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sábado, 7 de novembro de 2009

Novamente sobre amor e amizade - O paradoxo dos tempos modernos

A verdade sobre o amor está bem descrita em muitos textos da história da humanidade. Mas, e nos dias atuais? Os amores são liquídos? Como entender o amor, a amizade em um mundo no qual o consumo é a única regra, e o egoísmo é a única lei? Como viver o amor se a lógica é a conquista e a posse e nunca o compartilhar?

A perspectiva de uma história de amor nos dias de hoje, é sempre vista com algo anormal. Quase ninguém acredita mais em história de amor. Se um homem diz amar uma mulher, todos reduzem a declaração de amor a um mero desejo da carne, desejo de sexo, de transa como dizem, nada que seja capaz de superar obstáculos e dificuldade na vida.

Na questão da amizade as coisas não andam diferentes. O significado da amizade foi instrumentalizado. O que antes eram festas de encontro com amigos, tornou-se forma de arrecadar dinheiro para pagar contas, consertar o carro batido, fazer rifa para pagar a faculdade. Poucos olham para pessoas de quem acreditam não poder receber nada em troca.

Os anos 90, última década foi assim vivida. Sem o signo do amor e da amizade. Os casamentos chegaram ao máximo da busca de cada pessoa pelo sucesso na carreira. As amizades verdadeira e os amores sinceros são descartados em prol do sucesso e da vitória nas batalhas.

A vida consiste em vencer batalhas. Não existe mais uma vida inteira, pois nada dura, tudo está fragmentado. Assim, também se tornou o amor e amizade. Mas, afinal, onde está o paradoxo? Não é difícil de responder. Durante dois anos venho lendo biografias, história de homens e mulheres de sucesso nos mais variados campos, e,para surpresa minha aqueles que estão tendo sucesso são justament os que fizeram opção pelo duradouro. São pessoas que planejaram suas vidas, alimentaram projetos de longo prazo, para a vida inteira, para a posteridade.

A questão é que na condição atual projetos de longo prazo não trazem prazer momentâneo, prazer rápido. Projetos de longo prazo por vezes incluem o enfrentamento de dores,dissabores e sofrimentos. É assim, para aqueles que optaram por investir na verticalidade da carreira profissional, investiram em um empreendimento duradouro, ou em um relacinamento que durasse para toda a vida.

Tais investimentos significa dar um valor ao amor e a amizade para além do passageiro, do transitório. Significa preocupar em vencer a guerra em vez de vencer batalhas, e, por vezes significa sentir alegria depois de muito tempo vivido enfrentando dores. No entanto, eis o grande paradoxo, sem amor verdadeiro, sem amizade verdadeir nada disso é possível.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Por mais que procure palavras para dizer quem sou, a única coisa que concluo é que sou um SER HUMANO. Por isso luto todos os dias pela evolução da humaniadade, pois a evolução de todos é minha própria evolução. Sendo assim, não consigo aceitar nada que não seja o fato de que todos os homens são iguais, apesar das diferenças de religição, de crenças, de ideologias etc. - O que os outros disseram de mim para mim ou para os outros:
Professora de Psicologia da Graduação: Você tem uma alma forte, uma essência poderosa, ainda fará coisas maravilhosas.
Um homem mais velho que foi meu aluno quando eu estava começando o Magistério ao ser inquerido como era ser meu aluno: Ele é um professor que ensina e discute idéias.
Uma aluna da UFT, do ano de 2006: Um professor inesquecível para o bem ou para o mal.
Minha amiga e colega de infância Eunice: Um grande homem que jé venceu na vida e não tem nada para provar para ninguem.
Minhas filhas: Papai, pór que o senhor fala alto, parece que está brigando,? o senhor fica feio falando assim.
Meu amigo Adelino: Calma professor, eu sei que o senhor acredita no ser humano...
Meu amigo Joel Pinto de Barros: Um Diamante bruto que um dia será lapidado.
Um ex-aluno e professor na cidade de Professor Jamil - Você foi um professor inesquecível. Todos os dias lembro de uma lição aprendida com você, suas lições explicam a vida cotidiana.
Uma outra ex-aluna de Professor Jamil - Se eu pudesse dizer alguma coisa diria que você nos ensinou a viver, a baixar a bola, a sermos humildes diante do saber.
O que disse um amigo milionário: Você não ficou rico ainda por que não quis, ou por que tem preguiça de vontade. Inteligência não lhe falta.
O que disse um inimigo de velha data: O Nelson sabe o conhecimento que tem, sabe que poucos estão no nível dele, principalmente aqui no nordeste goiano, então, ele faz de propósito. Ele sabe que ele é prepotente, arrogante e autoritário.
De minha namorada que me deixou aos 19 anos, por que o pai dela dizia que eu era vagabundo e ia deixar ela passar fome: Olha, pra falar a verdade, nem mesmo quem te amava acreditava que você fosse tão longe.
De minha professora de 3ª série - Você foi o melhor aluno que tive. Eu sou feliz por ter sido sua professora.
De meu professor de 4ª série - Toda vez que lembro de você, sinto mais vontade de viver e sinto que a vida vale a pena.
Do prefeito de minha cidade: Se um dia você voltará Divinópolis será uma bem aventurada, todos nós ganharemos.
De minha filha de tres anos: você é meu paizinho lindo que brinca comigo de boneca.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

I SEMANA DE INTEGRAÇÃO ACADÊMICA E CULTURAL DA UEG E COMUNIDADE

Com o objetivo de integrar ainda mais a comunidade universitária à comunidade do Nordeste Goiano e parte do Sudeste do Tocantins, promovendo também um resgate artístico e cultural da região, a Universidade Estadual de Goiás – Unidade de Campos Belos, realiza a I SIACUC - I Semana de Integração Acadêmica e Cultural da UEG e Comunidade, nos dias 26, 27, 28, 29 e 30 de outubro de 2009.

A I SIACUC é dividida em duas partes distintas: na primeira do dia 26 ao dia 28 ocorrerão lançamento de livros, palestras, minicursos, apresentação de painéis e oficinas com temas nas áreas de letras, pedagogia e tecnologia e agropecuária. A segunda parte, nos dias 29 e 30 acontecerá o festival de música e poesia, com premiações aos telentos dessas duas modalidades, tanto da Unidade Unidade Universitária, quanto da camunidade: Campos Belos e demais cidades de abrangência da UEG.

A cerimônia de abertura presidida pelo professor Rosolindo Neto de Souza Vila Real, diretor educacional da Unidade, será no dia 26, segunda-feira as 18:30 min no auditório Dom Alano, na rua Rui Barbosa, praça da Bíblia de Campos Belos e contará com a presença de autoridades do poder executivo e legistativo da região. As palestras serão realizadas no mesmo local e o encerramento se dará no dia 30 de outubro com a entrega de prêmios aos melhores colocados no festival de música e poesia.

O grande diferencial da I SIACUC é sua estreita ligação com a produção acadêmica da Unidade Universitária com apresentação e maior publicidade dos projetos de pesquisa e extensão, bem como a qualidade das palestras, dos palestrantes e expositores envolvidos na semana. Outro aspecto de alta relevante são os lançamentos de livros Nas trilhas da poética de Osman Lins: um estudo sobre a metaficcionalidade do professor da Unidade doutorando Flávio Pereira Camargo; Percurso da narrativa brasileira contemporânea – coletanea de de ensaios – organizada pelo mesmo autor junto com o professor Dr. João Batista Cardoso da UFG; Estudos sobre a literaqtura e linguística: pesquisa e ensino também organizada pelo professor Flávio com outra professora da Unidade Vanessa Gomes Franca.

Nesta semana serão oportunizados espaços de apresentação e publicação de trabalhos artísticos e culturais de alunos, professores e pessoas da comunidade, objetivando valorizar e reforçar a identidade cultural da população da região de abrangência da Unidade. Destaca-se também na I SIACUC a siginificativa parceria com a sociedade, na aquisição de patrocínios para manutenção do evento.


