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terça-feira, 5 de abril de 2011

Reforma Política : Educação e Plebiscito Já!



A tentativa da reforma política começou para valer no Brasil. A comissão especial do Senado que debate, analisa e pensa a reforma trabalha a todo vapor. A Comissão especial do Senado é formada por notáveis. Presidida pelo Senador Francisco Dorneles, e com a presença de Itamar Franco, Fernando Collor, Demóstenes Torres, e outras figuras influentes do senado, será difícil o que passar por tal comissão não ter pelo menos o respeito dos demais membros dos seus respectivos partidos. E é bem ai que mora o problema.
A pergunta que fica é se a reforma saída das mãos destes notáveis refletirá o pensamento ou mesmo a necessidade da democracia brasileira em um momento no qual o país se encontra em franco crescimento. Pesquisa feita pelo Instituto do próprio senado mostrou primeira discrepância entra o que pensa os notáveis e o que pensa os eleitores. Na pesquisa 58 % da população prefere que continue a reeleição e o tempo de mandato como está; optou pelo voto facultativo em vez do obrigatório aprovado pelos notáveis; optou por votar no próprio candidato em vez de votar em uma lista; ou seja, o pensamento dos notáveis está na contramão do que pensa o eleitor.
Outra pesquisa realizada pelo PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, mostrou algo ainda mais preocupante. Segundo o Blog do Jeferson, são poucos, bem poucos os brasileiros que conhecem e sabem como funciona o sistema político brasileiro. Na verdade a pesquisa ou enquete mostra uma coisa que o senso comum escancara; no Brasil mesmo dirigentes partidários sequer conhecem o estatuto do próprio partido. Falta informação ao eleitor sobre como funciona ou deve funcionar um estado democrático, e, falta aos notáveis, conhecimento do que pensa este eleitor.
Detectado o problema resta-nos apenas uma saída: educação política da população e realização de plebiscito ou referendo para a reforma política. Na melhor das hipóteses é preciso que seja feito uma boa consulta popular, audiências, seminários, para que o povo pelo menos tome consciência do que estará fazendo nas próximas eleições.


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