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domingo, 19 de junho de 2011

O direito de dizer sim, e o direito de dizer não. (Sobre as recentes Marchas )



Tenho escrito repetidamente sobre liberdade. A razão é simples. A ânsia pela liberdade de fazer está instituindo a ditadura de que todos devem fazer. Desta forma, em nome da liberdade começa por suprimir a própria liberdade, ou seja, a liberdade para não fazer. Não existe apenas a liberdade positiva. A liberdade negativa, ou seja, o direito de dizer não é tão importante quanto o direito de dizer sim. Li recentemente um livre sobre sucesso profissional que tratava disso: Como dizer não, e a importância de dizer não na carreira profissional e na vida.
Em um país onde 82 % fumam, 85 % usam bebidas alcólicas, 10% usam ou já usaram maconha, 5% usam ou já usaram cocaína, eu quero ter o direito de dizer não. Veja que aqueles que optam por uma vida sem drogas já são uma minoria no nosso país. E não venha me dizer que esta minoria não sofre discriminação, pois em nossa sociedade todas as minorias sofrem algum tipo de discriminação. E é por isso mesmo que é preciso que se tenha o direito de dizer sim, e também, o direito de dizer não. Em um país com mais de 10 milhões de homossexuais é preciso garantir os direitos humanos para esta população, é preciso porém, garantir aos demais, o direito de dizer não, e também, de serem diferentes. Em um país onde os casamentos e os lares estão cada vez em menor número, é correto defender o direito das mulheres de vestirem como quiserem fazer o que bem quiserem, mas também é preciso garantir aquelas mulheres que não querem ser “vadias”, e sim, construir uma família, com fundamentos morais cristãos, o direito de dizer não.
Em um país onde a corrupção é generalizada, onde ser honesto é quase um defeito, é correto garantir o respeito humano e o direito de defesa aqueles que acharam que foi preciso “ceder” em situações na vida  por causa da sobrevivência. É preciso também garantir o direito daqueles que querem viver honestamente de não querer se envolver em nenhum esquema fraudulento, e ainda assim, tiver os direitos de viver, exercer a profissão e ser feliz. Ou seja, a liberdade de dizer sim, deve ser do mesmo tamanho da liberdade de dizer não.
Igualmente, existem outros direitos que merecem, muito mais, uma luta árdua do que a liberação da maconha, o direito de se vestir como bem quiser etc. o direito de se alimentar, por exemplo, é uma luta que não acabou no Brasil. Aliás, são 16 milhões de brasileiros que ainda passam fome neste país. São milhões que morrem de fome no mundo inteiro. Existem lutas que por mais que são importantes, são totalmente supérfluas quando falta Alimentação, Educação e vestuário. Vamos primeiro garantir o básico a todos, e então depois pensamos nas tais liberdades. Não existe liberdade onde a necessidade impera.
É preciso lutar por justiça social. A justiça por si só garantirá todos os direitos que forem justos. Então, lutemos por justiça. Lutemos pelo direito de todos a educação, lutemos pelo direito de todos a escolher uma profissão, ter um emprego, uma moradia. Lutemos pela humanização da vida para que possamos viver todos como irmãos. Como dizia King, ou aprendemos a viver todos juntos, ou morreremos todos juntos. A vida e o planeta pede que esta lição seja aprendida de forma urgente.

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