Campos Belos 26 de outubro de 2009.

domingo, 25 de outubro de 2009

A Eleição na FAFICH e o GRANDE eleitor
Nas eleições para diretor da FAFICH este ano, na verdade, só temos um grande eleitor. O Nome dele é Marcelo Coelho. O Prefeito da Cidade de Goiatuba. È simples minha tese. Nas medidas legais o que a comunidade acadêmica pode fazer é eleger uma lista três nomes, ou seja, dentre todos os candidatos os três mais votados formam a listra tríplice. Uma vez a lista forma, a lei faculta ao prefeito escolher qualquer um dos três, sem incorrer em ilegalidade, e nomeá-lo como novo diretor da Faculdade. Ao fazer isso, o prefeito estará nada mais fazendo que cumprir rigorosamente a lei, mesmo que o escolhido por ele tenha sido o preterido em votos pela comunidade acadêmica.
Foi o que aconteceu na eleição passada. Dentre todos os candidatos o mais votado foi o professor Marcos Pereira, preterido, uma vez que o prefeito preferiu nomear a professora Dulce, que ficou longe de ser a mais votada, tanto entre os alunos quanto entre os professores.

O resultado político da hístória nós conhecemos. Para acalmar a "ira" dos "vencendores" perderdores o Professor Marcos Pereira foi "convidado" pelo Prefeito para assumir a Secretaria Municipal da Educação. Na época eu fui um dos que alertei para o fato de que mesmo que fosse um sucesso como secretário o professor Marcos não se sustentaria após o processo eleitoral, pois estes tipos de arranjos políticos na democracia brasileira, já está mais que claro que não funciona, pois contempla apenas pessoas e nunca plataformas de medidas a serem adotadas ou planos e políticas a serem seguidas.

Não fosse a chegada do novo Presidente Cleiton Camilo à FESG, a situação da FAFICH hoje seria totalmente lamentável. A gestão Alzair/Dulce propugnou por uma política de desvalorizar os cursos de licenciaturas, havendo inclusive ferrenhas discussões nas reuniões internas onde sempre estava presente as propostas de fechar cursos como Pedagogia, Letras e Educação Física. A chegada do novo presidente barrou as pretenssões nada claras da Direção Acadêmica que discursava pelos corredores que os cursos deficitáris tinham de serem fechados, não compreendendo eles que o crescimento de uma faculdade e sua transformação em Centro Universítário não pode ser avaliado pela rentabilidade lucrativa de um ou outro curso, mas pelas possibilidasdes lucrativas da totalidade, pois a idéia de Universidade pressupões que os cursos se completam em suas atividades para a formação de recursos humanos qualificados.

Mesmo com a chegada do novo presidente a gestão pedagógica da professora Dulce continuou temerária. Eu mesmo fui diversas vezes vitma do desconhecimento da prática eficiente de gestão pedagógica, chegando ao absurdo de se ter feito reuniões e mais reuniões para encontrar formas de fazer avaliação de minha pessoao objetivando buscar minha demissão. Em um destes casos fui salvo pelos alunos, pois os mesmos entenderam que as cobranças feitas por mim em sala de aula tinham o único objetivo de ajudá-los a crescer no processo de Ensino-aprendizagem. Mesmo assim, o disparate da direção pedagógica ir até as turmas, e segundo depoimento de alguns alunos pressionar os mesmos a fazerem abaixo-assinado para buscar a minha demissão é tanto hilário quanto idiota, pois não se avalia professor desta forma.

A avaliação docente é feita de forma institucional, ou seja, avaliando as condições sob as quais o docente ministra suas aulas. Desta feita, caso eu fosse mal avaliado pelos alunos eu poderia mesmo ter arguido em minha defesa, ( e já existe julgado neste aspecto), que o grande problema que meus alunos não tem desenvolvido com destreza a aprendizagem se dá inclusive pela maneira discriminatória pela qual tenho sido tratado durante anos nesta Instituição.

Os gestores pedagógicos, tanto os que me demitiram cinco anos atrás, quanto aqueles que ainda estão no poder, sendo a professora Dulce um dos últimos resquícios, parece não compreender o que é o ato educativo. Não primam pela relação de aprendizagem nem tão pouco pela criação de uma ambiente de aprendizagem na Instituição. Não valorizam os professores que buscam qualificação, que luta para melhorar em quantidade e qualidade o número de publicações, e participar de congressos das referidas áreas de conhecimento.

Um dos exemplos da inépcia da atual gestora pedagógica é o pouco interesse que demonstra pela iniciação científica e pela criação do Laboratório de Línguas. No primeiro caso, eu propus a criação de bolsas de iniciação científica e ministrei um primeiro mini-curso para aprofundar conhecimentos sobre o que é ciência aos alunos que desejassem participar; em vez de apoiar a atual diretora fez campanha aberta para que a FESG não pagasse os honorários relativos ao curso, como se alguem nesta vida trabalha de graça. No caso do laboratório de Língua, uma iniciativa que traria benefícios a todos os cursos, principalmente ao curso de Direito, pois tais profissionais trabalham diretamente com e leitura e escrita e necessitam de uma segunda língua, a diretora não apenas não envidou nenhum esforço, ( pelo menos que seja do meu conhecimento);. como ainda no mês de junho chegou a noticiar que o curso de letras teria suas atividades encerradas. O curso de letras só não foi fechado por que a presidência em reunião na Cidade de Rio Verde na Reitoria da Universidade de Rio Verde, recebeu e acatou a idéia de conceder bolsas aos alunos do curso de letras, manter o curso mesmo deficitário com o compromisso dos professroes e coordenador do curso dar andamento na execução dos cursos de extensão e ao laboratório de Línguas para beneficiar de alguma forma os demais cursos da Instituição. Que eu saiba, as coisas não tem andado como o combinado, e é responsabilidade da Direção pedagógica zelar pelo planejamento pedagógico da Instituição.

Uma outa proposta feita por mim mesmo, é o "Projeto Escola Nota 10". A proposta é utilizar os alunos estagiários, o espaço ocioso da faculdade no turno matutino e noturno para criar ambiente de aprendizagem que potencialize a formação dos estudantes da rede básica do munícipio. Fiz reunião fechada com toda a equipe de gestão pedagógica, foi criado todas as condições na Secretaria Municipal de Educação, e, quando chegou a hora de colocar em prática o projeto, por meio da seleção dos estagiários, todo o trabalho foi simplesmente ignorado como se nada tivesse sido feito. Tendo que recomeçar tudo de novo, por meios burocráticos e de inúmeros protocolos que pela rapidez com que se dá quorum nas reuniões da Instituição certamente que o projeto não sairá do papel nunca.

Imagino que cada professor, tem histórias semelhantes para contar. De um tempo para cá percebi que não é perseguição a minha pessoa apenas, é ineficiência e ineficácia mesmo. A direção Pedagógica não tem clareza de qual é o papel do gestor pedagógico, já discutido por mim, em artigo anterior. Sem clareza do papel a ser exercido e com uma tremenda falta de humildade para ouvir, não é dificil que fiquem andando em circulos sem saber para onde ir.

Nestas condições é que preocupa-me o papel de grande eleitor do Prefeito Municipal. Ora, embora alguns tenham dito que o prefeito tenha afirmado que vai nomear o mais votado, nada o impede que ele mantenha a professora Dulce. A Lei o permite isso. Ele não estará fazendo nada legalmente errado. Portanto, é mister que além de votar a comunidade acadêmica que entende os desastres desta gestão deixe claro ao senhor prefeito que a continuidade da tranquilidade acadêmica depende da substituição da Professora Dulce, pelo candidato mais votado. Aliás, ao meu ver, mesmo que a diretora Dulce seja a mais votada não deveria ser a indicada, pois neste momento de crescimento a Faculdade precisa de pessoas que acredite no crescimento da Instituição, no crescimento de todos os cursos, e na missão da Instituição que é prover o acesso ao Ensino Superior a todos os filhos de Goiatuba e Região.

Por que digo isso? É simples. Com o mal entendido que é nossa democracia, onde ainda se ganha votos dando tapinhas nas costas e fazendo promessas, que na maiorias das vezes não são cumpridas, ou mesmo, fazendo promessas apenas nas possibilidades da expectativa do poder, é possível que a professora Dulce venha a ser a mais votada, mas certamente ela não representa o futuro da Instituição. Ela representa um passado do qual deveríamos ter vergonha, de grupelhos e de perseguição pessoal. O momento, agora é outro, é de olhar para frente, seguir em frente, transformar a FAFICH em Centro Universitário, fortalecendo todos os cursos existentes, ampliando o número de alunos e cursos, e criando cursos de extensão e pós-graduação que propicie aos filhos de goiatuba e região alta qualificação humana e tecnológica.

