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sábado, 15 de novembro de 2008

A vida em Sociedade

Uma das discussões que se tem hoje na sociedade, é sobre como viver bem, como se relacionar, qual a melhor forma de se comportar. Em tempos de moderna tecnologia, o comportamento natural tem dado lugar a um comportamento artificial. Afinal, quais regras devem ser defendidas para um viver bem na sociedade?
Era consenso em um passado recente que devíamos ensinar as crianças os "bons modos". Dentre eles estava o hábito de dizer "muito obrigado", " com licençã" "Por favor" entre outras expressões como chamar os mais velhos de senhor e ou senhora, dar o lugar para os mais velhos se sentarem, ajudar os mais idosos a carregar pesos, etc.
Havia ainda aquele cuidado dos mais velhos em não conversar determinados assuntos na frente dos "mais novos", ou mesmo de maquear certas verdades até que crescessem. Bom, a tecnologia mudou algumas destas coisas: no caso do receio dos mais velhos, bumba, a internet resolveu o problema : não existe nada que um idoso de 60 anos possa conversar que não possa ser encontrado na rede por uma criança de oito anos.
A questão é que a modernidade não espalhou apenas a informação, ao passar a falsa idéia de que um jovem pode saber tanto quanto um idoso criou uma idéia ainda mais falsa de que a experiência dos mais velhos não tem mais valor, é antiquada e ultrapassada. Igualando a todos, criou-se uma idéia de prolongamento de juventude para alguns, sentimento de estar-se deslocado para outros, e, o que é pior, uma vida totalmente artificial para a maioria.
Criou-se uma fantasia daquilo que poderia ser, mas que na verdade não é, e não será para milhões de jovens e crianças. Apesar da informação fácil, a vivência da experiência significa mais que ter acesso a informação, significa ter a acesso a FORMAÇÃO, e de qualidade, para que o individuo possa aprender a fazer escolhas autônomas, julgamentos com bon senso e aprender por que a realidade apresenta nuances tão diferentes para uns e outros.
A vida em sociedade hoje, clama por formação para os nossos jovens e crianças, e, por mais que entendamos que eles estão em um novo mundo ( o mundo digital) os sentimentos que podem torná-los humanos ou monstros, um Hilter ou uma Madre Teresa de Calcutá, devem ser educados pelos adultos e ão por informações esparsas e de péssima qualidade encontrada na rede.
Precisamos resgatar os bons hábitos, cultivar as virtudes, semear esperançã, e então teremos uma vida menos artificial, pessoas menos solitárias e um um mundo mais pacífico. E, não precisamos abandonara tecnologia, pelo contrário, ela pode em muito ser nossa grande aliada.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O que e o amor? O que é amar

