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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Algumas peripécias de Marconi na Educação em vinte anos de Governo



Nelson Soares dos Santos[1]

Vamos relembrar algumas peripécias de Marconi na Educação?
1.           1998, eleito para mudar os rumos do estado Marconi começa seu governo convidando para Secretaria da Educação Raquel Teixeira. Quem era Raquel? Professora derrotada para reitoria da Federal. Hoje se vê que os professores da UFG tinham boas razões para não querer ela como reitora. É não dava. Universidade é coisa séria e não lugar de brincadeira de mau gosto. Nomeada, a primeira providência da Doutora Raquel foi iniciar a montagem de um plano para se eleger deputada federal. Perseguiu pessoas, ameaçou outros, demitiu aqueles que não rezaram em sua cartilha (  eu fui um deles). Eleita deputada federal virou parlamentar de um mandato só, afinal, quem não tem talento não prospera. A ditadura e ameaças não funciona a distância.
2.           1999. Marconi acaba  com todas as escolas especiais do Estado. O argumento é que se iniciaria uma era de Inclusão Social nas escolas. Trouxeram o Romeu Kazumi Sassaki, e tantos outros medalhões da área. Deram cursos caríssimos, inventaram um grupo de multiplicadores para divulgar a inclusão social, gastaram milhões  e depois, demitiram a maioria dos multiplicadores e o projeto de Inclusão foi para o lixo. Hoje não se vê nem sinal do projeto mais. Não tem sequer uma superintendência de Ensino Especial e as crianças que precisam de atendimento especializado estão a míngua.
3.           2002. Marconi é reeleito. Enfrenta em 2003 uma grande greve de professores. Persegue, demite, coloca a polícia para bater em professores. Coloca no Lugar da Doutora Raquel a Doutora Eliana França, ex-adversária da primeira quando na UFG na disputa pela reitoria. Secretaria de Educação ficou quatro engessadas, nenhum projeto foi adiante, nada funcionou.
4.           2006. Marconi elege o Poste Alcides Rodrigues para o Governo. Quem não se lembra da música, “Alcides é o nome, Alcides e Marconi?”. Marconi não deixa o eleito governar. Manipula, engessa o governo, mantém Eliana na Secretaria. Alcides enfrenta greve dos professores, coloca a polícia, persegue, mutila vidas inteiras. Finalmente Alcides rompe com Marconi, a situação da Educação piora; Marconi volta, derrota Alcides agora aliado de Iris e está tudo pronto para a pior desgraça na Educação de Goiás.
5.           2010. Marconi eleito inventa uma jogada política para aprofundar ainda mais a derrota de Iris. “Rouba” Thiago Peixoto para nomeá-lo Secretário da Educação. Tudo era uma brincadeira com o futuro de nossas crianças. Thiago, que já era fruto de uma brincadeira de Marconi com Iris, agora brinca com os educadores. Inventa projetos malucos, tira a gratificação dos professores, professores entram em greve, Peixoto manda a política bater nos professores, mesmo assim Marconi garante o fim da titularidade dos professores, rasga o plano de carreira e ainda assim os professores continuam votando e apoiando Marconi.
6.           2014. Novamente Marconi é eleito. Agora, a invenção, da vez são as OS. Marconi e Raquel descobriram que educadores não entendem de educação. Primeiro veio a militarização que segundo o Próprio Marconi em Entrevista é só um jeito de ensinar os professores “qual é o lugar deles”. Marconi não está preocupado com a educação. Pouco importa o que vai acontecer se as OS, ou a Militarização não der certo. O que Marconi quer mesmo é perseguir, mutilar, demitir, destruir a vida dos educadores. Ele sabe que um povo educado jamais vai votar e escolher um Governante como ele.



[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário e autor do Blog Observatório Goiano.?

domingo, 27 de dezembro de 2015

Os erros da oposição ou de Como O PSDB e seus aliados mantiveram Dilma no Poder.



