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Mostrando postagens de 2022

Lições de Nossos pais. I

   Quem são nossos pais? Quem são nossos filhos. Era meados de mês de maio, não me lembro bem o dia, e sequer achei em meus escritos o registro deste acontecido. Embora tenha o hábito de escrever acontecimentos que marcam meu ser, nem sempre guardo os registros como deveria.   Naquele dia cheguei na casa delel, por volta das nove horas da manhã. Suas filhas ainda sequer tinham acordado. Eu tinha passado a noite angustiado, pertubado, e nestes momentos só ele,  parecia entender o que acontecia comigo. Ele convidou-me a tomar café, e depois fomos caminhar pelo quintal da casa que era praticamente um pomar.  Tinha  mangueiras, caquis, carambolas, uma pequena horta, e tantas outras frutas. íamos caminhando por entre aquelas plantas, enquanto falávamos sobre a vida. Eram tantas perguntas que eu sempre voltava para casa com dois ou três livros para ler. Naquele dia eu levaria para cara o livro do Enerst  Hemingway, autor de "Adeus às Armas.  Contava-me de como de como a vida do autor ti

Beleza singela

  Tu és bela. Tua beleza intriga a qualquer olhar. Sem saber, tu és, quase sempre, singela. Teu olhar traz a beleza única da tarde em aquarela; Sem saber, tu tens a suavidade da brisa ao luar. Tu és linda. Inveja a ti a poderosa Helena. Ah! Ela não tinha tua sabedoria, nem o teu poder. Ah! não sabia ser encantadoramente doce e serena, E, mesmo não sendo, saber sempre ser mulher. O teu olhar meigo, sonho de vidas idas. A tua busca, imensa do amor perdido. A tua sorte, que cresce ao entardecer. É a ti que dedico este poema/Margarida. No afã de que do sonho esquecido. Tua alma se lembre no novo alvorecer.

A Serra Negra da Vida

  A Serra Negra da Vida  Na minha querida terra  Aprendi a filosofar. Subindo tão grande serra Sozinho a pedalar. Todo dia da semana, eu e a negra Serra. Minha bicicleta e eu na madrugada fria. Passava pela cidade e subia o Boa Perna, Cantando canções tristes para chamar a alegria. Minha bicicleta velha e o velho pai de companhia. Tão juntos e tão sozinhos na dura serra da vida. Se não era lama, era poeira que no rosto se espargia. Mas tinha que pedalar ou empurrar as feridas. Quase no meio da serra, as pernas estavam cansadas. Pedras, buracos, poeira, lama no rosto e na alma. Os ricos iam de carro, passando na mesma estrada. Devagar o velho dizia: Filho sobe com calma! No cume da Serra Negra, a labuta esperava. Dia inteiro no sol, enxada e calos nas mãos, A comida na marmita, quase fria, requentada; E o sonho, distante e frio, acalentando o coração. O velho pai, por vezes, ensinava: Filho, ouça os mestres, guerreiros do coração, Que na luta que a vida trava Só vence quem maneja a espa

Poesia do dia - Saudade.

  Saudade.   Saudade, esta coisa estranha.  Do nada, explode no peito. Dói, arde, machuca, arranha. E as lágrimas cai de qualquer jeito.   A saudade é coisa esquisita. Quando vem, traz lembranças; As mais profundas e mistas. Das mais antigas andanças.   A saudade é a coisa mais doida.  Faz-nos tristes e sopesados. Ariscos, como caçadores à moita. Esperando o bicho malfadado.   Saudade, saudade, a saudade. Que nos mitiga a esperança  Até parece transformar em maldade, Aquelas mais doces lembranças.  

É preciso ter coragem

    É preciso ter coragem    O mundo é duro e cruel. É preciso ter coragem. A decadência se espalha; O que era pra ser amor virá fel  A escuridão apaga a paisagem  O mal todo se espalha….   É preciso ter coragem para matar; A justiça não mais existe  Os ímpios estão festejando ao luar. Os estão chorosos e tristes.  É estou aqui ouvindo alguma música  Bob Dylan , Oswaldo Montenegro  Qualquer coisa que acalme o coração  Que faça de uma rima uma pobre canção.    É preciso ter coragem para morrer. É quanta gente morre gritando de dor  Tanta gente morre sem TER e nem SER Agora quase todo povo é  moredor  600 mil por aqui, e tudo o que não contou. Milhões e milhões por lá, ninguém se importou. Aqui se morre de tudo, e se morre por nada. Morre com caneta nas mãos  Morre debaixo da tralha  Morre escravo de tudo, morre escravo do nada. Morre com as mãos no volante ou na enxada    E eu aqui tentando ter coragem  Ouvindo alguma músic

Liberdade de expressão: Elon Musk, Bolsonaro, Mourão e o trabalhador sem comida na mesa.