Um dia alguem me perguntou se eu já havia amado alguem nesta vida. Naquele momento fiquei atordoado e me pus a pensar. Foram semanas refletindo sobre o amor, a vida, o sentido da vida e do amor.
Sei que no sistema capitalista o amor tomou uma forma nova, diferente de um passado recente. Sei que hoje, amar, signfica tantas coisas, e ao mesmo tempo significa quase nada. Vivemos em tempos de amores líquidos, sentimentos liquidos, vidas passageiras, "tudo que é sólido se desmancha no ar.
A construção da chamada "vida em sociedade" tirou dos homens e mulheres o senso de sinceridade, de franqueza, de ser verdadeiro consigo e com os outros. Alguns, são tão falso consigo mesmos, que nem mesmo sabem mais nada sobre eles mesmos, então, vivem perdidos, perdidos dentro deles mesmos, em um labirinto sem fim.
Outro dia vi uma cena em uma novela que me fez pensar sobre o significado do amor, e o que pode ser o amor. Trata-se da novel global " A favorita", e, sobre o quarteto amoroso, ou duplo triangulo amoroso envolvendo os personagens Copola ( Tarciso Meira), e sua esposa, Gonçalo e Irene. No passado, Copolla amou Irene e foi correspondido, no entanto, as tragédias da vida os separaram e logo depois Irene casa-se com Gonçalo e Copola com Yolanda. No entanto, Copolla guarda o amor que sente por Irene e nunca diz a Yolanda que a ama, esta, se reserva e resigna-se a viver com os restos, constrói uma familia, mas nunca se sente amada. Do outro lado, Irene dedica-se de corpo e alma ao seu novo companheiro, que como Yolanda ama Copola, ela é amada por Gonçalo.
Ao fim, temos um Copólla que se separa de Yolanda por acreditar que tudo que viveu com ela foi apenas uma amizade; e, de outro lado, uma Irene que afirma a Gonçalo que amor, amor mesmo é toda história que eles viveram juntos, incluindo erros e acertos.
Talvez, esta seja mesmo dois polos diferentes do que hoje pode ser dito ser o sentido do amar e do amor. Em tempos de amores liquidos e repentinos, talvez seja o momento de se pensar que amor mesmo só se constrói na experiência vivida. Talvez, a vida do século XXI nos ensine que a rapidez da tecnologia não pode e não vai substituir o tempo dos corações.
Importante é ainda que analisemos aqui as falas que determinam a reconciliação de Irene e Gonçalo, e que define a separação entre Yolanda e Copolla para o desespero de Yolanda.
Irene vai até o escritório de Gonçalo, este senta-se, pronto pra ouvir que ela não o ama, nunca o amou, que o verdadeiro amor dela foi o copola e que ela agora estava pronta pra viver o amor dela, justificando pela traição dele que ela cometeu um erro no passado. Após dizer tudo isso, e dizer que seria compreensivo com a decisão dela, ele é supreendido por um pedido de perdão, de uma Irene decidida a continuar a história que eles construiram juntos, e, definitivamente deixar para trás o "verdadeiro amor".
De outro lado, Copola retorna para casa e encontra-se com uma Yolanda em prantos, familia reunida, e é recebido com a seguinte frase: - Você não ia passar a semana toda com sua amante?
Ao que responde Copolla: - Meninas, dirigindo-se as filhas , dê nos licença pois precisamos conversar.
Na conversa que se desenrola, ele comunica a ela o desejo de querer a felicidade dela, afirma que nunca a enganou, e que quer se separar para ser fiel e sincero com os sentimentos dele. Ela, chora, em prantos, lágrimas. Ele, Feliz, como se agora fosse digno dele mesmo, como se tudo que viveu não valeu a pena. Para ele, a razão de viver com Yolanda tinha chegado ao fim, pois ele ali estava apenas esperando pelo "amor verdadeiro" de Irene que um dia ele acreditaria chegar.
Gonçalo, por ter oportunidade, entrou na vida de Irene, e juntos construiram uma história. Copolla passou a vida dando o mínimo pra Yolanda, e sonhando com um amor que não se realizou, sonhando que um dia, sempre um dia, teria muito a viver no futuro o tal grande amor.
Yolanda, passou a vida se contentando com a "metade" de Copola que lhe sobrava, e assim, viu sua vida esvair, e, não fosse as filhas teria ficado apenas a frustração de nunca ter ouvido um "eu te amo verdadeiro.
Eis os amores do nosso século.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Doze passos para viver bem

Quem é o Professor Nelson Soares do Santos.
Nasci no interior de Goiás, na cidade de Nova Roma. Como migrante, vivi nas cidades de Campos Belos e Divinópolis, ambas no Nordeste Goiano. Logo cedo, interessei-me por estudo das religiões, tendo passado por diversas religiões protestantes, pelo kardecismo, catolicismo e Adventismo.
Conclui o Ensino Médio no Internato Adventista Brasil Central, e, logo em seguida retornei a Divinópolis de Goiás, onde iniciei a carreira de profissional da Educação. Cursei o Magistério, em seguida Licenciatura Plena em Pedagogia na Universidade do Tocantins, concluindo no ano de 1999. Durante a década de noventa envolvi-me na política e nos movimentos sociais, indignado com a miséria que reinava no Nordeste Goiano e Sudeste do Tocantins.
No ano 2000, ingressei no Mestrado em Educação Brasileira, e concomitante assumir o mandato de Secretário de Comunicação do Secretariado Executivo da Direção Estadual do Partido Comunista do Brasil. No ano de 2003, defendi dissertação de mestrado sobre o tema “Movimentos Sociais”, escrevendo sobre a luta dos estudantes do Tocantins para se organizarem.
No ano de 2004, ingressei como professor efetivo na Fundação de Ensino Superior de Goiatuba, onde permaneço até os dias atuais.
Este trabalho, representa uma tentativa do início de uma etapa na busca de contribuir mais efetivamente para a diminuição da violência, da miséria, do desespero humano de da falta de paz nos corações. Não se trata de divulgação de nenhum tipo de filosofia específica, ou de qualquer doutrina religiosa, mas da síntese dos estudos e leituras realizados neste 34 anos de vida, buscando caminhos para se superar a pobreza humana em todas as suas formas.
Mas que tudo isso, representa a compreensão de que os fundamentos da humanidade, de todas as religiões, ordens, seitas encontram-se uma matriz comum – na essência que cada individuo carrega dentro de si, e nesta força que fazem os homens superarem as dificuldades, as mais improváveis no esforço pela vida.

