ano de 1999, fui aprovado no Mestrado em Educação, e por que, a Secretária Raquel Teixeira, movida por perseguição política junto a sua equipe negou-me qualquer tipo de licença fui obrigado a escolher entre a demissão de um concurso público onde era professor efetivo da Secretaria de Estado da Educação e o abandono do mestrado. Escolhi o Mestrado, mudei-me da cidade de Campos Belos para Goiânia e segui a luta pelo sonho de ser doutor em Educação e contribuir para a construção de oportunidades iguais na educação.
Entre os anos de 1998 e 2004, fui membro filiado, militante e dirigente do Partido Comunista do Brasil, onde tive a honra de conviver com grandes  homens como Aldo Arantes, João Amazonas, Adalberto Monteiro e Marcos Araújo; tendo sido eleito no ano 2000, membro do Secretariado do Comitê Estadual do Partido e delegado ao Congresso Nacional do mesmo. No PC do B, ainda fui Militante da Unegro quando participei ativamente da aprovação da Lei de Cotas em Goiás, e, participado de forma efetiva das lutas políticas no campo da Juventude e da Educação.
Em 2006, filiei-me ao PPS – Partido Popular Socialista, onde continuei a luta em favor das minorias e na defesa da uma educação de qualidade. No Ano de 2011, participei como Delegado ao Congresso Nacional do PPS, quando propus que o partido deveria reforçar sua concepção humanista de sociedade e adotar a defesa da educação de qualidade para todos como uma luta coletiva do partido. Ambas as propostas foram aprovadas como resoluções e podem ser consultadas no site do partido. Como resultado desta discussão o PPS passou a ser ator ativo nas discussões sobre política Educacional do País, tendo realizado uma conferência nacional sobre Educação para os seus militantes e dirigentes com a participação do Senador Cristovam Buarque; votado favoravelmente a maiores investimento na Educação, como a aprovação dos 10% do PIB, o investimento da receita advinda dos Royalties do Petróleo, e diversas outras discussões no campo da Economia Educacional. Temos defendido também a aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional, para garantir a boa gestão e aplicação dos recursos na educação.
Por meio do nosso Presidente Nacional,  Dep. Roberto Freire, e nosso líder da Bancada Federal Deputado Rubens Bueno, o partido procurou pautar pelo equilíbrio nas discussões envolvendo as minorias, sempre buscando a efetivação da igualdade de oportunidades, a construção de uma sociedade humanista e a qualidade de vida como um direito. Foi assim nos episódios envolvendo Marcos Feliciano e a Causa Homossexual. Tem sido assim em todas as discussões onde a pauta é a aquisição de direitos por minorias. Nossa luta é pela efetivação da igualdade de oportunidades e por garantir o direito de liberdade a todos, respeitando as diferenças existentes na pluralidade da sociedade brasileira.
Atuação em Goiás.
Em Goiás, participei de todas as lutas educacionais. Fui palestrante em diversas conferências Municipais de Educação, professor na Universidade Estadual de Goiás, Professor na UFT, Campus de Arraias, Professor Substituto na Universidade Federal de Goiás, Professor Efetivo na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Goiatuba ( FAFICH), sendo atualmente professor na Faculdade Delta. Sou defensor de uma Educação que propicie formação Humana, e não apenas intelectualize o aluno, e procurei sempre em minha atuação pautar por isso.
No Ano de 2010, mesmo fazendo parte da base do Governador Marconi Perillo e tenho apoiado o mesmo em todas as eleições para Governador desde o ano de 1998, me insurgi contra com “Pacto da Educação”,  por que considerei que era um crime contra os educadores de Goiás, e um falácia contada a sociedade o plano idealizado e levado adiante pelo então dep. Federal Thiago Peixoto. O plano retirou direitos adquiridos dos professores, pretendia implantar um modelo estranho no campo da educação, que só não foi adiante devido os escândalos de corrupção que estouraram, e a resistência do Movimento espontâneo dos professores, aos quais cerrei fileira desde os primeiros momentos. Tentei contribuir, em vão, para que o Governador ouvisse os educadores e propusesse um pacto verdadeiro que pudesse transformar a educação de Goiás em modelo para o Brasil. Mesmo com a mobilização da maioria dos especialistas da área do Estado, o Governador não ouviu a sociedade, o que me distanciou do Governo e trouxeram prejuízos políticos práticos a todo o partido do qual faço parte.

No ano de 2013, lancei-me pré-candidato a Governador, por acreditar que a sociedade anseia por uma nova forma de fazer política. Entretanto, devido as lutas internas, os bastidores dos partidos políticos, coligações, modelo de fazer política fundamentada no financiamento milionário das campanhas, o que consegui foi ser candidato a deputado estadual, e espero, com o apoio do povo ser eleito para continuar esta luta sem trégua, sem medo, sem titubeios e com a firme resolução de servir ao bem comum. Este sou Eu. Prof. Nelson Soares dos Santos e quero ser o seu deputado Estadual.

sábado, 12 de julho de 2014

Balanço e Propostas de campanha.

