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domingo, 20 de setembro de 2009

UM PROJETO PARA GOIÁS (I) – INVESTIR NO SER HUMANO E APROFUNDAR A DEMOCRACIA
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE, publicados nesta última semana nos mostra que de fato existe uma área que necessita de investimento no Estado de Goiás, é o investimento no ser humano. Diferente das demais regiões do país onde a desigualdade diminui sensivelmente em Goiás a desigualdade resiste. Isso em um momento alvissareiro de chegada de novas indústrias e do aumento da oferta de emprego. Mas é justamente neste ponto que se encontra a armadilha. O aumento da oferta de emprego e desenvolvimento em Goiás não tem sido acompanhado de maior distribuição de renda porque vem acompanhado do aumento da população por meio da imigração.
Longe de ser um defensor bairrista, mas a questão é que se não investirmos no ser humano os imigrantes de outros Estados e por que não de outros países irão ocupar os espaços do povo goiano na perspectiva de melhoria de qualidade de vida. Em decorrência disso acreditamos que para Goiás o melhor projeto político é aquele que vier a propor investimento no ser humano e a aprofundar a democracia. É preciso atentar para o discurso dos políticos para perceber quem de fato pode ajudar Goiás e o povo goiano.
Aqueles que defendem o fim das cotas podem ajudar Goiás? Dados do IBGE mostraram que em um ano diminui o número de brancos e aumentou o número de pardos. As análises dos especialistas afirmam que uma das razões que explica tal mudança foi a existências das políticas afirmativas que combatem o preconceito, e, portanto as pessoas estão se sentindo confiantes para se dizerem negras ou pardas. Dentre outros dados do IBGE, podemos afirmar que o discurso do fim das cotas não serve ao aprofundamento da democracia em Goiás, ao contrário, se seguirmos nesta linha aumentará ainda mais a distância entre ricos e pobres. Concentrando riqueza nas mãos da minoria não é o caminho para aprofundar a democracia.
O discurso do baixo investimento em educação, a diminuição do atendimento às crianças e adolescentes, a desativação de programas de atendimento a juventude, e a diminuição do investimento na rede de proteção social pode ajudar Goiás? Um outro dado do IBGE nos ajuda a responder. Dentre tantos vamos utilizar os dados sobre Educação. Em Goiás a maioria absoluta dos estudantes estão na rede particular, e, são esses que sofrerão com a duvidosa qualidade pois com menor poder aquisitivo foram os que estudando a vida inteira na rede pública, onde os salários dos professores é ruim, e, que os governantes insistem em não fazer sequer o plano de carreira e pagar o piso nacional acabam por se tornar os alunos do ensino privado. O percentual é 71,3% dos estudantes goianos estudando na rede particular, e o restante na rede pública. Nestas condições como diminuir a bolsa universitária? A quem serve este discurso de diminuição da bolsa universitária? Ou mesmo a quem serve esta idéia de diminuir os investimentos na UEG? A Julgar pelos dados deveríamos urgentemente começar a defender a criação de uma terceira Universidade Pública nos Estados e investimentos agressivos na Educação Básica.
Em Goiás temos ainda uma alta taxa de analfabetismo, e o que é pior, uma taxa de 20% de analfabetos funcionais com curso superior, o que somado aos analfabetos funcionais com ensino médio e fundamental, e os analfabetos de fato, temos uma parcela de quase 30% da população que não dão conta de escrever um bom texto, ler e interpretar. Se quisermos enfrentar a situação e transformar Goiás em um estado desenvolvido, temos de investir em ciência e tecnologia, aumentar as vagas nas universidades públicas, criar mais universidades públicas em Goiás investir em pesquisa básica e aplicada senão não deixaremos de ser colônia de São Paulo e Minas Gerais.
Temos em Goiás apenas duas Universidades Públicas com ensino gratuito, ( a Universidade Federal de Goiás, e Universidade Estadual de Goiás), a Fundação Universidade de Rio verde que é Pública e Municipal, porém cobra mensalidades, e na mesma condição da FESURV outras três fundações municipais ( Fundação de Ensino Superior de Goiatuba, Fundação de Ensino Superior de Mineiros, Anicuns,) – tais fundações o preço das mensalidades é diferenciado da rede particular de ensino e possuem uma política de bolsas que permite o acesso de um número considerável de estudantes ao ensino superior. No entanto, na questão da pesquisa, praticamente apenas a Universidade de Rio Verde, UFG, e UEG já possuem uma política de pesquisa e pós-graduação consolidadas, ainda assim, são poucos as opções de doutorado e mestrado, levando em consideração a demanda que o estado precisa.
Outra questão que não pode esperar é o fortalecimento da pesquisa básica em Goiás. Hoje os estados que estão crescendo são justamente aqueles que estão investindo em ciência e tecnologia. As fundações de amparo a pesquisa são instrumentos importante nesta política. Embora tenha havido avanços com criação da UEG e da FAPEG, Goiás tem feito muito pouco para formar recursos humanos para pesquisa básica e aplicada; hoje, a FAPEG em Goiás não tem recursos específicos e nem autonomia para desenvolver uma política de investimentos de que o estado precisa; a cada edital é preciso ficar esperando a boa vontade do governante. É preciso que a FAPEG tenha orçamento próprio, definido no plano plurianual e com autonomia para execução, do contrário ficaremos ainda por muito tempo, mas muito tempo, como um estado conhecido pela produção agropecuarista com alta concentração de renda, desigualdade social e muita pobreza. Um projeto de desenvolvimento para Goiás na atualidade passa por uma política de investimento na Educação, na rede de proteção social, na ciência e na tecnologia que faça destas áreas a locomotiva do desenvolvimento do estado. Como escreveu Antônio Ermirio de Moraes: “Educação, minha gente, educação pelo amor de Deus”.

