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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tomo meu destino nas minhas mãos.

Tomo meu destino em minhas mãos.
Nada haverá de me deter na luta pelos meu sonhos.
Nada será maior que o meu coração.
Ninguém mais verá meus olhos tristonhos.

Tomo meu destino em minhas mãos.
E recolho as palavras que disse ao meu pensamento;
E, as transformarei todas em ação;
Nada será obstáculo, nem mesmo o tempo.

Tomo meu destino em minhas mãos.
E, recolho todas as promessas não cumpridas.
O sonho de ontem é hoje a minha oração.
Toda a passividade agora é a saída.

Tomo meu destino em minhas mãos.
O peito sangrando não será desculpa para desistir.
Os pés dilacerados ouvirá o grito do teu coração;
E saberá, sempre, o caminho a seguir.

Tomo meu destino em minhas mãos.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A vida na comunidade.

Virtudes Morais
Vício por falta
Virtude
Vício por excesso

Covardia
Coragem
Temeridade

Insensibilidade
Temperança
Libertinagem

Avareza
Liberalidade
Esbanjamento

Vileza
Magnificência
Vulgaridade

Modéstia
Respeito próprio
Vaidade

Moleza
Prudência
Ambição

Indiferença
Gentileza
Irascibilidade

Rusticidade
Agudeza de espírito
Zombaria
Enfado
Amizade
Condescedência
Desavergonhado
Modéstia
Timidez
Malevolência
Justa Indignação
Inveja



Ano internacional para os AFro-descendentes.

Quando ouvi pela primeira vez que a ONU tinha definido o ano de 2011, como o ano internacional dos afro-descendentes, fique cético com o que isso poderia resultar de positivo para os afro-descendentes brasileiros e goianos. Sou naturalmente cético com este tipo de ação. Creio que a luta por direitos humanos nunca deve ser fracionada, por segmentos, como mulheres, negros, etc. O que creio e luto é por uma sociedade justa por que quando houver justiça e fraternidade todos estes símbolos serão desnecessários.Convidado para estar em uma reunião da Superintendência da Promoção da Igualdade Racial, lá estive presente. Enquanto não houver a justiça que almejo, estarei sempre presente e se convidado na luta por ela.

Surpreendi-me com a maturidade das lideranças do movimento negro presentes na reunião. O momento é propicio para lutarmos por mais igualdade, e, mais fraternidade. A serenidade de todos os presentes, colocando todos a disposição do novo governo para construir uma agenda positiva impressiono-me. É a confiança depositada no governo Marconi Perillo, ali representado pela Superintendente Raimunda Montelo, que se fez ouvir em alto e bom som. Da reunião saiu uma primeira pauta e a garantia de uma diálogo frutífero entre o governo, os movimentos sociais e a sociedade na busca de soluções para a população negra do nosso Estado.

Como consequência de tanta sinergia o ano dos Afro-descendentes em Goiás tem tudo para ser um destaque  na história das lutas da população negra em Goiás. No dia 21 de março terá o seu ponto inicial com um café da manhã e o lançamento oficial do ano afro-descendente em Goiás. Acreditamos que será um momento de confraternização onde a população negra manifestará seu desejo de ser reconhecida como uma força que pode ajudar a construir a justiça e a fraternidade em todos os rincões do nosso Estado.  Fica aqui, meu reconhecimento a sabedoria de todos as lideranças do movimento negro goiano, especialmente a nova Superintendente Raimunda Montelo que, pela sua história, possui autoridade e legitimidade para representar as demandas da população negra dentro do Governo do Estado de Goiás.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Vida, triste vida, sem você.

Lágrimas, saudades, dores, orações.
Choro contido, o grito abafado da alma.
Vida, triste vida, para que viver
Quanto tempo ainda, longe de você. 

Dê-me um motivo para não chorar.
Dê-me um motivo para seguir em frente.
Corpo dolorido, alma dolorida, coração a sangrar
Sinto a saudade dominando a mente.

Vida, triste vida, para que viver?
Quando tempo ainda, longe de você.

Tentei sonhar de novo, fiquei preso no passado.
Ficou a lembrança de sua pele roséa de amor
Do seu olhar leve, seu sorriso dourado
De seu rosto em lágrimas, por um  passado de dor.

Vida, triste vida, para que viver?
Quando tempo ainda longe de você.

Ficam as perguntas do meu coração cheio de dor;
Como está seu sorriso dourado, sua pele roséa de amor?
Terás a calma de sentir amada em seu coração?
Terás a segurança de sentir o calor de outras mãos?

Vida, triste vida, para que viver?
Quanto tempo ainda, longe de você.

Quero seguir até onde te encontrar.
Não desistir de viver enquanto sentir teu amor.
Preciso que sejas feliz, para que eu possa respirar.
Preciso que sejas mais forte do que qualquer dor.

Vida, triste vida, mas quero viver.
Todo tempo preciso pra encontrar você.


Viver o amor na saudade.

Viver o amor na saudade é ver o sol brilhar e se sentir escuro;
É tomar água pura e sentir a sede  no coração e na alma;
É tomar o alimento de cada dia, e continuar sentido a fome de viver.
É estar tranquilo sempre, e continuar buscando a calma.

Viver o amor na saudade é caminhar sem esperança de chegar ao fim do caminho;
É olhar adiante, e ver o finito se transforma no infinito,
É sentir a dor inexistente dos inexistentes espinhos,
É viver no silêncio, proclamando o grito.

Viver o amor na saudade é ver você em tudo que é belo.
Sentir os teus braços em tudo que envolve meu ser.
E nos sonhos da noite adormecer o coração.

E o que é branco, sonhar em amarelo.
O que é sólido ver  desvanecer
E o que é frio, queimar de paixão.

A Bondade - Viver com alegria

Quando era criança e ia até as igrejas em busca de respostas para as muitas perguntas que torpedeavam minha mente, a questão da bondade era sempre recorrente. Não entendia como um deus bondoso, misericordioso, onipotente, onisciente e onipresente podia permitir pessoas viverem passando fome, sem ter onde morar, sem ter roupas para vestir. No ano de 1982, quando a Inglaterra bombardeou a Ilha das Malvinas, chorei copiosamente pelas crianças que morriam sob o bombardeio, e em oração clamei a Deus,por que ele permitia isso. E eu pedia com fé, na esperanças de que minhas orações fizessem deus ter piedade daquele povo sofrido.

Com o passar dos anos, vivi e presenciei muitas outras formas de sofrimentos. A queda do muro de Berlim, a queda do socialismo na URRS, a guerra de Chechênia, Guerra do Vietan, Kuait, Iraque, Iugoslávia, e tantas outras. Em todas, morte de civis, inocentes, que muitas vezes nem sabiam por que estavam ali morrendo. Tudo isso levava-me a refletir no que era a bondade de Deus. Ao longo do tempo, a busca de respostas empurrou-me para os estudos místicos, metafísícos, das vidas passadas, das religiões, da filosofia, e tudo o mais que pousou em minhas mãos. Que respostas existem que possam explicar tanto sofrimento, dissabores, diante da certeza da infinitude bondade de Deus?

Com o tempo, e ainda sem a resposta, ante a certeza da infinita bondade divina e os sofrimentos existentes na terra, passei a refletir em um caminho diferente sobre a bondade. Na minha mente, comecei a me perguntar se era um homem bom e justo. E afinal, é possível ser bom nesta terra? É possível ser bom em um mundo de tantas ilusões? Um dia, andando pela rua encontrei um homem que pedia um dinheiro para comprar uma dose de cachaça, e, segundo ele, eu devia ajudá-lo por que ele precisava daquilo. Afinal, o que seria ser bom naquele momento?

É ser bom auxiliar as pessoas que vivem passando fome, mas ao mesmo tempo se recusam a trabalhar? É ser bom continuar tentando auxiliar alguém a viver melhor quando o mesmo  insiste em viver na ignorância? Afinal, qual é o sumo bem para nós seres humanos?  Aos poucos fui aprendendo que a verdadeira bondade não pode existir distante das demais virtudes. Não existe bondade longe da verdade, da coragem, da misericórdia, da justiça, do conhecimento, da prudência, da sabedoria, da fé, e, do amor. Não existe homem bondoso, não é possível existir é um homem virtuoso. A pergunta, então, se desloca novamente: é possível ser virtusoso em um mundo que força-nos tanto a viver no nível dos sentidos? Um mundo onde a mentira se torna necessária, onde a dissimulação se torna regra, e, a justiça se traduz na maioria das vezes em vingança?

Nunca na história da humanidade foi exigido daqueles que buscam o saber, e respostas, a sabedoria e a prudência. Nunca o equilíbrio foi tão necessário como em nossos dias. O mundo possui teias de ilusões tão espessas que é ilusão crer que deixamos de ser aprendizes. O desenvolvimento da ciência e da técnica contribui em grande escala, para que as novas gerações fiquem sempre mais distantes das virtudes necessárias. O caminho a ser percorrido tem se tornado cada vez mais longo. Já não é possível encontrar as respostas seguindo por um só caminho. A verdade se transformou em um quebra-cabeça cujas partes estão espalhadas em destinos diferenciados, e que a busca exige que se trilhe diversos caminhos ao mesmo tempo, e que se enfrente diversas provas. Já não existe mais O CAMINHO, o que existe são caminhos, onde no final de cada um encontra-se um parte do quebra-cabeça. No final, ainda é preciso montar, para se compreender o ponto de partida do verdadeiro caminho.