Nesta Sexta -Feira, avançamos um pouco mais no nosso trabalho. Além das questões burocráticas, ouvimos, pessoalmente, ou por meio das redes virtuais, diversas propostas que podem ser incorporadas no nosso trabalho político doravante. Vejam as propostas mais interessantes:
1> Campanha Propositiva. - A maioria das pessoas que nos incentiva nesta luta acreditam que o melhor mé fazermos uma campanha propositiva. Nada de que ficar falando de A ou de B. apenas buscar compreender as necessidades do povo e sintonizar com elas.
2. > Fim das Cotas e efetivação da igualdade de oportunidades aliadas ao mérito. Uma proposta interessante, embora possa ser polêmica. Hoje, as cotas são uma forma de inclusão, embora já saibamos que elas possuem uma série de inconvenientes. A proposta de se lutar por uma escola igual para todos na base, e diferenciar pelo mérito intelectual de cada um já é adotado em alguns países. Creio que é uma questão que merece discussão.
3. > Projeto de lei que deduza os impostos das Universidades particulares e ou empresas que investirem em pesquisa e desenvolvimento. Esta também já é uma proposta que existe em outros país, e creio que pode ser viável no Brasil, no entanto, é de alçada federal e teria de ser discutido com o candidato a deputado federal do PPS. É uma proposta que pode sim, alavancar a pesquisa no país.
4. Defesa da definição de um piso digno para os Professores. Hoje, dizem muitos, os talentos estão fugindo da Educação. O setor Educacional não consegue atrair pessoas com alta qualificação por que paga mal, seja na Instituição Pública ou privada. A definição de um piso digno, ( muitos sugerem seis mil reais líquidos), poderia ajudar a atrair pessoas com qualificação e talento para educar, e evitar o déficit enorme que existe de professores no país, sobretudo na Educação básica.
5. > Titularidade e Mérito: Muitos professores com quem tenho conversado tem dito que é imperioso que se respeite os direitos adquiridos e que se lute para que se recupere a titularidade perdida pelos professores goianos. Creio pacificamente que é possível lutar e vencer a luta para recuperar cada centavo perdido pelos professores de Goiás. Desde o início me posicione contra o " Pacto pela Educação" e a forma como o mesmo foi feito, Tenho total disposição de ouvir todos os educadores sobre a questão. E acredito que é preciso aliar o mérito a titularidade.

Por fim, semana que vem estaremos finalizando as propostas e definindo os caminhos por onde trilharemos nossa luta nos próximos quatro anos. Estamos abertos a ouvir mais propostas, nosso desejo é nos colocar a servição da sociedade. Aqueles que quiserem nos dar mais sugestão podem usar este espaço para fazê-lo ou comentar as propostas aqui colocadas. A única recomendação é que nosso trabalho é propositivo, não havendo espaço para xingamentos a quem quer seja. O que queremos é solução para os problemas e caminhos para tornar a sociedade mais igualitária.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Três princípios básicos para uma Política Educacional


Nelson Soares dos Santos[1]

No ano de 2010, coloquei-me o desafio de trabalhar na discussão de uma nova política educacional para o nosso país. Naquela época entendia que, o primeiro passo, para que pudéssemos ter uma discussão verdadeira sobre Educação era ter um partido político onde seus dirigentes se comprometessem a discutir a questão com seriedade. Sendo assim, propus como delegado, no Congresso Nacional do Partido Popular Socialista que fosse aprovado uma moção na qual todos os dirigentes, militantes, parlamentares e gestores do Partido deveriam encarar a educação como elemento prioritário da política do partido.
Os resultados foram bons. No nível federal, os parlamentares passaram a participar efetivamente da discussão da política educacional, o partido assumiu uma cadeira na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e participamos ativamente da aprovação do Novo Plano Nacional de Educação. Internamente, a questão educacional foi discutida em Conferência Nacional do Partido com militantes, dirigentes e simpatizantes, com a presença do Senador Cristovam Buarque, um ícone na luta por uma educação de qualidade para o país.
No congresso de 2103, propusemos que a questão educacional passasse a ser alvo de discussão nos processos internos do partido, buscando envolver as bases municipais e estaduais. Desde então, como membro do Diretório Nacional do Partido estamos buscando travar esta discussão dentro e fora do partido, por entender que a sociedade não pode esperar mais. No artigo anterior, analisamos alguns argumentos que nos levam a crer que a sociedade está exausta deste modelo de educação que está vigente: um modelo que tem contribui para aprofundar as desigualdades e destruir o que resta de qualidade na educação que o estado coloca a disposição para a maioria do nosso povo.
Três Princípios.
Neste sentido, que revelamos agora os três princípios que nos levam a crer ser possível um novo modelo de política educacional capaz de contribuir para elevar a consciência do nosso povo, uma educação fundada no humanismo e no que tem de melhor nas conquistas da humanidade.
Primeiro: Leis claras e eficientes. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional sempre foi considerada pelos educadores uma lei ambígua mas a situação que se encontra atualmente é ainda pior. A tentativa de regulamentar a lei por decretos, emendas, etc., tornou-a um  monstro  de muitas cabeças que mais  prejudica do o que contribui para o surgimento de iniciativas criativas que promovam um ensino de qualidade. Precisa-se reformular completamente a  Lei Nacional de Educação, desta vez, construindo-a sob o marco da participação efetiva da sociedade por meio das instituições organizadas já existentes.
Segundo: Infraestrutura de qualidade. A educação pública carece, mais do que nunca na história deste país, de uma infraestrutura de qualidade. Por onde se anda o que se vê são colégios públicos caindo aos pedaços. Os munícipios não tem conseguido cumprir o papel a eles destinados na consecução dos objetivos educacionais e tão pouco os estados. É claro que há muita corrupção, mas há também uma desorganização na gestão do processo de organização do Sistema Educacional que precisa ser corrigido com urgência.
Terceiro – Investimento em Pesquisa e formação de professores que crie uma superestrutura de qualidade. Na atualidade quando se fala em discutir educação corre-se o risco de cair em uma rinha onde de um lado estão os petistas, e de outro os anti-petistas. Ambos os lados esquecem que a construção de uma proposta educacional não se dá pela paixão ideológica exacerbada e sim com investimento pesado em pesquisas na área das ciências humanas, na antropologia e sociologia da sociedade Brasileira. Enquanto os contendedores se matam na rinha, o déficit de professores aumenta na rede básica e, já atinge até mesmo a Universidade, o número de pesquisas de qualidade caem, e, qualidade da educação cai a olhos vistos. Precisamos de uma discussão que parta do que se tem melhor dos resultados de pesquisas na área, esquecendo as paixões ideológicas e com o único objetivo de reformular o sistema Educacional Brasileiro para dar as novas gerações capacidade de participação no sistema mundo ao qual estão expostos.
Destes três princípios podemos retirar todos os fundamentos de uma proposta humanista de Educação, uma proposta avançada que nos leve a um modelo de educação que de  fato possa elevar o desenvolvimento moral e intelectual da sociedade, dando assim uma grande parcela de contribuição para que o país alcance a  condição de  desenvolvido nas próximas décadas. Muitos dirão que é uma utopia. Nós acreditamos que poderá ser apenas uma utopia se não estivermos dispostos a construir, mas não o será, na medida em cada cidadão se dispuser a compreender que não existe desenvolvimento humano ou democracia sem que o país ofereça ao seu povo uma educação de qualidade que a todos, no mínimo, oportunidades iguais no ponto de partida.



