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Do Livro Folhas Secas ao Vento - Um antigo Mistério

  O sol nasce mais uma vez... E espalha seus raios na natureza. O brilho espanta toda a escuridão da noite... E eu ainda mantenho aquela antiga tristeza Por não desvendar um antigo mistério –  Por quê? Por que tenho de te amar tanto assim? Agora é meio dia. E olho para os lados. Vejo natureza in natura e natureza artificial. A destruição joga todos os dados... E eu, eu ainda continuo aqui parado... Não vejo solução, se isto for um mal... Por quê? Por que de te amar tanto assim? Por que tenho de te amar tanto assim? As horas passam, e os pássaros voam... A tarde chega, os raios de sol se enfraquecem... Eu continuo amando, amando tanto assim. E toda esta força, toda esperança que existe, Não passa do reflexo destas horas tristes... E o sol descamba pelo horizonte... Retorna mais uma vez para a antiga fonte. Tudo mergulha na escuridão da noite. O meu coração sofre terríveis açoites, geme e grita, e soluça de amor. E no refluxo do sem fim... Permanece o mais antigo mistério... Po...

Livro - Folhas Secas ao Vento - Perguntas para minha alma

   Alma minha indomável, Por que não temes a escuridão Que produz esta vida miserável Ao cercar tua manifestação? Por que, alma minha, não recolhes ao silêncio inovador? Por que não amas o nada, o amor sem movimento? Por que na roda da vida não temes enfrentar a dor? E te tornas intocável como a calmaria do vento? Deus meu, Deus meu, graças dou-te por esta luz, Esta paz, profunda e lívida que a meu coração acalma! Mesmo quando meus pés sangram pelo peso desta cruz, O meu corpo revitaliza-se, e dorme em paz a Minh’ alma. E sigo grato. Oh! Deus, por esta Alma indomável! Que não me deixa sucumbir quando o mundo perde a calma, E que, nos momentos mais difíceis, ouço de forma amável: “És dono do teu Destino, capitão de tua alma”.

A Rosa e a Cruz

  A Rosa e a Cruz Finalmente compreendi sua voz misericordiosa Que fala meu aos meus ouvidos indicando o caminho. Ensinando-me que não existem rosas sem espinhos, E que a Rosa é a Cruz, e que a Cruz é a Rosa. E, foi assim que entendi os ensinamentos da cruz, Já com os meus pés sangrando pela via dolorosa; Aprendi a ouvir tua voz, seguir o raio de luz... Vendo na Rosa a Cruz, vendo na Cruz a Rosa. Com o peito sangrando e vertendo sobre a cruz, Os soluços de perdão de tua voz amorosa. Estava ali o mistério, o sentido de ser luz, A Rosa brilhava na cruz, e a Cruz, brilhava na Rosa! Do Livro Folhas Secas ao Vento - Nosso primeiro livro de poesias.