Encontrar o caminho do sumo bem, para que possamos entender o que é a bondade, requer a humildade do eterno começo, da convivência com nossos irmãos, do exercício diário da compaixão, da paciência, e do aprendizado do amor. A bondade, aos poucos, vai então fazendo morada em nosso coração. Passa a fazer parte de nossas escolhas, e se enraiza na nossa mente dando-nos força para manter erguida a nossa luz. No final, traz-nos os lampejos da sabedoria que se  transforma na nossa espada na luta contra todas as formas de escuridão. Enfim, entendemos que não é possível ser bom sozinho, ser feliz sozinho. Somos parte de um projeto coletivo de milhões de anos e que representamos bem pouco no resultado final. Então, entendemos que ser bom é existir, viver, desfrutar com alegria das experiências que a vida nos proporciona com a verdade e a sinceridade no coração.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

As escolhas de cada dia.- Pensamento incompleto.

Todos os dias temos de fazer escolhas. Quando acordamos temos de decidir se levantamos, ou se permanecemos um pouco mais na cama. Temos de escolher se agradecemos a Deus por mais um dia, ou se apenas começamos o dia, como se tudo fosse do nosso merecimento. O dia cheio de possibilidades se coloca diante de nós. Nós escolhemos o que fazer do dia que se nos apresenta. Se tem raios de sol, podemos render graças a Deus, ou simplesmente ignorar, pensando que tudo é natural. Se tem chuva, podemos pensar no quanto a água significa para a vida, ou reclamar que vai tornar nossa saída de casa mais problemática que nos dias de sol.

Aqueles que escolhem fazer uma prece em gratidão a Deus pelo novo dia, tem de escolher se agrade por toda a vida que já possui, ou se pede mais. Ao decidir pedir, é preciso escolher se pede prosperidade espiritual, moral, intelectual e ou emocional, ou se pede tudo. É sempre de escolhas que é feita nossa vida. Tudo no final, se resume às escolhas que fazemos. O que muito de nós nos perguntamos é: Por que escolhemos o que escolhemos? Por que escolhemos isso e não aquilo? Por que escolhemos comer maçã em vez da banana que está bem ali diante de nós? Por que escolhemos ir a igreja e não parque? O que nossas escolhas dizem de nós?

Hoje, quero me fazer uma outra pergunta: O que precisamos para escolher a verdade? No filme Matriz, Neo pergunta a Trinity, por que razão ele deve escolher permanecer no carro e continuar em busca da pergunta O que é a Matrix, e tem como resposta, - a rua por onde você pode voltar, você já sabe onde vai terminar. Talvez esta seja a verdade que nos impulsiona. Aquilo que já sabemos, já experimentamos, já conhecemos exatamente onde vai dar. Já sabemos as saídas que estão ao nosso dispor. Será esta, então, a razão para continuar a caminhada? Ao se encontrar com Morfeu, o personagem Neo fica diante de uma nova escolha: tomar uma de duas pílulas; a promessa, conhecer o real. A pergunta se desloca e a pergunta inicial do personagem vai perdendo o sentido. De uma escolha a outra o personagem vai se colocando diante de novas questões, e cada nova questão o desafia ao aprendizado e a novas escolhas.
Platão, ao discutir o mito da caverna, mostrou-nos que no nível do mundo sensível, mundo ilusório de dos sentidos, não podemos fazer escolhas verdadeiras, simplesmente por que não é possível conhecer o real. O mundo dos sentidos nos engana, vai dizer Descartes, mais tarde. O que dizer do mundos dos sentidos de hoje? A ciência e tecnologia ampliou a possibilidade de sentirmos prazer por meio dos sentidos, e com isso, ampliou também, a possibilidade da ilusão. A tecnologia que traz a velocidade da informação é a mesma que pode aumentar nossa ignorância, simplesmente, por que continua sendo nossas escolhas o que faz a diferença.
É difícil admitir e compreender que nossas escolhas selam nosso destino, que na verdade, nossa vida está em nossas mãos, de que na verdade nós temos o controle de tudo. Afinal, isso coloca sobre nossos ombros uma responsabilidade muito grande. Gostamos de pensar que os outros são culpados pelo que vivemos, como dizia Satre, é fácil pensar que o inferno são os outros. Aceitar que nossas escolhas fazem a diferença é assumir o desafio de em vez de olhar para os outros, olharmos para dentro de nós mesmos. De volta, novamente, ao "Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses". O conhece-te a ti mesmo é uma frase sobre a qual muito tempos a meditar e pensar. Existe uma vastidão de possibilidades de compreensão que podemos chegar, e subjetivamente, existe uma que nos ensina o caminho do conhecimento dos deuses e da sabedoria divina.

Michel Foucault em sua Obra "Hermeneutica do Sujeito", traz um capítulo interessante sobre o cuidado de si. Creio que nos dias de hoje, nada mais espetacular do que pensar o cuidado de si. Cuidar de si tem tomado as mais diversas interpretações,  e, o pensador francês, volta a analisar toda a relação de Socrátes com Alcibiades para mostrar que o cuidado de si não pode existir sem auto-conhecimento. No final, toda ciência e tecnologia pode tanto ajudar a nos libertar, como nos fazer mergulhar em um mundo ainda mais ilusório. Até mesmo as palavras já é um campo da ilusão, não define mas um mundo de um mesmo modo. O fantástico é, cada vez, o mais ilusório. A superação do mundo dos sentidos continua como um imperativo.

Quando o personagem Neo, volta a Matrix, agora depois de ter visto o real, reflete: eu vivia toda esta vida, e pensava que era real. Não é a mesma coisa que diz os viciados em bebidas quando abandona o vício? Eu pensava que isso era a vida, dizem eles. A mesma coisa dizem aqueles que se converte a uma religião. No final, é uma infindável de possibilidades do real, que se sutiliza cada vez mais, na medida em que nos distanciamos do mundo dos sentidos. No, final, tudo é resultado de nossas escolhas, e nossos caminhos só se torna possível quando escolhemos. 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sobre Jornalista, Fofoqueiros e direitos humanos.

Tenho visto horrores em Goiás, em todas as áreas da sociedade. Em todas as demais áreas o jornalismo tem se encarregado de apresentar o lado mais negro da notícia, por razões que é difícil compreender. Como geralmente o ser humano tem dificuldade de falar sobre si, - e neste caso já dei meu exemplo, fazendo a auto-crítica da Educação - resolvi aqui falar dos jornalistas. Afinal, o que está acontecendo beira a loucura. Eu sei que é melhor ter uma imprensa livre, eu sei que é melhor o barulho de uma imprensa livre ao silêncio das ditaduras, eu sei, eu sei de tudo isso. Por isso vamos tentar definir melhor para os meus leitores o que é jornalismo, o que é imprensa livre, para que possamos entender, primeiro, é a imprensa atual de fato livre? O se tem feito nos jornais nos dias atuais,é de fato Jornalismo? Para tentar responder a tais questões vamos dividir este texto em partes. Primeiro, vamos entender o que é jornalismo, depois,o que faz o jornalista, enfim, o que é uma notícia e as fases da construção de uma reportagem.


Antes, devo reafirmar que concordo com todos aqueles que defendem uma imprensa livre. Concordo que é melhor o barulho de uma imprensa livre que o silêncio das ditaduras. Meu objetivo é tão somente mostrar que, também a imprensa livre deve ser responsável, ética e ter valores que respeitem o ser humano e a vida. Os últimos acontecimentos em Goiás, deixam parecer  que os profissionais do Jornalismo estão ultrapassando algumas fronteiras que não deviam ser ultrapassadas. Dito isso, vamos ao que interessa.


O que é Jornalismo? O jornalismo é uma atividade antiga. A primeira atividade jornalística se deu no império romano segundo registros históricos. Júlio Cesar, imperador romano, queria que a população ficasse sabendo dos seus feitos, e no ano 59 A.C, surge a Acta Diurna. As notícias eram colocadas em grandes placas, em locais de públicos, e contava os feitos militares, conquistas, execuções, julgamentos, etc. No século VIII, surge os primeiros jornais escritos na china, e finalmente, com Gutemberg, os jornais se popularizam a partir de 1447, dando início a era moderna dos jornais e da imprensa. No ano de 1844, com o surgimento do telégrafo, ocorre uma revolução no jornalismo com  a facilidade dada pelo aparelho para a circulação das notícias. O mesmo vai ocorrer, e de forma intensificada, com o surgimento do rádio, no ano de 1920, e, a televisão no ano de 1940.


No ano de 1990, com o surgimento da internet, e as redes sociais, vai ocorrer mais uma revolução, mas agora, esta revolução que está em curso pode significar, inclusive o fim do jornalismo como o conhecemos. A facilidade das pessoas colocarem sua própria versão dos fatos em tempo real, e na medida que as pessoas aprendam fazer isso, pode esvaziar a atividade do jornalista, ou mudar o papel que ele tem tido até então. Em países mais avançados, já é patente a "morte" dos jornais escritos, dando lugar a uma nova forma de comunicação. Em resumo, jornalismo, foi e tem sido uma atividade de comunicação, que se serve de intermediários para levar até a população a versão dos fatos.


O principal elemento da atividade do jornalismo é a notícia. O profissional do jornalista, o bom profissional, vive, dorme, come, e sonha, e respira a notícia. Mas como saber se uma notícia é boa? O bom jornalista, geralmente se atenta às seguintes perguntas: 1. Novidade - é novidade? é assunto novo? 2. Proximidade: interessa ao leitor? 3. É relevante? afinal, o que esta notícia vai ajudar o meu leitor a viver melhor?