[1] Nelson Soares dos Santos é professor Universitário, Licenciado em Pedagogia, Mestre em Educação Brasileira,  membro do Diretório Nacional do PPS.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Argumentos que justificam a mudança dos rumos na Política Educacional


Nelson Soares dos Santos[1]

Desde 2010 venho insistindo que o PPS, ( Partido Popular Socialista), do qual sou militante e dirigente assuma um protagonismo na luta por uma educação de qualidade. Em 2010, aprovamos uma resolução pela qual os parlamentares do partido passariam a luta e apoiar as causas da educação. Desde então, o partido participou ativamente das lutas para aprovar o Plano Nacional de Educação e toda as medidas, as quais acreditamos contribui para avançar a valorização da educação como política pública. Em 2013, aprovamos uma moção na qual a luta pela educação de qualidade se tornou um dos eixos de luta prioritários do partido.
Embrenhamo-nos nesta luta não apenas por ser educador e sensível ao sofrimento que vive os profissionais da Educação do país, e ao processo de desvalorização que vem se dando ao campo educacional; mas, sobretudo, por acreditar que pensando um modelo de educação é na essência pensar um modelo de sociedade. E se nós queremos um modelo de sociedade fundada no humanismo, na democracia e na busca da igualdade como eixos fundamentais, é pela valorização da Educação e definição de rumos da mesma que devemos começar. Entendemos que o Partido dos Trabalhadores fez uma leitura equivocada do conceito de Educação Democrática e Socialista a partir das leituras de Marx e Gramsci, e mesmo  das propostas de gestão democrática da Educação presentes nos estudos e pesquisas dos estudiosos brasileiros.
O respeito a liberdade e a diversidade vem sendo confundindo com a imposição de uma concepção de minorias sobre a maioria, na tentativa de impor uma “moral das minorias” por meio da imposição de didáticas e conteúdos nos processos educativos e de desenvolvimento das novas gerações. O respeito à gestão democrática e a participação popular vem sendo confundido com algum tipo de libertinagem, e, sobretudo de um nivelamento por baixo, onde nenhum aluno é reprovado, todo mundo se forma em alguma coisa e o mérito vai sendo abandonado como um cachorro sarnento em algum canto da sala, sujo e sem cuidados. Os conselhos e sindicatos vão se transformando em instrumentos de luta pelo poder, em vez de cumprirem o  papel de espaços de discussão de descobertas de novos caminhos que valorizem o mérito e a evolução da sociedade.
A expansão do acesso ao Ensino Superior e a Pós-Graduação vem sendo acompanhado de uma queda vertiginosa da qualidade do ensino. E é natural hoje, no Ensino Superior encontrar estudantes que não sabem ler, interpretar, ou realizar as quatro operações. E  o que é pior, a burocracia do MEC, ( Ministério da Educação) impede as Universidades de realizar experiências inovadoras no campo da formação de novos educadores, e ou mesmo, experiências formativas nas mais diversas áreas. Há uma confusão entre o papel dos Institutos Federais de Ensino Superior e das próprias Universidades, e no final, nem um e nem outro consegue realizar a contento o papel do qual a sociedade precisa que é formação de qualidade, pesquisa básica e aplicada de forma suficiente para o avanço do desenvolvimento do país.
Há  um crescente déficit de  profissionais na área, contribuindo ainda mais para a queda da qualidade. E isso, provocado pelos baixos salários e a desvalorização do educador do nível básico ao superior. Na Educação Básica e Ensino Médio, acrescenta-se o equívoco de concentrar as verbas financeiras no poder central, quando o mais correto seria valorizar o poder local e o investimento em cidadania de qualidade. Entretanto, o mais grave é a utilização da educação e dos livros didáticos como instrumentos de propagação ideológica, quase sempre desrespeitando direitos de minorias, ou, de maiorias, o que gera a intolerância, o ódio, e a divisão no seio da sociedade.
Junte-se a tudo isso, a dificuldade que tem o governo de regulamentação do Ensino Privado. De um lado um ensino público de péssima qualidade, do outro temos um ensino privado com um preço esdrúxulo, considerando que todos nós já pagamos impostos para sustentar a educação de nossos filhos. O ensino privado se transformou em um mercado rentável e instrumento de lobby poderoso, tendo assentos dos mais diversos, nos conselhos, e, com a presença de grandes empresários que estão preocupados apenas com o lucro que advém da atividade educacional.
É hora de se debruçar sobre a questão da Educação Nacional. Não podemos mais adiar. A discussão sobre as políticas públicas educacionais é, neste momento, a definição de que tipos de sociedade e de país querem ter nos anos vindouros. Aceitar que tudo continue como está é sutilmente admitir que não queira mudar. E, por mais que muitos queiram comemorar a aprovação recente do PNE – Plano Nacional de Educação, mesmo que todas as metas nele presentes venham a ser alcançadas ( o que é quase  impossível); existem pontos que precisam ser mudados pois não representam os verdadeiros anseios da sociedade Brasileira. Em uma educação humanista o que está em jogo é a formação e elevação da consciência do cidadão, e isso, se faz valorizando o mérito e o desenvolvimento pessoal, e não por decreto.




[1] Nelson Soares dos Santos é professor Universitário, membro da Executiva do Diretório Metropolitano do PPS, - Goiânia, membro do Diretório Regional e membro suplente do Diretório Nacional do PPS.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

As mentiras de um Governante e o lixo pela cidade.


