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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Individualidade – Afinal o que é isso?



Vivemos um tempo no qual uma grande parcela das pessoas ou dos seres humanos se vangloriam da liberdade adquirida, da possibilidade de dizer o que pensam e da liberdade de pensar e dizer. Afinal, será mesmo liberdade que somos mesmos indivíduos livres e com uma individualidade garantida? Pode um militante do Partido dos trabalhadores que defende de unhas e dentes dizer que pensa, e que pensa da forma certa dizer que é livre e pensa por si mesmo? Do outro lado, pode se dizer o mesmo do militante da oposição que grita aos quatro cantos pelo impedimento da Dilma e pela prisão do Lula? Se ambos pensam da forma correta e são livres para pensar não deveriam chegar aos mesmos resultados?
1.           A grande verdade é que no momento atual tem se confundido individualidade com individualismo. O Individualismo é centrado nos desejos, sobretudo os desejos de consumir e satisfazer os prazeres dos sentidos; já a individualidade só é possível quando se tem possibilidade de pensar por si mesmo, capacidade de pensar, racionalidade, espírito científico que significa ao contrário do individualismo o domínio e ou controle dos sentidos, dos sentimentos, desejos e emoções.
2.           O individualismo insufla e desperta os desejos e vícios. O egoísmo, o orgulho, a ganância, a insensibilidade, a covardia, etc. A individualidade requer desenvolvimento moral, quer seja, as virtudes morais como a coragem, o altruísmo, a liberalidade, a gentileza, o respeito próprio, entre outras.

3.           O individualismo suplanta as virtudes intelectuais definidas por Aristóteles em sua “Ética”, quais sejam: A arte, a inteligência, O espírito científico, o espírito filosófico, o discernimento ou prudência. E isso, o faz por que impede aos indivíduos de desenvolver as virtudes morais, algo essencial ao desenvolvimento das virtudes intelectuais. Sem disciplina, capacidade de ouvir, coragem e perseverança ninguém jamais as alcançam. A individualidade é o primeiro degrau do desenvolvimento das virtudes intelectuais uma vez que é na busca da individualidade que se compreende a si mesmo, o valor sagrado da vida, a necessidade do respeito ao Universo e a natureza.

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