Em seguida, o bom jornalista deve fazer as clássicas perguntas  segundo as quais se formata a boa notícia. 1. Qual fato ocorrido? no caso da operação sexto mandamento, fato ocorrido e comprovado é tão somente promoções consideradas irregulares, e uma investigação ainda não concluída da Polícia Federal, que pugnou pela prisão preventiva de alguns membros da PM de Goiás. No caso dos professores, o fato ocorrido é o pedido de retorno por parte do secretário para que professores fora de sala de aula retornassem à mesma. No caso dos policiais, ainda não há condenação definitiva, portanto, os implicados, devem ter o direito de defesa. 
A segunda pergunta é Quem? Esta diz respeito aos envolvidos. E aqui, deve-se apurar o nível de envolvimento de cada um dos personagens citados. Afinal, o bom jornalista cuida para não destruir  de forma injusta a reputação dos outros. No caso dos professores, apenas se deu número de forma generalizada, sem explicitar que existem professores nas subsecretarias, espaços técnicos, Conselho Estadual e Municipais, todos prestando serviços relevantes à Educação, e que necessitam de ter formação pedagógica. 
A terceira pergunta é Onde? No caso da Operação Sexto Mandamento, ficou parecendo que só existe policiais corruptos em Goiás, e que pior, parece que todos são corruptos. Não é verdade. A polícia federal tem feito operação deste tipo em todo país. Quem acompanha as notícias nacionais sabe disso. O que deveria levar todos a refletir, que a corrupção na polícia é algo sistêmico e não tratar como problema de pessoas. 
A quarta pergunta é Quando? Aqui, na Operação Sexto Mandamento muitos jornalistas se comportaram como se a operação fosse uma grande atividade do Governo Marconi, quando na verdade a Operação da Polícia Federal está acontecendo há meses. Outra pergunta é desde quando existe ações equivocadas na polícia goiana. Pelo que tenho visto desde o  início dos anos 90, tem ocorrido sérios desvios de conduta, e muitos altos oficiais vem se pronunciando sobre o assunto. Então, não se pode colocar a operação como se fosse um milagre do momento. Muito menos levar a população a pensar que presos os polícias ditos envolvidos, o problema está resolvido. Um problema que se arrasta a mais de uma década não vai ser resolver com a prisão de 19 pessoas.  No caso da Educação, passou-se a impressão de que os desvios de função dos professores aconteceu por causa da irresponsabilidade do governo passado, e que agora o novo governo ao trazer todos de volta para sala de aula, resolver todos os problemas da educação. Não é verdade. Desvio de função sempre existiu no serviço público, e server para inúmeros objetivos, desde atender interesse do serviço público, a atender situações de problemas de saúde dos servidores. Que se apure os casos onde os desvios de função existe por apadrinhamento político, e descaso com o serviço público, mas colocar todos no mesmo saco? ah, isso não senhores.


A quinta pergunta é Porquê. A causa do fato. Não existe fato sem uma causa, sem um motivo. No caso da operação sexto mandamento, não vi análise falando dos péssimos salários dos soldados da polícia, as péssimas condições de vida, os problemas que a tropa vive e que certamente afeta a qualidade do trabalho. No caso dos professores, não se lembrou de falar que os desvios de função, muitos deles, estão ocorrendo que o professor da rede pública ganha tão mal que não chega a sete reais a hora aula, e que muitos estão adoecendo. Não tem sido feito análises mais aprofundadas do Porquê. Não se tem pensado. Apenas contado o que se ouve de alguém.


Em seguida, e sem esquecer a relação tempo e espaço, o bom jornalista deve-se perguntar como o fato ocorreu. O como, significa ir aos detalhes, investigar, ir além das aparências. O jornalista por excelência deveria ser um investigador, afinal, o real nunca é o que parece. Toda história possui detalhes que nos deixa estáticos quando buscamos explicações que estão além das aparências. Ler os jornais goianos nos últimos tem sido a última piada do dia, inclusive, para os próprios jornalistas. Outro dia, um jornalista publicou: Se você ler os dois principais jornais de goiás, vai pensar que um é de um estado, e o outro, é de outro. É preciso pensar, ir além das aparências, analisar com a racionalidade digna dos grandes profissionais, controlar as paixões, sejam de poder ou ideológicas. Caso isso não seja feito o bem comum fica a ver navios.
Ao jornalista cabe, não apenas captar a notícia, mas também apurar, tratar a notícia, para que o leitor tem algo verdadeiro, útil, e que lhe propicie agir de forma correta. É para isso que se aprende nos cursos de jornalismo que o trabalho do jornalismo é divido em Pauta, apuração,  redação e edição. Pauta é o momento em que se seleciona os assuntos que serão apurados e tratados. Em seguida, passa ao processo de redação. O processo de redação deve ser acompanhado de questionamentos para que se possa refletir se a notícia está recebendo o tratamento necessário.


Finalmente, no processo de edição a notícia deve estar pronta, ou pelo menos, dentro dos limites que leve o leitor a compreender o que está acontecendo, de forma a ter uma ideia correta dos fatos, auxiliando assim, nas tomadas de decisões e formação de opinião. Agora, veja, outro dia, vi um jornalista exigindo do Prefeito Paulo Garcia, que demitisse o Secretário Ernesto Roller por estar entre os investigados, dizem uns, citado apenas, dizem outros, na Operação da Polícia Federal. Citado ou investigado, não interessa. Não é função de jornalista exigir demissão de ninguém, função de jornalista é informar, ajudar o leitor a formar opinião correta, ou visão correta dos fatos. Da forma com vem se tratando a impressão que se tem, no caso dos professores e policiais, é que todos são corruptos, culpados e já estão condenados. E isso, não ajuda a democracia. 
Agora, é de se começar a pensar: se o jornalista é aquele que trata a informação, investiga, apura, e isso não tem sido feito, o que está acontecendo? Acontece que alguns jornalistas estão tomando posições políticas, em vez de informar. E assim, levam aos leitores apenas a versão daqueles a quem defendem. Isso não é ser jornalista, é ser fofoqueiro. E a fofoca não ajuda na construção de uma sociedade justa, livre, igualitária e fraterna. A fofoca provoca guerras desnecessárias, coloca irmão contra irmão, filho contra pai, nação contra nação. Imprensa livre é aquela que busca a versão mais verdadeira possível dos fatos, não aquela que serve de instrumento a qualquer grupo político, por melhor que este grupo político seja. Imprensa livre, não julga, não condena, apenas informa, apenas comunica.















segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Nordeste Goiano está de Luto - E com razão.

Na década de 1990, morreu na cidade de Monte Alegre, o Prefeito José da Covanca. Este, foi uma inspirarão para muitos, como eu, continuar a luta política pela defesa dos direitos humanos, valorização da pessoa humana e Justiça Social. Esta semana, deixou-nos mais dois grandes líderes do povo do Nordeste Goiano. Partiu, Anjo Galvão, ex-vice-prefeito, e ex-prefeito de Campos Belos, e meu grande amigo Valdomiro, popular Valdô, ex-vereador da minha querida cidade Divinópolis de Goiás. O nordeste ficou uma vez mais pobre, agora de ética e de homens defensores da pessoa humana, dos direitos humanos, da justiça social.

Tornei-me amigo de Valdô, no ano de 1993. Eu vivia angustiado, com um grande amor no coração. um amor não vivido, não sabido, não compreendido. Valdô foi uma das pessoas que passou horas e horas conversando comigo, animando-me, dizendo-me que a vida tinha sentido se a dedicássemos a luta em defesa dos mais fracos, a luta pela justiça social. Um dia, em uma conversa, Valdô me disse lembrar de quando eu tinha 12 anos de idade e discursava no palanque de Iris Rezende para Governador, e que meu discurso tirou votos dele. Naquele, dia, fechamos um acordo para ele me ajudar aprovar na Câmara Municipal um projeto de Lei que reconhecia diversos Educadores da Cidade, e concedia Titulo de Cidadania a dois Educadores que tinha vindo de fora, coisa inédita na cidade. No final, aprovamos apenas homenagens aos educadores. Foi uma boa batalha, da qual nasceu nas eleições seguintes, uma parceria que durou até os dias atuais.

Nas eleições de 1994, estivemos lado a lado pedindo votos para oposição na tentativa de Derrotar o PMDB, e pude contar com ele, na luta para não ser demitido do Estado por perseguição política. Em minha defesa, uniu-se ele, Arizon Aires Cirineu, Ezequias Antônio Alexandre, Zé da Covanca, José Cândido, vereador em Campos Belos, naquele momento; Anjo Galvão, e, a Diretora de escola Naldinha Marques. Foi uma boa batalha. Gostaria de estar presente no velório tanto de Valdô, como de Anjo Galvão. Ambos, lutando em minha defesa, ensinaram-me a ser maior que os adversários e a não ter inimigos na política. O tempo, porém, e as condições não me permitem. Compartilho com os amigos e familiares, a mesma dor, o mesmo sofrimento da transição acontecida.

Anjo Galvão, um homem de grande estatura moral. Com a morte de Zé da Convanca, Anjo tornou-se a referência de ética, respeito pelo ser humano, e coragem de lutar pelo desenvolvimento do Nordeste Goiano. Acolheu, em Campos Belos, diversos perseguidos políticos de cidades vizinhas. Investiu alto em Educação, assistência social. Auxiliou uma centena de estudantes a concluir o curso superior no Tocantins, inclusive este que escreve, e, lutou pela implantação da UEG na cidade de Campos Belos.

Os grandes homens são marcados pela virtude da humildade. Zé da Covanca, Anjo Galvão, e, Valdô eram homens com esta virtude. Não temeram a luta contra os poderosos da região. Retirou centenas de pessoas do trabalho escravo. Agora, que Anjo e Valdô se vai, o Nordeste fica mais pobre, mais pobre de homens de bem, mais pobre de amor. Fica, no entanto, muito mais rico pelo legado que eles deixaram, pelo exemplo de luta, que certamente será seguido por muitos.

Minha homenagem aos homens de bem do Nordeste Goiano.

Campos Belos está de Luto - Eu também.

Símbolo de honestidade, coerência, ética na política e fé.


