Vigésimo Segundo dia da quarentena – Meditação sobre morte.
Goiânia, 06 de abril de 2020.. “Todos vamos morrer, então não sei por que tanta histeria no meio da mídia”. Esta frase do presidente Bolsonaro marcou-me no dia de hoje, ao refletir sobre a pandemia. Ao criticar a Rede Globo e afins, o presidente em sua forma tosca de ver mundo tenta um pensar profundo sobre a vida. É verdade, todos, morreremos, um dia. E, todos os dias morrem pessoas neste pais que não precisariam necessariamente morrer. Morrem de dengue, zica, sarampo; morrem por que não conseguem atendimento ou mesmo chegar a um hospital. Morrem, vítima da extrema desigualdade social que existe neste país, fruto da existência de uma elite desumana com aqueles que nasceram desfavorecidos. Uma coisa que a pandemia tem nos ajudado é a repensar o cotidiano. Coisas que antes tinham pouco sentido, agora faz todo sentido. O abraço amigo, o aperto de mão, os encontros, tudo parece fazer falta. Muita gente sentindo-se prisioneira em suas próprias casas, mostra, escancara que um...