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domingo, 6 de novembro de 2011

A questão do poder II – Uma luta por dias mais felizes.




Nelson Soares dos Santos

“O nosso passado nos segue inteiro em cada momento (...):  o que sentimos, pensamos e quisemos desde a primeira infância está lá, inclinado sobre o presente, que ele está por absorver em si, premente a porta da consciência”. Henri Bergson

Enquanto falava a platéia dos delegados do Partido Popular Socialista estas palavras de Bergson vieram a minha mente. Fiquei parado, e por segundos toda a minha vida passou como um filme em minha memória. O meu passado estava ali, espreitando o meu presente, inclinado sobre ele, cobrando as realizações do meu dever. Tudo se conduzia, para que conforme anunciado ontem, neste blog, fosse eleito em chapa única e por consenso membro da Executiva Estadual do referido partido.
O clima era de intensa pequena disputado. Digo, intensa e pequena pois somos ainda um partido pequeno com poucas possibilidades de influenciar nos rumos do poder em nosso estado, e mesmo no nível nacional, somos também um partido pequeno em quantidade, mas que no entanto, em qualidade tem se mostrado guerreiro por novas práticas políticas afinadas com as exigências das novas gerações. Tudo confluiu para o consenso, e, o partido saiu vitorioso e unido do seu Congresso Estadual, e todos envolvidos em uma vontade de lutar para a construção de um novo momento no Estado de Goiás.
O meu passado cobrava ainda da minha consciência os compromisso de luta não externados mas presentes na memória.  Uma destas promessas tomou forma ainda na infância quando participamos e dirigimos um grupo de Teatro cujo nome, era Mãos Unidas. Na prática como no nome sonhávamos um dia contribuir para que as pessoas seu unissem, lutassem juntos em espírito de fraternidade por uma sociedade melhor. Estes e tantos outros momentos aparecem hoje em forma de projetos e sonhos políticos a serem compartilhados com os companheiros nesta nova jornada.
1.          A idéia democracia e o Poder local. A valorização da democracia e do poder local será uma das nossas bandeiras constantes nos próximos anos. Precisamos aprender e enriquecer o exercício da cidadania democrática, cidadania esta que começa nos espaços da vida privada, como o espaço da família e dos pequenos grupos sociais que tem vida nos municípios. É esta a razão pela qual o PPS valoriza a idéia do exercício do poder local, pois é ali, perto do cidadão que tudo começa tudo que é bom e tudo que é ruim. Portanto valorizaremos a vida familiar, o investimento em educação infantil e na compreensão dos papeis dos gêneros na nossa sociedade.
2.          Os problemas urbanos. Andando pelas grandes cidades goianas não tem  como não se deparar com intensos problemas urbanos que urgem serem resolvidos. Dentre eles, podem ser consideradas como questões crônicas a saúde, o trânsito, a urbanização desordenada de algumas cidades, a questão ecológica, o acesso a educação infantil e a questão da moradia. Nos próximos anos estarei debruçado e juntos com os companheiros do PPS, discutindo e conhecendo cada um destes problemas que assola a população.
3.          O tipo de desenvolvimento que queremos. Tem se falado muito em crescimento econômico e muitas pessoas tem saído da miséria. Nós acreditamos que isso esteja acontecendo e ficamos felizes com tal  fato. No entanto, o desenvolvimento de uma cidade, de um estado ou de um país não pode ser medido apenas pela questão econômica. É por isso que defendemos um desenvolvimento humanizado, e para isso, precisamos urgentemente de revolucionar a forma como tem se tratado a questão da educação, saúde, e, segurança pública.
4.          Na questão da educação, precisamos defender uma educação de qualidade. Não basta apenas que seja garantido 10% do PIB para educação, é preciso recuperar valores no meio educacional, sobretudo, nas relações professor aluno e Instituição/aluno. A educação não pode ser vista como uma simples mercadoria, antes, deve ser vista pela sociedade com as peculiaridades que lhe é inerente. Estudantes e professores devem entender o processo educativo como um serviço público, ou seja, cujos resultados não está como conseguência destinos individuais mas o destino de toda a sociedade.
5.          Na questão da saúde, o aumento do investimento é questão mais que óbvia. O que não parece óbvio é que devemos fiscalizar rigorosamente os recursos já aplicados. Neste sentido, fiscalizar os recursos aplicados  não é apenas uma questão monetária. A meritocracia, a disciplina no serviço público são questões que devem ser observadas e estudas. Muitos dos recursos também são perdidos por falta de uma gerência qualificada dos recursos humanos.
6.          As questões urbanas tem dois lados que se completam. De um lado o aumento de investimentos; de outro lado um planejamento estratégico eficiente, educação permanente da população para que se aumente a consciência dos limites existentes entre o que é público e privado em nosso país.
Na medida em que nos debruçarmos sobre tais questões, a vida de todos os goianos vai dar um salto de qualidade, por que neste caminho o que está posto é a valorização do ser humano, é colocar as coisas, o crescimento econômico como  estrutura da felicidade humana. Nós estaremos dedicando todas as horas de nossa vida doravante a construir e dar corpo a esta luta por dias mais felizes.

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