Os sinos da Matriz ressoaram enlutados na manhã do dia 19 de fevereiro de 2011, simbolizando a saudade antecipada do jovem esportista, seguidor inconfundível de D Alano, líder dos nossos corpos e de nossas almas. Como o incansável D. Alano, Anjo cresceu em fé, esperança e devoção. Sua caminhada nos trilhos da fé católica o tornou porto seguro espiritual de nossa gente, depositário do dom da palavra humana e divina – um semeador do reino radicado na terra arenosa de Campos Belos.
Um dos fundadores do grupo JASS (Juventude Atuante Sempre Servindo), Anjo liderou uma revolução que reinventou a juventude no caminho do serviço pastoral/comunitário. Com o Pe. José Moreira da Silva, hoje D. Moreira, restabeleceram o vigor das pastorais, do ECC – Encontro de Casais com Cristo e de tantos outros movimentos pela vida, promovido pela Igreja Católica.
O engraxate, depois mecânico Anjo se tornou vice prefeito presente e atuante da cidade do seu coração em 1993. Foram quatro anos de persistência e luta ao lado do seu companheiro de chapa Fernando Julio Terra. Em 1996, Anjo foi eleito prefeito e imprimiu em sua administração seus sonhos de justiça, honestidade e ética. Foi o prefeito da educação, pois, deu prioridade, descentralidade e autonomia a essa área. Ele tinha como preocupação o ser humano. Chegou a atrasar o seu próprio salário em favor dos demais servidores municipais.
O prefeito Anjo se considerava um servidor da prefeitura, pois, chegava mais cedo e saia mais tarde para dar exemplo aos demais. Foi coerente e nunca trocou de partido político em sua trajetória, ainda que recebesse pressões internas e externas para aderir à outra agremiação.
Anjo realizou uma transição de governo jamais vista. Ao final do seu mandato, abriu as portas da prefeitura para o seu sucessor, proporcionando aos secretários da posterior administração estagiar e se informarem do andamento das políticas publicas municipais, fato inédito.
O prefeito Anjo colocou o ser humano o centro de sua administração. Na área da saúde recebeu o titulo de “prefeito amigo da criança” e trabalhou incansavelmente para construir a rede de coleta e tratamento de esgoto e resíduos sólidos com um altíssimo investimento em usina apropriada para essa finalidade.
Doou o terreno, participou tijolo a tijolo e registrou em fita VHS, a construção do prédio da UEG, Unidade Universitária de Campos Belos. Após a conclusão da obra, sem nenhuma solenidade, pessoal e humildemente entregou as chaves ao professor Rosolindo Neto, então Subsecretário Regional de Ensino e atual diretor da Unidade.
Certo dia, Anjo disse que “queria asfaltar toda a cidade, mas, se preocupava com a impermeabilidade do solo”. Fato que tomou força após uma chuva intensa que alagou parcialmente o centro comercial urbano, beirando uma tragédia. As obras do prefeito Anjo Rodrigues Galvão estão enraizadas na educação, na saúde, na cultura e na restauração cristã e cidadã do ser humano camposbelense.
Homenagem e pesares dos Professores Adelino Machado e Idonizeth Alves Pereira.

Campos Belos – Goiás, 20 de fevereiro de 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Deixem-me chorar.

Eu choro por que quando a choro a dor passa.
As lágrimas descem dos meus olhos suavemente,
E lava todas as feridas;
Leva, como um rio, as dores da vida;
E alivia a dor de um coração que ama.

Eu choro, por que quando choro,
minha lágrimas se transformam em um rio;
Neste rio meu coração navega até meu espírito,
E, eu posso ver as lembranças de tempos passados.
Posso ver a beleza do teu rosto de outrora.

Eu choro por que quando choro,
Minhas lágrimas se transformam em um mar.
Neste mar meu espírito navega até minha alma.
E, emfim, sinto-me tão perto de você.
Tão perto que penso que nada pode nos separar.

Eu choro por que quando choro,
Minhas lágrimas se transformam em um oceano.
E, neste oceano, nossas almas podem navegar.
O destino, é o infinito, para além de todos os universos.
O combustível, nossa eterna vontade de nos amar.

A Propósito da Matéria de "O Popular" - Professores longe das salas de Aula.

Algum tempo atrás um grande Educador Brasileiro escreveu um texto, cujo título é "Jequitibás e Eucaplitos". Este texto foi publicado no Livro "Conversas com quem gosta de Ensinar. No referido livro tem diversos outros textos, eu o sugiro como Leitura ao atual Secretário de Educação e Deputado Federal Thiago Peixoto, e, a todos os Jornalistas do Estado de Goiás; e, o motivo, foi ter lido neste domingo uma reportagem, que se não for considerada tendenciosa, não sei mais o que significa as palavras em Português.

O nobre Jornalista parece não entender nada de Educação, ou não entende nada de Jornalismo, ou não é seu desejo informar a sociedade como funciona a máquina pública da Educação Goiana. A matéria, parece ter tido apenas o "nobre" objetivo de enaltecer as atitudes e ações do novo Secretário a frente da Secretaria, sem se preocupar com mais nada. A reportagem, "Professores longe da Sala de Aula", começa com uma ironia vazia ao fato da dificuldade dos alunos goianos de aprenderem matemática. E, ai, começa o primeiro erro do Jornalista. Sua ironia deixa transparecer que a dificuldade dos alunos em saber fazer contas, é por causa dos professores, melhor ainda, devido ao motivo de uma grande parte estar fora da sala de aula. Grande engano. Ao fazer a ironia, na verdade o jornalista manifesta toda a sua ignorância de com se dá a aprendizagem. Não vou aqui ensinar ao nobre jornalista, pois se quisesse aprender procuraria um curso de pedagogia, ou se pelo menos quisesse se informar, buscaria ouvir os professores, mestres e doutores em Goiás, que são muitos, pois tenho certeza, nenhum se negaria a conversar sobre o assunto. No entanto, é preciso dizer a sociedade que a dificuldade de aprender, sobretudo matemática, o professor é apenas uma variável. Na escola pública, por exemplo, alunos que chegam com fome, é muito mais terrível do que não ter professor. Afinal, é mais fácil aprender sem nenhum professor, do que aprender com a barriga vazia. E neste caso, não vi nenhuma reportagem cobrando o fim da suspensão dos programas sociais que afeta justamente os alunos de escola pública.
Em seguida, o Jornalista, justifica que uma porcentagem das suas vítimas, tem uma razão para estarem fora da sala de aula; o fato de estarem em cargos cuja formação exige conhecimento pedagógico. E mesmo, quando julga informar corretamente, ele esqueceu os que exercem cargos de subsecretários, orientadores Educacionais, e, Técnicos Educacionais em geral. E de forma equivocada, inclui a biblioteca como local onde não deve estar lotado nenhum professor. Por questões pedagógica, e para quem quer revolucionar a Educação é extremamente interessante que as bibliotecas das escolas tenha um bibliotecário e um professor de Língua Portuguesa. Creio, que por lapso, o jornalista acaba informando, que na verdade, professores são lotados na bibliotecas por que não existem bibliotecários nas escolas, e que se não for um professor, a biblioteca acaba por ficar fechada.
Ao noticiar o retorno, imediato dos professores, às salas de aula feita pelo Deputado Secretário, o Jornalista informa uma grande quantidade de reclamações, e, como se houvesse uma grande resistência dos professores em estar na sala de aula. Não informa, no entanto, a quantidade de professores que estão fora da sala de aula por problemas de saúde, justamente, devido as condições insalubres encontradas no exercício da profissão. Existem escolas em Goiás que quando chove, tudo se molha, inclusive já noticiado outras vezes pelo mesmo jornal. Escolas há, nas quais faltam livros suficientes na biblioteca, falta segurança aos professores,e tantas outras coisas mais. Falta, ainda, o mais importante, incentivo a formação continuada, e um salário digno da importância que a atividade educacional tem na sociedade atual.

Ao não enumerar todas as razões pelas quais muitos professores estão fora da sala de aula, ou que provoca a falta de motivação dos professores, o jornalista e o jornal falta com o respeito à classe dos professores, o que não é surpresa para quem demonstra no início da matéria, entender quase nada da profissão de professor, muito menos do que é ser Educador. Na verdade, a matéria, a par da ignorância deste educador sobre a profissão de Jornalista, parece nada ter de jornalismo, pois não informa com imparcialidade, não ouve os professores, não apresenta dados corretos.

Muito se fala no PIG, Partido da Imprensa Golpista, nome dado pelos assessores e aliados do Governo Lula ao poder que a imprensa tentou exercer para destruir a estabilidade do Governo. Em Goiás, parece haver um Partido da Imprensa do Poder. Ao publicar a visão da secretaria sem a análise da realidade e sem ouvir o "lado" dos professores afastados, é no mínimo ser tendencioso, ou quem sabe revela interesses mais profundos presentes nas relações entre o Jornalismo e o Poder em Goiás.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Raul Seixas e a Filosofia do Desequilíbrio.

Quando se ouve uma música de Raul Seixas é possível ter muitas sensações. Sensação de poder, de liberdade, de sair de si, de construir o seu próprio caminho. No entanto, creio ser uma bem predominante: a sensação do desequilíbrio. As músicas de Raul levam ao desequilíbrio ou de alguma forma trazem algum tipo de conforto àqueles que estão em desequilíbrio. Sílvio Gallo, em seu livro Ética e cidadania, sugere como dinâmica de introdução ao pensamento filosófico uma das músicas do Raul, explicitamente "Maluco Beleza".

A música, cuja letra, já foi publicada neste blog revela uma espécie de desabafo em forma de diálogo em que o compositor declara seguir o seu próprio caminho, diante de alguém, supostamente íntimo que ele prefere seguir o próprio caminho, a ser uma pessoa normal. A música, é pois, um convite a sair da mesmice, interrogar o mundo, sair de si, experimentar novas possibilidades. Outras músicas do Raul trazem a mesma proposta. É o caso de "Meu amigo Pedro", "Metamorfose Ambulante", onde a idéia de romper paradigmas está presente de forma indelével.

