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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Pedido de perdão pelos governantes do Brasil - I do Descobrimento a Independência.

Senhor, Eu lhe peço perdão pelos dirigentes do meu país.
Não quero ser negligente por, nenhum deles, senhor;
Por isso, eu peço desde já, mesmo por aqueles de quem não me lembro o  nome.
Não me lembro do endereço, e nem mesmo do telefone.
É que está muito difícil fazer pedido de oração.
Os pastores e padres pedem tudo, até número do cartão.

Senhor, perdoa todos que já morreram,
Eu sei que eles pouco fizeram,
Mas já morreram, senhor.
Livra-nos de ter que continuar a acender velas nos seus túmulos.

Na lista dos que já morreram, senhor;
Perdoa Cristóvam Colombo.
Ele não sabia senhor, que isso viria ser o Brasil.
Perdoa também Pedro Alvares Cabral.
Ele só queria vender alguma coisa para os índios,
E Ver se por aqui tinha ouro e sal.
Mas perdoa, mais ainda, senhor, os deuses do vento e do mar.
Foram eles que permitiram os portugueses aqui chegar.
Pois, Por que não os afundaram, no meio do grande mar?

Entre os políticos mortos, não faça algaravia.
Perdoa, todos de uma vez, os chefes das capitanias.
Que bom tempo era aquele, que os maus morriam de peste.
E o mapa do Brasil, só era feito do nordeste.
Mas como nada era perfeito, já existia oposição.
E existia o fracasso, e já existia o ladrão.
Já existia e a mentira e o  homem público que mente.
Portanto só logrou sucesso, Pernambuco e São Vicente.
Então perdoa senhor a todos os fracassados.
Foi por causa deles que o Brasil
Expandiu-se desordenado.

E no governo Geral, perdoa cada governador.
Perdoa o Tomé de Souza.
Ele era Tomé demais.
Ele acreditou  nos índios
E encheu aqui de canaviais.
E como os índios eram indomáveis;
Escravizou meus ancestrais.
Hoje, pagamos o preço de tamanha loucura.
O preconceito é imenso,
Pois ainda se pensa que preto,
Nasceu pra fazer rapadura.
E pra piorar as coisas, aumentar sua desdita;
Ele foi o infeliz que trouxe os jesuítas.

Perdoa o Duarte da Costa.
Ele não teve autoridade.
Foi o Álvaro e o Sardinha;
Que agiu com a maldade.
E enquanto ele se esbaldava,
Comendo bife a milanesa;
Ainda teve de conviver
Com a invasão francesa.

Perdoa o Mem de Sá.
Ele, talvez não foi tão mau.
Mas acabou com os tamoios.
Mandou os franceses ao arroio,
Inventou o carioca;
Fez beju de tapioca;
E guardou o que pode  no embornal.
O seu filho, o Estácio,
Montou uma faculdade;
Que ainda é tradicional.

Senhor, depois destes três foi tanta confusão;
Era um, era dois, era tanta divisão.
Que eu nem sei se vale apena enumerar
Para pedir tanto perdão.
Tentou-se melhorar com a vinda de João.
Mas este é outro danado que precisa de perdão.

Senhor, no campo dos reis.
Não preciso só de perdão.
Quero perdão e clemência.
Por que primeiro veio D. João.
Depois a independência.
Com um tal de D. Pedro,
Que sofria do mal da desinência.
Pois não sabia se ser brasileiro era uma abstinência.

No campo dos revolucionários;
Perdoa as Minas Gerais.
Até hoje pensam que foram os únicos inconfidentes;
E que lutaram demais.
Os inconfidentes baianos;
Que foram pegos dormindo em rede;
Também merecem perdão;
Eles dormiram porque estavam com sede.
Os inconfidentes cariocas;
Foram pegos dançando carnaval.
Eles só estavam alegres, senhor.
E não fizeram por mal.
Teve também os mascates;
E também os emboabas.
E no final de tanta guerra,
Tudo acabou em nada.
Parece até CPI do Congresso;
que coisa mais engraçada.





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