A democracia deve nos sevir para avançarmos, não para olharmos para trás. A democracia deve servir para que aprendamos com os erros a escolher melhores gestores, mais qualificados, e que compreendam o serviçõ que se tem que fazer. Gestão pedagógica é trabalho para profissionais altamente qualificados e experientes, não para amadores que passam o tempo envolvidos em simpatias e antipatias.

Reverência e a busca pela paz.

Hoje, quero falar de reverência. NO dicionário significado da palavra reverência é dado como: reverência
Significado de reverência
s.f. Respeito profundo, acatamento, consideração.
Veneração ou respeito às coisas sagradas.
Cumprimento respeitoso; saudação respeitosa, acompanhada de inclinação do tronco para a frente ou de flexão dos joelhos; vênia, mesura: fazer uma reverência.
Vossa Reverência, tratamento que se dava aos religiosos das ordens mendicantes.
E é por isso mesmo que vejo importância em falarmos de reverência. Nos dias atuais, as vezes, falar de respeito já é dificil, e, talvez o nosso problema é que apenas respeito não constrói relações duradouras e pacíficas.
Creio que tem faltado a todos nós a reverência. Não aquilo que se chama reverência a um Deus exterior, mas reverência mesmo aquele divino que existe em nós. Na correria do dia-a-dia, poucas vezes paramos para reverenciar a natureza, não olhammos nosso próximo,nossos filhos, amigos, parentes com reverência. Temos dificuldade de parar, pois, necessitamos correr desesperadamente, em busca de algo que nem ao menos sabemor por que.
O ato de reverência exige uma parada, exige reflexão, exige ver, perceber, olhar mais de uma vez. Exige sentir o outro que existe em nós para que possamos sentir o nós que existe no outro.
A reverência é o ato essencial a percepeção da beleza. Talvez por isso os atepassados viam na reverência um passo primordial na adoraçao a Deus. Era pela reverência que se unia à Divina Providência.
Reverenciar é ter respeito profundo, é olhar para alguma coisa como única. È dar um valor incomensurável, é olhar profundo com os olhos da alma.
Nos dias de hoje, umas das coisas que precisamos reverenciar é a busca pela paz, ou a paz em si. O mundo está turbulento, os valores estão invertidos, o ser humano está espremido entre o ter e o ser, sendo que o ter está confundindo a mente de muitos.
Em tempos nos quais se reverenciar o ter,o consumir, o viver na correria, é preciso reverenciar a serenidade, a tranquilidade, a natureza, a paz de um lado cercado pela tempestade turbulenta.
Hoje, lutar pela paz é retomar o direito de reverenciar o bem, o amor, a força, a sabedoria e a beleza.É tempo de ouvir o cantar dos passáros, de sentir a brisa a nos tocar de leve ao corpo em dias de calor.
É tempo de permitir falar o Deus que existe em nós.

sábado, 24 de outubro de 2009

Os Fenômenos mentais e psíquicos.
Hoje na palestra de abertura feita pelo Frater e Grande Conselheiro José Gonzaga sobre os Fenômenos mentais, foi interessantes as informações passadas ao público sobre isso que o mundo chama de paranormalidade.
Em tempos que as pessoas usam e abusam dos poderes mentais para os fins mais escusos, que bom seria se todas as pessoas conhecessem a força que tem a telepatia, e o quanto é comum o uso da mesma para manipular, dominar e escravizar as pessoas. Quantos casamentos seriam preservados, quantas familias não seriam desfeitas, se ao menos soubessemos proteger a nós e aos nossos amados das influências maléficas daqueles que não tem outro objetivo na vida do que continuar perdidos e sem saber para onde ir.
Do mesmo modo, quanto ganharia a luta pela paz se conhecessemos os poderes da psciocinese, da vibroturgia, do desdobramento espiritual e tantos outras possibilidades já admitidas pela ciência.
O que nos ensina a lei da relativade? o que nos ensina a antimatéria?
Será que não é chegada a hora de disponibilizar tais conhecimentos para a massa da humanidade e assim contribuir para evolução de toda a humanidade?

Na palestra da Soror Maria do Socorro tivemos a oportunidade de conhecer a história de inúmeros homens que sonharam e lutaram por um mundo de maior paz e de fraternidade. Dos muitos citados, tenho especial admiração por Nelson Mandela, Martim Luther King, Jesus, Ganhdi, Sidarta Guatama. O que fica, no entanto, é que precisamos fazer mais do que conhecer a luta pela paz, temos de nos envolver nela, nos comprometer com ela.
Lembra-me aqui a história do ovo, da galinha, do porco e do sandwuiche de Salame. A galinha está ali, sempre envolvida, mas o porco, o porco não, está sempre comprometido. Creio que na luta pela paz temos de nos compremeter, começando pela nossa familia, nossa cidade, nossos amigos, nossos queridos. E assim, envolver e nos compremeter com a paz de toda a humanidade.

São exemplos de homens assim, como Spencer Lewis que dedicaram suas vidas a luta da grande obra, a grande missão de ajudar a humanidade em sua evolução que deve nos mover para adiante.

Lembra-me aqui um exemplo que ao meu ver não pode ser esquecido. Henry Ford. Sua idéia de produzir para as massas, para melhorar a vida de um grande número de pessoas não pode ser visto a não ser como um dos modelos que podemos contribuir para o avanço da humanidade.O trabalho, a luta material terá mais sentido se começarmos a pensar em fazer tudo sempre com um objetivo implícito de melhorar a vida das pessoas.

O Cosmos nos agradeçerá.
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Pensamentos sobre a vida
sábado, 24 de outubro de 2009
Paz, Fraternidade e Mistiscismo
Neste fim de semana participei da VI Convenção Regional da Rosacruz, Região GO I que engloba Goiás, Distrito Federal e Tocantins. Foi uma ótima oportunidade para conhecer novos irmãos, vivenciar palestras maravilhosas sobre a paz, a fraternidade e o mistiscimo, temas do encontro.
O que está ficando para mim, ( a convenção só termina neste domingo as 18 horas), é que o mundo realmente precisa trabalhar mais pela paz, pela fraternidade e pelo misticismo. O mundo atual está por demais conflituoso, e, precisamos entender que a paz está dentro de nós, e que começa em nossa família.
Começando em nossa família se estende para o nosso grupo de amigos, local de trabalho, nossa cidade, estado país. Só a medida que vivemoso e nos integramos na humanidade inteiro poderemos aprender o significado da paz e da fraternidade.
Na palestra de abertura a mensagem do Frater Hélio Moraes e Marques nos ensinou sobre nossa busca interior, por meio da seguinte Parábola:
Certa vez um boneco de sal queria entender o que era o mar. Então todos os dias pedia ao seu dono que o levasse ao mar. O dono relutava, imaginando o que poderia acontecer, mas a cada dia o boneco de sal insistia mais. Ao final, vencido pela insistência o dono o levou para conhecer o mar.
Ao chegar ao mar o boneco desce do carro, começa a andar pela praia, olhar para o mar embevecido. Ainda não entende, embora maravilhado que estava, o que era o mar.
Então caminha, caminha em direção ao mar. Coloca o pé no mar, e percebe que os seus pés se desfazem, mas não o seu desejo de compreender totalmente o que era o mar. E continua, e continua, e quanto mais sente o seu corpo se diluindo no mar, vai compreendendo o que era o mar.
De forma súbita, uma onda, uma grande onda o traga totalmente e o seu dono escuta um grito: - Agora entendo o que é o mar, o mar sou eu.
Creio que esta parábolal ilustra bem a busca dos rosacruzes, mas pode ilustrar muito mais. Ilustra a busca de todo ser humano pelo amor, pela amizade. O amor, a amizade e todas as virtudes morais, intelectuais e espirituais está como uma semente dentro de nós. Basta que a deixemos nos envolver como o mar, nos diluir, nos tornar uno com os nossos irmãos.Como saber da amizade, se não nos deixarmos nos envolver pelo ser amigo? Comco sentirmos o valor da amizade quando não somos capazes de correr nenhum risco pelos nossos amigos? Como entender e sentir o amor sem capacidade de nos doar?

