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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A Educação a caminho da lixeira

Nelson Soares dos Santos[1]

Quando decidi em 2013 que seria candidato em 2014 por que acreditava que o país precisava de mais vozes em defesa da educação imaginava que 2015 seria um ano difícil para os educadores, mas nem de longe poderia imaginar que seria tão cruel. O que tenho visto é a educação sendo jogada na lixeira, o futuro da nação sendo tratado com um descaso descomunal.
No Rio Grande do Sul, Governado pelo PMDB, os professores vão receber os últimos salários de 2015 e 13º em seis parcelas. Os professores estão sem voz, desorganizados, sofridos. Parece que ninguém acreditava que a situação seria tão ruim quanto parece.
No Paraná, o Governador do PSDB começou o ano colocando a polícia para bater nos professores em Greve. Vídeos correram nas redes sociais, muitos se indignaram e depois todos esqueceram; e os professores continuaram lá, no mesmo sofrimento.
Em São Paulo, também governado pelo PSDB, o ano termina com a polícia batendo em alunos. E o grave é que os alunos estão apanhando por que querem manter o direito de ter uma escola perto de casa. Nem estão lutando por educação de qualidade, apenas querem uma escola perto de casa.
No estado de Goiás, também governado pelo PSDB, a educação não vai nada bem. O Governador age de forma revanchista e vingativa para com os professores, pretende acabar com a estabilidade, transformar a gestão em OS, e, claro, demitir muita gente. Todo o processo está em curso. O curioso é que enquanto o Governador quer acabar com a estabilidade do servidor público ele envia a Assembléia Legislativa projeto de Lei para dar estabilidade a servidor comissionado. Isso tudo de acordo com as notícias nos principais jornais do Estado.
Em Brasília, ou DF, Governado pelo PSB, as coisas estão só piorando. Já teve greve e embora a educação não é o setor mais atingido ( até então Brasília gozava de ter um dos melhores salários para os professores), tudo indica que tudo é uma questão de tempo.
Como se vê a questão do descaso pela educação é suprapartidária. Não há um partido que de fato está comprometido com a questão. Ainda nesse cenário, 15 estados não possuem sequer o plano Estadual de Educação, e recentemente, liderados pelo Governador de Goiás, os governadores fizeram uma solicitação curiosa ao Governo Federal. Querem o direito de não pagar o piso para os professores ( que diga-se de passagem, não sustenta uma família) e usam como  justificativa a crise econômica atual.
Nesse desiderato aconselho aos professores a começarem a se inscrever nos programas sociais do Governo. Aqueles que não possuem moradia devem se inscrever no “Minha casa minha vida”. Enquanto isso, Cunha tenta caçar Dilma que tenta caçar Cunha, observada por Renam, Jader, e Temer. Todos investigados pela Operação Lava Jato.




[1] Nelson Soares dos Santos é professor Universitário. 

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