A fala do Jogador

Hoje, o time do Goiás ganhou de 4 x 1 do Corinthians. Eu não sou fanático de futebol, aliás, nem gosto de assistir. E para a frustação da querida esposa que sonhou casar-se com homem que gostasse de ver futebol na televisão eu não gosto. Prefiro a música clássica, um bom livro, ou ficar devaneiando na internet. No entanto o acontecimento de hoje não me passou desapercebido.
A maior goleada da história do Goiás, noticiou a grande mídia nacional. Goiás está na briga pelo titulo nacional, noticiou os mais afoitos.
O que me chamou a atenção não foi nada disso, foi a fala do jogador na entrevista ao canal sport TV no final do Jogo. Ele disse: "Eu não entendo o povo goiano, a gente ta na frente da tabela, e eles estão torcendo contra, até torcem para outro time contra a gente dentro do serra dourada, parece que não gostam de ver o estado brilhar."
Daí fiquei pensando comigo: "Ah se fosse apenas no fubebol". Nós goianos temos uma estima baixa, preferimos admirar o que vem de fora, agimos como se aqui não existisse talentos que possa nos colocar no topo da nação.
Eu, no entanto, acredito. Vamos em frente e isso vai mudar.
Parabés aos jogadores de Goiás, aliás, possamos todos jogar assim em todas as demais áreas da vida e não apenas no esporte.
Logo veremos: Goiás 4 x 1 São Paulo, no desenvolvimento econômico, na saúde, e etc.

artigoso sobre a eleição da fafich

Os artigos sobre a eleição na FAFICH se, encontra no endereço www.nelsonsoaresdossantos.blogspot.com

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A "Nova" Reforma Polìtica

A "Nova" reforma política segundo alguns deputados e senadores não pode ser chamada de nova, e, tão pouco de reforma política. Alguns se arriscarams a chama-la de reforma eleitoral, outros, chegaram a dizer que foi um retrocesso. Ou seja, quanto mais se tenta avançar mais se anda para trás. Eu fique mais de duas horas assistindo os pronunciamentos dos senadores sobre a liberação ou não da Internet. Foi o assunto que mais provocou polêmica. De um lado Eduardo Azeredo, que pelo que pareceu não tinha o apoio nem do seu próprio partido da defesa de suas idéias, de outro, os que queria liberar tudo.
Na verdade, tudo tempo perdido. A Internet já é livre, e ninguém pode controlá-la. Nasceu livre, continuará livre. É um instrumento na verdade, de controle, por meio dela nossas vidas são vigiadas, nossos dados são recolhidos, e muito se faz para que nos influencie o que compramos, o que vendemos e onde vamos.