A busca da felicidade neste mundo conflituoso e em transformação passa pos nos deixar envolver pelas virtudes que estão dentro de nós. Passa por nos integrar fraternalmente com os nossos irmãos de todos os cantos do planeta. E isso, significa sair de nossa clausura de egoísmo, orgulho, mequinhez, e tantas outras situações que nos prende a matéria vil e ignomiosa.

Não teremos paz e dignidade se não formos capazes de nos deixar sentir e nos envolver pelos nossos irmãos. Temos de aprender a vivermos a felicidade com dignidade.

Nelson Soares dos Santos é estudioso da Rosacruz AMORC
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Pensamentos sobre a vida
sábado, 24 de outubro de 2009
Paz, Fraternidade e Mistiscismo
Neste fim de semana participei da VI Convenção Regional da Rosacruz, Região GO I que engloba Goiás, Distrito Federal e Tocantins. Foi uma ótima oportunidade para conhecer novos irmãos, vivenciar palestras maravilhosas sobre a paz, a fraternidade e o mistiscimo, temas do encontro.
O que está ficando para mim, ( a convenção só termina neste domingo as 18 horas), é que o mundo realmente precisa trabalhar mais pela paz, pela fraternidade e pelo misticismo. O mundo atual está por demais conflituoso, e, precisamos entender que a paz está dentro de nós, e que começa em nossa família.
Começando em nossa família se estende para o nosso grupo de amigos, local de trabalho, nossa cidade, estado país. Só a medida que vivemoso e nos integramos na humanidade inteiro poderemos aprender o significado da paz e da fraternidade.
Na palestra de abertura a mensagem do Frater Hélio Moraes e Marques nos ensinou sobre nossa busca interior, por meio da seguinte Parábola:
Certa vez um boneco de sal queria entender o que era o mar. Então todos os dias pedia ao seu dono que o levasse ao mar. O dono relutava, imaginando o que poderia acontecer, mas a cada dia o boneco de sal insistia mais. Ao final, vencido pela insistência o dono o levou para conhecer o mar.
Ao chegar ao mar o boneco desce do carro, começa a andar pela praia, olhar para o mar embevecido. Ainda não entende, embora maravilhado que estava, o que era o mar.
Então caminha, caminha em direção ao mar. Coloca o pé no mar, e percebe que os seus pés se desfazem, mas não o seu desejo de compreender totalmente o que era o mar. E continua, e continua, e quanto mais sente o seu corpo se diluindo no mar, vai compreendendo o que era o mar.
De forma súbita, uma onda, uma grande onda o traga totalmente e o seu dono escuta um grito: - Agora entendo o que é o mar, o mar sou eu.
Creio que esta parábolal ilustra bem a busca dos rosacruzes, mas pode ilustrar muito mais. Ilustra a busca de todo ser humano pelo amor, pela amizade. O amor, a amizade e todas as virtudes morais, intelectuais e espirituais está como uma semente dentro de nós. Basta que a deixemos nos envolver como o mar, nos diluir, nos tornar uno com os nossos irmãos.Como saber da amizade, se não nos deixarmos nos envolver pelo ser amigo? Comco sentirmos o valor da amizade quando não somos capazes de correr nenhum risco pelos nossos amigos? Como entender e sentir o amor sem capacidade de nos doar?

A busca da felicidade neste mundo conflituoso e em transformação passa pos nos deixar envolver pelas virtudes que estão dentro de nós. Passa por nos integrar fraternalmente com os nossos irmãos de todos os cantos do planeta. E isso, significa sair de nossa clausura de egoísmo, orgulho, mequinhez, e tantas outras situações que nos prende a matéria vil e ignomiosa.

Não teremos paz e dignidade se não formos capazes de nos deixar sentir e nos envolver pelos nossos irmãos. Temos de aprender a vivermos a felicidade com dignidade.

Nelson Soares dos Santos é estudioso da Rosacruz AMORC

domingo, 20 de setembro de 2009

UM PROJETO PARA GOIÁS (I) – INVESTIR NO SER HUMANO E APROFUNDAR A DEMOCRACIA
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE, publicados nesta última semana nos mostra que de fato existe uma área que necessita de investimento no Estado de Goiás, é o investimento no ser humano. Diferente das demais regiões do país onde a desigualdade diminui sensivelmente em Goiás a desigualdade resiste. Isso em um momento alvissareiro de chegada de novas indústrias e do aumento da oferta de emprego. Mas é justamente neste ponto que se encontra a armadilha. O aumento da oferta de emprego e desenvolvimento em Goiás não tem sido acompanhado de maior distribuição de renda porque vem acompanhado do aumento da população por meio da imigração.
Longe de ser um defensor bairrista, mas a questão é que se não investirmos no ser humano os imigrantes de outros Estados e por que não de outros países irão ocupar os espaços do povo goiano na perspectiva de melhoria de qualidade de vida. Em decorrência disso acreditamos que para Goiás o melhor projeto político é aquele que vier a propor investimento no ser humano e a aprofundar a democracia. É preciso atentar para o discurso dos políticos para perceber quem de fato pode ajudar Goiás e o povo goiano.
Aqueles que defendem o fim das cotas podem ajudar Goiás? Dados do IBGE mostraram que em um ano diminui o número de brancos e aumentou o número de pardos. As análises dos especialistas afirmam que uma das razões que explica tal mudança foi a existências das políticas afirmativas que combatem o preconceito, e, portanto as pessoas estão se sentindo confiantes para se dizerem negras ou pardas. Dentre outros dados do IBGE, podemos afirmar que o discurso do fim das cotas não serve ao aprofundamento da democracia em Goiás, ao contrário, se seguirmos nesta linha aumentará ainda mais a distância entre ricos e pobres. Concentrando riqueza nas mãos da minoria não é o caminho para aprofundar a democracia.
O discurso do baixo investimento em educação, a diminuição do atendimento às crianças e adolescentes, a desativação de programas de atendimento a juventude, e a diminuição do investimento na rede de proteção social pode ajudar Goiás? Um outro dado do IBGE nos ajuda a responder. Dentre tantos vamos utilizar os dados sobre Educação. Em Goiás a maioria absoluta dos estudantes estão na rede particular, e, são esses que sofrerão com a duvidosa qualidade pois com menor poder aquisitivo foram os que estudando a vida inteira na rede pública, onde os salários dos professores é ruim, e, que os governantes insistem em não fazer sequer o plano de carreira e pagar o piso nacional acabam por se tornar os alunos do ensino privado. O percentual é 71,3% dos estudantes goianos estudando na rede particular, e o restante na rede pública. Nestas condições como diminuir a bolsa universitária? A quem serve este discurso de diminuição da bolsa universitária? Ou mesmo a quem serve esta idéia de diminuir os investimentos na UEG? A Julgar pelos dados deveríamos urgentemente começar a defender a criação de uma terceira Universidade Pública nos Estados e investimentos agressivos na Educação Básica.
Em Goiás temos ainda uma alta taxa de analfabetismo, e o que é pior, uma taxa de 20% de analfabetos funcionais com curso superior, o que somado aos analfabetos funcionais com ensino médio e fundamental, e os analfabetos de fato, temos uma parcela de quase 30% da população que não dão conta de escrever um bom texto, ler e interpretar. Se quisermos enfrentar a situação e transformar Goiás em um estado desenvolvido, temos de investir em ciência e tecnologia, aumentar as vagas nas universidades públicas, criar mais universidades públicas em Goiás investir em pesquisa básica e aplicada senão não deixaremos de ser colônia de São Paulo e Minas Gerais.
Temos em Goiás apenas duas Universidades Públicas com ensino gratuito, ( a Universidade Federal de Goiás, e Universidade Estadual de Goiás), a Fundação Universidade de Rio verde que é Pública e Municipal, porém cobra mensalidades, e na mesma condição da FESURV outras três fundações municipais ( Fundação de Ensino Superior de Goiatuba, Fundação de Ensino Superior de Mineiros, Anicuns,) – tais fundações o preço das mensalidades é diferenciado da rede particular de ensino e possuem uma política de bolsas que permite o acesso de um número considerável de estudantes ao ensino superior. No entanto, na questão da pesquisa, praticamente apenas a Universidade de Rio Verde, UFG, e UEG já possuem uma política de pesquisa e pós-graduação consolidadas, ainda assim, são poucos as opções de doutorado e mestrado, levando em consideração a demanda que o estado precisa.
Outra questão que não pode esperar é o fortalecimento da pesquisa básica em Goiás. Hoje os estados que estão crescendo são justamente aqueles que estão investindo em ciência e tecnologia. As fundações de amparo a pesquisa são instrumentos importante nesta política. Embora tenha havido avanços com criação da UEG e da FAPEG, Goiás tem feito muito pouco para formar recursos humanos para pesquisa básica e aplicada; hoje, a FAPEG em Goiás não tem recursos específicos e nem autonomia para desenvolver uma política de investimentos de que o estado precisa; a cada edital é preciso ficar esperando a boa vontade do governante. É preciso que a FAPEG tenha orçamento próprio, definido no plano plurianual e com autonomia para execução, do contrário ficaremos ainda por muito tempo, mas muito tempo, como um estado conhecido pela produção agropecuarista com alta concentração de renda, desigualdade social e muita pobreza. Um projeto de desenvolvimento para Goiás na atualidade passa por uma política de investimento na Educação, na rede de proteção social, na ciência e na tecnologia que faça destas áreas a locomotiva do desenvolvimento do estado. Como escreveu Antônio Ermirio de Moraes: “Educação, minha gente, educação pelo amor de Deus”.