Nelson Soares dos Santos[1]
Um dos problemas graves de uma democracia é que nem sempre se é governador pelos melhores. É muito difícil que em uma democracia os governantes sejam os melhores, por que, ser governado pelos melhores seria uma Aristocracia, e para que fosse possível uma aristocracia existir em um regime democrática deveria haver um nível muito alto de formação  política e mais ainda, uma ética inolvidável dos cidadãos. Entretanto, mesmo na democracia é preciso critérios, e espera-se dos governantes que tenha respeito pelas leis e alguma forma de observância de uma  ética que mantenha a sociedade saudável.
Os Governos do PT tem prestado um desserviço a sociedade. Mais de uma vez ficou patente nos noticiários dos jornais que os governos vem mentindo. A mentira é um mal terrível e quando vem de uma pessoa pública é perigoso por que é como se dissesse para o cidadão comum: “ Olha, eu faço, e se eu faço, você também pode e deve fazer”. Tal atitude tem sido frequente em Goiás, e aqui não é apenas governos do PT que o fazem. Há exemplos de inúmeras promessas que não passaram de mentiras contadas, utilizadas como um instrumento corriqueiro de se enganar o povo.
Hoje, no entanto, um exemplo gritou aos meus ouvidos. No jornal do meio dia, da TV Anhanguera o apresentador inquire o prefeito de Goiânia sobre a situação do Lixo na capital, e este, afirma peremptoriamente que está tudo resolvido. O apresentador questiona, e ele repete com ainda mais firmeza. Em seguida o jornal passa a exibir cenas de lixo espalhado por diversos bairros, pessoas reclamando, e ainda pior, o próprio secretário do prefeito, desmentindo o chefe, admite que ainda existam muitos problemas na coleta de lixo. A mentira está configurada, demonstrada, provada, não tendo nada mais a discutir.
São muitos problemas de Goiânia. Greve dos professores, da Guarda municipal, serviços parados, ( dizem que até o prefeito está sem carro por que não pagou o aluguel da frota), servidores descontentes com perdas de direitos; mas a mentira torna tudo mais grave. A mentira é a mãe de todos os males. Onde há mentira há roubo, há assassinatos, traições e tudo que a mentira pode encobrir. Espera-se de um homem público, no mínimo um pouco de verdade e sinceridade. O Paulo Garcia não está sendo sincero e sequer falando a verdade com a sociedade. Quando se nega a isso provoca ira e revolta no cidadão trabalhador e isso não é bom pra sociedade.



[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário, membro do Diretório Estadual do PPS Goiás, e suplente do Diretório Nacional.

Cinco razões para votar em Eduardo Campos (PSB) sem precisar falar mal do PT



Nelson Soares dos Santos[1
]
A guerrilha eleitoral nas redes sociais já começou. É uma guerra suja que tende a destruir reputações e até mesmo vidas, uma vez que muitos envolvidos pela emoção não medirão as consequências das palavras tresloucadas que deixarão no ar. Parece que o único meio de defender o candidato no qual se acredita é falando mal dos adversários. Em algum momento ate parece que não são adversários, são inimigos. E corre-se o risco de laços familiares se enfraquecerem, amizades se desfazerem por causa de uma paixão momentânea que a grosso modo, a história mostra que não há justificativas para tanto. Por isso revolvi meditar e encontrar dez razões que justifique meu voto em Eduardo Campos sem que seja preciso falar mal do PT.
1ª Razão. Arejar a democracia. O PT está a 12 anos no poder. Quem estuda ciência política sabe que quando um governante fica muito tempo no poder cria-se uma forma de crostas, uma turma de puxa-sacos, sanguessugas que passam a sugar o bem público sem dar contrapartida a  sociedade. Outra questão, é que o poder naturalmente desgasta. No caso do PT há diversos desgastes inolvidáveis como o caso do Mensalão, o esquecido caso dos Correios, o caso Erenice Guerra, e tantos outros aqui e acolá, como aquele do dinheiro na cueca. Indiferente se é verdade isso ou aquilo, a verdade é que há um desgaste imenso dos dirigentes do PT, dos governantes do PT, e do partido como um todo. Um tempo na oposição pode ajudar o partido a se oxigenar, renovar, reencontrar os princípios de esquerda, a ética pela qual foi criado.
2ª Razão. Continuar o movimento a Esquerda. Todo governo que se propõe a fazer mudanças tem certo limite. No caso do PT, é preciso ter coragem de dizer que o PT deu boas contribuições a sociedade, sobretudo na área social, certo investimento em Educação ( ainda que na minha opinião com rumos equivocados), conseguiu até agora manter a economia dentro de certos parâmetros ( ainda que agora vemos a inflação ameaçar a todos) e, vivemos sim, não sem luta um período de democracia. Entretanto, o PT se encontra no limite. Aliou-se com o que tem de mais conservador na política brasileira como Paulo Maluf,  Jader Barbalho, Sarney, etc. Para continuar este movimento de avanços nas causas sociais é preciso virar um pouco mais a esquerda e se desvencilhar destas companhias. Eduardo Campos pode ser a oportunidade.
3ª . Desfocar do Socialismo a Hugo Chavez, para um Humanismo Socialista. O PSB, é um partido que sempre teve uma tradição social democrata avesso a ditaduras. E hoje, a forma como se gere o país coloca-nos sob a ameaça de uma ditadura da maioria manipulada sobre uma minoria que trabalha e produz que pode não ser bom para as futuras gerações. A luta pela igualdade social, igualdade racial e todas as formas de igualdade não deve ser construída pela força, mas sim, por alto investimento em Educação e serviços públicos de qualidade.
4ª – Rediscutir o Papel do Estado. A instituição do Estado se encontra em crise. É preciso rediscutir o papel do Estado na sociedade. De um lado está o chamado estado mínio do neoliberalismo, de outro um excesso de concentração de poder e de regulação que leva o Estado a querer regular até a vida privada os indivíduos. Por estar muito tempo no poder o PT perdeu a força para discutir com a sociedade civil e o mercado qual papel de cada um na construção do futuro, sobretudo, por que os governos atuais estão imersos e dominados até a alma pelo mercado, sobretudo pelos banqueiros.
5ª. Por que sim, por que é hora de mudar. O PT ficou 12 anos no Poder. E fez algumas coisas, outras nem tanto. A verdade é que muita coisa já não vai bem. O PIB já não cresce há vários anos. Os Estados estão endividados. Muitas grandes prefeituras estão quebradas. Muitas reformas precisando ser feitas. O Pacto federativo precisando ser discutido. O endividamento familiar só aumentando. A economia já não vai bem. Então é hora de mudar, renovar o time. E quando chega a hora de mudar as coisas só se ajeitam mudando.
O que precisamos entender é que o Brasil tem direito a mudar. Faz parte do exercício da democracia optar por algo ainda não experimentado. Montar um time novo, propor novas experiências, aprofundar escolhas. Votar em Eduardo Campos é optar por um socialismo de novo tipo, um socialismo humanista que se de um lado se preocupa com a igualdade, com o combate a fome, a pobreza e a tantos males que assola a sociedade, não se esquece de que cada cidadão precisa aprender a receber com uma mão e a doar com a outra. Votar em Eduardo Campos é aprofundar o sentido de ser cidadão e de se exercer a cidadania. Então não preciso falar mal do PT para votar em Eduardo Campos, preciso apenas saber que é a oportunidade de melhorar tudo que pode ser melhorado.