Nelson Soares dos Santos[1]
As oposições não conseguiram tirar o PT de Lula e Dilma do Poder no ano de 2014, mas por que tropeçaram nos próprios erros, do que por ter enfrentado um adversário digno da confiança do povo. O que assusta foi ver ao longo de 2015 uma oposição atabalhoada e que continuou errando, mas errando tanto que se não houvesse oposição talvez o Governo Dilma teria chegado ao fim vítima de si mesmo e da ira do populacho.
1.           O primeiro erro da oposição foi contestar no TSE – Tribunal Superior Eleitoral o resultado da eleição. Ao fazê-lo deu o primeiro passo para ver reduzido o recall eleitoral de um processo onde os próprios erros saltaram aos olhos do povo, quando utilizaram dos mesmos equívocos usados pelo governo ( mentira, maledicências, preconceitos, ) para destruir a candidatura de Marina Silva. O povo começou a olhar para o PSDB e seus aliados como mais do mesmo, e começar a pensar – se eles fazem a mesma coisa que o PT faz, vamos ficar com o PT.
2.           O segundo grande erro da oposição foi apostar na desmoralização do Governo e ter nesta estratégia o único caminho alternativo. Não buscaram discutir um projeto para apresentar a nação. Começaram a bater na mesma tecla de que o governo mentiu na eleição ( na verdade, o PSDB também mentiu), e que o governo já nascia desmoralizado o que provocou no povo uma justificativa no mínimo estranha, pois diziam nas ruas: - ora, não tínhamos opção. Era votar na Dilma ou no Aécio. Estranho por que esqueciam que havia outras opções. O PSDB criou uma polarização burra no que acompanhado pelo DEM e PPS, só serviu, no final das contas para privilegiar o PT e seus aliados.
3.           O terceiro grande erro foi apostar em uma divisão da base aliada que fosse suficiente para derrubar o governo. Mais do que apostar na divisão escolheu mal os possíveis aliados. Ao se aliar a Eduardo Cunha, investigado e com acusações praticamente comprovadas de corrupção a oposição contribui para contaminar o processo de impedimento da presidente e desmoralizar as ações seguintes.
4.           A oposição agiu como se só no PT e aliados houvesse corruptos. Foi um erro. Terminou o ano vendo Eduardo Azeredo na Cadeia condenado pelo mensalão, aliás, crime este que está na origem de toda a corrupção pelo qual PT e seus aliados estão sendo investigados, processados e condenados.
De todos os erros, o maior erro da oposição foi não ter um projeto. Longe disso, os governadores da oposição que deveriam ser vitrines ficaram conhecidos ao longo do ano respectivamente: São Paulo pela falta de água, fechamento de escolas, greve dos professores e problemas na segurança; Paraná, Beto Richa colocou a polícia para bater nos professores, problemas de segurança, etc; Goiás ( não que Marconi seja importante nacionalmente, mas também é exemplo ruim), termina o ano fechando escolas e oferecendo Anita para as crianças e um “Cabaré” para os adultos.
Não me assusta que depois de viver o pior inferno astral Dilma volta a recuperar popularidade. Não que Dilma fez qualquer coisa boa é que a oposição é tão ruim, mas tão ruim que o povo se vê na obrigação de manter um governo ruim por que teme um governo ainda pior. A oposição não discutiu projetos, não apresentou alternativas. Transformou xingamentos em argumentos, intolerância em discurso, negação da realidade em estratégia de sobrevivência.  O povo brasileiro inicia o ano de 2016 em dificuldades. Sabe que coisas ruins podem acontecer, sabe que a economia vai mal, sabe que a inflação pode aumentar. Tristemente, o povo segue sem um líder em quem possa confiar.



[1] Nelson Soares dos Santos é professor Universitário e autor do Blog Observatório Goiano

sábado, 26 de dezembro de 2015

A confissão do Fracasso de Marconi


Nelson Soares dos Santos[1]

Nos últimos meses um debate tem se destacado no estado de Goiás sobre a Educação. De um lado, Marconi e seus assessores, defendem forma apaixonada a introdução das Organizações Sociais como novo modelo de Gestão da Educação pública no Estado; e, de outro, os seus opositores, também de forma apaixonada afirmam com os mais variados argumentos que as OSs vai acabar de destruir o que resta da educação de Goiás. Afinal, quem tem razão? O que ninguém tem coragem de argumentar e afirmar é que nosso sistema de educação, e não apenas o modelo de gestão está falido. Na verdade a tentativa de Marconi de introduzir as OS,  -  de um lado mostra o rancor e ressentimento do governador para com os professores como noticiou o Jornal “O popular” recentemente - , mostra uma confissão Pública do Governador no campo da Educação: Ele fracassou.
1.           O primeiro argumento que mostra que as OS, é uma confissão do fracasso do Governador é o tempo que ele está no comando do Estado. Marconi Governa Goiás a 20 anos. Sim, vinte anos, já que o Alcides foi eleito diretamente por ele e para ser um poste. Ora, vinte anos depois, e só agora o Governador resolveu fazer algo pela educação, - e pelo jeito algo errado; - isso mostra que ou o Governador não está nem aí para educação, o que teria sentido se comprovado as notícias de que o que ele está fazendo é só por rancor e ressentimento; ou de outro lado mostra que o Governador realmentre fracassou pois durante vinte anos mostra que nada do que fez na educação surtiu efeito positivo.
2.           O segundo argumento que demonstra o fracasso do Governador é a repetição da Secretária Raquel Teixeira. Raquel foi secretária do Governador no primeiro mandato, portanto, há vinte anos atrás. Naquela época Marconi tinha muito mais força eleitoral para implantar qualquer modelo novo, mas, em vez de fazer algo pela educação Raquel implantou uma politicagem de perseguição na secretaria, negando licenças, demitindo aqueles que consideravam adversários e aliciando outros para sua campanha no pleito seguinte. De certa forma,  a estratégia deu certo e um exército de professores medrosos elegeram-na Deputada Federal. Como não teve talento para ser parlamentar tornou-se uma deputada de uma mandato só, perdendo a eleição seguinte e ficando relegada ao ostracismo por um bom tempo. Agora, retornou, e pelo jeito, pelo que se lê, pelo que se ouve com o mesmos velhos hábitos.
3.           O terceiro argumento de que as OS é uma confissão do Fracasso do Governador é a natureza das próprias OS. Ora, em um momento em que tais organizações estão sendo contestadas devido a prática de diversos delitos incluindo corrupção em outros estados como Rio de Janeiro, e países, como Chile, Estados Unidos, Canadá, etc;  implantá-las aqui só pode ser ou confissão do fracasso (não consegue criar ou encontrar nada melhor), ou incompetência mesmo.
4.           Por fim, resta observar a forma como se dá a implantação. Não há discussão com a sociedade, não há clareza das regras e agora, os seus adeptos apresentam a notícia de criação de organizações de última hora ( professores de universidades privadas de outro estado), como sendo um argumento plausível, o que parece mais uma prova de que o processo que ocorre na Educação em Goiás é um processo viciado e perigoso para o futuro da educação.
Tristemente, vinte anos depois, temos que admitir que Marconi Fracassou. Derrotou Iris Rezende trazendo a esperança de que um novo modelo de se fazer política se implantava no Estado mas o que vimos foi a continuidade dos mesmos hábitos, mesmas atitudes, mesmas perseguições. A segurança está sucateada, a educação está destroçada, não há esperança nos olhos das novas gerações que depende do auxílio do Estado. Tristemente, Marconi fracassou. Agora, temos que seguir em frente. Achar novos líderes, novas utopias e seguir adiante. Se Marconi fracassou na educação não há por que acreditar. Um novo sol precisa brilhar, uma nova esperança precisa surgir.