Compreender Raul, no entanto, não é possível se não se investigar as profundezas por onde andou seu pensamento. Ainda Jovem entrou em contato como Misticismo, e estudou muitas filosofias. A sociedade alternativa proposta por ele, é totalmente baseada no Livro da Lei, de Aleister Crosley, um estudioso de misticismo e magia e fundador da Ordem de Thelema, e membro da Ordem da Aurora Dourada. Foi no contato com a Magia que Raul aprendeu sobre a reencarnação, vidas passadas, e tantos outros assuntos místicos trabalhados em suas músicas.Uma música fez muito sucesso e se destaca de forma especial é a "Eu nasci há dez mil anos atrás", que de forma sutil passa ao ouvinte a idéia das vidas sucessivas, da reencarnação, e de que o ser humano é um ser evolucionário, mas que está totalmente submetido apenas ao seu livre arbítrio.

Quando se analisa os escritos do Livro da Lei, não é difícil entender os desequilíbrios da vida de Raul. O próprio autor da obra terminou a vida de forma trágica, doente, e cercado por todos os tipos de problemas. Diz-se que Fernando Pessoa em encontro com Aleister, preferiu manter distância deste, tantos eram os desequilíbrios psiquicos que apresentava. As angústias e a própria história de Raul representa algo parecido. Drogas, mulheres, sexo, doenças, e enfim, a morte. Uma história cheia de altos e baixos, grandes fracassos e grandes vitórias, mas nenhum equilíbrio.

Para quem pensa em seguir os estudos de filosofia, Raul ensina que a interrogação do mundo, a contestação, a quebra de barreiras e paradigmas na busca do encontro com o eu e o outro, é preciso ser feito com método. E se a filosofia não pode nos dar respostas definitivas sobre os problemas levantados é possível que se tenha um método que nos leve por um caminho seguro. O caminho do desenvolvimento das virtudes morais, intelectuais e espirituais, que permitem a interrogação do ser e o encontro com a iluminação.

BBB e A FAZENDA: Quem aperta o controle da Televisão?

Acabo de ler no noticiário nota da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, condenando a baixaria na qual se transformou alguns programas da Televisão Aberta no Brasil. Infelizmente, muitas famílias não tem acesso a formas de lazer que não seja os programas televisionados,e premidos pelos problemas do cotidiano muitos encontram no tempo em frente a TV, conforto e força para seguir vivendo. Reconhecido tais dificuldades, e feliz, com o fato de que a sociedade civil organizada começa a se posicionar, é preciso dizer algumas verdades que muitos podem vir a julgar inconvenientes.

Primeira verdade: O sucesso de tais programas reflete a vida na sociedade. Estamos vivendo uma época tão complicada que alguns acham possível combater violência com violência, baixaria com baixaria.Tenho visto e lido blogs que são verdadeiros celeiros da violência. Em revistas semanais, jornais, e em todos os meios de comunicação. No afã da liberdade de imprensa tem-se cometido verdadeira violência contra o ser humano. Eu, quase não vejo TV aberta, mas o tempo todo sinto o poder da agressão de tais programas. Não é possível fugir deles, pois estão nos jornais, nas revistas, nos programas de rádio, nas conversas dos fins de semana, no e-mail, no twitter. Onde quer que você vá, ou o que quer que você faça lá está os programas da TV. A questão é perguntar por que estes programas estão em todos os lugares? Por que são capazes de produzir tanta audiência? Por que vende tanto? Por que recebem tanto patrocínio? E, então, surge a verdade inconveniente. Ele reflete a vida que vivemos. Outro dia vi uma reportagem que comparava os escândalos da vida real ao programa BBB, e quem escreveu dizia: São dias difíceis para o BBB. a concorrência está desleal, pois os escândalos na vida real estão roubando a cena. A questão é que é essa a verdade. Na vida real as coisas estão tomando proporções inimagináveis. Mulheres contam com orgulho que estão a trair o marido, e estes fazem o mesmo. O falso moralismo está contagiando a todos.

Segunda verdade: Vivemos no tempo das verdades rápidas, da vida enlatada, da solução pronta. hoje, tudo está pronto, inclusive a emoção que se gostaria de viver. Portanto, não é preciso mais sentar e conversar com o parceiro em casa calmamente. O tempo todo o celular tem estar ligado, a tv ligada, o computador ligado. Já não se vive mais sozinho, já não se vive mais com o outro, vive-se com o mundo todo em uma solidão coletiva. Chegamos a isso não apenas pelo eclipse da razão, pela alienação desenfreada, mas, sobretudo pelo eclipse da Moral. Finalmente cumpre-se a profecia de Rui Barbosa. Hoje, é difícil, vergonhoso e prejudicial a carreira profissional apostar em uma vida de honestidade, de sinceridade de propósitos.

Terceria e última verdade inconveniente. O Dinheiro se transformou no Deus todo Poderoso. Vivemos em uma época em que tudo é feito pelo dinheiro. Outro dia questionei uma moça - linda e ótimo partido por sinal - por que ela queria se casar, por que queria ter filhos, enfim, por que queria mudar seu status social. Minha pergunta era tão somente para que refletisse sobre as responsabilidades da vida a dois. Por trás da pergunta eu esperava como resposta - Eu quero cuidar de alguem, e receber cuidados, quero viver acompanhada, dividir, compartilhar. Não tive resposta, ficou irada. É assim, as pessoas querem casar, mas querem continuar tendo tempo unicamente para si; tempo para ganhar dinheiro, tempo para....etc. Nunca tempo para estar com o outro, para viver com o outro, para crescer junto. Homens e mulheres decidem ser pais e mães para alavancar a carreira profissional, sem ao menos procurar informação sobre como é a vida de pai, e mãe nos dias atuais. Tudo se transformou em meio, meio para melhorar de vida, conseguir conforto, dinheiro, prazer enlatado. Até mesmo a religião é buscada como meio de negociar com Deus uma vida melhor. E está cheio de cultos por ai, buscando benção para que se ganhe mais e mais dinheiro. O BBB oferece um milhão. E eis que o telespectador se sente ganhador do prêmio, sente-se totalmente representado, mesmo que ao final, ele ficou mais pobre em todos os sentidos.


É razoável que os intelectuais se pronunciem, que a sociedade civil se posicione. Importante mais ainda é que se invista na verdadeira educação. É preciso que a família, a escola, a Universidade se debruce na compreensão da vida atual. Não é a extinção do BBB que resolverá todos os nossos problemas - embora ele deva ser extinto - ; o que pode resolver os nossos problemas é cuidar das novas gerações. Pensar um novo modelo de sociedade, de educação. Encontrar o sentido para a vida nos dias atuais. Quando os governos investirem neste rumo, quando a educação for a prioridade, quando as famílias forem protegidas, descobrir-se-á que toda Televisão tem um controle remoto, que para ligar a tv, alguém tem de escolher.

A Operação Sexto Mandamento e os outros Mandamentos divinos.

É comum que algumas coisas do cotidiano faça com que pensemos sobre outras coisas, que, em um primeiro olhar, não possui muita relação uma com a outra.Por isso mesmo, dizemos que é um devaneio.
Os devaneios, podem ser da vontade, da terra, do ar, da mente, do coração. Todos devaneamos em algum momento, afinal, devanear é mais comum do que pensar, principalmente em nossos dias, em que o espírito científico encontra obstáculos quase intransponíveis em busca da objetividade no conhecimento das coisas. Foi pensando assim, ou devaneando, que lendo e escrevendo sobre a Operação Sexto Mandamento, da Polícia Federal em Goiás, fiquei, primeiro a imaginar, depois a devanear, e, agora tentando pensar, como seria se fosse feita operações tendo como objetivo todos os mandamentos divinos entregues a Moisés.

Imaginemos então, rapidamente, o que seria a Operação Primeiro Mandamento. O Primeiro Mandamento assim afirma: "Não terás outros deuses diante de mim".Conscientes disso, técnicos da Polícia Federal se debruçariam sobre as relações que tal mandamento tem a com a sociedade, e, com uma sociedade democrática. Poderiam descobrir, por exemplo, que na verdade existe um único Deus, e, que não ter outros deuses diante de si significa, sobretudo, que devemos tratar todos os irmãos humanos como sendo adoradores do mesmo Deus que nós. Pronto, encontraria ai o motivo da operação, e sairiam em busca dos motivos pelos quais todos os dias surge uma religião nova.

Um outro grupo de especialistas muito bem treinados, também estudaram o Segundo Mandamento que diz: Não farás para ti imagens de esculturas, nem figura alguma do que está em cima,nos céus ou embaixo, sobre a terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso que vingo a iniquidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles me odeiam, mas uso de misericórdia até a milésima geração daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos". Imagine que o grupo por especialistas e pensadores que são, entenderam que esculturas e imagens não significa apenas esculturas de barro, utilizadas por algumas religiões, seitas e cultos para ilustrar aos seus fiéis a divindade. Entenderam também, que o capital, os bens materiais, e mesmos os desejos da carne quando colocados em primeiro lugar e adorados são imagens de esculturas a substituir deus nos corações dos homens. Conscientes disso, saem a campo, buscando os transgresssores do segundo mandamento.

O Terceiro Mandamento, diz: Não pronunciarás o nome de Javé, teu Deus, em prova de falsidade, por que o Senhor não deixa impune aquele que pronuncia o seu nome em favor do erro" Quantos fazem juramentos maldosos colocando em risco a vida de outros? Todos seriam buscados pela polícia federal. Pronunciar o nome de Deus em vão pode ser entendido não apenas como sendo aquela prática de repetir sem sentido o nome de Deus, mas, sobretudo, quando usamos o nome de Deus para dar credibilidade às nossas ações, que na verdade, não merecem credibilidade nenhuma, ou seja, usamos o nome de Deus para enganar os outros. Imagine quantos políticos, líderes religiosos, empresários deveriam ser investigados.