[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário, membro do Diretório Regional do PPS Goiás, e suplente do Diretório Nacional. 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Diário de um Perplexo: O PPS e a Luta contra a Cidadania Mitigada.



Nelson Soares dos Santos[1]

O PPS tem um histórico de lutas em defesa de uma Goiânia Melhor. No Governo de Pedro Wilsom teve a vice-prefeitura na tentativa de oferecer a cidade dias melhores. Conhecendo os rumos que o PT dava a forma de administrar, rompeu com o PT e nas eleições seguintes apoiou o candidato do PP. Em 2006, lançou candidato próprio na disputa pela prefeitura, aliado ao Partido Verde, quando o partido já apresentava sua vocação em defesa da sustentabilidade. Em 2010, lançou chapa aliado ao PMN ( Partido da Mobilização Nacional), desta vez na luta para evitar o descalabro que hoje reina por todos os lados.
Em todas as situações o PPS defendeu uma Goiânia Criativa, humanista, democrática, sustentável, com valorização da Educação e dos educadores. O PPS defendeu uma gestão focada no poder local, na valorização da cidadania, na participação popular, no respeito as leis e no que tem de mais nobre no ser humano. O PPS sempre lutou para que Goiânia crescesse de forma moderna, criativa, e se tornasse uma cidade digna do seu passado, orgulhosa do seu presente e confiante no seu futuro. Entretanto, não é esta a Goiânia na qual estamos vivendo.
A situação de Goiânia está caótica. Isso é notícia em todos os jornais, inclusive em outros estados da Federação, Goiânia já virou manchete daquilo que o PT consegue produzir de pior no país. O que acontece em Goiânia é fruto de uma cidadania mitigada. Pior que transformar diversas cidades em caos o que de pior o PT está produzindo é um tipo de cidadania pobre. Na tentativa de se manter no poder, o partido utiliza mecanismos dos mais diversos e nem sempre republicanos. Em Goiânia, cortou a insalubridade de servidores da saúde, ao invés de cortar nos cargos comissionados. Há notícia de servidores em cargos administrativos ganhando menos de um salário mínimo, caso de telefonistas e auxiliares administrativos que sem os complementos e benefícios tiveram salário líquido de 400 reais.
O Partido dos Trabalhadores não dá a mínima para professores e outros servidores em greve. Já não se preocupa se milhares de famílias vão enfrentar dificuldades financeiras pelas perdas dos benefícios oriundos de uma gestão incompetente. O Partido dos trabalhadores é um partido que já não se importar se há ou não trabalhadores em situação de miséria. Pior, as ações e atitudes dos seus gestores pode levar diversos servidores, trabalhadores ao aumento do endividamento familiar. O partido dos trabalhadores já não mais se importa com a defesa do bem estar dos trabalhadores.
Mas por que se vota tão mal? Por que se escolhem gestores e políticos tão ruins? A resposta está no tipo de cidadania que tem se construído no Brasil. Vivemos em uma época de cidadania pobre, de não participação política, de dependência quase total da sociedade em relação ao estado. Os jornais não são capazes de fazer uma análise profunda da situação vivida, do nível de corrupção que vive as instituições políticas por que sobrevivem basicamente da mídia do Estado. Diversas empresas só sobrevivem graças aos mecanismos de licitação do Estado. E, para além, disso, criou-se uma classe média que vive da assistência social do Estado.
A cidadania pobre leva o cidadão a não participar dos sindicatos, e estes, a estarem totalmente dependentes dos gestores políticos. Na verdade os sindicatos se transformaram em braços  das máquinas de fazer política e lutar pelo poder de alguns partidos políticos. Os sindicatos já não defendem mais seus afiliados, mas apenas os interesses de grupos na busca pelo poder do estado. E tudo se transforma em um ciclo vicioso, onde o egoísmo e o interesse próprio é quase que a única coisa que reina  e faz mover todos os entes  da engrenagem. O PT de Goiânia, é hoje o exemplo mais claro desta cidadania pobre, mitigada. Um exemplo de pobreza política que está colocando em risco o futuro de uma geração.  E para não esquecer, parece que tudo pode piorar pois já há reportagens especulando que o lixo pode voltar as ruas. Quando o PT administra o que está ruim sempre pode ficar pior.




[1] Nelson Soares dos Santos  é Professor Universitário, membro do Diretório Regional do PPS – Goiás e membro suplente do Diretório Nacional do PPS.

PPS 2014 – A Oportunidade de Construção de um partido Nacional.