A fala do Jogador

Hoje, o time do Goiás ganhou de 4 x 1 do Corinthians. Eu não sou fanático de futebol, aliás, nem gosto de assistir. E para a frustação da querida esposa que sonhou casar-se com homem que gostasse de ver futebol na televisão eu não gosto. Prefiro a música clássica, um bom livro, ou ficar devaneiando na internet. No entanto o acontecimento de hoje não me passou desapercebido.
A maior goleada da história do Goiás, noticiou a grande mídia nacional. Goiás está na briga pelo titulo nacional, noticiou os mais afoitos.
O que me chamou a atenção não foi nada disso, foi a fala do jogador na entrevista ao canal sport TV no final do Jogo. Ele disse: "Eu não entendo o povo goiano, a gente ta na frente da tabela, e eles estão torcendo contra, até torcem para outro time contra a gente dentro do serra dourada, parece que não gostam de ver o estado brilhar."
Daí fiquei pensando comigo: "Ah se fosse apenas no fubebol". Nós goianos temos uma estima baixa, preferimos admirar o que vem de fora, agimos como se aqui não existisse talentos que possa nos colocar no topo da nação.
Eu, no entanto, acredito. Vamos em frente e isso vai mudar.
Parabés aos jogadores de Goiás, aliás, possamos todos jogar assim em todas as demais áreas da vida e não apenas no esporte.
Logo veremos: Goiás 4 x 1 São Paulo, no desenvolvimento econômico, na saúde, e etc.

artigoso sobre a eleição da fafich

Os artigos sobre a eleição na FAFICH se, encontra no endereço www.nelsonsoaresdossantos.blogspot.com

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A "Nova" Reforma Polìtica

A "Nova" reforma política segundo alguns deputados e senadores não pode ser chamada de nova, e, tão pouco de reforma política. Alguns se arriscarams a chama-la de reforma eleitoral, outros, chegaram a dizer que foi um retrocesso. Ou seja, quanto mais se tenta avançar mais se anda para trás. Eu fique mais de duas horas assistindo os pronunciamentos dos senadores sobre a liberação ou não da Internet. Foi o assunto que mais provocou polêmica. De um lado Eduardo Azeredo, que pelo que pareceu não tinha o apoio nem do seu próprio partido da defesa de suas idéias, de outro, os que queria liberar tudo.
Na verdade, tudo tempo perdido. A Internet já é livre, e ninguém pode controlá-la. Nasceu livre, continuará livre. É um instrumento na verdade, de controle, por meio dela nossas vidas são vigiadas, nossos dados são recolhidos, e muito se faz para que nos influencie o que compramos, o que vendemos e onde vamos.

A questão do anomimato na internet é outra coisa hoje incontrolável. Proliferou de tal forma as comunidades virtuais que a existências de perfis, blogs faques é uma cosntante inexorável. Por outro lado, quando mais se populariza o uso da internt, sobretudo por meio de cafés, etc, mais dificil se torna identificar os verdadeiros usuários, seja por meio dos ips, ou mesmo por que nos cafés, todos são anônimos.

A internet, será por muito tempo o lugar da liberdade e da iresponsabilidade; da calúnia fácil, por que escondida. Creio no entanto, que a medida que passarmos de 30 para 50 a 60% da população com acesso a rede, muita coisa vai mudar. Para onde? para Melhor? para pior? não arrisco prognóstico.
No cado da Eleição no Brasil e em Goiás acho positivo a liberação da Internet. Parece que poder enriquecer o debate, ou talvez não. Os Intelectuais goianos não Lêem os jornais de goiás, a elite goiana seja intelectual ou econômica continua com os olhos voltados para São Paulo. É como se o sonho de todos aqui fosse mudar para São Paulo.
Eu que sou goiano, gosto de goiás, e não tenho vontade de ir a lugar nenhum ainda sonho com a construção de uma sociedade goiana, onde se pensa e se vive goiás com a criativade de um goiano que se sente cidadão do mundo.
Os goianos precisamo discutir goiás, e a internet pode ajudar nisso. Precismos aprofundar a democracia, sobretudo a democracia social e econômica. Investir na formação de uma massa crítica que nos dê condições de melhorar nossa qualidade de vida.

A nossa maior riqueza - nossa encruzilhada

Por dever dos estudos acadêmicos estou lendo a obra de Giles Liposvestky. Confesso que é um daqueles livros que vendo na estante de uma livraria eu jamais leria, mas também confesso, que é uma descrição interessante das novas formas de Individualismo reinante da atualidade, e, considerando que foi escrito a quase vinte anos, o livro " A sociedade Pós-moralista - o crespúsculo do dever e a ética indolor dos novos tempos democráticos" consegue antecipar muitos aconteciemntos dos dias atuais.

Por que não dizer que o que Giles via na Europa de dez anos atrás são as mesmas questões do Brasil de Lula? Talvez o tal livro nunca me chamou a atenção devido ao fato de que sendo um observador do comportamento humano sempre vi uma certa lógica no que muitos chamam de falta de ética do governo Lula. Eu chamo de condições concretas da realidade. Não se pode governar um povo com valores muito distantes do que este povo está impregnado.

A condição atual brasileira é a condição do individulismo levado as últimas consequências de um povo que ainda não se desvencilhou do tradicionalismo e das relações sociais baseadas no patriacalismo e no clientelismo. Neste sentido, na verdade o Brasil reinventou a sociedasde pós-moralista de Giles, como já tinha reinventado a forma de ser de esquerda, ou a chamada terceira via.
Tudo no Brasil é reiventado, talvez seja esta nossa maior riqueza, e, esta nossa maior encruzilhada para o futuro.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Líder Marconi Perillo (IV) . - Alcides é o nome, Alcides e Marconi.