O quarto Mandamento diz: "Lembra-te do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus, não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o estrangeiro que está dentro dos teus muros. Por que em seis dias o Senhor fez o Céu, a terra, o mar e tudo que contém, e repousou no sétimo dia; e por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou". Bem que se poderia pensar aqui que apenas os sabatistas estão imunes a lei, mas aqui, estamos falando da democracia terrestre, e então, tudo deve ser entendido por analogia.Vamos entender então, que a polícia federal, depois de muitos estudos entendeu, que guardar o sábado e repousar no Senhor significa a obrigação que todos os homens tem para com seus irmãos e cuidar de si mesmo, de sua própria vida espiritual, e que deve retirar dos sete dias da semana um tempo de um dia para cuidar do equilíbrio do corpo e da alma.
A investigação começaria, então, buscando a relação de crimes com excesso de trabalho que alguns insistem sobrecarregar o próprio corpo, depois, como esta sobrecarga afeta os familiares, amigos, tirando-lhes a paz e trazendo transtorno para a sociedade. E assim, teria uma quantidade de pessoas para ser investigadas.

Quinto mandamento: "Honra teu pai e tua mãe, para que se prolongue os teus dias na terra, que o Senhor teu Deus te dá". Pelo princípio da analogia, honrar pai e mãe, será tido aqui, como o honrar as autoridades legitimação constituídas.A obediência as autoridades constituídas poderá também ser entendido como preservação das Instituições, ou pelo menos, pela tolerância aqueles que desejam e querem viver de acordo com elas. Hoje, a Instituição da família, do casamento, e tantas outras tem sofrido verdadeiras blasfêmias, e, o resultado, é uma sociedade cada vez mais desorganizada, decadente, e perigosa.

Sexto Mandamento: "Não Matarás". Bom, neste caso, a operação já ocorreu. A polícia Federal, entendeu, como reza a constituição, que é dever das Polícias Militares, defender o povo, garantir segurança, e coibir qualquer tipo de desordem. O papel da PM, seria exatamente o contrário do que alguns dos seus membros se dispuseram a fazer. O desejo de extermínio, a execução fria, seria por isso, um crime contra a vida e que deveria ser investigado. Possivelmente, entendeu ainda, que este desejo não nasceu, simplesmente dentro da polícia, mas também, dentro de setores da sociedade, daí, a necessidade de agir de forma forte, para mostrar que é necessário manter a ordem, e resolver as coisas dentro das leis acordadas pela sociedade brasileira em sua carta magna.

Sétimo mandamento; "Não cometerás Adultério". Neste quesito os especialistas da Polícia Federal poderiam entender ser investigados Juízes, promotores, políticos, professores, Médicos, e todos aqueles que traem os juramentos feitos de servir bem a sociedade. Sim, comete crime de adultério aqueles que jurando servir a sociedade utilizam de suas posições para fazer tráfico de influência, acumulando riquezas a partir do uso da função pública.

Oitavo mandamento. "Não furtarás". Os especialistas da PF, também aqui poderia escolher investigar professores, médicos,políticos, empresários, padres, pastores, e todos aqueles que de alguma forma, ou por algum subterfúgio se utilizam de sua força, ou da fragilidade dos outros para acumular bens ou deixar de cumprir obrigações por aquilo que é o mérito. Veja o caos dos professores; não seria roubo negar aos estudantes o conhecimento pelo qual tantos busca? Não seria roubo a atitude do médico que pago por dinheiro público para trabalhar oito horas, trabalha bem menos, deixando de atender considerável número de pacientes?

Nono Mandamento. Neste caso, os especialistas não teriam muita dificuldade em descobrir o alvo. Os Jornalistas e a imprensa, claro. Assim diz: Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo". Não apenas os jornalistas, diria algum especialista, temos de investigar também os dirigentes e gestores públicos que por interesse próprio utilizam da posição ocupada para macular a honra de alguns subordinados, por insegurança, ou qualquer outro motivo. E começaria a operação, devassando as notícias mentirosas dos jornais, a forma alienada como é feito alguns tipos de jornalismo cujo único objetivo é vender mentiras e adquirir riquezas.

Emfim, o décimo Mandamento. "Não cobiçarás a mulher do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence". Eu não consigo imaginar o que conclusão chegaria os especialistas da PF, neste quesito, talvez, por já estar cansado de pensar nos males, tantos males e transgressões que tem em nossa sociedade. Entretanto, vou lhes contar um caso, depois, quem sabe escrevo de forma mais desenvolvida e com detalhes. Tinha um amigo, rico, inteligente. Eu o considerei por muitos e muitos anos como um dos melhores amigos. Não pela riqueza dele, nem mesmo pela inteligência, mas unicamente como a vida nos colocou em contato. Um dia, com a nossa amizade já estremecida, pelas vezes repetidas como eu reprovava a relação dele com o dinheiro, ele contou-em, a titulo de mostrar o quanto ele era inteligente a seguinte história: Ele fez uma proposta de compra de um negócio a outro "amigo". Tendo sua proposta recusada, foi ao banco, movimentou toda a sua rede de amigos para "cercar" o amigo. No final, ele conseguiu dificultar toda a vida financeira do amigo, e comprou a propriedade por preço ainda menor, e, ainda dizendo ao amigo que o estava ajudando a sair daquela situação difícil em que estava. Creio que isso é cobiçar a coisa do próximo. Não duvido que esta seja um prática comum no mundo comercial e capitalista, caberia no entanto a investigação da PF?


É assim. Em nossa sociedade quebra-se todos os mandamentos. Os governos, a sociedade civil, as famílias. Outro dia em sala de aula, disse aos meus alunos que nossa época pode ser comparada a época pré-diluviana ou aos tempos que antecedeu a destruição de Sodoma e Gomorra. Vivemos em uma época de estranha degradação. Uma época em que quase tudo é permitido, quase nada é proibido, e parece que começar a ser constrangido exercer as virtudes. A tolerância começa a ser atacada, na medida que somos obrigados a concordar, e tolerar não é concordar, pois só pode tolerar aquele que pode também condenar, ou pelo menos ser indiferente. Lutar por uma sociedade justa nos nossos dias, torna-se cada vez mais difícil. Não concordo que as novas gerações estejam mais acomodadas, pelo contrário, viver em uma época assim, é preciso ter forças, coragem, discernimento. A questão é escolher o caminho a seguir, em quem confiar. Em nosso caso perguntar: Quem define as prioridades a serem investigadas? Quem define o tempo? A velha preocupação em relação a tudo, já vivida por Paulo Freire em relação a Educação: Afinal, quem Educa o Educador.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Crítica: Ética e direitos humanos

Crítica: Ética e direitos humanos

A Operação Sexto Mandamento - Perguntas

Toda ação que, de alguma forma, promova a virtude da Justiça na sociedade tem, em algum momento, ou de alguma forma, minha aprovação. Entretanto, precisamos sempre observar melhor. A Operação sexto mandamento, organizada pela Polícia Federal, em Goiás, merece todos os elogios daqueles que defendem os direitos humanos, a vida, o progresso da sociedade. Muitas perguntas, devem no entanto, esperar respostas nos próximos dias.

1ª - Quem de fato são os mandantes de tamanha tragédia? Policiais Militares são comandados. A educação que recebem é de obediência ao comando superior. Sendo assim, a idéia do extermínio pode até ter surgido na base, mas se disseminou, é por que teve a anuência e, de certa forma, a proteção do alto comando da Polícia. De outro lado, se altos comandantes se permitiram anuir a algo tão grotesco, existe na sociedade uma parcela de pessoas que apóia e demanda este tipo de ação. Os responsáveis por uma tragédia desse tamanho inclui o homem comum que no seu dia-a-dia aprova a vingança fria, a tortura, a violência como método de combate a violência.

2ª - Quanto tempo este tipo de crime ocorre na sociedade? Quem estuda um pouco da história de Goiás, sabe, que não há muito tempo, menos de duas décadas, políticos, juízes, e autoridades andavam armados de Carabinas. No tempo de Pedro Ludovico ainda cultuado e lembrado nos nossos dias, era comum deputados andarem armados de carabina para se protegerem da pistolagem. Nos anos de 1980, no hoje, Nordeste Goiano, e onde hoje é o Estado do Tocantins, era comum os patrões mandarem matar os trabalhadores para recolher de volta os salários pagos. Já no final da década de 1980, eu mesmo, testemunhei histórias desse tipo. E, pude fazer parte de grupo de trabalhadores que vivia de trabalhar como diarista e empreiteiros, cheios de medo de não voltarem para casa vivos. Parece, que alguns, não podendo mais andarem armados ou terem seus jagunços encontraram formas de se infiltrarem nas polícias. Caso seja esse o caso, a operação sexto mandamento tem muito a ir em frente.

3ª - Por que demorou tanto? Tem 15 anos que venho denunciando a falta de respeito aos direitos humanos no Nordeste Goiano. Tive um amigo pessoal, vitima de uma quadrilha de roubo de carro. Sabe-se a "boca miúda" que por detrás do roubo estavam policiais. Alguns anos atrás, o Prefeito de Monte Alegre de Goiás foi assassinado. Na época tive a oportunidade de conversar com alguns policiais que ajudaram na perseguição dos "bandidos". Sabe-se de coisas que nunca foram publicadas. Isso aconteceu no Início da década de 1990. Em 1996, tive uma amiga pessoal desaparecida em Brasília. Até hoje não se sabe os verdadeiros assassinos. O que eu sei, é que ela sabia demais sobre políticos do Nordeste Goiano, e andava angustiada e com muita vontade de denunciar tudo. Infelizmente ela desapareceu na viagem, na qual, ela prometeu a mim, quando voltar entregar em minhas mãos documentos e provas comprometedoras sobre "pessoas". Zé da Covanca, Dinalva Barbosa, e tantos outros foram silenciados, sejam por ameaças, roubos, e tants outras formas para evitar que se perca o controle da situação. O crime de Zé da Convanca, e da Dinalva deviam ser investigados pela Polícia Federal, ou pelo menos, melhor investigados.