  Nos últimos assistimos uma verdadeira comoção mundial em torno da proposta e compra do Twiter por Elon Musk, pelo valor de 44 bilhões de dólares,, ( mais de 215 bilhões de reais), com a justificativa, uma delas, de que a plataforma precisa prezar pela liberdade de expressão absoluta. Com um patrimônio de mais de um trilhão de reais, Musk fala de forma tranquila sobre a tal liberdade de expressão absoluta. Passei dias pesquisando a vida do bilionário e descobri que ao redor dele ninguém tem liberdade de expressão, nem mesmo a mínima, quanto mais absoluta.   O que Musk chama de liberdade de expressão poderia ser interpretado sobre quem tem o poder da fala, e não o direito da fala. Este é o mesmo conceito que está por trás das defesas dos bolsonaristas sobre liberdade de expressão no Brasil. Para entender o que estes indivíduos querem dizer com   “ Liberdade de expressão Absoluta”, é preciso investigar o ponto de vista pelo qual eles olham o mundo, os princípios que os norteiam, as

A vida depois da vida.

    Anseio pela morte, Não como alguém que deseja tirar a vida. Anseio pela morte como alguém que anseia pelo que vem depois Como o viajante que anseia pelo próximo destino. Dada a compreensão de que o destino atual já foi explorado. Anseio pela morte como alguém que já sabe não fará falta alguma Consciente de que não há mais nada a ser feito. Nenhum palavra a ser dita, E nada que possa ser experimentado e trazer prazer.   Anseio pela morte como alguém que já sabe. Que sua voz nãos será mais ouvida Que seus conselhos não serão mais bem vindos Que sua presença já não é mais solicitada Que seu   lugar na orquestra já foi ocupado Que sua força já não é mais útil E que os seus sonhos já não são mais possíveis.   Anseio pela morte como aquele viajante cansado Não quer mais o próximo destino. Não quer mais a velocidade da estrada Não quer mais as vozes em busca de novidades Não quer mais a surpresa das belezas dos caminhos. Nem tão pouco a me

Poesia para minha morte

Quisera amordaçar a vida. Prende-la entre correntes inquebráveis Nestes dias tempestuosos Mas esquinas corrompidas Não. Não quis amordaçar a vida Nunca quis, de verdade ter o controle Eu sempre soube que é um caminho de ida. Só o caminhante sabe as próprias dores. Nunca quis nada que exigisse esforço. Nunca quis disputas de glórias pequenas. Nunca quis mulheres com corações em destroços. Nunca quis batalhas de vitórias enfermas. Digam que é mentira se disserem da minha pessoa. Que sempre busquei a batalha mais dura e infernal Eu fui um preguiçoso querendo viver a toa E sempre fugindo de entrar no milharal. É verdade que algumas vezes eu quis servir, liderar Mas sempre queria o consenso geral. No fundo, nem mesmo a melhorar vida podia animar O sempre desejo da morte, como um cálice real. E ter a consciência da nua existência. De que da ausência nenhuma falta será sentida. De que até os chorosos mentiram na essência. Pois não foram presentes na miserável vida

História de um Processo parte 8 – Sobre indícios e evidências de parcialidades dos juízes.

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  História de um Processo parte 8 – Sobre indícios e evidências de parcialidades dos juízes. Quando decidi estudar este processo, e analisar, buscando contar a história, sinceramente não esperava encontrar tantos absurdos jurídicos. O processo atual, apenas após a restauração, já contém   mais de 400 páginas, mais de 150 movimentos, e isso por que quando da restauração, esta parte que lhes conta a história já havia, mesmo em dificuldade financeira desembolsado nos anos anteriores ao incidente do fogo no fórum. A análise do processo mostra que a Prefeitura de Goiatuba, bem como a FESG, sempre se manteve silente perdendo prazos seguidos no processo, entretanto, como que por um destes milagres do além, os juízes sempre insistiram de forma contundente para que a mesma se pronunciasse, e esta quando se pronuncia, o faz de forma repetitiva e até apresentando documentos falsos, como ficha funcional e contracheques. Entretanto, mesmo alertado da existência de deslealdade processual, nenhum

Democracia e desenvolvimento humano: O perigo dos extremos os limites da liberdade de Tiradentes aos dias atuais.

  Democracia e desenvolvimento humano: O perigo dos extremos. Hoje, 21 de abril de 2022, aniversário da morte de Tiradentes,, talvez seja um bom momento para falarmos um pouco de democracia. Nenhum sistema de governo é mais palatável a liberdade que a democracia. Admiro a Aristocracia, e muitas vezes penso que um governo aristocrático, ou o governo dos melhores, dos mais sábios, poderia ser bom, porém não no nosso mundo, onde o conhecimento não está ao alcance de todos, tão pouco o acesso aos bens materiais. Também admiro a Teocracia, porém como viabilizar a justiça em um mundo onde tão poucos tem possiblidades de elevar as consciências e adquirir sabedoria   e elevação moral? Resta a democracia, pois a tirania, as ditaduras, já mostraram que são cruéis com a vida e não respeitam o direito dos seres de existir. Tiradentes morreu devido a tirania dos reis portugueses com suas colônias. Portugal não estava preocupado com o desenvolvimento das colônias, tão somente desejava extrair to