Noite escura.
O sol está se pondo. Eu estou vendo. Ingreme caminho tenho a minha frente. Viver saudável em meio a mil venenos. Não me contaminar com toda essa gente. Tenho vontade de comprar uma mortalha, Escrever um diário, arrumar a cangalha; Voltar ao meu rancho construído de palha, esquecer essa gente, este povo canalha. Estou cansado, quase em inanição. Minha voz enfraquece, tremem minhas mãos. Minhas pernas fraquejam, palpita o meu coração. E quando o desespero me fulmina, lamento minha pobre e triste sina, Viver minha vida nesta escuridão. ( Poesia escrita no ano de 1995)