4ª Por que não investigar no Estado Todo? Eu nasci e cresci no Nordeste Goiano. Tive, no entanto, a oportunidade de viajar todo Estado de Goiás, ouvindo as pessoas simples, ministrando aulas, trabalhando. Em Municípios do Sudeste Goiano a situação não é diferente do Nordeste. Na cidade de Goiatuba a situação é de verdadeiro terror. Aqueles que ousam, pelo menos, pensar em ser diferente, discordar, são tratados como escória da humanidade. Perseguidos, vilipendiados. Levamos até a Faculdade diversos palestrantes como o Deputado Mauro Rubens, Leonardo Guedes, e outros na intenção de conscientizar e travar a luta em favor dos direitos Humanos. O resultado? Hoje temos vários amigos sendo perseguidos, vilipendiados. Existe história de execução sumária por policiais na cidade de Goiatuba, mas que as pessoas, não tem coragem de denunciar por medo de também morrer. É tão sério, que um amigo, hoje, ainda morador na cidade tem medo de continuar sendo presidente do PT - Partido dos Trabalhadores na cidade, e estar colocando sua vida em risco.

Perguntas, perguntas, perguntas. Muitas perguntas podem e devem ser feitas. Os trabalhos devem continuar e receber o apoio da população. Nós somos os responsáveis pela guerra e pela paz na sociedade. Somos nós que decidimos com nossas palavras, pensamentos e ações o nosso destino. Devemos, no entanto, pautar pelo equilíbrio. O dever de investigar e definir os culpados é do sistema de segurança e do Judiciário. A defesa da vida, requer, inclusive que se dê apoio e assistência às famílias dos culpados. Não existe defesa verdadeira da vida quando se defende a Lei de talião.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Aula de Filosofia -




Maluco Beleza
Raul Seixas
Composição: Cláudio Roberto / Raul Seixas
Enquanto você
Se esforça pra ser
Um sujeito normal
E fazer tudo igual...
Eu do meu lado
Aprendendo a ser louco
Maluco total
Na loucura real...
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez...
Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza...
E esse caminho
Que eu mesmo escolhi
É tão fácil seguir
Por não ter onde ir...
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
Eeeeeeeeuu!...
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com toda certeza
Maluco, maluco beleza...

Oração para vencer batalhas.

Senhor proteja-me nas lutas do dia a dia.
Que eu use minhas palavras para levar sabedoria,
Que eu use meus pensamentos para distribuir a justiça;
E que os meus atos, senhor, possa ser exemplo de discipulado.
Que a tua Providência ilumine minha mente;
Que eu possa ter inteligência para discernir o certo do errado;
E que eu possa ter sabedoria para escolher o caminho da luz.
Senhor que minha força seja usada para proteger os inocentes;
Que minha espada esteja apenas a serviço da Justiça
E, que eu possa senhor, compreender e venerar a beleza da natureza.
Senhor que o meu escudo possa proteger-me das forças da trevas;
e que eu saiba, senhor, honrar a rosa que o orna;
E com sabedoria e devoção carregar a minha cruz.
Senhor, dê-me coragem para sacar minha espada sempre que necessário;
Mas, dê-me ainda, senhor, mais sabedoria, para preservar a vida dos vencidos.
Senhor dê-me força para dominar meus instintos e escolher o caminho certo,
Eu, sei senhor, que não estou livre de pecar enquanto humano for.
Senhor, dê-me a força e a sabedoria do mestre, e, a humildade do aprendiz.
Não deixe, senhor, que eu desanime jamais na luta contra as trevas;
Não deixe que eu permita que um inocente que seja, sofra injustiças estando ao meu alcance oferecer proteção;
Dê-me, mais ainda senhor, forças para libertar-em de todo egoísmo, de toda pequenez a que estou submetido nesta existência carnal.
Ensina-me, senhor, a distiguir a luz das trevas..
E, ensina-me mais ainda, senhor, a escolher sempre o caminho da luz.
Envolva-me no teu sagrado manto;
Torne-me invisível na minha missão de servir;
Que a tua espada seja a minha espada;
Que a tua cruz seja minha cruz;
Qeu a tua rosa seja minha rosa;
E que tua paz, senhor, tua paz profunda seja minha paz.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Para viver o amor.

Para viver o amor é preciso aprender a renunciar.
É preciso renunciar determinados prazeres da carne.
É preciso renunciar a mentira, o engodo, a traição.
O amor não reina onde há mentiras.
O amor não reina onde há engodos,
O amor não reina onde há traição.
O amor é companheiro da sinceridade, da verdade, por mais dura e cortante que ela seja.
O amor é companheiro da fidelidade, pois não sabe ser tudo, mas não sabe não ser inteiro.
Para viver o amor é preciso aprender a servir.
Não se ama ou se é amado quando passa o tempo todo buscando tempo para si mesmo.
É na disposição de servir que encontra o outro, e é no encontro com outro que se aprende a amar.
Não se vive o amor sem a convivência diária.
Algumas pessoas pensam viver amor quando na verdade apenas se embriagam de paixões.
Muitas vezes, paixões carnais e desordenadas. Estes, não conhecem o verdadeiro prazer que o amor pode proporcionar.
Para viver o amor é preciso aprender a viver em paz, consigo mesmo e com os outros.
Para viver em paz é preciso seguir o caminho da serenidade.
A paz só nasce nos corações sinceros, nos quais a verdade já cravou profundas raízes.
A serenidade só nasce nos corações onde já habita a sabedoria, ou pelo menos alguns raios dela.
Quando se tem paz e serenidade é que é possível viver o instante, e para viver o amor é preciso viver o instante. É no instante que acontece todo nosso passado e todo nosso futuro. Não existe nenhum momento para ser feliz senão agora.
Quando se aprende a viver o instante com paz e serenidade, aprende-se o caminho da pureza do coração. E neste momento, a mente pura, entregue ao amor recebe do espírito os raios da sabedoria necessária a viver no corpo o instante sagrado do amor.
Quando se vive o amor aprende-se a ter força pelo sofrimento e superação das dores da vida.
E na superação de cada dia, a força vai se unindo a sabedoria para trazer beleza incomensurável ao viver.
Então, com a força, sabedoria, e a beleza, alcança-se a catedral da alma.
A vivência do amor nos leva a ter consciência de nós mesmos, e nesta consciência aprendemos a ver nos outros o amor divino.
Só então, a alma nos liberta e proporciona ao corpo o prazer divino de poder viver, de poder, ser, amar, estar, reintegrar-se.

Natureza Linda.

Natureza linda no amanhecer.
Natureza linda repleta de vida bela.
Faça uma brisa agora acontecer..
Traga calmaria e me traga ela.

Se tem ventania eu me alegro.
E o meu coração fica a esperar.
Fecho os olhos e me entrego ao eterno do sonho
O vento que me envolve é a energia dela a me abraçar.

Devaneios sem sentido do Meu coração

Meu coração está pequeno de saudade.
Saudade do tempo que eu era pequeno demais para pensar.
Saudade do tempo que podia viver sem maldade.
Meu coração está pequeno e quer te abraçar.
Tantas foram as vezes que deixamos de nos abraçar.
Perdemos minutos, perdemos segundos, perdemos tempo de nos amar.
Tanto tempo com palavras tolas que eu falei sem pensar.
Movido por um medo bobo, um medo infantil, um medo de amar.

Meu coração está pequeno para o tanto de amor que tenho por ti.
As lembranças são muitas, lembranças de vida, de pureza e amor.
A imagem dos teus olhos ainda é a luz que ilumina o caminho.
O som da tua voz ainda é a voz do anjo que me livra dos espinhos.
E esta saudade dói, dói tanto, que até parece que vou sucumbir.
E das lembranças do teu olhar com o sorriso no rosto nasce a certeza que a vida é bela.
Que é preciso prosseguir, que é preciso caminhar.
As desilusões não podem ser empecilhos,
As dores fortes não podem nos tirar dos trilhos.
Por que afinal, não é possível deixar de te amar.

Meu coração está pequeno para tanta saudade e tanto amor por ti.
Os dias e horas já não é meu tempo. Eu existo de forma desorganizada.
Quando estou dormindo, estou acordado vivendo em ti.
Quando estou acordado, estou dormindo por que morto aqui.
Já não existe mais beleza na vida tão bela.
Não existe beleza de viver com esta saudade.
Os meus olhos não vêem mais nada.
Meus ouvidos não ouvem nenhum barulho nesta estrada.

Não existem rastros, nem companheiros nesta caminhada.
Tanto solidão, tanto amor, tanto sentimento, tanta dor.
Tantas lágrimas que um rio se forma sem ponte, sem nada.
E a distância aumenta, aumenta, na longa jornada.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Almir Sater - Vida bela,vida

Nossa história e nossa paixão é um vaso quebrado

Eu andava firme, de cabeça erguida, peito levantado.
Lágrimas nos olhos e um peito cheio de amor
Um amor não vivido, quase esquecido, um triste passado.
Mas eu caminhava, tocando em frente, suportando a dor.

Eu não me detinha, não importava a dor que me assolava.
E tinha esperanças, de viver a vida em família amorosa.
O amor no peito, já calmo da dor, não incomodava.
E eu caminhava, pelo jardim da vida a procura de uma rosa.

