Vigésimo primeiro dia de quarentena – A nação prestes a chorar.
Goiânia, 05 de abril de 2020 É domingo de ramos, eu quase não me lembrei. A notícia da enfermeira goiana, Adelita, falecida no dia anterior ainda estava tão forte em minha mente que não me lembrei do calendário litúrgico. Não que seja um católico praticante, até por que não aderi ao jejum nacional convocado pelo presidente contra o vírus. Achei tudo uma hipocrisia sem fim. A busca pelo conhecimento levou-me a buscar a ver a vida com uma sinceridade de quem se olha no espelho e se aceita como é. Não é o caso dos religiosos que fizeram jejum hoje. São hipócritas. Jesus os teria chamado de hipócritas se fariseus. Defendem um jejum mais espoliam os pobres, defendem a torturadores, falam com violência, e, desprezam aqueles que mais precisam de conforto. Quero voltar a Adelita. A morte dela foi noticiada pelos grandes jornais do país. Era enfermeira, tirou fotos pedindo para as pessoas ficarem em casa. Os pais assistiram seu enterro ficando a vinte metros de distância. Embor...