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Mostrando postagens com o rótulo Justiça

Comprar um habeas corpus – A fala de Moro que revela a corrupção do Judiciário.

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  Ninguém tem como saber se a fala de moro sobre comprar habeas corpus é baseada no que ele sabe sobre a realidade da justiça ou não, mas moro era Juiz, e enquanto Juiz conhecia as profundezas do judiciário brasileiro. E Sérgio Moro não é um simples ex Juiz, ele é um ex Juiz que julgou, condenou, e mandou prender um ex presidente da república que mais fez pelos trabalhadores brasileiros desde Getúlio Vargas. Moro é um representante de uma classe de brasileiros, aqueles que não gostam de ver empregada doméstica viajar de férias, e considera que negros ainda deveriam ser escravos. Uma grande parte da mídia tratou a fala de moro como piada. O próprio Moro disse que a frase foi tirada do contexto, e poucas lideranças políticas, sobretudo aquelas ligadas ao campo político de Moro se pronunciaram. Isso é mais uma evidência de que Moro é o representante de milhões, de uma classe, que além de não ver com bons olhos os trabalhadores terem qualidade de vida também estão convictos de q...

As violências que existem em nós – Sobre como cultivar a paz.

  Os últimos episódios de violência nas escolas nos faz pensar sobre o tema. Afinal, como tratar a questão da violência? Existem diversos tipos de violência? Como identificar se uma experiência vivida é uma violência? As pesquisas dos estudiosos mostram que existem diversas formas de se violentar uma pessoa, e ou de sermos violentos com os outros. No quadro presente, neste texto, localizamos seis tipos de violência considerados os mais comuns pelos estudiosos do tema. Características das agressões Atos de violência Violência física Utilização a força física Golpes Ferimentos Submissões físicas (puxões, empurrões, imobilização, etc.) Violência psicológica Opressão psicológica Ameaças Humilhações Intimidações Violência mora...

História de um Processo parte 4.

  O interrogatório . O primeiro encontro no escritório de Advocacia foi um terror. Eu me lembro de ter saído de lá me sentindo um criminoso de tão cruel e doloroso foi o interrogatório ao qual fui submetido. Tratava-se de um escritório “Sariedine, Advogados associados”. Fui recebido pela estagiária, Dr. Suelene que pegou o processo que e foi para uma sala reunir-se com os advogados. Depois de quase duas   horas fui chamado na sala. O que ficou em minha memória foi um terror em série. Parecia uma daquelas situações onde o criminoso é quase que torturado para admitir um crime que não cometeu. Os advogados entreolhavam-se incrédulos, e sem querer acreditar que eu teria sido demitido pelo que estava ali naquela pasta. Todo tipo de pergunta, hoje para mim,, ofensivas, me foram feitas. Chorei naquele dia. Já havia sofrido perseguições antes e em situações que exigira de mim força para manter meus princípios e não ceder argumentos que pervertem a realidade e corrompem a alma de u...

Lula, o aborto e a saúde pública no Brasil.

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  Ainda ressoa nas redes sociais as palavras de Lula quanto ao aborto. A maioria das postagens distorcem a fala do presidente para tentar minar a adesão de um eleitorado mais conservador a possibilidade do voto em lula nas próximas eleições. É interessante para o Bolsonarismo e eleitores fanáticos do presidente, notadamente a turma do gabinete do ódio, disseminar as ideias mais estúpidas sobre a questão e até mesmo colocar o aborto como um assunto tabu que não deve ser discutido como política pública. Tais indivíduos encontra aliados em igrejas, e dentro das igrejas, nos indivíduos que não se contentam em exercer o poder espiritual sobre os cidadão e fieis, mas querem também controlar o poder temporal e material para controlar e escravizar as pessoas. O que eu entendi, e concordo perfeitamente com o presidente Lula é que aborto deve ser uma questão de saúde pública. E isso, é claro, pois uma pesquisa rápida mostra que milhares de mulheres morrem todos os anos por complicação na...

A história de um processo - Parte 1.

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  Tem coisas que só de remexer nas memórias provocam em nosso ser dores imensas. O que estou fazendo agora e me propondo a fazer, escrever a história de uma luta Judicial que começou no mês de outubro do ano de 2004, e até   hoje não terminou, provoca este tipo de dor. Nunca imagine que a justiça brasileira fosse tão frágil, e que buscar direitos e proteção pudessem causar tanta dor e sofrimento. De forma que se alguém me pedisse conselho para entrar ou não na justiça hoje, em busca de resguarda seus direitos, minha primeira reação, se ouvir as dores que existem em mim, é dizer não. Esta é a história de um processo judicial que começou como um mandado de segurança e buscava corrigir uma injustiça flagrante, mas que tal mandado de segurança só foi julgado três anos depois. Uma das partes mais doloridas foi ouvir de um juiz que eu deveria abandonar o processo por que ele jamais iria julgar o mandado de segurança, e que se algum dia aquele mandado de segurança fosse julgado, ...