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sábado, 5 de outubro de 2013

O Dinheiro e a Participação Popular na Política


 

Nelson Soares dos Santos[1]

A reta final do processo de troca-troca partidário e novas filiações para a disputa eleitoral desnudou fatos que faz corar até os mais terríveis demônios nas profundezas dos infernos. Enquanto a maioria dos eleitores pensa que a eleição começa apenas no ano que vem, os dirigentes partidários transformam o futuro da nação em mercadoria e a democracia em um balcão de negócios. Causaria enjoo ao mais perverso dos demônios a forma com o dinheiro é tratado com primazia nas negociações.

Quem não tem dinheiro, por mais que tenha apoio popular, é praticamente ignorado. Os acordos são feitos com mentiras, traições, e as mais perversas atitudes humanas. O sonho do povo é jogado na lata de lixo e praticamente em nenhum momento se ouve preocupação com as causas mais prementes da sociedade. A vaidade, a ganância e o desejo desenfreado de conquistar o poder toma conta de todos. A criança, o trabalho escravo, a violência, nada disso é lembrado. Só uma coisa interessa: como faremos para tomar o poder.

Nos partidos tradicionais a questão é resolvida no compadrio. De forma que um endinheirado oferecer as tais estruturas de campanha para assumir o controle do partido e começa a fazer todos os tipos de acordos possíveis. São partidos que literalmente tem donos. Neles, candidaturas populares servem apenas para arrebanhar votos e completar o chamado consciente eleitoral. Ninguém, mas ninguém mesmo está interessado nas luta dos povos. Chegamos a um nível de depravação tão grande que mesmo os partidos que tradicionalmente defenderam os direitos dos ricos mal conseguem fazer o jogo de manutenção dos seus quadros no poder.

Os Partidos com participação Popular.

Alguns partidos ainda tentam manter o que se chama de democracia interna. São aqueles oriundos da luta contra a ditadura e que geralmente possuem em seus quadros intelectuais e trabalhadores. O PT, era um destes partidos por excelência que se perder ao chegar ao poder. O Partido do qual faço parte desenvolve um esforço para neste jogo cruel manter a participação popular, ouvir as vozes das ruas, e servir de ponte na luta dos trabalhadores por condições melhores de vida. Acreditamos na ideia do fortalecimento do poder local, da construção de redes para o fortalecimento da cidadania e da democracia, e lutamos por uma sociedade mais igualitária e mais humana.

Por estas razões, o partido tem sido vitima de aventureiros e aproveitadores. Em Goiás, por diversas eleições quando se aproxima o pleito, lobos vestidos de cordeiros tentam entrar no partido, por que sabem ser mais fácil se eleger, e logo quando eleitos, saem, deixando as bandeiras que o partido defende sem voz no parlamento. Nesta eleição, enquanto todos os  lideres partidários tem corrido para filiar o maior número possível, temos nos preocupado em barrar aqueles que querem apenas se aproveitar do partido. Não acreditamos em conversão de última hora depois de termos passado 04 anos em um esforço desumano para dialogar com a sociedade.

Os aventureiros que agora querem o controle e o comando do partido quer apenas o direito de negociar, em palavras simples, vender o partido e tudo que construímos, e que acreditamos poder fazer um deputado federal e um estadual que vão carregar nossas bandeiras, defender a valorização do professor, um diálogo profícuo com os servidores públicos, a erradicação do trabalho escravo no estado, o combate a violência, e o exercício da tolerância na sociedade. São estas as razões pelas quais não queremos aventureiros por mais cordeiros que pareçam. O PPS tem um projeto, e o povo nos dará uma vitória histórica em Goiás.



[1] Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação, Secretário Geral do PPS de Goiânia e membro da Executiva Estadual de Goiás.

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