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sábado, 30 de julho de 2011

Olha eu aqui, de novo, catucando a Jurubeba.



Depois de alguns dias de meditação volto a escrever no blog. Mais do que nunca fiquei muito pensativo se não estava na hora de fazer a opção que muitos fazem: fechar os olhos para injustiça e aproveitar as oportunidades que aparecem mesmo que elas sejam negar os princípios pelos quais se aprendeu que a vida vale a pena. Mais do que tudo meu tempo de sentir vítima da sociedade, se é que já tive algum, definitivamente já passou. Meu dever, sinto, é lutar, não contra a sociedade, mas a favor da sociedade. Afinal, creio que  a felicidade de um é a felicidade de todos, e infelicidade de um é também a infelicidade de todos.
O motivo dos meus pensamentos demorados foram os acontecimentos do início de ano. Olhando rápido a impressão que tive é que sofri algumas injustiças, mas olhando direito, vejo que o que aconteceu era mesmo o que tinha de acontecer, portanto, não houve nada de errado. O que parecia perda vejo que na verdade foi ganho, e, que  o que vale na vida mesmo é a consciência tranqüila, a certeza de se estar caminhando no caminho certo e do modo certo.
Existem muitas formas de se corromper as pessoas. No meu caso todas as tentações são colocadas na forma da garantia da própria sobrevivência, o que não é diferente para 90 % dos cidadãos deste país. Em Goiás, no entanto, a coisa parece bem pior. As instituições estão contaminadas. Naquelas  onde deveria reinar a mais límpida pureza, muitas coisas ou quase tudo é decidido a partir do compadrio.
No reino do estado as coisas são ainda piores. Não vejo em Goiás, nenhum partido assumir de fato e de cabeça erguida a luta em defesa dos direitos humanos. Direitos humanos se transformou em uma luta solitária de alguns promotores isolados de todos os lados. Uma questão premente que muito incomoda e ninguém diz nada é a questão do trabalho escravo. É incrível como não vejo ninguém em Goiás na luta contra o trabalho escravo. Nos meios de comunicação, na semana que o Ministério do Trabalho publicou a lista negra do trabalho escravo no Brasil, nenhum grande jornal em Goiás deu ênfase. Curioso, resolvi pesquisar, e assustado descobri que Goiás possui mais de 50 fazendas autuadas por causa do ilícito do trabalho escravo.
Na última lista, 25 grandes fazendeiros goianos estão entre aqueles que não respeitam os direitos humanos dos trabalhadores. Pior que isso é ver que a absoluta maioria daqueles que não respeitam as leis estar no eixo Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso. Mato Grosso do Sul, Pará e Tocantins. Eu já sabia pela experiência, por ter vivido que o nordeste goiano todo trabalho em grandes fazendas é desumano e degradante, e o mesmo se aplica a região sudeste do Tocantins que é a que mais conheço. No entanto, ver que mais de 200 fazendas estão neste eixo, tenho de admitir que me assustou. O pior é que estes fazendeiros são do tipo que mata para defender o lucro absurdo que conseguem com tal ilícito.
Quando alguém se propõe a levantar a voz contra este tipo de ilícito significa ter os familiares perseguidos, não arrumar mais emprego no estado em lugar nenhum, se for funcionário público ser perseguido, ou de alguma forma demitido, por alguma razão, na maioria das vezes inventada. É por tudo isso, e que por estar com duas filhas para criar cheguei a pensar em calar a minha voz. No entanto, algo me diz, que não devo fazer. Portanto, a todos aqueles que pensavam que tinham ganhado a luta calando a minha voz, ofereço a música abaixo.


Catucando a Jurubeba.
Pirapora e cambará.

Meus amigos estou chegando.
 Eu estive viajando,
mas agora estou voltando.
Meus negócios não atrasam.
Teve gente que gostou,
A Meninada até chorou
Os inimigos se enganou
Por que vim mandando brasa.
Por que sou como madeira;
Que enverga mais não quebra;
Olha eu aqui de novo,
Catucando a Jurubeba.
(catucando a jurubeba)
(Catucando a Jurubeba)

Eu estive no estrangeiro,
E ganhei muito dinheiro
 sou  um grande fazendeiro
E forneço pro Ceasa.
E agora que voltei
Os amigos eu abracei
Os inimigos eu assustei
Por que vim mandando brasa
Por que sou como madeira
Que enverga mais não quebra
Olha eu aqui de novo
Catucando a Jurubeba.
(cutucando a jurubeba)
( e catucando a jurubeba)

Tenho amigos competentes
Que por mim ele  ir pra frente
Eu sei que de muita gente
Nós vamos cortar as asas
Eu sou mesmo deste jeito
Eu nunca tive despeito.
O meu único defeito
É viver mandando brasa.
Por que sou como madeira
Que enverga mais não quebra.
Olha eu aqui de novo
Catucando a Jurubeba.
(catucando a jurubeba)
(catucando a jurubeba)

Meu rolo não me enrrola
Sou bom e não sou gabola
Quando o sujeito me amola
Comigo ele se arrasa.
Se ele for invejoso
Fica todo furioso
Ta vendo que eu sou gostoso,
E vivo mandando brasa.
Por que sou como madeira
Que enverga mais não quebra
Olha eu aqui de novo
Catucando a Jurubeba  ( bis)

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