[1] Nelson Soares dos Santos é professor Universitário e membro da Direção Nacional do Partido Popular Socialista.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

As sete lições do Bambu



Autor desconhecido
Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô o chamou para a varanda e falou:
-Vovô, corre aqui! Me explica como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançá-la, se quebrou, caiu com o vento e com a chuva...E este bambu tão fraco continua em pé?
- Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.
1. A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante é a humildade diante dos problemas, e das dificuldades. Eu não me curvo diante dos problemas e das dificuldades, mas diante daquele, o único, O Príncipe da Paz, aquele que me chama, que é o SENHOR.
2. Segunda verdade. O bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele cresce para cima, ele tem de raízes para baixo. Você precisa aprofundar suas raízes em DEUS por meio da Oração.
3. Terceira verdade. Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que muitos outros nasçam ao seu lado. Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma só árvore. As vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos para que desse modo se livrem dos predadores.
4. A quarta verdade é que o bambu nos ensina é a não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, em comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, que são coisas insignificantes a que damos valor inestimável. Para ganhar é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.
5. A quinta verdade é que o bambu é cheio de nós. Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo nossa força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.
6. A sexta verdade é que o bambu é oco – vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo e que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa ser preenchido por conhecimento e novas experiências.
7. Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá: Ele só cresce para o alto. Ele busca a luz, as coisas do alto. Essa é a sua meta.
Estas sete lições nos ensina o quanto devemos auxiliar uns aos outros em nossa jornada, o quanto precisamos uns dos outros para atingirmos nossos objetivos, ser humilde de oração, saber conviver com as diferenças e aceitar as diferenças na convivência com respeito.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Sobre a Inveja


