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sexta-feira, 27 de maio de 2011

O PT e o seu velho dilema em Goiás: Oposição? Como assim?



Para o Brasil, o Partido dos Trabalhadores é um partido que luta contra a pobreza, que cuida do povo, que investe na melhoria da rede de proteção social. Em Goiás, o Partido dos Trabalhadores não conseguiu alcançar esta marca. Em Goiás, quando passou pelo governo de municípios importantes o Partido dos Trabalhadores não conseguiu imprimir sua marca de um partido diferente, inovador, ligado às massas populares e voltado para a proteção social; e por isso, não conseguiu até o momento unir os partidos de esquerda em torno de si, e tão pouco unificar a base aliada do governo Federal no Estado. E isso acontece devido a identidade de sua principais lideranças e seu modo de fazer política. O dilema do Partido dos Trabalhadores em Goiás, é não saber ser oposição, e no governo, não saber ser governo.
No momento atual, o PT administra as duas maiores cidades do Estado, e  tendo como aliado o PMDB, administra ainda a cidade de Aparecida de Goiânia. Sendo assim, o PT e os seus aliados detêm o governo das três maiores cidades do Estado. Incrivelmente, em nenhuma destas cidades existe uma marca que possa ser lembrada pelo povo, como sendo uma marca que faça a diferença em relação ao Governo Estadual. E na época contemporânea quem não possui marca própria não consegue se estabelecer no mercado. As notícias dos jornais ( em todos os jornais), se bem lidas mostram problemas administrativos em todas estas cidades cuja única explicação é um problema de gestão administrativa e política daqueles que detém o poder. Veja a questão da saúde e educação, para ficar em duas áreas nas quais o município tem grande participação e então veremos que não existe muita diferença entre a gestão estadual e a gestão municipal. Não há criatividade e tão pouco, inteligência.
E, se na gestão os problemas da oposição são visíveis, na política não é diferente. Primeiro, os partidos de oposição não conseguem  se entender quando a uma linha de procedimento em relação a gestão política e administrativa ao Governador Marconi Perillo; segundo, não possui argumentos ideológicos capazes de estabelecer um discurso próprio. Na primeira questão, é visível o desentendimento quando a gestão política e administrativa, pela forma claudicante como se porta os líderes do PMDB, desnorteados que ficaram com decisão de Thiago Peixoto de migrar para a base aliada do Governador Marconi. Como não conseguiram se desligar do Deputado Thiago Peixoto, e não tiveram força para desligá-lo do partido com demonstração de independência, estão na espera que o próprio deputado saia para que consigam então analisar as baixas e reaver rumos. No PT, não é muito diferente. No caso ideológico, a dificuldade do PT é estabelecer diferenças entre o pragmatismo do Governo federal e do Governo Estadual. Não conseguindo estabelecer diferenças nítidas as lideranças se perdem na insegurança quando tenta estabelecer um diálogo com a população.
Quando se volta então, para a engrenagem social que os mantêm representantes da mesma sociedade, a questão fica ainda mais complexa. Os interesse divergentes de classes não desapareceu como quer pregar o ainda não fundado PSD; não acabaram as ideologias, não acabaram as lutas no interior da sociedade. Os ruralistas irão continuar em defesa dos seus interesses e em choque com os agricultores familiares e movimentos dos Sem Terra. Os trabalhadores continuaram em choque com seus patrões em busca de melhor qualidade de vida; e os governantes do Estado que tem o desafio de governar para todos irão continuar tendo que buscar o equilíbrio entre as diversas partes em luta no interior da sociedade.
O velho dilema do PT é encontrar um discurso e um projeto que consiga estabelecer um diálogo com a sociedade e capaz de dizer a maioria do povo goiano que é capaz de governar para todos, buscando justiça social e equidade. Por não conseguir resolver o seu velho dilema o PT corre o risco de ir para a disputa de 2012 e não conseguir dizer ao povo que merece continuar governando as maiores cidades do estado, e, ampliar sua representatividade nos municípios. Este velho dilema é acompanhado pela realidade que também no PT, e nos partidos aliados, a idéia de partido não convém ao que se espera do conceito de Partido Político em uma democracia. As eleições não constituem um tempo e um espaço de se discutir idéias, mas uma disputa cega por cargos e poder, conchavos, acordos que sempre deixa em segundo plano um projeto de desenvolvimento para o Estado de Goiás. 

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