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A história de um processo parte 9 - Da necessidade de denunciar o Juiz ao CNJ/Corregedoria.

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  Já contei muito desse processo. Este já é o nono texto. Por vezes me pergunto se esta luta vale a pena. Vale a pena acreditar na justiça? Vale a pena acreditar na existência de um estado democrático de direito que garante os direitos individuais e coletivos? Temos vivido tempos sombrios e eu seria hipócrita se dissesse que pensamentos ruins não ocupam a mente quando se vê um processo que poderia ter sido resolvido em dois anos se arrastar por mais de dez anos. Quando da primeira vez que pensei em denunciar o juiz, o advogado que me defendia disse que não havia motivos, que o juiz estava dando andamento no processo, mas quando eu reclamava da demora, dizia que era assim mesmo, que a justiça era lenta. O tempo foi deixando claro que, na verdade, o processo não andava por que não queriam que ele andasse. Muitas coisas foram ficando se explicação. Como explicar por exemplo, que o oficial de justiça não conseguisse achar o prefeito e ou o presidente da Fundação no mesmo tempo no q...

História de um Processo parte 4.

  O interrogatório . O primeiro encontro no escritório de Advocacia foi um terror. Eu me lembro de ter saído de lá me sentindo um criminoso de tão cruel e doloroso foi o interrogatório ao qual fui submetido. Tratava-se de um escritório “Sariedine, Advogados associados”. Fui recebido pela estagiária, Dr. Suelene que pegou o processo que e foi para uma sala reunir-se com os advogados. Depois de quase duas   horas fui chamado na sala. O que ficou em minha memória foi um terror em série. Parecia uma daquelas situações onde o criminoso é quase que torturado para admitir um crime que não cometeu. Os advogados entreolhavam-se incrédulos, e sem querer acreditar que eu teria sido demitido pelo que estava ali naquela pasta. Todo tipo de pergunta, hoje para mim,, ofensivas, me foram feitas. Chorei naquele dia. Já havia sofrido perseguições antes e em situações que exigira de mim força para manter meus princípios e não ceder argumentos que pervertem a realidade e corrompem a alma de u...

A história de um Processo - Parte 2

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  Um dia de escuridão e terror: ou como tudo começou?   Não me lembro do dia exato. Lembro que estava feliz. Eu estava namorando e tinha pedido a namorada em casamento. Tinha sido um final de semana que onde minhas esperanças de ter uma família voltaram a ganhar força depois de tantas dores já sofridas na vida. Cheguei na cidade de Goiatuba,   depois de uma viagem cansativa. Naquele dia eu tinha retornado pelo ônibus da Viação Estrela. A viagem era cansativa, parava em todas as cidades do caminho e os ônibus eram velhos. Os professores que moravam em outras cidades eram alojados em uma casa de dois andares. Eu, ocupava uma da camas do quarto superior   com vistas da janela para rua, junto com outros três professores – Anderson, Ivaldo e Eltinho. Quando cheguei na casa, logo notei um clima estranho. O professor Anderson estava estranho, esquivo, distante. O professor Ivaldo estava falante. O professor Elton ( Eltinho) quase sempre quieto, quase nunca conversava ...