 Nelson Soares dos Santos

Imagine uma pessoa eternamente insatisfeita com tudo que se tem. Uma pessoa que não consegue perceber o que se tem na vida por que está sempre vendo o que os outros tem. Passa dias e noites “vigiando” os outros, desejando o que é o do outro, mas apenas até aquilo vir a se tornar dela, e quando se torna ela o despreza por que já não vale mais tannto e o que tem valor é o que é do outro. Esta é talvez uma das possíveis descrições de uma pessoa invejosa.
1.           A inveja é condenada em todas as religiões. Mesmos nas religiões mais esdrúxulas, estas que pregam a teologia da prosperidade onde pastores entram com carros na igreja para os fiéis tocarem e assim serem abençoados, ainda assim condenam a inveja, o que parece uma contradição.
2.           A igreja Católica Romana coloca a inveja como um dos sete pecados capitais e recomenda aos fiéis a prática da caridade, do amor ao próximo, e o exercício de se colocar no lugar do outro como antídoto para tal mal tão execrável.
3.           Para a Igreja Ortodoxa, a inveja é o fruto da mediocridade. “a inveja e o ciúme do mérito alheio acusa e revela a mediocridade de si próprio”, afirma o marquês de Maricá. São Basílio afirmava que devemos sempre colocar o herói que existe em nossos corações acima de tudo,” Tem que ser como as abelhas, comem o que as alimentam na flor, o demais o deixam fora. Assim cada um de nós tem algo para acrescentar no outro, juntos crescemos com as virtudes nossas e dos demais. Não deixar que a mediocridade domine nosso ser tentando eliminar os nossos sábios. Baseando-nos que o amor prevalece sobre a mediocridade, assim como o fogo sobre a cera, que facilmente a amolece, e assim o calor do amor dissolve todo ciúme, inveja, orgulho e arrogância. O fogo do amor vence o temor e a inveja.
4.           Para o Budismo, a inveja é o fruto do nosso ego ferido, pois a felicidade alheia jamais pode interferir na nossa felicidade. Não precisamos destruir o outro, ou mesmo desejar o que do outro para alcançarmos a felicidade. É por tudo algo destetável e que deve ser enfrentado com rigor.  A felicidade nossa deve vir de dentro, na medida em que nos harmonizamos com a natureza, com todos os seres viventes e com o universo.™´
5.           Para o espiritismo, apenas pessoas que não se vigiam podem vir a serem vitimas da inveja. Outrossim, se você cultiva bons pensamentos nada aproximará de você que não seja o bem. Então nesse caso a recomendação é que você cuide de você mesmo, o que os outros pensam de você não é problema seu, é problema deles. Agora se você tem inveja pertinaz dos outros deve fazer uma reforma íntima e começar a cuidar da sua vida e esquecer a dos outros.
6.           No Islamismo a inveja e a hipocrisia são as principais portas do inferno. É listada entre as doenças do coração, sendo a terceira pior doença perdendo apenas para  da dúvida e má intenção e a hipocrisia. A cura seria possível por meio da aproximação de Deus por meio da prece e da adoração.
7.           Uma coisa é certa: a inveja é algo detestável em qualquer religião, qualquer cultura, qualquer civilização. Por isso amigo, se você sente tristeza ao ver alguém feliz, sofre por alguém ter algo que você não tem, cuide-se: seu coração está com as portas abertas para uma terrível doença que pode lhe matar.

8.           E não pense que inveja é apenas por coisas financeiras e materiais. Há inveja moral, intelectual, e, a pior de todas em minha visão: a inveja espiritual. Esta acomete todos aqueles que dizem buscar a Deus e evoluir espiritualmente. É cruel por que ela vem sempre adornada por uma aparência de bondade e quase sempre os possuidores dela são verdadeiros psicopatas que se utilizam do mundo espiritual para enganar as pessoas mais inocentes.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Indignação seletiva - a voz dos imbecis



É verdade que com o advento das redes sociais muitos que não tinha voz passaram a ter. E concordo com Zigmut Baumam que a internet concedeu voz a um número enorme de imbecis que antes só batiam palmas nos discursos no centro da cidade ou nas igrejas. Em tempos assim é bom tentar definir alguns sinais se aquela postagem que aparece em seu feed é uma indignação moral que vale a pena ser lida ou é apenas um desabafo de algum imbecil alienado e doente. Então vamos lá:
1.           Indignação não é revolta, embora seja sinônimos. Indignação é um ato moral de alguém que de forma autônoma, consciente, se recusa a aceitar algum ato ou fato como sendo normal e motivado por um profundo respeito a vida e a dignidade humana. Por exemplo, se uma pessoa defende uma pessoa que provocou danos a vida humana e a coletividade e no dia seguinte, por alguma razão sai em defesa de outro pessoa que cometeu o mesmo crime ( indignação seletiva), denota que na verdade esta pessoa não está indignada e sim que ela faz parte de uma facção.
2.           A indignação como ato moral é um ato consciente. Isso significa que a pessoa precisa por si mesmo analisar a situação e ser capaz de compreender os fatos. Fora disso, a pessoa está reproduzindo a consciência ou verdade de outro. Então não é indignação. É fé, é fanatismo.
3.           A indignação como ato moral pressupõe autonomia. Isso significa que a pessoa que sai por ai distribuindo folhetos, pedindo dinheiro para manifestações e se obriga a seguir regras impostas por outros, é qualquer coisa menos indignação como ato moral.
4.           A indignação como ato moral pressupõe responsabilidade. Capacidade de assumir responsabilidades está diretamente ligado a questão da autonomia, mas, aqui tem também o significado de ser capaz de ser dono de si. Não tem responsabilidade ou capacidade de tomar decisões o filho que vive dependente do pai, a mulher dependente do marido ou vice-versa, etc. Funcionários públicos que protestam por medo de perder o emprego não deveriam ser levados a sério. Da mesma forma, militantes pagos não são sujeitos morais. E pode ser incluído, mesmo, empresários que protestam unicamente movidos por interesses financeiros.
5.           Por fim indignação como ato moral – ato consciente, responsável, autônomo – é movido por princípios e valores. Nesse caso os princípios elevados do respeito a vida como valor sagrado e a humanidade toda como sendo uma mesma família. Foi esta a indignação de Martim Luther King, Mahatma Gandi e todos aqueles que de fato lutaram por um mundo melhor.