Nelson Soares dos Santos[1]

Quando definiu em seu Congresso Nacional, instância soberana, apoiar a candidatura de Eduardo Campos para Presidente da república e arregimentar forças para derrotar o Lulo-Petismo, o PPS, pode ter feito mais do que se vê nas aparências. Na verdade, colocou-se a si mesmo o desafio de dizer a sociedade se quer ser um partido com Força Nacional ou se continuará a ser um partido médio e coadjuvante de outras forças de oposição ou situação. E, esta questão será definida pela forma com que cada diretório regional vai lidar com a liberdade de fazer coligações regionais, e, ao mesmo tempo cumpri a deliberação feita no Congresso Nacional de apoio a Eduardo Campos. Na verdade, o partido estará lidando com um dos desafios da modernidade: a afirmação ou não da importância da Instituição “Partido Político”.
É sabido de dirigentes, militantes e simpatizante dos partidos políticos, que estes enfrentam uma crise de reafirmação perante a sociedade, e que é cada vez maior o número de cidadãos que procuram se afastar da política pelos mais variados motivos. Esta crise, em grande parte motivada pelo alto nível de corrupção na política, pela incapacidade dos governantes de propor soluções para melhorar a vida do povo, embora não atinja apenas os partidos políticos, tem produzido um isolamento e uma dificuldade imensa para que os mesmos cresçam em número de militantes e simpatizantes diante da sociedade. Daí por que a importância da coerência e unidade  na ação política.
Acrescente-se o fato de que as redes sociais contribuirá para o confronto entre os diversos posicionamentos do partido nos diversos estados. Não será difícil para a população perceber a existência de diversos partidos de acordo com a conveniência ( se houver) das lideranças nos mais diversos estados, principalmente se além de apoiar candidatos diferentes, vier apoiar um candidato a presidente que não defende as propostas adotadas pelo partido. O partido se fortalecerá nacionalmente na medida em que todos os candidatos, dirigentes e militantes do partido se unir em defesa das propostas chaves que fazem a razão de existir da agremiação.  A defesa da valorização da Educação, da sustentabilidade, de um novo  modelo de saúde e de segurança pública devem se fazer presente nas discussões onde o partido se fizer presente, com voz forte na defesa da radicalidade democrática e do humanismo que são os fundamentos da sociedade que almejamos.
É hora de termos uma só voz. Uma voz que diga aos brasileiros de todos os cantos do nosso país que há um grupo de homem e mulheres que se uniram sob a bandeira do humanismo, da democracia de do socialismo; e que possuem um único desejo que é de construir uma sociedade com justiça e equidade social. Um país onde todos possam ter igualdade de oportunidades e o direito de sonhar, lutar e alcançar condições de viver melhor. Mais do que o momento que se vive, o partido decidindo ser único em todos os estados estará plantando as sementes de um amanha, um amanha glorioso no qual poderá mostrar que a política pode ser um ato de servir e contribuir para evolução da comunidade na qual vivemos, do nosso estado, do nosso país e de toda a humanidade.



[1] Nelson Soares dos Santos é professor Universitário, membro do Diretório Regional de Goiás, e membro Suplente do Diretório Nacional.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Diário de um Perplexo: Goiânia merece mais.


Nelson Soares dos Santos[1]

Os Educadores da cidade de Goiânia estão em greve, noticiam os jornais do Estado. Reivindicam mais uma vez melhorias nas condições de trabalho, melhores salários, mais respeito, etc. Estão certos os educadores. Greve é um direito constitucional e deve ser usado sempre quando o poder público ou os patrões se recusam a ouvir as necessidades dos trabalhadores. Entretanto, a questão na cidade de Goiânia é extremamente mais grave. O problema dos educadores da cidade de Goiânia pelo que se lê nos jornais, e se vê em todos os cantos da cidade é um dos menos graves. Goiânia está mergulhada em uma crise que nunca vi nos últimos vinte anos da história da cidade. É de longe, a pior gestão dos últimos 30 anos de história.
Recentemente o lixo esteve espalhado por toda a cidade. Era lixo que não acabava mais. No setor Sudoeste,  era possível ver urubus voando sobre os lixões espalhados pelas ruas, e até, mesmo os setores mais nobres, as ruas principais, e os parques, todos tiveram sua cota de lixo apodrecendo. A razão – fruto de uma péssima gestão da Comurg  ( Companhia Municipal de Limpeza da Cidade) que acumula diversos escândalos de Corrupção. Agora veja, como falar de Cidade Sustentável um gestor que deixou a cidade cheia de lixo por mais de vinte dias?
A Guarda Municipal está em greve. Segundo se sabe, o plano de cargos e salários da Categoria teve adiado a implantação por seis meses devido a crise financeira da prefeitura. E pior, diversos serviços estão parados por falta de pagamento incluindo o aluguel da frota de veículos utilizados pela Guarda Municipal. Agora veja, como falar de cidade sustentável em uma gestão que não consegue manter a Guarda Municipal nas ruas?
Os servidores públicos da Prefeitura estão assustados. Trabalham o mês todo sentindo medo de que no final do mês  podem não ter o dinheiro do seu salário disponível para sustentar suas famílias. Recentemente, o secretário de finanças avisou que a prefeitura não vai pagar a data-base dos servidores, alegando que não se tem condições financeiras para arcar com os custos. Como falar de cidade sustentável quando se espalha o medo nas mentes, nos corações e nas almas daqueles que  servem diuturnamente aos cidadãos?
Poderia aqui se falar de muitas outras coisas como serviço de tapa-buracos, a questão da saúde precária, os parques, etc. Mas a realidade é tão cruel que dá medo falar e sentir-se contribuindo com o aumento do medo, da insegurança e do terror na cidade. E de se pensar que este Governo que aí está se elegeu com o mote da “Sustentabilidade”. Cidade Sustentável – diziam eles. O que se vê é uma situação insustentável.  Justificativa suficiente para justificar a greve dos professores por que só um povo com uma educação de péssima qualidade pode eleger um governante capaz de tamanho descalabro. No Ano da Eleição escrevi um artigo dizendo que se eleito Paulo Garcia seria um descalabro, e que Goiânia merecia muito mais. Alguém tem dúvida agora que Goiânia Merece mais?



[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário, Membro do Diretório Regional do PPS – Goiás, e membro do Diretório Nacional do PPS.

domingo, 25 de maio de 2014

A questão Educacional e as Eleições do Sintego.