Eu já tinha aprendido que o amor do peito estaria sempre ao lado.
Eu poderia, porém, sempre viver a felicidade.
Uma vida simples, costumes faceiros, pensamentos equilibrados.
Deixando as paixões, sempre, sob controle da minha vontade.

Você apareceu, rosto inocente e sorriso alado.
Invadiu meu ser, tocou minha vida, assolou o meu coração.
E em pouco tempo, deixou-me todo enfeitiçado.
E o transformou meu peito num campo de guerra de amor e paixão.

Você trouxe esperanças, de viver comigo, vida amorosa.
Construir família, plantar a bondade, colher o amor.
E eu pensei, que você, era aquela, procurada rosa.
Mas o que me trouxestes foi apenas espinhos de dor.

O tempo passou, e de rosa, fostes se transformando em erva daninha.
Pisou em meu coração, rasgou minha alma, deixou meu peito fraturado.
O meu cuidado dispensado foi a mesma arma que destruiu a vinha.
E o que sobrou foram garrafas velhas e vinho derramado.

Eu senti a dor amarga da perfídia e da traição.
destruiu quase todos os motivo pra viver.
Todos os cuidados só aumentaram minha desilusão.
E só sobrevivi, por que quem já amou não pode morrer.

Coração quebrado,
Peito fraturado,
Alma em pedacinhos.
Tudo juntado,
tempo conformado,
lá em um cantinho.

Um pequeno rebento,
quase como um tento,
foi o que sobrou.
Um princesinha,
uma menininha,
Um novo amor.

Quase desistindo,
Já em meio as cinzas.
Eu fui encontrado.
Fraco e tristonho
E despedaçado.

Ai descobri,
Que o amor no peito,
por correspondido,
pode ser vivido
No ser sempre amado.

Hoje, quando tu voltas e olhas o que antes não quis ver,
Sou um novo ser, por que descobri, sempre ser amado.
E, hoje, tristemente, ofereço a ti o que sempre quis receber.
A minha paixão, todo meu desejo é um vaso quebrado.

Nossa História

Eu andava firme, de cabeça erguida, peito levantado.
Lágrimas nos olhos e um peito cheio de amor
Um amor não vivido, quase esquecido em um triste passado.
Mas eu caminhava, tocava em frente suportando a dor.

Eu não me detinha, não importava a dor que me assolava.
E tinha esperanças de viver a vida em família amorosa.
O amor no peito, já calmo da dor não incomodava.
E eu caminhava, pelo jardim da vida a procura de uma rosa.

Eu já tinha aprendido que o amor do peito estaria sempre ao lado.
Eu poderia, porém, sempre viver a felicidade.
Uma vida simples, costumes faceiros, pensamentos equilibrados.
Deixando as paixões sempre no controle da minha vontade.

Você apareceu, rosto inocente e sorriso alado.
Invadiu meu ser, tocou minha vida, assolou o meu coração.
E em pouco tempo deixou-me todo enfeitiçado.
E o meu peito virou um campo de guerra entre o amor e a paixão.

Você trouxe esperanças de viver comigo vida amorosa.
Construir família, plantar a bondade, colher o amor.
E eu pensei que você era aquela procurada rosa.
Mas o que me trouxestes foi apenas espinhos de dor.

O tempo passou, e de rosa, fostes se transformando em erva daninha.
Pisou em meu coração, rasgou minha alma,  deixou meu peito fraturado.
O meu cuidado dispensado foi a mesma arma  que destruiu a vinha.
E o que sobrou foram garrafas velhas e vinho derramado.

Eu senti a dor amarga da perfídia e da traição.
destruiu quase todos os motivo pra viver.
Todos os cuidados só aumentaram minha desilusão.
E só sobrevivi por que  quem já amou não pode morrer.

Coração quebrado,
Peito fraturado,
Alma em pedacinhos.
Tudo juntado,
tempo conformado,
lá em um cantinho.

Um pequeno rebento,
quase como um tento,
foi o que sobrou.
Um princesinha,
uma menininha,
Um novo amor.

Quase desistindo,
Já em meio as cinzas.
Eu fui encontrado.
Fraco e tristonho
E despedaçado.

Ai descobri,
Que o amor no peito,
por correspondido,
pode ser vivido
No ser sempre amado.

Hoje, quando tu voltas e olhas o que antes não quis ver,
Sou um novo ser, por que descobri, sempre ser amado.
E, hoje, tristemente, ofereço a ti o  que sempre quis receber.
A minha paixão, todo meu desejo é um vaso quebrado.










A saudade é uma estrada longa - Almir Sater

Eu tentei escrever algo agora. Tentei expressar o que sinto. Não tenho palavras e eis que encontro mais uma vez em Almir Sater o conforto para o meu coração e a minha alma.



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Devaneios do Coração

Esta noite sonhei com você.
Nada especial, apenas um encontro de olhos.
Teus cabelos aos ombros, olhar vivo, procurando, nos meus, o nosso amor.
Não parecia ser apenas um sonho meu.
Diante de mim, eras como a rosa prestes a desabrochar no jardim da vida.
Eu olhava em teus olhos, e repetia, " quando a vida vai deixar de ser um "caminho de ida"?
Quando os nossos caminhos poderão se cruzar novamente?
Esta noite sonhei com você.
Tal sonho acordou, todo amor vivente em meu coração.
Lembra dos sonhos que  você sonhou?
Lembra do sorriso que você deu em dia de chuva ?
Sei que bem no fundo você se lembra e ainda sonha,
Com as mesmas noites  de estrelas e luar.
Lembras das lágrimas que você derramou,
Lembras do meu olhar perdido vendo suas lágrimas cair.
Lembras da música tocando enquanto te declaravas meu amor.
Tudo isso veio a tona esta noite, quando sonhei com você.
Tudo é devaneio nesta tarde insólita.
Quando não se tem o amor até a alegria é triste.
Daqui posso ver você chorando, posso sentir tuas lágrimas caindo...
Por que minhas lágrimas também caem pela força do nosso amor.

Marconi, as redes sociais e o Governo de Goiás.

Ontem li nos jornais que o Governador resolveu praticamente ordenar que seus auxiliares utilizem as redes sociais para falar com o povo. Coisa moderna, mais como aqui, nosso objetivo é mais devanear, vamos aqui sugerir algumas questões para o Governador e todos os seus auxiliares, como forma de tornar esta relação mais transparente.

Primeiro,  precisamos entender que as redes sociais não muda as relações entre as pessoas se as pessoas não se abrirem para o outro. Divulgar nomes de auxiliares e telefones de contato, não fez com que os mesmos atendessem a população. Da mesma forma não significa que estar nas redes sociais vá de imediato democratizar as informações. Vamos entender que de agora em diante todos os auxiliares e homens públicos do governo tenham perfil nas redes sociais, vamos entender, também, que todos estes perfis sejam verdadeiros e sejam alimentados pelo próprio dono. Mesmo assim, tudo se torna como uma grande novela da televisão, onde cada perfil tem seu próprio diretor, e, só "edita" aquilo que é "interessante". ( entre aspas, por que é preciso perguntar interessante para quem?)

Um exemplo de perfil transparente é o do vereador Túlio Maravilha. Lá ele posta de tudo. É? não. Claro que não. Tudo é escolhido, "editado", para chamar a atenção para si. Nunca vi ninguém postar coisas ruins em perfis sociais. Nunca vi ninguém postar que e controlador, autoritário, etc. Isso temos que ler sempre nas entrelinhas. Outra questão é o tal do Microblog Twitter. Ali, uma verdadeira ferramenta para autoritários. É claro que todos temos direito de escolher quem seguir e a quem seguimos, mas terá os homens públicos este direito? Se são homens públicos não deveriam seguir a todos que os seguissem? Afinal, se é para divulgar informação e receber mensagens do público não deveriam estar abertos a todos?

Outra questão é o que postar. Interessante notar que alguns homens públicos se limitam a postar sempre citações. Uma forma de esconder o que realmente pensam sobre as coisas. Uma forma de conhecê-los é seguir os passos na internet. O que lêem, o que curtem, e o que comentam. Quase sempre o verdadeiro caráter aparece encoberto no verdadeiro perfil. Ainda assim, nada impede que estas pessoas tenham falsos perfis. Aliás, esta uma praga das redes sociais. O perfil falso é geralmente uma forma do indivíduo navegar por lugares proibidos e pouco recomendados.Duvido que alguém vai postar que está a procura de amantes, mas sabemos que está cheio disso nas redes sociais. Os falsários vivem escondidos, nas escaramuças, na moita, como diz o ditado popular, vigiando, observando, e criando intrigas àqueles que são verdadeiros.

Outra coisa engraçada é como os "Homens públicos" devem acreditar que somos verdadeiros idiotas. Usam o twitter, por exemplo, para postar coisas das  mais inúteis. E, das quais não queremos saber ou não nos interessam. Outros, resolvem bancar os jornalistas, ou, moderadores daquilo que devemos ler. E começam a postar notícias dadas nos jornais. Não falam nada do que realmente pensam do interesse público da pasta pela qual respondem. Não tenho nada contra que vez ou outra, reforce algo que seja considerado de grande relevância social, agora, o tempo todo estar postando notícias ou citações, alto lá.

A verdade é que a democratização das informações  não se dá apenas pela existência da tecnologia da informação. Aliás, quanto mais informação, menos conhecimento das coisas, já dizia o Filósofo Morin. As informações contraditórias, por exemplo, servem muito mais para desinformar. E na babel do mundo da informação já não há quase espaço nenhum para a sabedoria. A democratização da informação que gera conhecimento só pode ocorrer com o desenvolvimento do espírito democrático, aumento no meio dos governantes de homens virtuosos. Enquanto houver o que esconder não será as redes sociais que haverá de impedir que se esconda. A transparência só virá do agir correto na vida pública, e não do uso das redes sociais para manipular a opinião pública.