Poucos querem a Justiça


A observação da mudança de humor nos jornais e nas redes sociais revela que existe uma parcela muito pequena da população brasileira que realmente anseia por justiça. A grande maioria quer mesmo é preservar seus interesses de classes, corporativos, e ou privados mesmos.  Senão vejamos alguns sinais:
1.    Quando Dilma chamou Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda na minha opinião tentando segurar o conceito de bom pagador do Brasil, o que beneficiaria toda a coletividade, boa parte dos que votaram nela começaram  a dizer que ela tinha virado uma tucana, traidora do petismo, como se um presidente tem de estar subordinado a um partido;
2.    Quando Marina resolveu apoiar Aécio no segundo Turno os tucanos bateram palmas. Marina era sábia. Quando praticamente pelos mesmos motivos Marina resolveu que não apoiaria um pedido de impeachment que agora o STF demonstra que ela estava correta, ou seja, um pedido viciado e eivado de ilegalidades Marina é Petista e membro do Quadrihão PT;
3.    Quando o STF condenou todos os participantes do Mensalão Petista o STF era uma casa de leis maravilhosa e justa; a prisão de Delcídio Amaral então foi vista como uma vitória da Democracia; Quando o mesmo STF tomou uma decisão que contrariou a oposição e coloca em risco o plano do impedimento da presidente já aparece dossiês colocando o STF como membros do Quadrilhão Petista;
4.    De um lado como de outro é a mesma história. Cada um dos lados já se definiu como sendo o bem e outro lado como sendo o mau e as trevas, não cabe em nenhum sentido uma terceira possibilidade. E quando todos são obrigados a concordar, sim, nesse caso a Democracia está em risco.
5.    Todos Sabiam que o Cunha é corrupto. As provas estão ai por todo lado. Entretanto, a nata da república entendeu que deveria jogar a ética e a moral no lixo e dar as mãos a cunha para tentar derrubar a presidente; uma ética maquiavélica, desumana e cruel que lançou a todos no pântano da corrupção.
6.    Depois de anos quando o primeiro Tucano é condenado no Mensalão Tucano, a mesma justiça que condenou o mensalão Petista e foi aplaudida por isso, foi chamada de justiça manietada e colocada a serviço de um partido. O que assusta é que nesse caso o crime e grande parte dos autores são os mesmos, alguns inclusive, os  mesmos condenados no mensalão petista, ou seja, o mesmo crime.

7.    Há muitos sinais outros de que há uma grande parcela da população não está em busca de justiça, não está em busca do bem coletivo, não está em busca da construção de uma sociedade melhor. No final, todos só querem um meio de continuar a tirar vantagem de uma sociedade injusta e desigual, e outros, querendo começar a tirar vantagem e proveito pessoal e poucos, poucos pensando em humanizar ou tornar melhor a sociedade.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Cuidado com os homens de um livro só!!



Eu deveria ter entre 13 e 14  anos quando ouvi a frase do título pela primeira vez. Era um seguido sincero da religião Adventista do Sétimo Dia. Estava apaixonado por um livro escrito pela principal autora da Igreja cujo título é “Caminho para Cristo”. Um livro que, até hoje, considero um bom livro para quem deseja aprender um pouco dos valores e princípios morais do verdadeiro Cristianismo. Eu já tinha lido  umas cinco vezes, e o pastor que tinha uma biblioteca de mais de mil livros me alertou: leia outros livros. Um livro por melhor que seja é sempre perigoso quando se torna o único livro de travesseiro.
Naquele dia abriu-se para mim uma porta que nunca mais seria fechada. O dogmatismo nunca mais teve lugar em minha mente. Mergulhei no estudo da história e tudo que eu lia tinha curiosidade para ver o contexto. Naquele mesmo ano comecei a ler diversos clássicos como “Adeus as armas”, “ Os Miseráveis”, e autores como Fernando Pessoa, Castro Alves, Machado de Assis, e tantos outros. No campo religiosos mergulhei na leitura das histórias dos valdenses, armênios, e tantos outros povos que foram mutilados e sequer são lembrados pela história e que possui exemplos de heroísmo e grandeza a nos ensinar.
Aos 16 para os 17 anos eu estava lendo o Livro dos Mórmons; em seguida, caiu em minhas mãos o Bagavda Gita, aos 18 anos estava lendo o Triptaka e mergulhando no mundo do budismo. Ao mesmo tempo mergulhava na história do mundo ocidental e me fascinava pelas histórias das dinastias dos Carolingios, do Merovingios, do império Inglês, do Império Mongol, do império Persa. Em todos os estudos eu via sempre uma luz   que indicava o cumprimento milagroso das profecias do Livro de Daniel da Bíblia Sagrada.
Tinha 22 anos quando li pela primeira vez o alcorão, e 26 anos quando obtive os primeiros conhecimentos sobre a Kabala, conhecimento considerado velado até hoje, pelos judeus. Foi então que entrei em contato definitivo com o ocultismo aprendendo coisas nunca imaginado, inclusive sobre os grandes filósofos e tantas obras que nunca foram publicadas e ainda hoje são desconhecidas do grande público.
No campo do conhecimento científico nunca me permiti deixar de ler um autor por dogma. Foi assim que li com afinco as principais obras de Marx, como estudei com o mesmo afinco os economistas liberais. Quando no Mestrado, estudei com afinco os filósofos gregos e ao mesmo tempo mergulhava de corpo e alma na fenomenologia de Sartre e companhia.
É por isso que se eu pudesse dar um conselho aos jovens diria: estude todas as religiões. Não seja jamais um homem de um livro só, uma teoria que tudo explica. Ouça o que tem a dizer os seus adversários, faça análises, pense. Pense mesmo quando tudo parecer óbvio. E quando todos parecerem concordar com alguma coisa, pense mais ainda. A verdade pode sempre estar mais longe do que se imagina.



