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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A BUSCA DA PAZ NOS DIAS ATUAIS.

A definição mais simples e interessante de ética, ouvi-a um dia do Professor e Filósofo Mário Sérgio Cortella. Ele disse: Ética é um conjunto de valores e regras que utilizo para fazer as minhas escolhas do cotidiano. Basicamente para ter paz o individuo precisa saber responder a três questões: o que quero, o que posso, o que devo. - E continuou: Existem coisas que quero e não posso, existem coisas que posso e não quero, existem coisas que quero e posso mais não devo, e, ainda existem coisas que não quero, mais devo.

A ética, assim vista, diz respeito ao fazer Humano. É essencialmente a ação humana que diz respeito. Claro que pode ser aplicada ao pensamento e imaginação. No entanto, para o comum dos homens é na ação prática que se encontra a dificuldade das escolhas a serem feitas. A ética é sempre universal, e vale as mesmas regras e as mesmas perguntas: O que devo, o que posso, o que quero.  Para um homem de pensamento a ação começa sempre no nível do pensamento, assim, a ética se aplicar tanto ao pensar quanto ao fazer.

A ética então é a convicção teórica do fazer correto. É por esta razão que é completamente equivocado falar em pessoas práticas. O praticismo ou pragmatismo ( não estamos falando aqui de pragmatismo enquanto corrente filosófica) quase sempre leva a erros, e, na verdade toda decisão prática está fundamentada em uma escolha ética consolidada que apenas passa a ser utilizada quando necessária e aplicável. Pessoas práticas, são portanto, apenas previsíveis  por que tomam decisões baseados em modelos já postos sem analisar as especificidades do momento.

O individuo ou o livre pensador  nunca toma uma decisão sem o exercício do pensamento. Qualquer que seja a decisão por mais simples que seja deverá passar sempre pelo crivo da ponderação: Quero? Posso? Devo?
Quero está ligado a nossa vontade íntima, aquilo que nos realiza e nos dá prazer. São nossos sonhos, nossa imaginação. Posso, representa as regras sociais, a cultura, os valores sobre os quais vivemos. Devo, representa aquilo que está ligado a nossa integridade espiritual, moral e mental. Portanto, existem coisas que quero e não posso, Posso e não quero, posso e não devo, devo e não posso, e todas as combinações possíveis. Afinal, como disse o Apóstolo Paulo, como homens livres "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas nos convém".

A paz de espírito a que todos buscam nada mais é que a possibilidade do equilíbrio entre o Quero, o Posso e o Devo. Quando conseguimos um tal equilíbrio nos sentimos em paz conosco mesmo e com o Universo. Então onde entra a questão do esclarecimento? ora, para encontrar o equilíbrio entre o Quero, o Posso e o Devo, é preciso de  uma coisa simples: a Sabedoria, ou seja, o esclarecimento. É preciso ter os elementos necessários para se escolher, e com tais elementos utilizados com sabedoria evitaremos as dores e sofrimentos.

Então podemos concluir brevemente que para os nossos dias, necessitamos como nunca do esclarecimento. Afinal, o que parece é que nos dias atuais existe uma confusão imensa entre o que se pode, o que se deve, e o que se quer. Na verdade, vivemos em um tempo em que poucos sabem o que querem, muitos não sabem o que devem, e outros tantos, ignoram suas potencialidades. O esclarecimento aqui no sentido Kantiano do termo pode nos ajudar a compreender as angústias, as doenças modernas da mente, que tanto assola grande parte dos humanos.



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