OS DOZE PASSOS PARA O VIVER BEM
A compreensão de si ( ou do sujeito) como ponto de partida para a compreensão da possibilidade de construção de uma Sociedade Democrática e Igualitária;
O respeito a si e a sua consciência como caminho da preservação da integridade;
O respeito aos outros como Instrumento da preservação da comunidade de iguais;
O respeito as Leis da comunidade como possibilidade de respeitos aos legítimos direitos sociais;
O respeito as diferenças como caminho para o desenvolvimento da singularidade;
A educação da vontade para o exercício do trabalho;
O dever de espalhar e inculcar as virtudes da não violência, tolerância e as virtudes de modo geral que são o caminho de uma sociedade pacífica;
O dever de prestar assistência ao próximo quando este está em perigo;
O dever de considerar a humanidade inteira como sua família;
O dever de respeitar os bens alheios, privados ou públicos, como possibilidade de respeito ao si mesmo que está no outro;
O dever de respeitar a natureza como patrimônio Universal;
O dever de respeitar os animais como seres sensíveis e conscientes.
Objetivos:
a) Levar os ouvintes a tonar-se conscientes de suas possibilidades na comunidade em que vive;
b) Proporcionar oportunidades de conhecer experiências de formas de preservação da integridade;
c) Demonstrar a necessidade de perceber a interdependência existente entre seres humanos, animais, o planeta e o universo como um todo.
d) Demonstrar a importância do trabalho voluntário na Educação da vontade e no processo de auto-conhecimento;
e) Levá-los a compreender o significo do conceito de fraternidade humana;
f) Demonstrar a partir de exemplos, e técnicas específicas a força do pensamento positivo na construção da carreira profissional e do viver bem.
Metodologia:
a) Para palestra com duração de 40 minutos e ou uma hora, será utilizado a apresentação em retórica visando demonstrar e convencer os ouvintes a tornar tais princípios presentes no cotidiano. Poderá ser utilizado apresentação de slides com imagens demonstrativas e convincentes sobre os temas trabalhados.
b) Para apresentação em oficinas, workshop, e dinâmicas de grupos será utilizado a metodologia dialógica, buscando envolver todos os participantes. Neste caso, será utilizado um tópico de cada vez, dividido em tempos precisos, com a realização de experimentos práticos.
c) Para cursos com duração de 20 horas, cada tópico será trabalhado de forma detalhada, buscando estabelecer uma auto-avaliação das experiências vividas na vida cotidiana dos ouvintes, dando ferramentas para vivenciá-las de formas diferenciadas.
Para Curso com duração de 40 horas:
Apresentação científica detalhada de cada um dos tópicos trabalhando os conceitos de tempo e espaço e a importância dos mesmos na vida humana.
Apresentação das virtudes necessárias no mundo globalizado para o crescimento pessoal, proporcionando exercício de como desenvolvê-las.
Proporcionar oportunidade de relatos de experiências ao final de cada módulo, no caso do curso de 40 horas serão 14 módulos, propiciando ao ouvinte a tomada de consciência sobre seu viver no tempo e no espaço.
Elaboração do diário de bordo que permite o ouvinte a continuidade do auto-monitoramento no cotidiano da empresa, da família, etc.

MIRIAM MAKEBA - UMA HOMENAGEM PÓSTUMA

Gostaria de fazer aqui uma homenagem a uma das mulheres que mais admirei nesta vida - Miriam Makeba. Desde criança me deleitava com suas músicas, elas nunca tocaram meu corpo, sempre tocaram minha alma.
Existem pessoas que já nascem grandes, Miriam Makeba foi assim. Ela não morreu, tornou-se mais forte para lutar contras as injustiças deste mundo.
Onde Estiveres, Miriam, Fale sempre contra as injustiças, defenda nossa áfrica, nosso povo, nossos ancestrais.
Aqui estamos para construir uma sociedade justa, não para oprimir nossos irmãos. Esteja, Miriam, onde nuca estivestes. Ouça seus irmãos que aqui ficaram, e, ajude-nos sempre a lutar contra todo tipo de opressão, racismo, injustiça, para que possamos trabalha na construçao de um mundo muito melhor.
Sejamos felizes, Miriam, Sejamos Felizes