O Líder Marconi Perillo (IV) . - Alcides é o nome, Alcides e Marconi.
O ano de 2003, foi um ano triste em minha vida. Embora para muitos eu devesse comemorar o fato de ter concluído o mestrado em educação pela Universidade Federal de Goiás, para mim, ver o Partido Comunista do Brasil divido, perdendo suas lideranças, e praticamente o rumo e os ideais, foi umas das maiores tristezas e derrotas da minha vida. O motivo das dissidências internas do comunismo goiano repousava justamente, na aparência, nas formas como se via o governo Marconi Perillo, na essência, vejo depois de algum tempo passado, era muito mais do que via percebia minha vã filosofia.
Defendi abertamente que para o segundo mandato de Marconi Perillo, uma vez que havíamos participado do governo, apoiássemos já no primeiro turno; não via nisso nenhuma dificuldade dadas as boas relações que haviam entre o PT e Marconi Perillo, e a inexpressividade do candidato do PT ao governo. Aquele segundo mandato de Marconi era para mim, plebiscitário, mas não foi esta a compreensão da maioria. No final, o partido apoiou Marconi no segundo turno e continuou a participar do seu governo até o ultimo dia do seu segundo mandato. No entanto, a possibilidade de influenciar os rumos do governo foi se tornando cada vez mais frágil por parte da corrente progressista que atuava dentro da estrutura administrativa.
A escolha do sucessor de Marconi, foi naturalmente desenhada na medida em que as forças conservadoras dentro da estrutura administrativa se alinharam e se uniram no mesmo propósito. Não foi apenas Marconi que escolheu Alcides sucessor, foi a incapacidade das forças progressistas de se tornar hegemônica em seu governo que fez com que apesar das realizações no campo social e humano, a escolha enveredasse para o representante da antiga linhagem ditatorial e anti-povo, portanto muito mais próximo de Iris Rezende que do próprio Marconi Perillo.
Mas por que o povo votou em Alcides, se as políticas do governo Maguito eram muito mais próximas do Governo Marconi, do que já o conhecido Alcides Rodrigues? Penso que em 2010, uma música será muito ouvida, principalmente se houver três candidatos: Marconi, Iris, e um candidato do Governo Alcides. A música será o jingle com o qual Marconi entrou na campanha de Alcides e o elegeu Governador. Sim, não foi o povo que elegeu Alcides, foi Marconi quem elegeu Alcides, o povo apenas deu um voto de confiança a Marconi, quando ele disse: votem em Alcides e a música tocava: “ Alcides é o nome, Alcides e Marconi”.
Muitos analistas tentam explicar a configuração política atual mostrando que poucas federações conseguem administrar sem o poder central. Eis um argumento verdadeiro que justifica muitos dos debates e a aproximação do Governo Alcides do Presidente Lula. No meu caso, o que me impressiona é ver o Governo Lula fazer uso das fraquezas do estado para tentar destruir e derrotar uma liderança que tanto fez por Goiás. Alcides só conseguiu se eleger por causa do Marconi, e não consegue governar sem o apoio do Lula: eis a espada sobre o pescoço do governador, deixando Marconi torna-se um traidor, deixando Lula, não consegue governar. O que impressiona é que mesmo aproximando do governo Lula, um governo que afirma e tem números que mostra um forte lado social, em Goiás, a rede de proteção social se desvanece, por que é preciso fragilizar os maiores feitos de Marconi para derrotá-lo.
A liderança de Marconi é agora mais uma vez posta a prova. O elemento novo é a expressa vontade de um governante do poder central em derrotar uma liderança regional, já presente nos jornais de todo país; de outro lado, as contradições entre as práticas políticas do governo regional e o poder central. Na essência, o governo de Marconi ficou muito mais próximo de Lula do que o próprio governo Alcides. Resta esperar para ver como Lula transferirá votos para candidatos que na prática não pensa e não sente o povo.
Por fim, uma palavra sobre os chamados partidos progressistas a nível nacional, ( PT, PC do B, etc). Em Goiás, como se disse no início, mais do que as ideologias partidárias tem pesado a prática política das lideranças, e neste sentido, por mais que alguns não queiram, continuará a existir apenas dois pólos: Iris e Marconi. Os demais já estão todos ai representados. Não é demais lembrar que o que restou do PC do B já é da base de apoio de Iris, juntamente com o PT; e os progressistas destes dois partidos, ou o que restou; já é base de Marconi.
Eu chamaria Marconi de um democrata humano, e Iris de um democrata tocador de obras. Só preocupa-me se nesta disputa não venha levar a melhor uma terceira via, ( O Financista e os Conservadores) aqueles que representam a anti-democracia, o anti-povo, herdeiros da velha ditadura, verdadeiramente oligárquica e coronelista. Se perder Marconi o povo goiano terá perdido, e se perder Iris, o povo goiano terá perdido duas vezes, três vezes, um milhão de vezes.

domingo, 30 de agosto de 2009

O Líder Marconi Perillo (III) – Marconi é o Nome
Nelson Soares dos Santos*

A engenharia pela qual foi construída a candidatura Marconi não foi tão simples como se vê na aparência. Muitos a atribui apenas ao anti-irismo, eu não vejo assim. Na ciência Política quase nada é simples. Os ingredientes que a compuseram foram múltiplos, desde a uma profunda insatisfação popular com a forma do grupo hegemônico do PMDB de fazer política e de governar, passando pela incapacidade dos grupos ideológicos de esquerda de dialogar com o povo sobre democracia, até a reconfiguração dos interesses pessoais de lideranças tradicionais à concepções derrotadas da direita no cenário eleitoral.
Quando chegou o momento de definir as candidaturas e Iris Rezende Machado foi “aclamado” no PMDB, como candidato “natural” a oposição ficou perdida. A alta preferência do eleitorado goiano por Iris, parecia torná-lo imbatível, ainda assim, não parecia fácil “unir” a oposição. O primeiro nome colocado como candidato pelos Partidos, PSDB,PP e PFL, foi Roberto Balestra. Não teve aceitação pelo eleitorado, recebendo um alto índice de rejeição. Entre outros fatores, creio que o fato de ser agropecuarista, estar próximo da direita herdeira da ditadura, tornava-o distante das massas.
Depois de algum tempo, por razões de bastidores, o nome de Roberto Balestra foi substituído por Marconi Perillo.O que parecia fácil pra o PMDB, agora parecia estar resolvido. Talvez esta foi uma das melhores armas de Marconi, - ser um candidato que não produzia ameaças. Quando Marconi iniciou sua campanha com 6% da preferência do eleitorado, o que se viu foram as lideranças nos municípios numa corrida desenfreada para ter espaço no palanque de Iris Rezende. Quando chegava aos municípios, em alguns deles, Marconi não tinha nem mesmo com quem conversar, e muitos antigos aliados de Ronaldo Caiado, Lúcia Vânia, etc, apareciam apenas para justificar que não podiam ficar contra Iris e perder mais uma vez. Marconi, paciente, ouvia, como eu mesmo vi ele fazer em Divinópolis e Campos Belos de Goiás. Eu me lembro, que em Divinópolis apenas eu e Antônio Carlos, e, em Campos Belos Adelino Machado, considerados lideranças inexpressivas apoiamos desde o primeiro momento a candidatura de Marconi Perillo. Iris com 76% da preferência do “povo”, parecia imbatível.
Nem mesmo as grandes lideranças da oposição pareciam empolgar coma caminhada do “moço da camisa azul”, ao lado dele, eu me lembro de Lúcia Vânia, Fernando Cunha e Nion Albernaz. Outros só foram de fato aparecer depois que ele superou os 20% nas pesquisas. Até o final do primeiro turno, as lideranças dos municípios ficaram do lado de Iris, ele era unanimidade, e estou falando aqui das lideranças dos municípios que se constituem a base do Governo Alcides Rodrigues, ou seja PP e DEM.
No início do segundo turno, tendo agora Marconi como grande vencedor, ( e aos ouvidos o jingle “ Marconi é o nome”) novo fenômeno ocorre: as mesmas lideranças que encheram o palanque de Iris Rezende, vieram, agora, afoitos, quase que sem respiração para o palanque de Marconi. Do lado de lá, ficaram apenas os fiéis partidários do PMDB, cansados, mas resignados, alguns até felizes, pois preferiam perder uma eleição a conviver com antigos adversários no futuro governo Iris. Creio mesmo que a adesão apressada dos antigos adversários do PMDB contribui em muito para a derrota de Iris, pois contrariou as antigas bases do PMDB, levando-os ao comodismo do já ganhou, e, de outro lado, não uniu, apenas adiou uma batalha inevitável.
O novo governo de Marconi começa com a influência da classe política conservadora. No interior do Estado, quase nada muda. Nenhuma renovação. Nas eleições seguintes para prefeitos e vereadores o que permanece são velhas disputas. A democracia não evolui, não cresce, não amadurece. Apesar disso, a participação de setores dissidentes do PT, e do PC do B contribui para diversas ações progressistas: o fato de não se ter vendido a CELG, a criação da UEG, a Bolsa Universitária, O Salário Escola, em que juntos configurou uma nova realidade enquanto rede de proteção social. No entanto, pouco se abriu espaço para o surgimento de novas lideranças, e para o aprofundamento da democracia.
Uma questão do senso comum na política goiana e profundamente verdadeira é que só existe dois grandes vencedores desde a redemocratização: Iris e Marconi. Iris, sendo verdade ou não, representou ou acabou por representar a essência da luta contra o regime militar, ocupando um espaço que os líderes do PT e do PC do B, não souberam ocupar; Marconi, veio a representar aqueles que lutaram pela redemocratização e não tiveram voz e nem vez no governo de Iris. No entanto, para Marconi e seus seguidores conseguirem vencer Iris, a primeira coisa que tiveram que fazer foi justamente se aliar ao que mais atrasado existia em Goiás: aquilo que restou do Regime Militar.
O PC do B desenvolveu uma tese para justificar a participação no governo Marconi que julgo acertada até a atualidade. A personalidade de Marconi Perillo era o fator que justificava o partido participar, apesar dos ingredientes que compunha seu governo. Ora, o discurso de Marconi sempre foi o de um estadista democrata, progressista e homem de uma liderança e pulso forte. Apesar de ter liderado uma salada ideológica conseguiu desenvolver ações que ninguém ousa questiona o aspecto progressista, muitas vezes, contrariando aliados conservadores. Investiu na criação de uma forte rede proteção social, incluindo Educação Básica e superior, fortaleceu as Instituições democráticas, não fez a política do denuncismo e do rancor, estabeleceu um diálogo democrático com os movimentos sociais, criou a UEG, e o que é melhor conseguiu aliar tudo isso ao desenvolvimento econômico do estado.
Nelson soares dos santos é Mestre em Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira, Doutorando em Educação e Sociedade Pela Universidade Católica de Goiás e Profesor efetivo da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Goiatuba.
O Nascimento do Líder Marconi Perillo. Parte I – Iris e Santillo
Nelson Soares dos Santos