Nelson Soares dos Santos[1]

Os últimos anos não foram bons para a Educação. Os salários são ruins, a infraestrutura é péssima, as verbas são insuficientes, os professores estão adoecendo, a gestão e os resultados são os piores do mundo. Isso praticamente todos aqueles envolvidos no processo educativo e nas políticas educacionais possuem a consciência. A questão é que quando se resolve buscar um culpado o primeiro apontado são os gestores públicos, mais especificamente prefeitos, governadores e Governo Federal. O que poucos tendem a observar é a contribuição que tem dado os pais e os próprios profissionais da Educação  para a construção da decadência da escola ou da Educação pública neste país.
Eu poderia falar sobre os pais, ou sobre os governos. Vou falar um pouco dos próprios profissionais da Educação, aproveitando as manchetes que ainda estão quentes na memória dos Goianos. As eleições do Sintego acabam de acontecer, mas nos próximos cinco dias haverá recontagem de votos, e uma troca infinda de acusações entre as duas chapas mais votadas. É acusação de todo tipo. Trapaças, fraudes e outras mais. Nos últimos dez anos tem sido comum em todas as eleições do sintego, praticamente a mesma história. E quem quiser ter a curiosidade de conhecendo o enredo  buscar os nomes dos atores e autores de tais peripécias, verão que são sempre os mesmos. A verdade é que o Sindicato dos Professores de Goiás, se transformou em um elemento da luta partidária, e a própria luta interna na qual está mergulhada representa a tentativa de controle feita por diversos partidos políticos, mas, ainda sob controle total do PT e de seus dissidentes.
As regras e movimentos quando se dá um enfrentamento com os Governos, ou  quando se vai discutir a possibilidade de uma greve não tem sido mais os interesses dos profissionais da Educação. Aliás, a maioria dos que dirigem o sindicato não deveriam se dar o nome de Educadores  pois se transforam em sindicalistas ou quando não políticos profissionais a serviço de algum partido. Quem bem se lembra os últimos enfrentamentos tanto com o Governo Estadual quanto com o Governo Municipal da Cidade de Goiânia tinha unicamente os interesses políticos partidários como fundamento, ou o que explica a existência descarada de dois pesos e duas medidas?
O movimento contra o chamado “Pacto pela Educação” do Governo Estadual e que legitimamente ganhou o apoio da classe trabalhadora e dos profissionais da Educação foi um exemplo claro de como o Sintego não tem mais legitimidade para defender os interesses dos Educadores. O Sindicato fez o jogo político em sua pior forma, e se, alguns direitos foram preservados não foram por causa da atuação do Sindicato e sim de um grupo de professores dissidentes que manteve a mobilização e recebeu o apoio de amplos setores da Sociedade Goiana. O Sintego perdeu a oportunidade de reviver o espírito de luta dos educadores por dias melhores na educação. Perdeu a oportunidade de envolver pais e alunos na discussão de um verdadeiro Pacto pela Educação, por que na verdade, estava mais interessado em defender os interesses de partidos políticos no jogo político e eleitoral.
Durante os próximos dias, é mister que todos aqueles interessados nos rumos da educação em Goiás, acompanhe o desenrolar das trocas de farpas que ocorre no processo eleitoral do Sindicato. O que ali está em jogo não é apenas quem vai ter a máquina do sindicato nas mãos para ajudar este ou aquele candidato; é muito mais. O que está em jogo são elementos importantes de como se dará a luta por uma educação de qualidade em nosso estado. Entretanto, não se enganem: nenhum dos envolvidos tem legitimidade para representar os professores e servidores da Educação Goiana; são pelos currículos que apresentam velhos políticos profissionais a fazer um triste trabalho em defesas de interesses que nada contribui para a construção de uma Sociedade melhor.



[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário, membro do Diretório Estadual do PPS em Goiás, e membro Suplente do Diretório Nacional do PPS.

Roberto Freire, Presidente Nacional do PPS: A voz do Otimismo e da Esperança.



Nelson Soares dos Santos[1]

Segunda Feira dia 26 de Maio próximo o PPS Goiano reunirá seus  afiliados, dirigentes e Simpatizantes para receber Roberto Freire, presidente nacional da Legenda. Entre entrevista e reuniões políticas com aliados, estará presente na inauguração da nova sede do PPS em Goiás, hoje presidido por Marcos Abrão, uma aposta que o partido está fazendo na luta por ter um deputado federal por Goiás. Roberto Freire tem andado por todo o Brasil, colocou-se a si mesmo a missão de unir a  oposição para derrotar o Lulo-petismo e criar uma nova alternativa de Governança para o Brasil. Quem acompanha suas falas Brasil a fora, vê um eco de Otimismo e Esperança; e, uma vontade férrea de mudar os rumos do pais, e as formas atuais de se fazer política.
Quando conheci Roberto Freire, já havia conhecido e até convivido com outros ícones da resistência a Ditadura no Brasil. Convivi com Aldo Arantes, que uma citação apenas já dá ao leitor a importância que o mesmo teve na luta pela democracia uma vez que não há nenhum livro sério que descreveu a história da resistência a ditadura que não o cita; e, já havia conhecido e estado bem perto de outro ícone, João Amazonas, que por anos dirigiu o Partido Comunista do Brasil. Outros, como Haroldo Lima, Pinheiro Sales, entre tantos, havia deixado em mim  um certa tristeza. Com exceção de João Amazonas e Aldo Arantes – Homens cuja esperança latejava sempre no peito, e o anseio por justiça parecia-lhes a companheira inarredável -; via-os sempre como homens apegados ao passado, incapazes de compreender que fazer história é viver o presente de olho no futuro.
Foi no Congresso Nacional do PPS que vi esta faceta de Roberto Freire. Entre um debate e outro sobre temas como Educação, Saúde, Segurança, Sustentabilidade; que do nada os olhos do velho líder brilhou. Sentiu que o partido se renovava, buscava saída, estava viva a luta por dias melhores; e, tirando energia da experiência de luta assumiu a condução das novas propostas que vem colocando o PPS a frente na luta em defesa da Sustentabilidade, Saúde, Educação e Segurança de qualidade para todos.
Sua presença em Goiânia será, certamente, uma oportunidade dos goianos perceberem o empenho do PPS na defesa de serviços públicos de qualidade para todos, da defesa de uma Educação de qualidade, da valorização dos profissionais da Saúde, Educação e Segurança. Oportunidade de conhecer as propostas e caminhos apresentados pelo PPS na luta contra o racismo e pela construção de uma identidade nacional respeitando as diferenças existentes no seio deste grande país.
O tempo é de construção de caminhos e propostas por um Brasil melhor, e, por isso, certamente quem se fizer presente terá a oportunidade de ouvir sobre as razões pelas quais o PPS tão cedo se aliou ao PSB, ( Partido Socialista Brasileiro), na tentativa de proporcionar um novo caminho, uma nova esperança de ajustes no sentido de colocar o nosso país no caminho do desenvolvimento de forma definitiva. Quem lá estiver verá um homem otimista e cheio de esperança de que é possível vencer a corrupção, diminuir as desigualdades sociais, conquistar a democracia radical que permita a todos aqueles que querem ter a oportunidade de exercer a cidadania de forma digna.
A candidatura de Eduardo Campos será certamente o tema central de todas as conversas por que tem ele a consciência de que também o PPS Goiano e todos os seus militantes e dirigentes tem um papel a cumprir na luta por um Brasil melhor. Roberto Freire trará consigo a essência do que significa a Democracia do PPS, fruto do seu Congresso que traçou ali um caminho de lutas, uma proposta de dar  vida a política, trazer o cidadão a participação e oferecer novos caminhos e canais de exercício da cidadania. É por tudo isso, que digo, - Seja Bem vindo Roberto, Presidente Nacional do PPS, às Terras de Goiás.