O Brasil é um país de povo racista, machista e preconceituoso



Alguns sinais de que o Brasil é um país racista, Machista e preconceituoso.
1.    A maioria da população é negra e a percentagem de representantes negros nos espaços de poder é diminuto. Por outro lado, os presídios estão lotados de negros.
2.    É raro a existência de casamentos inter-raciais e quando há, os nubentes não cansam de contar histórias de constrangimentos vividos pelo casal principalmente em relação aos filhos.
3.    O preconceito é estendido àquelas que estão acima do peso, tem algum tipo de deficiência. A resistência das pessoas em respeitar os lugares reservados aos deficientes é uma prova do fato.
4.    No caso do Machismo as mulheres negras sofrem duas vezes mais: primeiro por serem negras, o que faz com que os homens brancos acreditem que elas não são mulheres para casamento. Não é difícil encontrar uma mulher negra com uma história assim para contar; além de sofrerem por serem negras, sofrem por serem mulheres e  então são tratadas como mulheres de segunda categoria.
5.    O racismo está tão arraigado que tem negros que no desespero de serem aceitos na sociedade passam a acreditar e agir como brancos. São os conhecidos “negros de alma branca”; dóceis e dispostos a fazer o serviço sujo da elite branca. Aliás, no Brasil o racismo é tão estranho que se houver dois garis varrendo a rua, e um for negro e outro branco, o branco se sente a elite e menos gari que o negro; o criminoso branco se sente menos criminoso que o criminoso negro unicamente pelo fato de ser branco. E o pior, a sociedade aceita esta justificativa.
6.    A grande maioria das mulheres, mesmo as mais feministas, tem dificuldade de conviver com um homem que ganham menos do que elas. O índice de divórcio é bem maior e são bem maiores as possibilidades de divórcio quando o homem perde o emprego em um lar onde os dois trabalham.
7.    As redes sociais estão cheios de casos que mostram existir uma compreensão extremamente equivocada do que é a liberdade feminina ou o papel feminino. Vide o caso da Fabíola que muitos interpretaram que ela poderia fazer o que quiser, sair com quem quiser por que era dona do próprio corpo, e esqueceram que quando uma pessoa casa tem a responsabilidade de exercer a lealdade.
8.    Por outro lado, a reação machista de  tratar o amigo do corno como o “Cara” e a mulher como “a puta”. Na verdade ambos naquela situação cometeram um crime de traição; um traiu o amigo, ela traiu o esposo. Ambos moralmente demonstraram não estar a altura da confiança neles depositada.
9.    O caso Kátia Abreu, é outro interessante. Fosse um homem chamando outro homem de namorador, ou uma mulher chamando um homem de namorador a reação não teria tido a mesma repercussão. Ou seja, o machismo está nos homens e nas mulheres.

10. Há uma parcela grande da sociedade que acredita piamente que não existe racismo. Aliás, o brasileiro é muito crente. Tem uma grande maioria que acredita que no Brasil as oportunidades são iguais para todos e que cotas para negros, mulheres ou índios é um desserviço a sociedade. 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Os três prazeres da carne.



Hoje aprendi com um amigo que os seres humanos em sua contraparte que os iguala a todos os animais possui três grandes prazeres: Comer, fazer sexo e cantar. Segundo ele, todos os animais, sem exceção praticam estas três coisas e o homem está acima apenas pela capacidade de praticar estas três coisas utilizando a livre vontade.
O que, no entanto, nos torna diferente dos demais animais? Se somos os únicos animais capazes de pensar e de por esta razão utilizar o livre abírtrio e a livre vontade, somos a única espécia animal que possui vontade.
 Entretanto o que vemos, na maioria dos casos, são indivíduos que não conseguem exercer a vontade para serem livres. São escravos da comida, da bebida, do sexo, ou mesmo da música de péssima qualidade que degrada a alma.
O nosso nível moral pode ser observado pela capacidade de usar nossa vontade e desfrutar desses prazeres com equilíbrio. Esses prazeres já foram trabalhados em dois filmes que conheço: Comer, rezar e amar e Amar, beber e cantar.
Todos aqueles que almejam o aprendizado da meditação, do controle emocional, da evolução espiritual devem aprender a controlar a vontade no exercício de desfrutar destes dois prazeres.