A questão do anomimato na internet é outra coisa hoje incontrolável. Proliferou de tal forma as comunidades virtuais que a existências de perfis, blogs faques é uma cosntante inexorável. Por outro lado, quando mais se populariza o uso da internt, sobretudo por meio de cafés, etc, mais dificil se torna identificar os verdadeiros usuários, seja por meio dos ips, ou mesmo por que nos cafés, todos são anônimos.

A internet, será por muito tempo o lugar da liberdade e da iresponsabilidade; da calúnia fácil, por que escondida. Creio no entanto, que a medida que passarmos de 30 para 50 a 60% da população com acesso a rede, muita coisa vai mudar. Para onde? para Melhor? para pior? não arrisco prognóstico.
No cado da Eleição no Brasil e em Goiás acho positivo a liberação da Internet. Parece que poder enriquecer o debate, ou talvez não. Os Intelectuais goianos não Lêem os jornais de goiás, a elite goiana seja intelectual ou econômica continua com os olhos voltados para São Paulo. É como se o sonho de todos aqui fosse mudar para São Paulo.
Eu que sou goiano, gosto de goiás, e não tenho vontade de ir a lugar nenhum ainda sonho com a construção de uma sociedade goiana, onde se pensa e se vive goiás com a criativade de um goiano que se sente cidadão do mundo.
Os goianos precisamo discutir goiás, e a internet pode ajudar nisso. Precismos aprofundar a democracia, sobretudo a democracia social e econômica. Investir na formação de uma massa crítica que nos dê condições de melhorar nossa qualidade de vida.

A nossa maior riqueza - nossa encruzilhada

Por dever dos estudos acadêmicos estou lendo a obra de Giles Liposvestky. Confesso que é um daqueles livros que vendo na estante de uma livraria eu jamais leria, mas também confesso, que é uma descrição interessante das novas formas de Individualismo reinante da atualidade, e, considerando que foi escrito a quase vinte anos, o livro " A sociedade Pós-moralista - o crespúsculo do dever e a ética indolor dos novos tempos democráticos" consegue antecipar muitos aconteciemntos dos dias atuais.

Por que não dizer que o que Giles via na Europa de dez anos atrás são as mesmas questões do Brasil de Lula? Talvez o tal livro nunca me chamou a atenção devido ao fato de que sendo um observador do comportamento humano sempre vi uma certa lógica no que muitos chamam de falta de ética do governo Lula. Eu chamo de condições concretas da realidade. Não se pode governar um povo com valores muito distantes do que este povo está impregnado.

A condição atual brasileira é a condição do individulismo levado as últimas consequências de um povo que ainda não se desvencilhou do tradicionalismo e das relações sociais baseadas no patriacalismo e no clientelismo. Neste sentido, na verdade o Brasil reinventou a sociedasde pós-moralista de Giles, como já tinha reinventado a forma de ser de esquerda, ou a chamada terceira via.
Tudo no Brasil é reiventado, talvez seja esta nossa maior riqueza, e, esta nossa maior encruzilhada para o futuro.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Líder Marconi Perillo (IV) . - Alcides é o nome, Alcides e Marconi.

