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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Marconi, as redes sociais e o Governo de Goiás.

Ontem li nos jornais que o Governador resolveu praticamente ordenar que seus auxiliares utilizem as redes sociais para falar com o povo. Coisa moderna, mais como aqui, nosso objetivo é mais devanear, vamos aqui sugerir algumas questões para o Governador e todos os seus auxiliares, como forma de tornar esta relação mais transparente.

Primeiro,  precisamos entender que as redes sociais não muda as relações entre as pessoas se as pessoas não se abrirem para o outro. Divulgar nomes de auxiliares e telefones de contato, não fez com que os mesmos atendessem a população. Da mesma forma não significa que estar nas redes sociais vá de imediato democratizar as informações. Vamos entender que de agora em diante todos os auxiliares e homens públicos do governo tenham perfil nas redes sociais, vamos entender, também, que todos estes perfis sejam verdadeiros e sejam alimentados pelo próprio dono. Mesmo assim, tudo se torna como uma grande novela da televisão, onde cada perfil tem seu próprio diretor, e, só "edita" aquilo que é "interessante". ( entre aspas, por que é preciso perguntar interessante para quem?)

Um exemplo de perfil transparente é o do vereador Túlio Maravilha. Lá ele posta de tudo. É? não. Claro que não. Tudo é escolhido, "editado", para chamar a atenção para si. Nunca vi ninguém postar coisas ruins em perfis sociais. Nunca vi ninguém postar que e controlador, autoritário, etc. Isso temos que ler sempre nas entrelinhas. Outra questão é o tal do Microblog Twitter. Ali, uma verdadeira ferramenta para autoritários. É claro que todos temos direito de escolher quem seguir e a quem seguimos, mas terá os homens públicos este direito? Se são homens públicos não deveriam seguir a todos que os seguissem? Afinal, se é para divulgar informação e receber mensagens do público não deveriam estar abertos a todos?

Outra questão é o que postar. Interessante notar que alguns homens públicos se limitam a postar sempre citações. Uma forma de esconder o que realmente pensam sobre as coisas. Uma forma de conhecê-los é seguir os passos na internet. O que lêem, o que curtem, e o que comentam. Quase sempre o verdadeiro caráter aparece encoberto no verdadeiro perfil. Ainda assim, nada impede que estas pessoas tenham falsos perfis. Aliás, esta uma praga das redes sociais. O perfil falso é geralmente uma forma do indivíduo navegar por lugares proibidos e pouco recomendados.Duvido que alguém vai postar que está a procura de amantes, mas sabemos que está cheio disso nas redes sociais. Os falsários vivem escondidos, nas escaramuças, na moita, como diz o ditado popular, vigiando, observando, e criando intrigas àqueles que são verdadeiros.

Outra coisa engraçada é como os "Homens públicos" devem acreditar que somos verdadeiros idiotas. Usam o twitter, por exemplo, para postar coisas das  mais inúteis. E, das quais não queremos saber ou não nos interessam. Outros, resolvem bancar os jornalistas, ou, moderadores daquilo que devemos ler. E começam a postar notícias dadas nos jornais. Não falam nada do que realmente pensam do interesse público da pasta pela qual respondem. Não tenho nada contra que vez ou outra, reforce algo que seja considerado de grande relevância social, agora, o tempo todo estar postando notícias ou citações, alto lá.

A verdade é que a democratização das informações  não se dá apenas pela existência da tecnologia da informação. Aliás, quanto mais informação, menos conhecimento das coisas, já dizia o Filósofo Morin. As informações contraditórias, por exemplo, servem muito mais para desinformar. E na babel do mundo da informação já não há quase espaço nenhum para a sabedoria. A democratização da informação que gera conhecimento só pode ocorrer com o desenvolvimento do espírito democrático, aumento no meio dos governantes de homens virtuosos. Enquanto houver o que esconder não será as redes sociais que haverá de impedir que se esconda. A transparência só virá do agir correto na vida pública, e não do uso das redes sociais para manipular a opinião pública.

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