No ano de 1986 eu era presidente do Grêmio cívico e tinha 12 anos de idade, menino sonhador, quando subi no palanque para estar ao lado do senhor Iris Rezende Machado. Estavam ainda o Senador Iran Saraiva, que muito me impressionou por ver ele ali, feliz sobre uma cadeira de rodas. Para mim, até então, pobreza e infortúnio era sinal de infelicidade, e, aquele senador era uma prova de que era possível vencer os infortúnios da vida, a pobreza, a miséria, as dificuldades. Outra personalidade ali presente no palanque era o senhor Henrique Santillo. Em conversas nos bastidores antes da chegada das autoridades fui instado por Joel Pinto de Barros, secretário de administração do prefeito Juarez Gomes, que eu deveria liderar os estudantes de todos os municípios da região para apoiar como sucessor de Iris no Governo, Henrique Santillo. Na descrição feita, as razões eram que Goiás tinha até então no Governo Iris muitas realizações e investimento em infra-estrutura, e que doravante precisava de um homem voltado para o social, e, que apesar de Onofre Quinan, ser um bom homem, e Naftali Alves secretário de Obras, também seria uma ótimo candidato, o homem que investiria no ser humano era Henrique Santillo.
Os tempos se passaram e Henrique Santillo foi eleito novo governador de Goiás, e a vida deveria continuar com o progresso indo agora bailar o aspecto humano que faltara no Governo Iris. No entanto, não foi que aconteceu. Apenas muito tempo depois, no ano de 2003, eu iria entender por que o Santillo não conseguiu implantar a tão sonhada rede de proteção social sonhada por seu Joel e muitos idealistas do Estado a fora, que acreditam que o investimento no ser humano é ainda o melhor e mais profícuo investimento. Naquele fatídico ano de 2003, para minha vida, no primeiro governo de Marconi Perillo, eu aprendi muitas coisas; a primeira delas, é que em Goiás, e em sua história política os governantes são todos personalistas e não planejam a própria sucessão. Henrique Santillo não conseguiu governar por que não teve o apoio do governo federal, do qual Iris Rezende Machado era uma figura da mais alta conta, tendo sido inclusive Ministro de Estado da Agricultura. E aqui, começaria então a história de Marconi Perillo, assessor de Henrique Santillo, fazia parte do bloco considerado progressista do PMDB goiano, estando próximo de figuras populares como Aldo Arantes, Pedro Wilson, Denise Carvalho, dentre outras personalidades consideras a esquerda do espectro ideológico da política goiana.
O grupo popular do PMDB afastou-se de Iris Rezende Machado, ( nos documentos públicos dos partidos de esquerda, consta que Iris afastou dos ideários da esquerda, tornando-se personalista e conservador), o certo, é que Marconi Perillo desembarcou no PSDB, onde também desembarcaria mais tarde, depois de uma tentativa frustrada de ser candidato a governador o senhor Nion Albernaz, sendo preterido na escolha por Iris, em favor de Maguito Vilela, numa luta interna para decidir quem seria o sucessor, no seu segundo mandato.
O novo grupo do PSDB, foi crescendo aos poucos, e Marconi tornava cada vez mais o Anti-Iris de Goiás. Nascia ali, os germens da disputa política atual. Nascia ali o líder que haveria de derrotar o “Tocador de Obras de Goiás”, mas que não se importava em nada com o ser humano. Nascia ali, também, a principal característica do Governo Marconi Perillo: o investimento no Ser Humano como mola propulsora de todo desenvolvimento de um povo.
Nos documentos do Partido Comunista do Brasil, consta que o afastamento do Partido do segundo Governo de Iris Rezende Machado se deu para permitir a continuidade da luta pelo aprofundamento da democracia em Goiás, mesmo motivo, que justificava a participação no governo de Marconi Perillo. A Luta, porém, pela democracia em Goiás é uma luta árdua, e a defesa das classes populares, ou mesmo a classe trabalhadora em Goiás, é algo tão difícil quanto transformar o Nordeste Goiano em uma região próspera e de rico desenvolvimento humano. Em Goiás, ainda não temos democracia, não temos as condições mínimas para o exercício da democracia e da cidadania, e isto talvez explique o tão parco crescimento de partidos de esquerda, e mesmo, a qualidade das lideranças dos partidos de esquerda, que na prática quase nada os diferem dos partidos chamados de direita.

terça-feira, 12 de maio de 2009

A Centralidade da relação entre Educação e sociedade.