[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário e membro da Direção do Estadual do PPS, e  membro Suplente da Direção Nacional.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Três dilemas de Friboi


Nelson Soares dos Santos[1]
Friboi tem muito dinheiro. Isso todo goiano já sabe. Entre as famílias mais ricas do país e dono do maior frigorífico do mundo são as credenciais mais apresentadas para que se proponha a governar o Estado. Apesar de todo dinheiro que se tem, Friboi vive os dilemas de um general inexperiente. Não parece saber comandar, não parece compreender a arte da política, e tão pouco ter a sensibilidade da preocupação com o bem comum. Fica claro que os objetivos de Friboi não são o bem comum do Estado, e sim, criar as condições para que sua empresa torne –se ainda mais poderosa, principalmente por que governará um dos estados com maior potencial agropecuário do país. O maior dilema de Friboi, e para a sorte dos Goianos, foi ter tentado tomar o PMDB de assalto acreditando que passaria fácil por cima do velho guerreiro Iris Rezende Machado.
Dilema 01 . Não ter liderança política. Como todos aqueles que não possuem lideranças de base Friboi utilizou o único estratagema que lhe daria o controle de um partido no qual pudesse fazer o que bem quisesse. Tal estratagema é comum e usado, sobretudo, por aqueles que têm muito dinheiro e querem ser candidatos a cargos públicos, quase sempre para cacifar os negócios familiares. Seguindo tal receita, Friboi negociou com a Cúpula do PMDB. Não tendo muito que fazer, e não havendo impedimento legal a sua filiação, a base se calou. Iris Rezende agiu como um soldado da base, uma vez que não lhe foi dado a condição de opinar como liderança. Entretanto, todos sabiam que o velho líder não deixaria de ser líder por uma decisão de cúpula. Afinal, ninguém deixa de ser líder por vontade própria. Não tendo liderança, Friboi teve de oferecer o que possuía, e, deu munição aos seus adversários.
Dilema 02. Conhecimento da Arte da Política. Até agora impressiona os erros cometidos por Friboi. Desde a escolha do PMDB até os movimentos mais simples de relacionamento com a imprensa. Um grande empresário deveria saber que assim como o mercado, a política é arte da Guerra onde sobrevivem aqueles que possuem conhecimento da configuração estratégica do poder. Parece faltar a Friboi as virtudes de um Bom General. Subestimar um dos maiores partidos do Estado e um dos seus maiores líderes definitivamente não foi uma decisão inteligente, afinal, qualquer leigo em Goiás, saberia que Iris não sairia do páreo facilmente. Friboi, no entanto, não subestimou apenas um partido e um líder, ele subestimou a todos os goianos ao colocar a riqueza como o elemento principal  a garantir sua condição de futuro governador.
Dilema 03 – Inexistência do Efeito Surpresa. Ao colocar o dinheiro a frente de todas as demais questões Friboi anulou a possibilidade de apresentar um efeito surpresa. O dinheiro que se anuncia como solução é sempre a fonte de males e perversidades. O dinheiro como fonte de virtudes é silencioso e não se anuncia facilmente a não ser diante de uma situação complexa e como solução dos problemas apresentados. Ao se anunciar como o homem do dinheiro Friboi transformou em piada sua imagem afirmando estar preocupado com a Educação, Saúde e Segurança, uma vez que ao longo de sua carreira como empresário não há registros de que tenha tido alguma generosidade com seus funcionários em relação a tais questões.
Para além destes três dilemas pode citar outros  e grandes dilemas. Como lidar com os assessores mal preparados e atraídos pela ideia de ganhar muito dinheiro? Como lidar com os candidatos – muitos sem votos – que se aproximaram pela ideia de se ter muito dinheiro para campanha? Como administrar tudo isso sem fazer inimigos cruéis que trabalhará de graça para qualquer outro candidato se for agora descartado?  Como lidar com o fato ( não negado por ele) de que sua empresa é devedora do Estado que pretende administrar? Como contar ao Cidadão que será dele a última palavra pra resolver conflitos de interesse entre o bem comum e os interesses particulares dele. Julgando pelas  análises dos passos dados por Friboi na Política é possível imaginar que sua riqueza foi construída pelas regras mais selvagens e agressivas do mercado capitalista. O problema é que se esqueceu de oferecer a Friboi a música do Jair Rodrigues: “ ..., por que gado a gente marca, tange, fere, engorda e marca, mas com gente é diferente”.




[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário, membro da Direção Estadual do PPS em Goiás, e membro suplente da Direção Nacional.