Sexualidade e vida espiritual.


John Dee foi um Grande Mago da Idade média. Conselheiro da Rainha Elizabeth era o que podemos chamar de um buscador nato. Na sua busca espiritual conheceu Edvaldo Talbot, também um grande buscador, ocultista que tinha como principal habilidade falar com os anjos. Juntos, realizaram muitos fenômenos que chamaríamos de milagres.
Um dia Edvaldo Talbot disse a Jonh Dee que tinha recebido a revelação de um anjo de luz e que este o dissera que deveriam eles compartilhar as esposas como meio de elevar ainda mais a alma até Deus.
Jonh Dee pediu a Talbot que se afastasse de sua casa e de sua família e nunca mais o viu enquanto viveu. 
Aqueles que escolhem o caminho do casamento ou dividir com uma outra pessoa a busca da evolução espiritual na terra por meio do casamento ou da parceria deve saber que a lei da polaridade não aceita transgressão. 
Estamos todos submetidos a lei da ação e da reação, a lei da compensação, mas nesse caso, sobretudo a lei da criação/destruição.
Não foi a toa que Jesus foi tão radical quanto ao adultério. O prazer que sentimos em um envolvimento de ordem sexual é produzido pela movimentação das forças da essência de divina que existe em nós, forças responsáveis pela criação e perpetuação da vida na terra. 
Toda ciência e toda magia pode ter sua síntese em um momento de êxtase produzido em um orgasmo no qual os dois participantes trilharam o caminho do sagrado.

O sexo desregrado e desajustado, desequilibrado é a fonte da maioria dos males de nosso tempo. O que se chama de liberdade é na verdade libertinagem e desrespeito a vida e ao sagrado que existe no ser humano.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Aprenda a identificar pessoas com depressão e lidar com elas.


1.    Pessoas com depressão geralmente pode ter três características gerais: baixa auto-estima, complexo de inferioridade e eterna revolta com a vida.
2.    O Complexo de inferioridade aparece como principal sinal na busca da pessoa por culpados, e assim se transformar em vítima. A pessoas nunca se sente responsável pelo que acontece. Sempre tem um culpado. A sogra, a esposa, o marido, a mãe, o amante, o filho. E quando não existe culpados ou ela não acha um jeito de culpar ou responsabilizar alguém ela inventa, imagina, cria.
3.    A baixa auto-estima aparece em um ciclo vicioso, onde o principal sinal é uma constante necessidade de justificar os acontecimentos principalmente os erros. Estas pessoas estão sempre a se justificar, explicar, explicar, e nunca assume o que fazem, por que quando fazem tem sempre um bom motivo.
4.    Por fim, a eterna revolta. Tais pessoas reclama de tudo. Se chove, reclama da chuva; se faz sol, reclama do calor. Reclama de todos os programas de televisão, de todos os governos, de tudo. E quando não tem nada do que reclamar estas pessoas reclamam que a vida está uma chatice. Estas pessoas gostam de sofrer e se você lhes propor cura elas vão se recusar, por que afinal, elas merecem sofrer.
5.    Coisas macabras – Acrescente-se a isso o gosto por coisas macabras. Filmes macabros de muito sangue, geralmente quando pegam um jornal lêem a página policial do inicio ao fim. Quando ouvem sobre uma tragédia buscam ansiosamente os detalhes. “Quantos morreram, onde, quando”....
6.    São egoístas, invejosas e negativistas. Não conseguem se colocar no lugar do outro, costumam compartilhar fotos macabras nas redes sociais, são preconceituosas e estão sempre tentando jogar as pessoas pra baixo.

7.    Então, não deixe estas pessoas envenenar sua mente. Diante de pessoas assim, mantenha a alegria, enalteça as coisas boas, encontre motivos para agradecer. E se tais pessoas insistem em assuntos ruins, afaste-se. A vida é boa e curta demais para cultivar o sofrimento e a dor. ( Palestra assistida com Maria Luiza Brito Santos e Brena Regina.)

