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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Ser sem partido - 12 dias depois

12 dias depois. Doze dias depois de me desfiliar do PPS - Partido Popular Socialista me sinto leve. Era o objetivo. Ficar leve. Tirar dos ombros um peso que ao meu ver não tinha nenhuma utilidade. A verdade é que não me sentia ajudando ninguém e carregando um peso que não serviria para nada.
12 dias depois a vida confirma o que eu desconfiava. Não servia mesmo para nada. Agora sinto que não estou fazendo nada. Não contribuo com nada para com aqueles que dizem dirigir a sociedade mas não estão nada preocupados com as crianças que não possuem escolas; dizem defender a educação mas não estão nem um pouco preocupados quando veêm professores apanhando de policiais; dizem querer tirar o Brasil da Crise mas apoiam governos que estão envolvidos até o pescoço e a alma em escândalo de corrupção.
Doze dias depois eu olho para o futuro. E vejo que precisamos criar um conteúdo de ação. Vejo que precisamos definir que tipo de país queremos ver nossos filhos crescerem e lutar por isso; vejo que os partidos se distanciaram tanto dos interesses coletivos que é preciso reinventar formas de se fazer política, de participar, de construir a coletividade.
Doze dias depois vejo que é preciso repensar o papel do Estado. É preciso repensar muita coisa. Mas doze dias depois, uma coisa não mudou: Precisamos urgentemente mudar a educação desse país, construir um novo modelo, um novo projeto que melhore a igualdade de acesso a educação de qualidade na base, ou do contrário, o futuro de nosso país estará comprometido.

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