O filme exibido em sala de aula pela Professora Joana Peixoto, o Professor Nelson Preto faz uma afirmação que é emblemática ao discutir Educação e novas tecnologias, parafraseando-o, pode se dizer que ao discutir Educação a Distância não é a distância que está em discussão, mas a Educação, e, que ao discutir Educação e Novas tecnologias não são as novas tecnologias o centro da discussão, mas sim a Educação.
A tese que procuro desenvolver neste pequeno texto é a de que é necessário centrar as discussões na Educação e não nos conceitos envolvendo as tecnologias ou novas tecnologias, pois é a compreensão do que que é e do que se espera da Educação que define que instrumentos e recursos metodológicos poderá ser utilizados para que se possa alcançar os objetivos definidos, e centrar a discussão na Educação significa compreender as relações intrínsecas entre Educação e Sociedade e não se perder apaixonadamente na discussões sobre a importância e as formas de se utilizar as Novas tecnologias, pois esta é sempre tributária do conceito de Educação e de sociedade.
Neste sentido, algumas questões já postas pelos participantes do fórum é imprescindível a esta discussão: a) a revolução informacional ou das novas tecnologias da comunicação não é algo inédito, colocado pela Ana Kely; b) Como todas as revoluções do passado não é algo neutro, colocado pela Gardene; c) e, por fim, a questão do Telos. Acrescente-se a isso a preocupação de Manuel Castels ( colocado por outros participantes) ao discutir e colocar o conceito de Sociedade informacional e de modelo de desenvolvimento informacional, de lembrar aos leitores que as formas de aquisição e de manutenção da riqueza não se modificou, antes complexificou mais ainda com a presença das novas tecnologias.
Das questões postas no paragrafo anterior, o fundamento maior parece estar com aqueles que procuraram recuperar a preocupação o autor espanhol: as formas de aquisição e manutenção das riquezas ainda é o fato a ser debruçado e estudado por aqueles que querem compreender a sociedade, e, acrescente a Educação, pois como já afirmamos e vamos demonstrar, os modelos educacionais são tributários do conceito de sociedade, e, os recursos e teorias em educação são tributários do conceito de Educação.
Ao empreender a caminhada em busca da compreensão do surgimento de uma “nova estrutura social”, Castells afirma que o surgimento desta e “nova estrutura” está associada a um novo modelo de desenvolvimento que ele chama de informacionalismo, e que este foi moldado pela reestruturação do capitalismo no final do século XX. ( Castells, 1999, p51). Isto significa compreender que o surgimento da sociedade da informação não significa um golpe de morte ao capitalismo, nem tão pouco significa uma ameaça, mas o surgimento do novo modelo de desenvolvimento permitiu ao capitalismo se reestruturar, recomeçar em novas bases sua missão profícua de acumulação de riquezas.
Sem perder de vista a importância das relações de produção, ( tão cara aos marxistas dogmáticos), Castells acrescenta dois ingredientes que lanças importantes luzes para se compreender o modus vivendi da atualidade, a experiência e o poder. Veja como ele os define:
“Produção é a ação da humanidade sobre a matéria ( natureza) para apropriar-se dela e transformá-la em seu benefício, obtendo um produto, consumindo ( de forma irregular) parte dele e acumulando o excedente para investimento conforme os vários objetivos socialmente determinados. Experiência á ação dos sujeitos humanos sobre si mesmos, determinada pela interação entre as identidades biológicas e culturais desses sujeitos em relação a seus ambientes sociais e naturais. É construída pela eterna busca de satisfação das necessidades e desejos humanos. Poder é aquela relação entre os sujeitos humanos que, com base na produção e na experiência, impõe a vontade de alguns sobre os outros pelo emprego potencial ou real da violência física ou simbólica” ( Castells, 1999; p 51)

Restaria então o desafio de identificar quais, na atual ralidade do capitalismo globalizado se constitui como classes sociais, e sobretudo qual destas classes se constitui como classe dominante e reúne em si o poder enquanto possibilidade de impor sobre as demais classes ou sobre todos os indivíduos a vontade de alguns sobre a maioria. O autor entende que em cada modelo de desenvolvimento na história do capitalismo o elemento fundamental no processo produtivo que determina o incremento e a produção do excedente é que define o modelo de desenvolvimento; assim, conclui que na época atual este elemento é a informação,e sendo assim, o modelo de desenvolvimento da atualidade é o modelo informacional. O que significa isto, se durante toda a história da sociedade na época capitalista foi marcada pelo conhecimento a informação e a técnica?
“o processo de informação é focalizado na melhoria da tecnologia do processamento da informação como fonte de produtividade, em um círculo virtuoso de interação entre as fontes de conhecimento tecnológicos e a aplicação da tecnologia para melhorar a geração de conhecimentos e o processamento da informação. (...) ou seja, a acumulação de conhecimentos e maiores níveis de complexidade do processo de informação. (...) a busca por conhecimento e informação que caracteriza a função da produção tecnológica no informacionalismo.( Castells, 1999: p. 52)

O que caracteriza então o novo momento histórico é a presença do conhecimento e da informação produzindo-se e se reproduzindo de forma independente da produção material da existência em uma rede sobre qual não existe controle algum. Um interconectividade rápida, as vezes circunstancial, as vezes substantiva que permite a aplicação do conhecimento e da informação gerar novas tecnologias e estas gerar novas formas de conhecer e de informar. A consequência disso é uma complexificação das relações dentro do sistema de finanças globalizado afetando todas as sociedades, instituições e sujeitos, produzindo novos meios de extração de mais valia, e, colocando os indivíduos, nações e povos em uma interdependência inevitável.
As consequências são complexas para se identificar e se espalham por todos os aspectos da vida humana, ( na economia, na cultura, nas instituições, etc), produzindo novas formas de relações, deixando outras anacrônicas, e transformando o cotidiano das pessoas. É o que Hobsbwam chamou de revolução social, política e ideológica que ocorreu em “ O breve Século XX”, revoluções estas que modificaram todas as esferas da vida humana e a própria forma de se produzir o conhecimento. Esfacelou-se definitivamente a possibilidade de uma verdade universal, a análise dos fatos ficaram reféns dos pontos de vista de onde se olha. Aqui surge nesta sociedade a busca da reafirmação da identidade, não como incapacidade de conviver com outros mas como “ defesa da personalidade e cultura do sujeito contra a lógica dos aparatos e mercados que substitui a idéia de luta de classes” ( Castells, 1999: p. 58).
A presença das tecnologias nesta sociedade modifica sobretudo as relações familiares, a sexualidade, o mundo do trabalho e as relações de poder. Não é por acaso que o autor identifica uma dificuldade dos governantes de lidar com a democratização das informações, e que esta modificará nos próximos anos as formas de poder e de governo existentes. ( Castells, 2009). No mundo do trabalho os mercados exigem um profissional flexível porém com identidade definida, com clareza da realidade e capacidade criativa.
Quando se fala em Educação é para esta sociedade, ou como se queira para viver ou transformar tal sociedade que se deve pensá-la. Aqui pois já cabe a questão que Tipo de Educação, que teoria pedagógica, que métodos de ensino poderá propiciar uma formação para um mundo em transformação, tão veloz, um mundo tão complexo onde o virtual e o real se confundem na mente e nos olhares dos homens? Será ainda necessário o papel do professor presente, a relação professor x aluno, a utilização do livro, e, sobretudo a necessidade hoje tão premente da avaliação externa da aprendizagem? Quais, em fim, as perspectivas da educacionais no futuro próximo?
Se a questão que se põe é relacionada ao conhecimento, ao tratamento da informação, e as relações que a informação estabelece com o conhecimento, pensar a escola, a educação significa colocar em questão o como a Educação nas suas mais variadas modalidades vai passar tratar a questão da transmissão do conhecimento doravante. São muitos os paradigmas atuais que tentam colocar, e, as vezes recolocar algumas questões ( o interacionismo simbólico, o paradigma holístico, o paradigma da corporeidade, a psicologia cognitiva, a neuropsicologia cognitiva, etc), no entanto, não importa quais destes paradigmas vão se firmar algumas questões parecem consensuais entre eles:
a) Doravante não é possível ignorar as novas tecnologias no processo educativo;
b) As relações entre os homens não retornarão ao seu ponto inicial, o que modificará definitivamente a relação professor aluno, mesmo naquilo que se chama “Educação presencial”.
c) A educação formal escolar, continuará perdendo a primazia na sociedade como locus privilegiado da educação, não somente, pela presença das tecnologias na Educação, mas pela transformação das sociedades devido ao novo modelo de desenvolvimento, ( o informacionalismo).
d) A nova caracterização da sociedade não modifica a essência do Ser, antes provoca uma demanda pela defesa da identidade, o que pode levar a busca de uma Educação enquanto formação humana, no sentido da paidéia grega.
Por fim, as perspectivas educacionais diante das novas tecnologias estão mais uma vez, como na história da humanidade, dependentes do que os homens venha a decidir fazer com o acúmulo de recursos construídos pela humanidade, ( ou do resultado das lutas entres os homens), do que propriamente da presença das novas tecnologias. Talvez isso tenha ficado bem ilustrado no filme, “Denise está Chamando”. São as decisões humanas, o ser, o sujeito que ainda faz a diferença e poderá nos levar ou não ao desenvolvimento pleno e a uma vida plena.


Bibliografia.
ARRIGHI, Giovanni. O longo século XX - dinheiro, poder e as origens de nosso tempo. Rio de Janeiro: Contraponto; São Paulo:
Editora da Unesp, 1996.
CASTELLS, Manuel. A era da informação: Economia, Sociedade e Cultura. V. I, II e III.
COMÊNIUS. Didática Magna. São Paulo, Martins Fontes; 2006.
HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo: Loyola, 2000.
HOBSBAWM, Eric. A era dos extremos - o breve século XX (1914¬1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
MESZÁROS, Istvám. Para além do capital: rumo a uma teoria da transição. São Paulo: Editora da Unicamp, 2002.

Um sonho

Eu tenho um sonho