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O STF, a Oposição, Temer, Cunha e a Quinta Coluna


Nelson Soares dos Santos[1]
Quando vi o STF, ( Supremo Tribunal Federal) suspender o processo de impeachment de Dilma hoje, veio a mente a expressão Quinta Coluna. É claro que diante da confusão que se transformou a Câmara no dia de hoje, enquanto se votava a escolhas dos nomes que vai compor a Comissão Especial não havia mais opções ao STF que não fosse de intervir. Com a sessão sendo transmitida ao vivo parecia mais um bordel ou cabaré do quem uma reunião de homens que representava uma nação.
Foi ai que veio a mente algumas perguntas, como: a quem interessa bagunçar de tal forma o processo? Afinal de que lado está o Temer? De que lado está o Cunha? Afinal, o PSDB quer derrubar a Dilma? O que se sabe é que uma guerra está acontecendo, mas ninguém consegue definir quem são os elementos que compõe os lados em disputa.  Vejamos então com o auxílio da Enciclopédia livre da Internet o que significa uma quinta coluna.
“Quinta-coluna
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Quinta-coluna é uma expressão usada para se referir a grupos clandestinos que atuam, dentro de um país ou região prestes a entrar em guerra (ou já em guerra) com outro, ajudando o inimigo, espionando e fazendo propaganda subversiva, ou, no caso de uma guerra civil, atuando em prol da facção rival. Por extensão, o termo é usado para designar todo aquele que atua dentro de um grupo, praticando ação subversiva ou traiçoeira, em favor de um grupo rival.
O quinta-colunismo não se dá no plano puramente militar mas também por meio da sabotagem ou da difusão de boatos, "atacando de dentro" ou procurando desmobilizar uma eventual reação à agressão externa.
Origem da expressão
A expressão nasceu durante a guerra civil espanhola (1936-1939) para designar a comunidade de madrilenhos simpatizantes do general Francisco Franco.
Segundo alguns, o criador da expressão teria sido o general Queipo de Llano, quando, em 1936, Franco, líder do golpe fascista contra a república, preparava-se para marchar sobre Madri com quatro colunas (um tipo de formação militar). Na ocasião, Queipo de Llano lhe teria dito: "A quinta-coluna está esperando para saudar-nos dentro da cidade," referindo-se às facções que, embora formalmente vinculadas ao campo legalista, preparavam-se para a agir em favor do Alzamiento Nacional, na capital. [1]
Já de acordo com Antenor Nascentes[2] e outros,[3] o criador da expressão teria sido o general Emilio Mola, quando este avançava em direção a Madri com quatro colunasexpedicionárias (uma que avançava desde Toledo, outra que vinha pela estrada de Extremadura, outra pela Carretera de la Sierra, em Granada, e outra que vinha de Sigüenza, em Castilla-La Mancha). Ao ser entrevistado por jornalistas, Mola teria declarado que esperava vencer porque, além daquelas quatro colunas, contava com uma quinta - os partidários de Franco infiltrados na comunidade madrilenha.
Outros, como o jornalista Mikhail Koltsov, do Pravda, enviado pessoal de Stalin à Espanha, afirmam que foi o general José Enrique Varela quem cunhou a expressão” ( Grifos meus)
Ao analisar a política atual as primeiras perguntas a serem feitas são: Quem é governo? Quem é oposição? Quem é de esquerda? Quem é de direita?  E então você percebe que está tudo bagunçado. Dentro do Governo tem partidos de esquerda e de direita e na oposição tem partidos de esquerda e de direita. Logo o que se está em jogo quando digladia oposição x Governo não são questões ideológicas. As questões ideológicas deram lugar a uma luta intestina pelo poder sem nenhum projeto de nação.
Então a guerra é entre os partidos que não ganharam a eleição e os partidos e líderes que ganharam a eleição ( diga-se de passagem com mentiras e de forma fraudulenta, e sabemos que tanto Dilma quanto Aécio mentira paro o povo durante o processo eleitoral). Ai fica uma questão curiosa: Mas o Temer, o Cunha e o Renan não ganharam a eleição? Então por que estão querendo derrubar o Governo com o qual ganharam? É ai que entra a questão do poder judiciário. A operação Lava Jato, desdobramento do Mensalão, e outros ão começou a atingir a todos e dividir os corruptos. Não é a toa que Cunha se sente tão seguro e alardeia que tem centenas de deputados nas mãos. O processo de corrupção chegou a um nível tão alto que até nomes de juízes da Suprema Corte foram citados como instrumento do esquema.
No meio disso tudo é possível pensar que os dois lados realmente em guerra estão silenciosos manejando os bonecos. Na verdade o que pode estar em jogo é a relação frágil existente entre o Estado, o Mercado e a Sociedade civil. Não por acaso muitos grandes e principalmente os governadores dos maiores estados estão em silêncio. Se a guerra produz dois lados que não se percebe a primeira vista é que pergunto: o que de fato está acontecendo? Não seria o Temer, ou Cunha apenas uma quinta coluna em uma guerra que sequer percebemos quem são os verdadeiros lados em disputa? A oposição, se é que existe alguns que querem o bem da nação e o fim dessa lama que se instalou, esqueceram de perguntar. Ou talvez, seja mesmo parte da Oposição, talvez o PSDB, a quinta coluna. Resta saber a serviço de quem eles trabalham ou a quem representam. Temo que no final não haja ninguém que represente o povo e a democracia.




[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário e Membro da Direção Nacional do PPS.