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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Corpo e Alma

Corpo e Alma

Nelson Soares dos Santos
Amei-te com desejos dos animais impuros;
Que de forma selvagem rompe o sol das manhãs;
Em corpos suados de dias escuros;
Desfrutando os sabores das mais doces maçãs.

Dos reinos inferiores o teu  corpo é doçura suave e perfeita.
Faz do mineral a mais bela jóia que te enfeita;
Do  reino vegetal, a cama mais erótica onde tu deitas
E te elevas na mente, pelos sonhos, nos quais me enleias.

Quem poderias te ver para além do teu corpo?
Sem que em tuas curvas pudesse se perder?
Eu vi tua alma em prisão amorfa
E em dor profunda me deixei envolver.

Não. Não foi teu corpo que amei na cozinha.
Foi tua alma ansiosa de liberdade e sozinha.
No esforço de libertá-la de prisão tão daninha.
Eu sabia que libertaria a tua, e também a minha.

Do que vale a vida se só o corpo fala?
Se a alma é prisioneiro de um corpo que adoece?
De que vale os prazeres se os gritos da alma..
É lutar contra a escuridão de um dia que não amanhece?

Segurei em tuas mãos em toda noite fria.
E aqui estou na dor da transposição.
Quando o corpo começa a morrer de agonia
E a alma fala em poesia por meio do coração.


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