O Líder Marconi Perillo (IV) . - Alcides é o nome, Alcides e Marconi.
O ano de 2003, foi um ano triste em minha vida. Embora para muitos eu devesse comemorar o fato de ter concluído o mestrado em educação pela Universidade Federal de Goiás, para mim, ver o Partido Comunista do Brasil divido, perdendo suas lideranças, e praticamente o rumo e os ideais, foi umas das maiores tristezas e derrotas da minha vida. O motivo das dissidências internas do comunismo goiano repousava justamente, na aparência, nas formas como se via o governo Marconi Perillo, na essência, vejo depois de algum tempo passado, era muito mais do que via percebia minha vã filosofia.
Defendi abertamente que para o segundo mandato de Marconi Perillo, uma vez que havíamos participado do governo, apoiássemos já no primeiro turno; não via nisso nenhuma dificuldade dadas as boas relações que haviam entre o PT e Marconi Perillo, e a inexpressividade do candidato do PT ao governo. Aquele segundo mandato de Marconi era para mim, plebiscitário, mas não foi esta a compreensão da maioria. No final, o partido apoiou Marconi no segundo turno e continuou a participar do seu governo até o ultimo dia do seu segundo mandato. No entanto, a possibilidade de influenciar os rumos do governo foi se tornando cada vez mais frágil por parte da corrente progressista que atuava dentro da estrutura administrativa.
A escolha do sucessor de Marconi, foi naturalmente desenhada na medida em que as forças conservadoras dentro da estrutura administrativa se alinharam e se uniram no mesmo propósito. Não foi apenas Marconi que escolheu Alcides sucessor, foi a incapacidade das forças progressistas de se tornar hegemônica em seu governo que fez com que apesar das realizações no campo social e humano, a escolha enveredasse para o representante da antiga linhagem ditatorial e anti-povo, portanto muito mais próximo de Iris Rezende que do próprio Marconi Perillo.
Mas por que o povo votou em Alcides, se as políticas do governo Maguito eram muito mais próximas do Governo Marconi, do que já o conhecido Alcides Rodrigues? Penso que em 2010, uma música será muito ouvida, principalmente se houver três candidatos: Marconi, Iris, e um candidato do Governo Alcides. A música será o jingle com o qual Marconi entrou na campanha de Alcides e o elegeu Governador. Sim, não foi o povo que elegeu Alcides, foi Marconi quem elegeu Alcides, o povo apenas deu um voto de confiança a Marconi, quando ele disse: votem em Alcides e a música tocava: “ Alcides é o nome, Alcides e Marconi”.
Muitos analistas tentam explicar a configuração política atual mostrando que poucas federações conseguem administrar sem o poder central. Eis um argumento verdadeiro que justifica muitos dos debates e a aproximação do Governo Alcides do Presidente Lula. No meu caso, o que me impressiona é ver o Governo Lula fazer uso das fraquezas do estado para tentar destruir e derrotar uma liderança que tanto fez por Goiás. Alcides só conseguiu se eleger por causa do Marconi, e não consegue governar sem o apoio do Lula: eis a espada sobre o pescoço do governador, deixando Marconi torna-se um traidor, deixando Lula, não consegue governar. O que impressiona é que mesmo aproximando do governo Lula, um governo que afirma e tem números que mostra um forte lado social, em Goiás, a rede de proteção social se desvanece, por que é preciso fragilizar os maiores feitos de Marconi para derrotá-lo.
A liderança de Marconi é agora mais uma vez posta a prova. O elemento novo é a expressa vontade de um governante do poder central em derrotar uma liderança regional, já presente nos jornais de todo país; de outro lado, as contradições entre as práticas políticas do governo regional e o poder central. Na essência, o governo de Marconi ficou muito mais próximo de Lula do que o próprio governo Alcides. Resta esperar para ver como Lula transferirá votos para candidatos que na prática não pensa e não sente o povo.
Por fim, uma palavra sobre os chamados partidos progressistas a nível nacional, ( PT, PC do B, etc). Em Goiás, como se disse no início, mais do que as ideologias partidárias tem pesado a prática política das lideranças, e neste sentido, por mais que alguns não queiram, continuará a existir apenas dois pólos: Iris e Marconi. Os demais já estão todos ai representados. Não é demais lembrar que o que restou do PC do B já é da base de apoio de Iris, juntamente com o PT; e os progressistas destes dois partidos, ou o que restou; já é base de Marconi.
Eu chamaria Marconi de um democrata humano, e Iris de um democrata tocador de obras. Só preocupa-me se nesta disputa não venha levar a melhor uma terceira via, ( O Financista e os Conservadores) aqueles que representam a anti-democracia, o anti-povo, herdeiros da velha ditadura, verdadeiramente oligárquica e coronelista. Se perder Marconi o povo goiano terá perdido, e se perder Iris, o povo goiano terá perdido duas vezes, três vezes, um milhão de vezes.